Poemas, frases e mensagens de lastprophet

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de lastprophet

Não é de propósito

 
Não é de propósito que te amo
assemelha-se mais a um desígnio do destino
um projecto da minha alma
para alegrar o meu coração
não é de propósito que choro
quando temo que te perdi
que vou para à beira do lago
escrever sobre ti
não é de propósito que rio
quando vejo-te sorrir
e quando estás não sinto frio
não te quero ver partir
não é de propósito que te amo
mas é de propósito que te desfruto
e é de propósito que luto
para conquistar o teu encanto
 
Não é  de propósito

Crescemos...infelizmente!

 
Somos, um tipo de desenho improvável de desvendar,
desenhei a nossa vida, género banda desenhada
E a cada tira serviu para recordar
os jogos da nossa infância...que saudade!
jogar às escondidas, jogar à apanhada,
crescemos, mudou-se a vontade...
as brincadeiras deixaram de ser inocentes
ficamos diferentes
revelaram-se sentimentos muito mais além da amizade
e pensar que antes era tudo mais fácil...não é verdade?
O amor substituiu a amizade...
e a mentira substituiu a verdade...
tudo acabou...
e nem a amizade restou...
 
Crescemos...infelizmente!

Sou

 
Sou corpo desconhecido e opaco
Objecto estranho, alienado, desenhado em quadro
Sou espectro, fantasma
a expectativa esfumada
Sou nódoa, defeito,
pessoa decadente,
triste, usado, desfeito,
corrupção da verdade.
 
Sou

Pulsos Cortados

 
Abandonado em meu quarto
isolado do mundo
segurando o teu retrato
mergulho em sofrimento profundo.

São tantas as memórias, tantas as recordações.
Sonhos Traídos, Falsas Ilusões.
Esperança que caiu por terra...vazio...
Desfeito, caído, frio...

Em lágrimas escrevo nas paredes,
Palavras em surdina,
Sentimentos apanhados em redes,
Sufocados nesta quina.

Não disponho de robustez capaz
para me erguer do chão
O fim do amor sempre trás
Uma adaga no coração.

Escrito em sangue o sofrimento,
Pulsos cortados respiram o ar sufocante,
Que morra o sentimento,
Como morro eu, aqui perante

A tua falsa sombra que me persegue,
A falsa utopia de quem consegue,

A dissonância do silêncio,
A taciturnidade do movimento,
Em minha alma o incêndio,
Os passos lentos do abismo para o tormento
 
Pulsos Cortados

De que serve

 
Colérico!
Exasperado!
Arrebatado!

Alguém que me leve daqui!
Alguém que me leve os fantasmas!
Não há ninguém que queira vir aqui?
Queira fugir comigo?

De que serve navegar se não há destino?
De que serve voar se não há onde aterrar?
De que serve conduzir em uma estrada sem sentida?

Sem alma...
Sem paixão...
Sem vida...

Apenas estar...marcar uma presença invisivel...
 
De que serve

Cidade

 
"cidade das ilusões
de aventuras sem fim
repleta de desilusões
tu, cidade cruel foste em mim
a causa de todas as agonias
Sê o objecto de todos os meus sonhos e fantasias
e nos teus murmúrios desfaleço
peranti ti Cidade, estremeço!
Assiste impávida à minha queda em um abismo incompleto
neste instante em que te sinto, minha cidade
tudo é um abstracto incerto
Sinto os corvos a aproximarem-se de mim
ouves?...aquele bater de asas cada vez mais rapido para enfim
me encontrarem, já não podes ser o meu refúgio, minha cidade
e agora já não importa a minha vontade
e em ti serei sempre melancolia
em ti começou e acabou aquela estranha magia
sei que te ris de mim, tumulo cinzento
caixa de sonhos desfeitos e sofrimento
minha cidade imperfeita.
porque te continuo a amar, cidade, se não és perfeita'
anjos malditos escondem-se nas sombras esquecidas
entre o pó de sangue ardente perdidas
renascem sepulcros de um amor caído
sinto-me por ti amaldiçoado por nao ter conseguido
nunca pensei que podia chorar
por ti, mas foste tu que me levaste a falhar
observaste todos os meus sôfregos momentos
cruel, sedenta de ódio, ironizaste todos os meus sentimentos
todas as minhas tormentas e o meu completo desvario
ocultaste a tua verdadeira identidade
o teu coração frio
mataste-me aos poucos com a saudade
tomaste conta da minha inquietude
porem ja era tarde demais
enfraqueceste toda a minha virtude
e sempre quiseste ainda mais
deixaste-me partir...
para nunca mais sorrir..."

no meu livro "Fragmentos" da Corpos Editora.
 
Cidade

Regressa

 
devolve-me o prazer.
o tresvario de te ter.
restitui-me a alegria.
a imprudência de segurar-te entre os meus dedos.
repõe os meus medos.
a temeridade de te perder.
Inspira o ressurgir da minha insegurança.
a leviandade de te amar.
Regressa, volta para mim.
Inerte, imutável,
aguardo por ti.
 
Regressa

Fraqueza/Força

 
A minha maior fraqueza és tu

És a minha debilidade,
Espelho da minha fragilidade,
És o desânimo, o meu cansaço,
vergonha, embaraço
falta de água, falta de ar, fome
O eu que não dorme.

A minha maior fonte de força és tu

és o meu poder,
a paixão de querer,
Espelho da minha energia,
o meu vigor, robustez, valentia,
o suspiro, a esperança, a alma não perdida,
a minha água, o meu ar, a minha vida.
 
Fraqueza/Força

Celebração

 
Não quero celebrar o amor
Estou tão cansado de estar aqui
sufocado para esta dor
vendo a idade a partir
Nada mais conheci
Nada mais quero sentir.
Celebro o sofrimento
a cada poema, a cada sentimento
A fantasia é tudo o que me resta
fingir que não te perdi
é a única cura para a dor que me molesta
para a armadilha onde ardi.
Resta-me a ilusão
de dedicar a minha vida ao teu coração
 
Celebração

Em sofrimento profundo

 
Chega uma altura em que as palavras parecem já não surtirem efeito,
Não sei se é culpa minha, se é por ser feio e imperfeito.
Mas a realidade cruel é que não serás parte de mim.
Hoje é a verdade, hoje é o fim.

A saudade de ti é demasiado dolorosa,
Rosa vermelha formosa,
Não consigo mais, estou sem forças, desanimado,
Triste, almadiçoado, cansado.

Não há nada pelo que mais lutar,
Vou-te deixar voar…
Para longe daqui…
Sim, ficarei sozinho aqui.

Apaixonei-me pela escuridão,
Que vem invadido o meu coração,
Deixa-me estar isolado do mundo,
Deixa-me estar em sofrimento profundo.
 
Em sofrimento profundo

Amar é

 
Amar é vida, amar é morte,
é caminhar sem norte,
apostar sem sorte,
é assumir o nosso desnorte.

Amar é chorar
resistir, lutar,
escrever, declamar,
querer, sonhar.

Amar é a estupidez mais perfeita,
é a almofada de quem se deita.
Amar é tanto,
Amar-te-ei para sempre, portanto.
 
Amar é

A traição

 
É como uma faca cravada no peito,
provocando espasmos de desespero,
é como se nada do que tivesse feito,
resultasse naquilo que espero.

É o sumir do ar que respiro,
o querer dizer algo mas não conseguir falar,
é como se tudo em que me inspiro,
me fizesse naufragar.

É como se o fogo que arde em mim,
arrancasse a minha pele e me deixasse em carne viva,
foste tão cruel assim,
enganadora, altiva...

É assim que custa a traição,
a navalha cravada no coração
o fim da esperança
do sonho, da bonança
 
A traição

cálice de sangue

 
O teu corpo é chicoteado
Lentamente em cerimónia lúgubre
Os teus olhos estão vidrados no chão

Pego no meu cálice de sangue
Derramo sobre ti
Gota a gota
Pouco a pouco fazes parte de mim

O jugo deixa-me em êxtase
A desordem é a emenda do marasmo
A inquietação é a cura do extenuamento

Já cadáver, spectru surges,
Não sucumbo a ti, subsisto.
Não me induzirás, resisto.

Em ti, não esmoreço
Tu extingues-te em mim
Não mais enfraqueço
O cálice de sangue chega ao fim.
 
cálice de sangue

Não mais! Nunca mais!

 
Já não vai haver um novo amanhã...
o meu fracasso
é o meu maior embaraço...
Já não te encontrarei de manhã...

Já não beijarei a tua pele antes de me levantar
Não vou mais focar
o teu sorriso reflectido no espelho da casa de banho
Nem mais as tuas roupas espalhadas pelo chão do quarto
Não mais vou ver o teu xaile castanho
Nunca mais vou ficar farto...

Não mais...
Nunca mais...
 
Não mais! Nunca mais!

EU e TU

 
Bravos milhos escorrendo por campos repletos de segredos,
Coléricas ondas do mar que carregam os meus medos,
Cândidas aves que guiam o meu caminho,
Estrada turbulenta na qual definho.

Lar acanhado e duvidoso,
Presença envergonhada,
Um esgrimir de felicidade receoso,
Uma sombra que foge intimidada.

Um EU obscuro,
Perdido em um amor sem futuro.
Um EU ambíguo incerto,
Sem noção do que é correcto.

Um TU alheado,
Abstracto, remoto, calado.
Um TU que não procura um destino.
Apenas o despeito reclamado de um coração pequenino.
 
EU e TU

Diz-me

 
Dá-me uma causa
uma razão
um motivo
um porquê

O porquê de não te poder amar...

Diz-me o necessário
o preciso
o suficiente
o que

O que preciso para te poder amar...

Diz-me que pessoa
que alguém
que ninguém
quem

Quem preciso ser para te poder amar...

Diz-me em lugarem que terra
em que local
onde
Onde posso te amar

Diz-me em que tempo
em que instante
em que ocasião
em que momento

em que momento te posso amar

Digo-te que afeição
que afecto
que paixão
que amor

Que amor tão grande que sinto por ti.
 
Diz-me

Será?

 
tempo dissipa-se

Aproxima-se o abismo do desmerecer

Estou aqui desnorteado

Com medo de te perder.

Será que fiz tanto

Que consideras tão pouco?

Será que corri para além da meta?

Fui mais rápido do que uma seta?

Fugi antes de correr?

Escondi-me antes de a tua contagem acabar?

Fui mais do que ninguém?

Ou menos do que alguém?

Saí de madrugada antes de amanhecer?

Ou esperei pelo amanhecer quando devia ter esquivar-me durante a madrugada?

Serás tu o princípio do fim?

Ou o fim do princípio?

Um novo começo?

Ou a continuação do termo?
 
Será?

Saudades

 
Olá desassossego,
Bom dia inquietação,
Que saudades eu tinha vossas,
A minha vida sem a vossa presença era um tormento,
Era resumidamente desordem.
A definição de mim era sombria
Eu era um facínora.
Não tinha em mim serenidade,
Paz era palavra inexistente,
Mas voltaste! Ah! Que saudades!
O meu corpo a tremer,
Aquela dor por terrenos do coração,
O nervosismo baixinho,
A vontade de gritar,
De encher o peito,
Ah! Que saudades de amar!
Que bom toda esta miscelânea de sentimentos voltar!
Agir como um louco sem ordem nem método!
Pensar como um adolescente apaixonado!
Não ter a capacidade para discernir as coisas mais simples!
O embaraço!
A perturbação!
O enleio de emoções!
O pejo!
O tumulto!
Foram tantos anos...
Mas finalmente tudo voltou!
E não é tarde demais!
É ainda cedo para mim, para ti, para nós!
Ah! Que saudades do que ainda não aconteceu!
Do beijo que não trocamos!
Do abraço que não demos!
Do sorriso que não vimos!
Do presente que não recebemos!
Do carinho que não alternamos!
Da massagem que não permutamos!
Dos sentimentos que não confundimos!
Da amizade transformada em paixão!
Da paixão convertida em amor!
Ah! Que saudades do futuro!
Do nosso futuro!
 
Saudades

Eu sem ti II

 
eu sem ti
que resta de mim?
vácuo, vazio,
tudo o que sofri
assim
em vão...
em terreno baldio...
eu sem ti
não sei onde o meu coração
meti
escondi a paixão
fugi dos sonhos para tentar acordar
fugi dos que me queriam bem
para não mais amar
porque eu estou sem
ti...
 
Eu sem ti II

Voaste

 
Nas asas de um anjo voaste para longe de mim
enquanto eu fico aqui imóvel a perguntar porque teve que ser assim
Vejo a tua estrela ao longe no horizonte...
lembras-te da fonte?
daquela onde passávamos horas a conversar?
aquela onde começamos a namorar?
perdeu a água...
invadiu-a a mágoa
de já não te ter por perto
entrou em conflito sobre o que é errado e o certo.
Recordas-te do jardim
onde fizemos juras de amor?
esse , coitado, enfim
permanece lá quieto e calado chorando de dor.
E do elevador e das escadas que conduziam ao café
da rádio....pois é...
ainda ontem ouvi-os a confidenciar
sobre que razões tiveste para partir.
não se deslumbrou resposta para a tua imagem já cá não estar.
E eu contei-lhes que não sabia como havia de seguir...
esquecer....
fui apelidado de louco quando disse que sem ti apenas queria morrer.
mas a verdade...
é que todos eles sentem a mesma saudade
não percebem a tua vontade...
não perdoam a tua crueldade...
Marcaste a vida de tanta gente
com o sorriso de quem não mente
e o teu abraço simpático e quente
mas afinal eras quem não sente
eras o que em mim pior existe e permanece escondido
um corpo invejoso, ciumento, frio e perdido
Voaste nas asas de um qualquer demónio
um qualquer dessas criaturas sinónimo
para longe bem longe de mim, depois da lagoa dos sonhos e fantasias
Para além do vale do amor e da felicidade
não sei afinal o que querias....
porém sei o que eu te oferecia...um amor sem idade
uma paixão eterna que não seria separada nem pela morte
mas não era essa a tua sorte
não quiseste mais lutar...
decidiste voar...
 
Voaste