Poemas, frases e mensagens de sandraa

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de sandraa

Esforço

 
"Sabe... eu tentei entender cada minuto seu.
Tentei esquecer o quanto o silêncio fez
No meu peito...
Desespero...
Esquece, pois a alma é capaz de pular emoções
Quando o que vale é a batida leve do desejo
Quente...
Sempre, mas não eterno - você não acredita nisso e eu (finjo que) também.
Queremos mais de 'outros' que o tempo possa dar
Queremos mais que uma vida para amar.
Sabe... às vezes falar é mais que um esforço."
 
Esforço

Luso Poemas

 
"Descobri um lugar escondido no tempo
Onde horas a fio são doces momentos.
Escondido entre linhas, rimas e estrelas
Um local onde a caneta não encontra barreiras.
Nesse meu novo mundo
Meus amigos falam com o coração
Abrem suas dores, alegrias e amores
Sem pudor ou inibição.
Não somos julgados, nem condenados
Somos todos absolvidos pela mesma paixão.
A língua portuguesa - brasileira
Guarda suas pequenas distinções
E essas duas pátrias - mãe e filha
Podem nesse mundo tornarem-se uma nação.

Descobri um lugar guardado no peito
Dos amantes das paixões alheias
Dos entendedores das dores das almas
Dos companheiros distantes do leito.
Aqui posso libertar minha alma
Descansar minhas angústias
Nos gentis comentários alheios.
São poetas que não me conhecem (ou pouco sabem)
Mas me desvendam linha a linha
Nas minhas tortas rimas
Nos meus chamados poemas.
Aos que tive o prazer da leitura
Aos que me deram a honra de me lerem
Agradeço e peço desculpas
Se ainda não retribuí à altura
O prazer e alívio que me deram."
 
Luso Poemas

D.

 
"Eu quero te dizer
Que meu peito agora é todo desilusão
Que não há nada para lamentar, além da canção.

Lembra da canção?
Que alguém escreveu e não foi para mim
Mas que falou ao meu coração
Como seus beijos nunca fizeram.

Eu digo que é adeus
Pois saudades eu já sinto ao lado seu
É que há tempos você se foi e eu fiquei
Fiquei presa a sonhos somente meus.

Sei que posso me acostumar
Com a solidão ao lado teu
Mas é mais triste amor, eu sei...
A prisão nos braços seus."
 
D.

A visita

 
"Tenho uma dor profunda
Que me visita o peito em ondas
Insanas
Dementes
Imundas
Que me desviam a mente do caminho do coração.

São aflições
Tormentas
Devaneios
Pesadelos acordados
Recriados por um coração desconfiado.

Transformo-me por inteira
Em meus mil e tantos pedaços
De cisma
De sina
De íntima dor.

Não falo, não posso
Segredo
Velado
Tormento marcado
Em cada minuto do meu amor."
 
A visita

Novelo de linha

 
"Vai desenrolando a história da sua vida
Segue tecendo seus caminhos, suas feridas
Em cada laço, um abraço
Em cada ponto, um encontro
Com o destino que vais criando.
E continua firme, caprichando no avesso e no modelo
Para que tudo siga perfeito.
Eis que no caminho fez-se um nó
E mesmo triste e desconcertado assume que o fez
Mas segue em frente pois aprende
Que todo nó tem sua dor
E todo nó tem seu valor."

( dedicado ao meu papai Romeu Paulo Vidal Castilho que sempre nos ensina a como tratar a vida).
 
Novelo de linha

A outra

 
"As vezes me pego num pensamento desvairado, rogando pragas ao que desconheço.
As vezes me pego imaginando um roteiro de conversas que não ouvi, de promessas que nem sei se existiram.
E chego a sentir seu cheiro, a escutar seu sorriso, a te ver apertar os olhos como você faz comigo.
Te imagino aos beijos, sussurros e segredos ao pé do ouvido.
E nessa loucura, esse ciúmes envolve meu peito, me tira o sossego.
Ciúmes do seu passado, do seu amor de moleque, do seu primeiro desejo, do seu primeiro beijo...
E sinto ciúmes de todas depois da primeira, da segunda, da terceira...
Então me lembro de ser a última.
E que depois de todas as outras, sei que te faço mais feliz e inteiro.
E então isso me basta...
Pelo menos por agora...
Até o novo devaneio."
 
A outra

Pesadelo

 
" Há de se esquecer um dia dos sonhos renegados.
Daqueles sonhos suados, cheios de tremores e espasmos.
Sonhos que nos chocam e muitas vezes nos surpreendem.
Surpreendem pela franqueza com que nossos desejos - os mais secretos - são expostos a nós mesmos.
Alguns sonhos são verdades... que insistimos em chamar de Pesadelos."
 
Pesadelo

A escolha

 
" Não se escolhe nem o momento nem a pessoa para se amar.
Assim é o poema, não escolhe a hora nem o poeta."
 
A escolha

Sentidos

 
"Olha para mim amor
Acalma meu peito
Do seu jeito doce
Aplaca minha dor.

Toca meu corpo amor
É no calor dos seus dedos
No toque forte do seu corpo
Que eu supero meu temor.

Beija minha boca amor
Mistura meu gosto no seu
Numa dança de sabores
Que me enchem de calor.

Reconheça-me amor
No cheiro do seu travesseiro
Na sua cama, na sua casa
Minha presença irá se impor.

Escuta-me amor
Mesmo quando eu nada diga
Escuta-me amor
Quando as palavras calarem minha voz
Escuta-me amor
Quando todos os sentidos falarem por mim."
 
Sentidos

Cala-te

 
"Cala-te
Quando o que falas fere
Dilacera
Destrói.

Cala-te
Quando é inútil seu lamento
Ignorado
Rejeitado.

Cala-te
Quando suas tentativas te machucam
Frustram
Incapacitam.

Cala-te
Quando seu amor é egoísta
Parcial
Único.

Cala-te
Pois estais cansada
Fraca
Dolorida
Desprezada.

Cala-te
Agora por dentro
Como aprendestes lá fora.

Cala-te
Coração
Alma e
Razão."
 
Cala-te

Noite

 
"Não quero acordar
Não é a hora (nunca e nem agora)
De deixar nosso amor partir.

Corta o silêncio, meu bem, com seu suspiro doce
Pois ao meu lado há um vazio
Que o tempo não acalma.

- Acorda, diz a noite, pois fui feita para os amantes
Acorda para a verdade, pois seu amor já deu a hora."
 
Noite

Desabafo

 
"Hoje escrevo para te dizer que descobri alegria em mim.
Lembra? Como achastes estranho esse fato?
Agora nem mesmo eu me lembro.
Parece um sentimento distante, sem cheiro, sem cor.
Que bom... esquecimento da dor.
Raro, mas libertador!
Encontrei outras coisas também.
No silêncio, minha força.
No presente, meu futuro.
Na solidão, a mim mesma.
E fiquei surpresa com essa minha pessoa.
Sabe há quanto tempo não pensava no singular?
Eu, Meu, Ser - COMPLETA!
Fazia tempo e a saudade de mim já era tão forte que nem parecia mais estar aqui.
Como quando o óbvio é difícil de ver, de sentir.
Faz parte, está ali, sempre esteve (ou não?).
Não há tempo, meu bem.
Chega de questionar ou tentar entender.
Para que estressar a rima?
Forçar a prosa?
Desatar o poema?
Não, meu bem.
Tenho tanto tempo e tão pouco para mim mesma.
Essa pessoa que acabei de conhecer sem ti (e apesar de ti).
Estranho... libertador!
Que ironia... logo eu que sempre achei graça em estar presa."
 
Desabafo

Praça

 
Não sinto minhas mãos…
Mas isso não é nada.
É apenas um reflexo do meu coração parado, suspenso.
Às vezes sinto um vazio...
Parecido com paz... mas inquietante.
Tento fingir que ela não está ali, disfarçada no meu coração morto, sangrando.
Finjo para que ela não me deixe.
Essa paz dolorosa que me concede alguns minutos fora de mim.
Tem tantas coisas na minha mente.
Tantas perguntas que não têm respostas.
Tantas vontades suas se sobrepondo a nós, a nossa felicidade.
Pergunto-me quem é você.
Esse estranho que dorme ao meu lado, que tem seus segredos que satisfazem seu ego.
Pergunto-me quem sou eu.
Esse amontoado de dores, de mágoas, de dissabores.
São tantas as dores...
Por um mundo imaginário que foi despedaçado.
Escrevo melhor quando você me fere o peito.
Talvez por que as lágrimas dificultem a fala.
Quero aprender outra forma de escrever...sem dor.
Mesmo assim não consigo parar.
Quantas vezes essa praça testemunhou suas promessas e minha necessidade de acreditar.
O banco está vazio agora...
Inclusive de mim.
Estou suspensa, como o vento.
Congelada pela surpresa.
Admirada por não ter conseguido te ensinar a amar.
Acredito agora que todas as vezes eu estive só nesse banco (mesmo quando estavas comigo).
Fazendo promessas solitárias e compromissos individuais.
Sinto que tentei (e muito e por nós dois), mas que falhei.
Falhei pela arrogância em acreditar que bastava eu querer, eu fazer, para sermos nós.
(Sandra Amaral Castilho)
 
Praça

Essa sou eu

 
" Que delicia voltar a escrever e por para fora tudo o que eu sinto.
Um desabafo sem preconceitos ou julgamentos, apenas palavras soltas ao vento.
Que delicia poder dizer que sofri por amor, que chorei sem pudor e implorei você para mim.
E que não sinto vergonha das noites mal dormidas, pensando se você era todo somente meu.
Que delicia poder assumir, assim, sem pudores, as caricias que gentilmente me fiz em seu nome, imaginando seu corpo junto ao meu, seu cheiro, seu gosto.
E gosto mais ainda de assumir as inúmeras noites de amor em que apenas o peso do seu corpo me levou a gemer... e aquelas noites em que meu êxtase foi acompanhar o seu.
Não me importo de mostrar minhas frescuras, minhas manhas, de ser somente sua princesinha.
Que delicia não me importar com um possível leitor e suas censuras sobre minhas mais intimas declarações.
Desnudo-me como faria em nossa cama, sem receios... conhecedora do meu corpo por inteiro - das minhas nadegas ao pescoco - das minhas curvas e declinios, orgulhosa de cada trecho.
Pois essa sou eu, meu amor, sua pequena... sem maquiagem ou teatros, sem aparências ou cargos.
Essa sou eu meu amor...
Mas me faça um último favor...
Guarde segredo."
 
Essa sou eu

Expectativas

 
"Grito em silêncio
Dentro do peito
Quieto e manso
O sofrimento passa por mim.

Como posso dizer
Se é no peito ou na alma
Que minha mente se perde
Distante e fria.

É somente um branco
Um vazio
Um sopro solto entre lábios partidos.

Não quero chorar...
Não posso chorar...
Meus olhos estão perdidos
Num futuro imaginado
Em um passado já esquecido.

Não há mais dor
Apenas silêncio...
E um peito cheio, carregado de lembranças
De desejos
De expectativas...
As mal (bem) ditas expectativas.
Sim, são elas e nada mais."
 
Expectativas

Se Deus brincasse - O Homem Vitruviano (Hittler e Chapplin)

 
" O que seria da Historia de Deus brincasse com a proporção.
Se brincasse de unir dois bigodes em uma mesma nação.
Se brincasse de equilibrar as emoções do riso e do choro, da força e da gentileza.
Se brincasse de trazer em um único homem toda a possível beleza.

O que seria da humanidade se Deus brincasse com as perfeições.
Se brincasse de juntar a capacidade única de influenciar multidões.
Se brincasse de abrandar o olhar do tirano com a doçura do vagabundo.
Se brincasse de transformar duros corações e um único doce coração no mundo."
 
Se Deus brincasse - O Homem Vitruviano (Hittler e Chapplin)

Janela

 
" Desvendar o mundo
Desbravar a alma
Acalmar o mar.

Mergulhar bem fundo
Buscar a minha vida
No amor em seu olhar."
 
Janela

Testemunha

 
" Não precisa se sentir assim meu bem,
Como se o mundo fosse tão grande que seria capaz de lhe engolir.
Como se não fizesse diferença uma vida a mais,
Como se as pessoas fossem apenas mais um número de CPF.
Não meu amor, não se sinta assim.
Hoje eu faço uma promessa, de que nossas vidas serão marcadas pelo olhar carinhoso de um na vida do outro.
Faço a promessa de ser sua testemunha, a mais fanática delas.
Sim meu amor, faço a promessa de que sua vida terá um propósito,
E de que eu estarei lá para que tanto amor não seja apenas mais um, mas seja o nosso amor."
 
Testemunha

Serenidade (sonho)

 
"Tenho um sonho recorrente onde me afogo em um mar de azul intenso.
Mas não estou me debatendo, lutando para viver.
Apenas estou ali, flutuando, sem respirar (sem precisar disso).
E me sinto leve, com o coração preenchido e tranqüilo e com a mente limpa, vazia.
Eu não penso, não tento entender.
Apenas sinto.
E o que sinto é paz (ou acho que é isso).
Pois estou feliz, mas não do jeito tolo de felicidade, aquela em que damos gargalhadas e a adrenalina é disparada pelo corpo todo.
Não. Minha felicidade é plena, sutil, suave e não depende de mim ou de alguém ou coisa qualquer.
Ela existe por si mesma.
E nada mais importa.
Estou serena, como raramente consigo estar acordada (viva).
Será assim a morte?
Um desprendimento de tudo e todos e de nós mesmos?
Tenho um leve sorriso no rosto.
Discreto, pois é só para mim ou nem isso, é só para a paz que sinto.
Eu realmente espero que seja assim a morte.
Um momento egoísta, que não é nem para mim.
Mas para a vida... que eu acredito deva estar sussurrando seus mais levianos segredos e mistérios em meus ouvidos."
 
Serenidade (sonho)

Meu todo

 
"Até quando vais me visitar
Leve vazio suspirando em meu peito
Lembrando-me da dor que carrego sem jeito
Desde que me coloquei a esperar.

Até quando vou aceitar
Fechar-me nas minhas angústias
Prisioneira das minhas neuras (tão suas)
Sozinha a lamentar.

Até quando do seu jeito
Torto e distorcido no meu peito
Esperando que você veja quanta dor
Por quanto tempo ainda terei que carregar.

Queria ter forças para negar
Tudo isso e nada mais
Fugir tranqüila por essa porta
Deixando para trás pedaços meus.

O que ficar não me pertence
São partes perdidas de mim em nós
Que agora não fazem mais sentido
No todo que me tornarei só."
 
Meu todo

Sandra