Poemas, frases e mensagens de HELDER-DUARTE

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de HELDER-DUARTE

SOU UM HOMEM ÚNICO...

Vale do Linho

 
Vale do Linho
 
 
vale do Linho

Ai que saudades de ser menino!
Naquele, de Monchique, «Vale do Linho»...
Ai que dor e ansiedade!...
Como quem, perdeu a liberdade!

Laranjais, trigais e flores de mil cores...
Consolavam, minha alma, com caridade.
Naquele tempo, de minha tenra idade.
Também, pássaros eram lindos cantores!

Minhas ovelhas!... Onde estais!?...
Ai, que tanto, vos perdi!...
Mas ainda estarei, convosco, lá e ali.

Vinde ! Oh tempos eternos!... Vinde!
Vinde renovar, o que já não, contemplais!
O «Vale do Linho»... Dos laranjais!


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Vale do Linho

PARKINSON II

 
Ainda espero,ver um novo dia, diferente dos de agora.
Nesse dia, não haverá tempo, nem hora...
Meu ser, apanhará tulipas, sem rigidez,
Com agilidade e muita rapidez.

Não mais haverá, esta doença,
Que m´impede, de rosas colher...
E também de vo-las, oferecer...
Pois, no meu pó, agora há esta sentença.

Mas oh Parkinson, minha dor!
E também, minha amiga!
E ainda meu amor...

Nesse dia, cantaremos, os dois,
Uma nova cantiga...
Enquanto, ovelhas, pastoreemos, pois!!

HELDER DUARTE
 
PARKINSON II

RIOS DE BABILÓNIA

 
Ai vós rios de Babilónia!...
E vós terras do Éden...
Terras da Suméria!...
E tu Assíria também!

E vós outras nações...
Que dessa torre de Babel...
Saíste, por erradas acções,
Como as que fez, Caim a Abel.

Estais alegres, neste momento.
Talvez, todos os filhos de Noé...
Ao mesmo tempo!...
Dizeis, que tendes fé...

Temos fé!!! Tanta fé!!!
Que o mal acabou.
Um mundo melhor, começou...
O bem, veio, enfim até...

Com verdade vos digo:
Com autoridade, vos afirmo,
Que por matardes Sadam,
Esse, que é filho de Adam...

O mundo, bem não terá;
Paz, não haverá.
Porque, quer do Sul ou do Norte...
Como ele merecemos a morte.

Somos todos maus...
Ninguém, pode matar...
Nem se gloriar,
Pois naturezas, temos iguais.

Por isso estou triste!
Por convicção ter,
Que matar, só a Deus consiste.
E não a quem o quer fazer...

Lamentai... Lamentai!
Chorai... Chorai!
Porque todo o homem, está no mal!!!
E tu Iraque, também afinal!...

HELDER DUARTE
 
RIOS DE BABILÓNIA

TERRA DO MEU NASCIMENTO

 
TERRA DO MEU NASCIMENTO

Ai minha linda Lamego!
Cidade do meu coração.
Como te ama meu ego,
Mais além da razão.

Em ti não nasci,
Mas é como tivesse sido.
Logo que cheguei a ti,
Fora como houvera ai nascido!

Apesar de tudo,
Quando os filhos do alto,
E do mundo,

Me mataram.
Não sei se a meu lado,
Teus filhos estavam?!
 
TERRA DO MEU NASCIMENTO

MENINO

 
Menino, menino!
Dorme meu filho,
Nesse teu sono, tranquílo
De pequenino...

Dorme, dorme criança!
Nessa tua infância...
Dorme! Porque o vento, ainda não sopra.
Só o rouxinol, música sua, toca.

E quando fores homem,
Sê menino, ainda,
Nesse estado de ordem...

Ouve música d´arpa!
Por campos, verdes, faz tua saída!
Continua, brincando na neve alva!

HELDER DUARTE
 
MENINO

Adeus

 
Adeus mundo e tu tempo!
Adeus terras e longes terras!
Adeus Portugal, Algarve e guerras.
Bem-vindo sejas, tu «Todo o sempre».

Adeus pai, mãe e Monchique.
Também tu Alvor e vós Alcobaça.
E vós que me odiais, pois eis que aqui não fico.
Vou para uma terra, que nunca passa.

N'ela só há flores e pássaros.
Não há serpentes...
Há pombas, que formam arcos.

Há lá um cântico suave.
Para sempre, sempre, sempre...
Como o do rouxinol ave!
 
Adeus

MÃE

 
MÃE

Não tenhas medo mãe!...
A Primavera vem,
Caminha então...
No caminho, que o teu jardim tem.

As flores do campo já perfumam,
Os passarinhos neidificam,
O sol brilha!
Pasta o cordeiro e a ovelha.

Por isso vive tua vida...
Porque o teu sol é eterno...
Tua luz é eterna...

Caminha nesse jardim,
Tão calmo...
Que não tem fim!...

HELDER DUARTE
 
MÃE

Crianças

 
Eis que o tempo passou…
E o vento, findou…
O mar, já não ruge.
Nem a chuva, mais surge.
Mas só há o bem!
As crianças cantam…
Os pássaros dançam
E a Deus, louvam.
Os meninos e os homens, não choram.
Mas num rio de tranquilas, águas,
Sobre elas, caminham…
Eis que veio, o bem
O rio, já o mal, não tem.
Mas agora, veio a luz.
A dos meninos, pequeninos…
E dos homens e dos leões…
E a que vem, da cruz.
Há paz, para sempre…
Há paz nos corações,
Sem, que mais, haja tempo!...
 
Crianças

CAMÕES

 
Camões! Que cantaste Portugal!
Com inspiração, sem igual.
Com força tanta...
Essa alma canta!

Mas eu canto, outro cântico.
De maior valor e encanto!
Meu hino é eterno...
De vida e belo.

Sempre, enquanto convicção, esta, minha alma ter,
Exaltarei, nem só terra...
Mas o céu, canta meu ser!

Porque é reino,
Sem guerra...
Mas de AMOR E ETERNO!

HELDER DUARTE
 
CAMÕES

HÁ PAZ

 
E a paz que o Ser ou Real,
Tanto ansiava veio afinal!
Foi a que a mentira tirou.
Mas a verdade numa pessoa, sempre ficou!

E houve batalha,
Entre verdade e mentira!
Mas tão forte, foi a peleja!
Que mentira a vitória, pensara conseguida...

Mas vós: Espaço, tempo e eternidade,
Alegrai-vos para sempre,
Pois a mentira é vencida p´ela verdade!

E há paz, paz, paz!
Eternamente, eternamente...
Pois a verdade é capaz!...

HELDER DUARTE
 
HÁ PAZ

ESTAVAS LINDA INÊS

 
«...Estavas linda Inês...»
Nesse teu amar.
Quando os algozes tua vida vieram tirar,
Por amor teres.

Os filhos de Portugal,
E do Norte,
Te mataram de morte.
Para por Pedro, tirar esse teu amor total.

A mim não me mataram em concreto.
Nem por amor desse género teu,
Antes me matassem de morrer certo!

E nunca com esta morte minha,
Em que me mataram por amar Deus meu!
Assim sofro mais que se de morte morrera!!!

HELDER DUARTE

HELDER DUARTE
 
ESTAVAS LINDA INÊS

NADA I

 
Quem sou eu?
Quem és tu? De quem é o que é teu?
Quem é ele e sua casa?
E nós humanos, nesta vida de azafama?

O que é o humano ser?
O que é o Ser existir?
O que é o tudo ter?
O que é o nada ou tudo sentir?

O que é a paz?
O que é a guerra?
O velho e o jovem rapaz?

Eis que tudo é nada.
Nada é a terra.
Mas pergunto: Existe alguém, antes e depois do nada?

HELDER DUARTE
 
NADA I

Mais vida

 
Mais vida

Já estou morto!...
Morto! Morto! Morto!...
Mas estou morto para a morte.
Porque não há, em mim, alguma com sorte.
Para este meu ser, tomar…
Eis qu’ele disse:
«…Em mim, ninguém morrerá»!
Por isso, morrendo, com este negro, em mim, mar.
Estou vivo! Vivo! Vivo! E tu viverás!
Estou podre! Podre! Neste corpo.
Mas tenho vida. Muita vida «Nele»!
Eis, que não há mal, em mim,
Nem nada em mim, torto.
Porque, já tudo brilha…
Pombas voam! Voam!... Com ele.
E eu estou levitando. Voando…
Para a eterna ilha!..
 
Mais vida

POETAS III

 
Poetas, poetas, poetas!

Neste assunto, continuo,

Não, que tenha mais moral ou éticas!

Isso, também assumo.

Mas sabeis uma cousa;

Nem só terra e homem,

Estão em desordem.

Mas também, existência outra...

Para equilibrar tudo:

Equilibrar o homem;

E pôr tudo em ordem;

Real e mundo...

Sim para equilíbrio, haver,

No existencial, Ser...

Caminho, alto, o humano poeta,

Deve ter, como profeta...

Não baixo e relativo,

Mas absoluto e activo.

Caminho, de ventos, de verdade.

Caminho, de águas de liberdade!!!

HELDER DUARTE
 
POETAS III

PLANTAR

 
És meu amigo?
Então, porque, não m´auxilias a replantar,
Este campo já antigo?...
Com rosas da cor da paz, para o mundo, perfumar!

Vamos! Vem então.
Eu sozinho, pouco faço, com tremula mão...
Bem que eu queria fazer...
Mas nem água, em paz posso beber.

Plantemos! Plantemos! A paz.
Para que o menino,
Esta acção, continuo e em homem, seja também capaz.

E sendo homem, seja também, pequenino.
E então, eu já sem tremer e todos, com emoção,
Cantaremos uma nova canção!

HELDER DUARTE
 
PLANTAR

VOLTEI

 
Sim! Voltei!... Voltei!... Voltei...Aqui!... Pois.
Sim, porque ainda que morto, qu'estou...
Esta é uma morte de vida... Pois vida eu sou.
Sabei então, o porquê, de ter voltado hoje!

Mas eu não o sei! Eu nada entendo...
Não sei... Pois nada compreendo!
Quereis saber mais?!... Mas, eu nao o sei.
Nem, eu sei nada! Nem mesmo vós, da lei...

Mas uma cousa sei, enfim: Voltei...
Sabeis porquê?! Nisto, em verdade, sei...
Porque eu vos amo... Tanto!...Tanto!...



Com este amor, meu. Só meu... Meu...
Qu'é vida!... Mas, não é igual ao teu...
Este!... É meu! Com o qual, eu ainda, canto!
 
VOLTEI

ELE VIRÁ

 
Naquele dia tudo mudará...
O que estava no coração de Deus será...
Pois ele virá...
E em acção ele reinará,
Fará sua vontade.
Nesse dia, vencerá sua verdade...
Nesse dia seu povo dirá:
Eis que finalmente, veio, o mal derrotou,
E de todo triunfou,
Sobre: a morte, maligno e inferno,
Que no lago
De fogo lançou.
Eis que ele é rei,
De toda a existência.
Dá-me: força Senhor,
Para meu louvor,
Te dar, sem impedimento,
Algum, cheio de contentamento, te adorar.
Porque nesse dia...
Assim vai ser, com absoluta alegria.
E com toda a autoridade,
Meu ser cheio de liberdade,
Te dirá, o que até então,
Este meu espírito,
Nunca na dimensão,
Humana te houvera dito!!!...

HELDER DUARTE
 
ELE VIRÁ

E DIR-SE-Á

 
Assim diz o Senhor:
Tu existência
E elementos do teu compôr!
Diante vós, ainda tenho insistência!

Especialmente, vós humanos!
Regressai a mim...
Pois cumprirei, os meus planos,
Deste modo assim:

Eis que cedo virei...
Eu sou o que sou...
Eu reinarei...

Sou, era e hei-de vir...
E dir-se-á «Eis que conta tomou,
De todo o existir»!!!
 
E DIR-SE-Á

HUMANAS GENTES

 
Oh! Vós gentes humanas, que na vossa razão,
A Deus não tendes, nem o encontras na vossa religião!
Vós outros de altas e baixas partes,
Gentes de várias artes,

Reinos do mundo,
Espaço e tempo.
Eternidade,
E gente sem felecidade,

Ficai sabendo,
Que houve um humano pequeno
Que disse a Deus:
Eis-me aqui, ao mundo humano vou eu!!!...

HELDER DUARTE
 
HUMANAS GENTES

NO SILÊNCIO

 
Povo meu de mim falai,
A eles e ao ateu,
De modo que não sofram, nem digam mais ai,
Povo meu, povo meu...

Falai, falai...
Não com pregações falsas,
Nem só minha palavra escrita recitai,
Antes a escrevais em vossas vidas,

Depois de mim falai,
No silêncio, no silêncio...
Sem um ai...

A paz proclamai,
No vosso exemplo,
A eles a levai!...

HELDER DUARTE
 
NO SILÊNCIO