Poemas, frases e mensagens de SystemError

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de SystemError

Menino

 
Menino
 
Dorme criança
Dorme no leito do rio
Dorme criança
Para os teus sonhos eu sorrio
Canta pequenino
Canta agora o que cantarás
Canta meu menino
Pois este
É o teu mundo que tu criarás
Foge criança
Foge o mais que poderes
Pois tu ainda és inocente
Faças o que fizeres
Não demora muito
Para tu te transformares
Não demora muito
Para deixares-me de amar
E breve partirás
Pelos mares do esquecimento
Em pouco tempo darás
Sofrimento
Pelo mar irás ao leito do rio
Dorme minha criança
Pois nos teus sonhos eu sorrio..
 
Menino

Desnaturado filho

 
Mágoa recente
de vida criada
fragmento caído
de relação desmembrada
choro profundo
choro de arrependimento
choro obscuro
choro de sofrimento
prisão temporária
constante amaldiçoamento
provocada por
um ser desatento
maldita hora
que levou a cabo
a vida e o seu trilho
meu mal amado
desnaturado filho...
 
Desnaturado filho

Poeta

 
Um poeta…
Um poeta perdido
Na escuridão
Algures entre a calma
E a obsessão
Um poeta navega
Na solidão
Á procura de companheiro
Para dar a mão
Um poeta atira-se
Do alto de uma torre
Para sentir que a vida
Tem outro sabor
Um poeta corta a sua mão
Culpando-a pela falta de inspiração
Um poeta injecta-se
De decisão
E apanha uma overdose
De desilusão
Um poeta é uma nota
De uma melodia
E a poesia é um instrumento
De uma sinfonia.
 
Poeta

Rei das cinco pontas (Reino da Psicose)

 
 
Tiveste azar meu amigo
De não poderes escolher
O teu destino
És fruto de uma má decisão
És um bom ódio de uma relação
Tiraram-te o que mais amavas
Arrancaram-te aquilo que acreditavas
Daí a tua rebelião e o teu amor pela destruição
Eu compreendo-te
Alias não sou o único
Não te deram escolha
Não te deram hipótese
Só te deram o
Reino da Psicose.
 
Rei das cinco pontas (Reino da Psicose)

Entranças do Vazio

 
A vida corre nas entranças do vazio
calma paira no luar
como a alma acesa presente
no verbo amar;

Escolha de respirar
Ou de morrer subterrado
A alma e a minha vida
Pelo meu ser alado;

Vem de onde vieste
É para a calma que eu vou
Morte incerta de um ser
Que em tempos não amou;

Pela beleza pendente
Na noite que permanece
Na alma que se prende
E um sonho me enlouquece;

Amar os cortes
Lutar contra as mortes
Navegar ao sabor do rio
A vida sempre correrá
Nas entranças do vazio.
 
Entranças do Vazio

Vergonha

 
Despe-te… tira a roupa
Tira a carne,
Os olhos
E as orelhas,
Deixa a boca…
Saboreia a tua carne
Bebe o teu sangue
E inala o teu pecado,
Saboreia a tua alma
E o teu ser desonrado
Prova…
Prova o que é teu
E que sempre o será
Acostuma-te ao sabor
Pois ele nunca mais sairá…
 
Vergonha

Amor Crú

 
 
 
Foi conversa crua…
De dois corpos suados
De beijos envolventes…
E de amor sem precedentes
Foi conversa crua…
De serpentes descomunais
Que me envolviam
Em prazeres carnais
Envolviam-me no seu corpo
Fazendo-me parte d’Ele
Enterraram-me vivo
E devoraram-me também
Uma maldição
Mas também
Uma Fé…
Que me faz aguentar
Em pé…
 
Amor Crú

O meu filho

 
O meu lindo filho, o filho que eu vou amar, o filho que desejo ter.

"Cúcú, olá, olha para o pai filho, olha; dá-me as tuas mãozinhas,assim...olha para mim, cúcú..."olha, o teu pai é como tu filho, um sonhador, um pouco moido, mas ainda assim um sonhador, vem comigo filho, vamos abraçar a infancia que ainda temos, vamos brincar filho, vamos..."

O teu velho pai filho, o teu velho pai, que por enquanto ainda é novo, mas ainda assim já me sinto velho...Oh meu filho...O teu pai passou por tanta coisa em tão pouco tempo filho, amou e odiou, criou e destruiu, perdeu e achou tanta coisa filho, mas tu não filho, mas tu não , juro por todas as forças que este corpo gasto tem, filho; juro que nada te mal aconteçerá, e que eu desfaça quem te fizer mal filho...eu juro filho, eu juro.."vá fecha os olhinhos filho, fecha-os, e dorme, dorme descansado que o pai, protege-te dos perigos, o pai, ama-te filho, o pai ama-te muito..."

Texto dedicado ao meu pai.
 
O meu filho

Seiva da Noite

 
No soro da noite
A sua seiva é extraida
O lobo da noite
Ataca a presa adormecida
A sua alma é atacada
Pela labora
Aperta-lhe a garganta
O que aperta a Hora
Sobre o soro da noite
6 lobos jantam
Devoram a alma
Do pobre coitado
Sugam-lhe o sangue
E bebem-le o corpo
É o soro da noite
É a seiva do morto

Se quiserem podem comentar:)
eu não mordo...pois é de dia...he he he he ]:)
 
Seiva da Noite

Esquecimento

 
Suspiro do vulto
A cada instante
Saí o sangue bruto
Constante
Saliva murmúrios
E palavras obsuras
Mata heróis
E destrói as suas aventuras
Canta esquecimento
Semeia desalento
Corta a ligação da vontade
Provoca alterações na realidade
Provoca o saber corrupto
O suspiro do vulto…
 
Esquecimento

Vendaval

 
O vento passa
Por entre as entranhas
Do vazio
O vento aloja-se
Na oca carcaça
O vento entranha-se
Nos braços de quem
O abraça
O vento fala
Pela vez daqueles
Que se calaram
Eternamente
O vento leva
As perdições
Constantemente
O vento nasce
No corpo daquele
Que quer viver
O vento morre
No corpo daquele
Que quer adormecer…
 
Vendaval

Manhã Cinzenta

 
Faca fria
corpo quente
manhã cinzenta
morte preta
corpo caído
na calçada dura
corpo vendido
a morte crua
faca brilha
sangue goteja
calçada pintada
cor de cereja
vida sai
morte entra
alma perdida
da manhã cinzenta...
 
Manhã Cinzenta

Quarto Escuro

 
Quatro paredes
Um chão
Um berço
…estremeço…
Nasci no escuro
Encostado ao muro
…solidão…
Melhor amiga desde então
…obrigação…
De gritar
Fonte de vida acabada de criar
Germina tem flor e fruto
Dá à luz o teu valor bruto
Pinta de preto
Para que fique de luto
Choro absoluto
Não o censuro
Deste Berço
No quarto escuro
 
Quarto Escuro

Adeus

 
O meu nome é João Pedro Urbano Torrejais, Senhor;
o que tenho de melhor é o meu nome
Senhor;

Mas escuta Senhor, escuta;
Antes de me julgares,
A mim, eu dispo-me perante ti
para tu veres que ainda tenho coração;

Vê-de Senhor, vê-de;

Vê-de que apesar das minhas cicatrizes;
tem diante de Voz,
algo tem vida Senhor;
...e que ama...

Eu sei Senhor, eu sei;
Que eu próprio me mutilei,
desgracei,
...e perdi-me...

Não vos peço nada Senhor,
Nada;

Apenas que me ouça.

...eu...

Eu, sinto novamente Senhor;

Eu, voo novamente Senhor;

Tire-me daqui estas correntes,
ou eu próprias as arrancarei;

Foi muito tempo preso Senhor,
muito tempo;
Paguei ja em demasia o meu debito Senhor.

Irei embora agora Senhor;

De novo para ao pé da mulher que me ama;
...Senhor...

Aquele anjo Senhor;
Aquele Ser que admiro,
Há que mulher aquela,Senhor!

Adeus Senhor;

...adeus...
...adeus...
...adeus...
 
Adeus

Hospitalidade

 
Deixa-me deitar ao teu lado,
Vala…não tenhas medo
Deixas-me aqui ao frio?
Eu sei que tens um lugar
Para mim
Nesse coração vazio…
Já não nos vemos
Á tanto tempo…
Não queres matar a saudade
Por um só momento?
Depois de teres cada vez menos visitas
Não dás lugar a um velho amigo?
Vala…
Tenho os ossos a gelar!
Podias ao menos abrir
A tampa do caixão
Para me deixares entrar…
 
Hospitalidade