Poemas, frases e mensagens de flipe

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de flipe

Mundo que corres...

 
Mundo que corres,
em correrias opostas,
de voltadas costas,
de mentiras verdades,
em que tudo faz pedir,
o que nada interessa,
para o verdadeiro sorrir.
Fera que és, que fazes dilacerar,
a verdadeira essência,
o real estar.
És incompreensão, inadaptação,
és um muito sem reflexão,
numa constelação,
de estrelas, perdição;
em que o veneno do orgulhar,
o egoísmo do passar,
destroem cada um,
no seu caminhar.
Mundo, faz acordar,
acorda-te e faz trespassar,
a pura razão, a simples emoção,
do amor, da paixão,
do dormir querendo acordar,
do correr, querendo voar,
do tudo querer amar.

Filipe
 
Mundo que corres...

Perduro...

 
Perduro num tempo esquecido,
num trecho contido,
de aqui pertencer,
mas não querer;
de aqui estar,
preso num andar,
numa infinda demora,
para voar.
Até um breve voo,
de vontade terceira,
é num instante,
um enlace em esteira.
Mas sei que o esperar,
é um doce fruto,
de um continuo saborear;
e quando surgir,
tudo se conjugará,
num perfeito unir.
Até lá, sou um grito emudecido,
um sentir, contido,
que em tudo se faz ajustar,
a um destino a chegar,
a um desejado amar.

Filipe
 
Perduro...

sinto frio...

 
Sinto frio…
Sinto um querer tanto,
tanto dar,
abraçar,
tocar,
sinto um silenciar,
numa alvorada,
de um começar.
Apenas queria,
agora,
poder em teus ombros debruçar,
e todas as minhas lágrimas,
derramar.
Apenas queria saber quem és,
saber até quanto temos de esperar,
até ao nosso encontrar.
Serás tu que lês,
será a pessoa que na rua passei,
e na correria, não olhei,
nada sei,
apenas
uma certeza,
de ser e viver, pelo amor,
em todos,
e no aguardado pendor
 
sinto frio...

Pétalas fechadas…

 
Pétalas fechadas,
pólen resguardado,
acesso negado,
olhar rebaixado.
Se somente açúcar levassem,
e não picassem
pétalas não fechariam,
e em tudo se dariam.
Mas a dor vai acumulando,
e num limite chegando,
e em pura agonia,
surge uma oscilante melancolia.
Assim, e mesmo doendo,
o veneno vai desaparecendo,
e em pôr do sol,
um novo nascer,
aguarda por florescer,
e para um novo poder receber.
 
Pétalas fechadas…

A incerteza da mudança.

 
E num instante, tudo muda,
tudo parece chamar,
a um desejado estar.
Ainda nas nuvens, espero o reflexo,
deste chamamento convexo,
em que num acordar de um desesperar,
tudo oscilou, num inacreditável sonhar.
Não sei se neste bramir, algo vai surgir,
o que apenas sei, é que deste imergir,
se não acontecer vir, será mais um carpir.
Aguardo, ansiosamente, pelo ressurgir,
deste esperado sorrir,
que venha, que me faça voar,
ir e fugir, navegar,
e encontrar a ilha a alcançar.
E acredito, se for ali o renascer,
tu lá estarás, esperando o meu ser,
e é por isto, que tremo, que não aguento esperar,
pois sinto, que estou próximo,
de te encontrar, e de te amar.
 
A incerteza da mudança.

Não tarda...

 
Não tarda,
cinco dias começam,
um a um,
hora a hora,
minuto a minuto,
cinco dias de um amanhecer,
de um entardecer,
de um ir e voltar,
de um descobrir,
ou pernoitar.
Mas, de cinco para muitos,
para outros,
apenas mais um,
numa espera ofegante,
delirante, oscilante;
eu já senti, o querer,
e nada poder,
mas sempre soube,
que há sempre um amanhecer,
em que num instante,
tudo pode acontecer.
Mesmo, na espera,
do nosso espelhar,
haverá um dia,
em que esse reflexo,
irá despontar.
Portanto, dos cinco,
alegria,
dos uns, esperança,
da espera,
temperança.
 
Não tarda...

Sincronismo...

 
Sincronismo, num abismo inesgotável,
enchente e palpável,
de um estado necessidade,
numa ânsia de verdade.
Haverá tamanha precisão,
semelhante omissão,
neste sentimento transformação;
sentirão o quanto faço emanar,
este veredicto de ter que esperar.
Se torre houvesse,
onde em certeza estivesse,
o teu ser, o meu viver,
eu nela subiria, e em tranças,
te traria.
Oh andorinhas…
vós que mundos cruzais,
que mares navegais,
segurai e levai,
aos confins da sobrevivência,
a minha inocência, e sacudi-a,
em sozinha harmonia.
Prossegui então, continuai e vivificai,
e na seguinte Primavera voltai;
haverá um novo ninho,
aquele que por vós se uniu, e se revestiu.
Acolhei-vos, e sede mensageiras,
em uniões, obreiras,
de um traço que paralelamente juntaste,
e de um lar, que criaste.
Juntos, num sempre estar,
num comum partilhar,
façamos amor, e amar.
 
Sincronismo...

Chego, chegando...

 
Chego, chegando,
e espero passando, o passar,
para o voltar,
e quem sabe te encontrar.
Aprendo, gostando,
estimulando, procurando melhorar,
para melhor,
a ti me dar.
Ando, passeando,
não correndo, não dizendo,
mas comtemplando, esperando,
o destino para nos juntar,
e podermos nos olhar.
Amo, não amando,
em irmãos gostando,
acumulando, para não condicionar,
o nosso juntar.
Arrumo, arrumando,
bagagens e malas, viajando,
em tudo faço preparar,
o perfeito e nosso futuro amar.
Filipe
 
Chego, chegando...

E assim, abro os olhos...

 
E assim, abro os olhos,
sinto o dia a chamar-me,
a segredar-me, vem, caminha sobre mim,
que o hoje, vai ser o que ainda não pode ser,
o que ainda não pode acontecer.
Eu, levanto-me, e depresso me faço sentar,
pensar, se hoje te vou encontrar,
se hoje te vou puder tocar.
Ès tu que me faz mover,
és tu que aguardo por conhecer,
e mesmo ainda não podendo contigo estar,
é por ti, que tudo preparo,
para melhor me dar.
São palavras, sim, mas são um puro sentir,
de quem define amor, num existir,
de quem somente procura poder abraçar,
o verbo amar.

Filipe
 
E assim, abro os olhos...

Perdoem-me palavras e poesias.

 
Perdoem-me palavras e poesias,
letras e sinfonias,
se não vos entrelaço,
e incapaz, vos não faço,
dizer o quanto dizeis,
anunciar o quanto anunciareis.
Perdoem-se, mas uma vez só,
façam-se unir, imergir,
no meu gritar, no meu precisar,
e voem, no corpusculo das direcções,
no horizonte das emoções,
e façam trazer, a única,
que espero por ter.
Façam traduzir, o meu sentir,
ver, o meu ser,
e levem o meu refexo,
o meu refectir,
e em espelho,
tragam, a minha imagem, quem,
espera no assolar de um estar,
o meu vir, o meu regressar.

Filipe
 
Perdoem-me palavras e poesias.

Aqui estou,..

 
Aqui estou,
aqui me faço estar,
aqui sou um elemento,
de um desconhecido procurar.
Neste rio, de imensos remares,
tudo se destila,
em poucos esperares.
Destes, destapo-os,
e deixos ser, por um momento,
o sonho a ter. Entro,
e nada digo, apenas uma marca,
que fica sem sentido.
E revolto, a entrar,
num novo ser, e a não deixar,
o meu querer.
E assim caio em questões,
de vagas solidões,
de contraditórias emoções.
Haverá semelhante esperar,
de quem nada procura,
mas somente amar;
haverá tamanho precisar,
de quem tudo tem,
mas que apenas quer abraçar.
O não saber,
faz-me nada dizer, e sair,
ficando a marca, o rasgo,
de mais um sentir.
 
Aqui estou,..

Briza de entrelaçes

 
Briza de entrelaçes,
que tomas enlaces,
navega no meu eu,
toma partes, e partitudes,
de uma melodia franquia,
de varões perdidos, desistidos,
e abre, faz abrir, o espaço temporal,
de uma espera termal,
de uma chegada triunfal.
Junta águas, que não escorrem,
num igual escorrer,
mas que sofrem, num igual sofrer;
junta-as, faze-as queimar, encontrar,
faze-as poder aproximar,
e deixa-as juntar... em tudo,
em tudo se amar...
 
Briza de entrelaçes