Poemas, frases e mensagens de RAMA.LYON

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de RAMA.LYON

O menino pobrezinho

 
Naquela aldeia velhinha,
Numa casa degredada,
Nasceu uma criancinha,
Da fortuna, deserdada.

Fazia pena ver o menino
Tão pobre como ninguém,
Desde o dia em que o destino
Lhe deu a vida sem vintém.

Em Dezembro, por sinal,
Uma carta quis escrever,
Para o velho Pai Natal
Uma prenda lhe trazer.

Feliz nos seus devaneios,
Até dava gosto vê-lo,
Saltitando prós correios
Sem ter dinheiro pró selo.

Mas de lá voltou chorando
Sem a carta poder mandar
E no caminho foi pensando
Pedir a Deus pró ajudar.

Entrando em casa rezou
Uma oração de esperança
E uma luz divina entrou
No seu peito de criança.

O milagre veio a surgir
Nessa noite celestial;
Bateram à porta, foi abrir,
Estava lá o Pai Natal!...

RAMA LYON
 
O menino pobrezinho

Rainha Santa Isabel

 
Dando ouvidos ao coração
Ansioso p'ra ser feliz,
Partiste um dia d'Aragão
P'ra viver noutro país.
E Portugal foi o teu ninho
Onde espalhaste o calor,
Entre o rei e o pobrezinho
Numa cruzada de amor.

Os teus gestos foram nobres
E o povo reconheceu,
O que fizeste pelos pobres
Foi uma bênção de Deus.
Uma das lendas famosas
Saíu um dia do teu regaço,
Quando o pão se fez em rosas
P'ra te livrar dum embaraço.

Foste uma alma boazinha
A fazer bem neste país,
Foste Santa, foste rainha,
Foste esposa de D. Dinis.
Foste alguém que aqui ficou
Consagrada uma jóia rara,
Junto de quem sempre te amou
Em Coimbra, Santa Clara.

RAMA LYON
 
Rainha Santa Isabel

PORTO SANTO

 
A Ilha de Porto Santo
Foi por Deus engalanada,
Coberta com fino manto
Feito de renda dourada.

Tem imensa galhardia
Apesar do solo agreste,
É um mundo de poesia
Num paraíso terrestre.

Encontrei nos seus cantinhos
Toda a minha inspiração
E os versos vieram sozinhos
Deslumbrar meu coração.

Como é linda a sua praia
D'areia fina, solta ao vento,
Que ela nunca mais me saia
Do fundo do pensamento.

E o seu povo tão gentil
Sorridente, hospitaleiro,
Que retraça o seu perfil
Copiado dum marinheiro.

Essa ilha maravilhosa
Guardada no meu peito,
Não é cravo nem é rosa
Mas é um...amor-perfeito.

Por ser terra abençoada
Eis a razão porque canto
À formosa ilha dourada,
Meu amado Porto Santo.

RAMA LYON
 
PORTO SANTO

Uma flor para a Mulher (Poema)

 
UMA FLOR PARA A MULHER

Pus um beijo numa flor
Com ternura de poeta
P´ra mandar com muito amor
Ás mulheres deste planeta.

Homenagem bem singela
Da mais pura simpatia,
Que essa flor seja a janela
Sempre aberta noite e dia.

Que ela nunca crie espinhos
No centro do vosso lar
E vos rodeie de carinhos
Sempre, sempre, sem parar.

Que vos dê muita coragem
Ao longo da vossa estrada,
Perfumando essa viagem
Nesta vida complicada.

E nas horas menos sãs,
Ela faça compreender
Que em todas as manhãs
Vosso sol volta a nascer.

Que ela seja a luz divina
Cheia de amor e carinho,
No virar de cada esquina
A mostrar o bom caminho.

E vos faça perceber
Que o homem verdadeiro,
Quer que o dia da mulher
Se festeje o ano inteiro.

RAMA LYON
 
Uma flor para a Mulher (Poema)

Neste dia do Pai

 
NESTE DIA DO PAI
(19-3-2009)

Vou sofrendo a minha dor
Por alguém que já partiu,
E a saudade desse amor
Para sempre me feriu.

Mas um grito de coragem
Do meu peito hoje me sai
Pra deixar justa homenagem
Àquele que foi meu pai.

Não esqueço a bondade
Com que sempre me criou,
Nesse berço de amizade,
Tantas vezes me embalou.

Foi num mês de Fevereiro
Que a minha alma vazia
Nesse adeus derradeiro
O viu descer à terra fria.

Tanta mágoa me deixou
Nessa hora da partida
Que minha alma ficou
Desgostosa toda a vida

Se eu tivesse portador
Com certeza mandaria
Um abraço cheio de amor
A lembrar-lhe este seu dia.

Que a paz seja seu brilho
Aí no Céu onde o pai está,
Que na terra este seu filho
Nunca mais o esquecerá.

RAMA LYON
 
Neste dia do Pai

Feliz Ano 2009

 
FELIZ ANO 2009

O Ano Velho já partiu
À pouco da nossa beira,
Mas o Novo já surgiu
A reinar na Terra inteira.

Despontou com galhardia
Numa noite bem animada
Com a malta em folia
Festejando sua chegada.

Mas agora vamos ver
Como vai ser destemido
E eu até lhe vou fazer
Desde já este pedido.

Oh meu rico Ano Novo
Eu te peço meio agitado,
Não ponhas o nosso povo
A viver mais enrascado.

Cá por mim até pressinto
Que tu vais ser mesmo duro,
Temos que apertar o cinto
Mas não há mais nenhum furo.

Meus amigos, paciência,
Temos mesmo que apertar,
Mas a minha consciência
Quer Bom Ano vos desejar.

Sei que somos virtuais
Na amizade que nos move,
Que sejamos muito mais,
Neste ano dois mil e nove.

RAMA LYON

A todos os meus amigos em geral e, aos habitantes deste planeta...FELIZ ANO 2009
 
Feliz Ano 2009

O pôr-do-sol à beira-mar

 
O pôr-do-sol que nos afaga
Com suas cores de magia
É um farol que se apaga
No final de cada dia.

Verdadeira obra de arte
Que Deus tem para nos dar,
É bonito em qualquer parte,
Majestoso à beira-mar.

É fogueira no horizonte
Que sem lume faz clarão,
Para nós, ditosa fonte,
Alumiando o coração.

Abençoada Natureza,
De quem nós não temos queixa,
Taçaste no céu a beleza
Deste sol que hoje nos deixa.

Brevemente irá partir
Numa longa caminhada,
Para amanhã ressurgir
Nos braços da madrugada.

Bendito seja o Senhor
Que a linda tela pintou
E na tinta multicor,
Raios de sol misturou.

Na minha alma acredito
Que só Deus pode pintar
Este quadro tão bonito;
O pôr-do-sol à beira-mar.

RAMA LYON
 
O pôr-do-sol à beira-mar

Os santinhos populares

 
OS SANTINHOS POPULARES

Há fogueiras e cantares
A dar vida à romaria,
São os santos populares
Radiantes de alegria.

Nesta rusga vai entrando
Toda a gente do lugar,
Vamos lá seguir bailando
Noite e dia sem parar.

Santo António traz o menino,
São João o cordeirinho,
O S. Pedro traz o ensino
Para apanhar o peixinho.

O menino sopra a fogueira
O cordeiro vai buscar
A sardinha da traineira
Que S. Pedro foi pescar.

Esta crise mundial
Não afecta o bailarico
Onde o nosso arraial
Ainda cheira a manjerico.

Temos a sardinha assada
A pingar dentro do pão,
E o fogo da noitada
Aquecendo o coração.

Como é bom a gente ter
Este povo tão valente
Neste mundo a sofrer
Mas cantando alegremente.

Rama Lyon
 
Os santinhos populares

Romance amoroso

 
ROMANCE AMOROSO

Há muitos versos de amor
Incertos nas asas do vento
Mas os que têm mais valor
Trago-os eu no pensamento.

Foi a seta do Cupido
Com a tinta da paixão
Que pôs versos com sentido
No meu pobre coração.

Tinhas tu, dezassete anos,
Linda flor na mocidade,
Quando eu sem ter enganos
Me apaixonei de verdade.

Desde logo no meu peito
Se começou a escrever
Um romance tão bem feito
Que melhor não deve haver.

E a prova do que digo
Está nesta caminhada
Que eu fiz junto contigo
Pela vida de mão dada.

Linda história, tão sentida,
Que nosso amor escreveu,
No livro da própria vida
Que até hoje ninguém leu.

Esta chama abençoada
Que nos une tanto assim,
É por nós comemorada
No dia de S. Valentim.

RAMA LYON
 
Romance amoroso

O calor da fogueira

 
O CALOR DA FOGUEIRA

Cai a neve de mansinho
Produzindo branca teia,
A cobrir da cor do linho
As casas da minha aldeia.

Como sendo seu costume
A velhinha cá da Beira,
Vai à lenha, acende o lume,
Faz vibrar uma fogueira.

Depois vai saboreando
O calor zeloso e terno,
Lá fora o vento uivando
Mede forças com o Inverno.

Como ela fica contente
À volta desta braseira,
Cortejada docemente
Por tão nobre companheira.

Se os netinhos lá estão
Ainda sente mais alegria,
Palpita-lhe o coração
No passar de cada dia.

Oh que bom ter o conforto
Debaixo deste telhado,
Onde o ramo mesmo torto
Nos dá fogo redobrado.

Brilha a brasa na lareira
Sempre, sempre a crepitar,
Louvada seja a fogueira
Que aquece o nosso lar.

RAMA LYON
 
O calor da fogueira

Lágrimas de emigrante

 
LÁGRIMAS DE EMIGRANTE

Nos braços duma quimera
Converti-me em emigrante,
Ganhei a saudade austera
Que me abraça a cada instante.

Ao partir ao Deus dará,
A minha aldeia deixei
E ninguém hoje saberá
Quando eu lá voltarei.

Tendo o Céu como parceiro
Nesta minha grande empresa,
Sou um pobre mensageiro
Da cultura portuguesa.

Assim ando vagueando
Pelos trilhos que Deus quis,
Nesta vida caminhando
A clamar o meu país.

Sem juiz fui condenado
Como um dia o foi Jesus,
Sigo sempre carregado
Com o peso da minha cruz.

Como um ser que hoje tem
Um fado em cada esquina,
Não torno culpas a ninguém,
Esta é bem a minha sina.

Essa mesma que um dia
Me trocará a vida errante
Por uma grande alegria,
De não mais ser emigrante.

Rama Lyon
 
Lágrimas de emigrante

FESTAS E ROMARIAS

 
FESTAS E ROMARIAS

São as festas e romarias
Que se fazem pelo V’rão
Uma fonte de energias
A dar vida ao coração.

Do Algarve até ao Minho
Tudo canta alegremente,
Nestas festas do ‘‘povinho’’
Que divertem nossa gente.

A reinação nunca falta
Mesmo que seja modesta,
Com o esforço da malta
Cada terra tem sua festa.

Os foguetes vão p’ró ar
À mistura com cantigas
Que já saem sem cessar
Da boca das raparigas.

Há conjuntos de gaiteiros
E a banda da freguesia,
Há namoros verdadeiros
A dar vida à romaria.

E à noite para animar
Esta nossa rapaziada,
Segue o baile sem parar
Até romper a madrugada.

Nossas festas são tão belas
Apesar da crise actual,
Abençoadas sejam elas
Que dão alma a Portugal.
.
Rama Lyon
 
FESTAS E ROMARIAS

S. Valentim...Somos dois inseparáveis

 
 
Ouça o poema declamado em:

http://www.youtube.com/watch?v=xS_W8KJQiJk

SOMOS DOIS INSEPARÁVEIS
***********************
O nosso amor verdadeiro
Que há tantos anos é assim,
A catorze de Fev’reiro,
Faz lembrar S. Valentim.

Numa paixão desmedida
Começámos mão na mão
E seguimos pela vida
Coração com coração.

Nunca pode ser esquecido
O tempo que já passou
Desde o dia em que o Cupido
Uma seta nos atirou.

Recordo tempos passados,
Com saudades de voltar
Àqueles beijos roubados
Que tu não me querias dar.

Fui ladrão, não vou negar,
No caminho dos teus passos
E foste tu a vir parar
À cadeia dos meus braços.

Carinhoso, eu procurei
Ser um óptimo carcereiro,
De tal forma que nem sei
Qual de nós é o prisioneiro.

Entre abraços e beijinhos
Sempre fomos tão amáveis,
Como ternos passarinhos,
Um casal de inseparáveis.

RAMA LYON
 
S. Valentim...Somos dois inseparáveis

Homenagem ao bombeiro

 
HOMENAGEM AO BOMBEIRO

Vejo chamas, sinto o calor
Que abrasa o país inteiro.
Vejo o esforço, sinto o ardor
Com que luta o bombeiro.

Com a agulheta na mão
Pelas vertentes da serra
Combatendo esse dragão
Que pôs fogo à nossa terra.

Não tem horas de trabalho
Nem cama para dormir.
Faz da vida um atalho
Para o seu dever cumprir.

Como é triste o que ele vê
Num Portugal chamuscado
Onde tudo está à mercê
Deste fogo tresloucado.

Ouve os gritos d’aflição
Do povo em cada aldeia
Onde aquela destruição
Junto às casas serpenteia.

Apesar de andar cansado
Com o suor a correr do rosto
Vai lutando como um soldado
Que nunca abandona o posto.

Ele merece nosso respeito
Pela sua grande coragem
E por isso tem o direito
A esta simples homenagem.

Rama Lyon

HOMENAGEM AO BOMBEIRO
 
Homenagem ao bombeiro

Dezasseis de Outubro

 
DEZASSEIS DE OUTUBRO

Nesta data que hoje vou
Recordar uma vez mais,
Uma cegonha pousou
No telhado dos meus pais.

Deslizou devagarinho
Como quem vinha por bem
E foi pôr-me com carinho
Nos braços da minha mãe.

Foi um correio especial
Que acabava de chegar,
Uma prenda filial
P´ra dar vida àquele lar.

Como é que isto pode ser,
Ninguém pára o progresso,
A encomenda veio cá ter
Sem ter selo nem endereço.

Foram instantes d’alegria
Vividos naquela hora,
Que lembramos dia a dia
Pela nossa vida fora.

Tantos anos já passaram
Desde a minha meninice,
Que ao longo me deixaram
Caminhando prá velhice.

Mas não quero hoje chorar
Sobre as folhas do calendário
E feliz…vou festejar
Mais um dia d’aniversário.

Rama Lyon
 
Dezasseis de Outubro

A Madeira é um jardim

 
A Madeira é um jardim
 
Tantos jardins percorri
À volta da terra inteira,
Mas o mais lindo que eu vi
Foi a Ilha da Madeira.

Recordo a minha alegria
E o fascínio do momento
Que eu senti naquele dia
Ao ver tal deslumbramento.

Foi tão grande a surpresa
Que pairou dentro de mim
Que minh'alma ficou presa
No encanto deste jardim.

Por momentos eu pensei
Ser apenas uma miragem,
Mas depressa me embalei
Na magia desta paisagem.

Compreendi, ser verdadeiro
Tudo aquilo que eu olhava
E admirei o jardineiro
Que tal sitio cultivava.

A Madeira é um lazer
Que nos dá imenso gozo,
Continuará sempre a ser
Um jardim maravilhoso.

Quando nós de lá partimos
É tão grande a sensação
Que no peito até sentimos
Um jardim no coração.

RAMA LYON
 
A Madeira é um jardim

PRIMAVERA

 
PRIMAVERA

Oh minha amiga querida
Acabou a nossa espera,
Chegaste toda florida,
Minha rica Primavera.

Trouxeste do céu a bênção
Num rosário de beleza
P’ra cobrir de flores o chão
Num presente à Natureza.

Vestes de novo a paisagem
Com seu manto de verdura,
Colocando na ramagem,
Um mundo de formosura.

Pões no campo o lavrador
Com as sementes na mão
Semeando com muito ardor
O terreno que dá o pão.

Tudo vai desabrochando
Num compasso absoluto
E as árvores vão ficando
Pouco a pouco cheias de fruto.

A beleza que ostentas
Acarinha e dá prazer.
Primavera, representas,
O ensejo de renascer.

É uma vida a despontar
Dando ao ano mais alegria,
Lindo poema que vai raiar
Nesta seara de poesia.

RAMA LYON
 
PRIMAVERA

Ano dois mil e dez

 
ANO DOIS MIL E DEZ


Meia-noite e o temporal
Varre a rua a nossos pés,
Vai chegando a Portugal
Este ano dois mil e dez.

Não importa a agitação
Desta forte tempestade,
Porque o nosso coração
Bate louco d’ansiedade.

O mau tempo não impede
Algarvio ou transmontano
Que na rua hoje se quede
Sem saudar o novo ano.

E até mesmo na Madeira
Nos Açores e Porto Santo
Reina grande brincadeira
Nos braços de puro encanto.

Seja longa a f’licidade
Que esta noite hoje nos dá,
Num mar de tranquilidade
Da Austrália ao Canadá.

Seja um ano de alegria
De paz franca e cordial,
Espalhando essa energia
Na atmosfera mundial.

E que Deus nos dê a sorte
Nesta vida de esperança
De acabar o vento forte
E ser um Ano de bonança.

Rama Lyon
 
Ano dois mil e dez

Jardim de namorados

 
JARDIM DE NAMORADOS

No jardim da minha vida
Encontrei uma linda flor,
São Valentim em seguida
Entregou-ma com amor.

Esta prenda abençoada
Que moveu minha paixão
Ainda hoje está guardada
Dentro do meu coração.

Vou mantê-la ternamente
Até quando Deus quiser,
Não a troco puramente
Por uma outra qualquer.

Às vezes fico a olhar
Prá beleza que ela tem
E acabo por confirmar
Como ela me quer bem.

Agradeço esta ventura
Ao Cupido milagreiro,
Pela seta da ternura
Que de mim, fez jardineiro.

Vamos hoje relembrar
Nossos tempos já passados
Soletrando o verbo amar
Neste dia dos namorados.

Pouco importa a nossa idade
Neste lindo jardim em flor,
Foi-se embora a mocidade
Mas ficou um grande amor.

RAMA LYON
 
Jardim de namorados

Sonhando à beira-mar

 
SONHANDO À BEIRA-MAR

Estava eu à beira-mar,
Veio uma onda de poesia
Que me deixou a pensar,
Se era amor que eu sentia.

Por momentos, meio perdido,
Vi um anjo todo airoso
Que me disse ao ouvido;
Meu amigo, estás amoroso.

Meu peito ficou enleado
Minha cabeça irrequieta,
Nunca me tinha lembrado
Que tinha alma de poeta.

E nas vagas espumando
Ao sabor da maré-cheia,
Vi nas águas caminhando
Junto à costa uma sereia.

Foi então que eu senti
Meu coração perturbado
E depressa compreendi
Que já estava apaixonado.

Nada mais pude fazer
Nesse instante de magia
Que não fosse o escrever
Nas ondas da poesia.

Sete quadras imprimi
Pra mais tarde recordar
Esse sonho que eu vivi
Certo dia à beira-mar.

Rama Lyon
 
Sonhando à beira-mar