Poemas, frases e mensagens de miriade

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de miriade

SOU MULHER, “Dá licença enquanto masturbo-me...”

 
Aprendi que amores sofríveis não são “carma nem destino”, são escolhas decorrentes de carências, entre elas, as afetivas...
Aprendi a negociar com o amante tempo, ele me oferece fidelidade, em troca permito que me consuma.
Aprendi que a solidão é companhia melancólica, mas não é desamparo.
Aprendi que é preciso entender a diferença entre prestar contas e dá satisfações.
Prestar contas é anulação pessoal, dá satisfação é apenas satisfazer a união.
Aprendi que é preciso sempre lustrar as mascaras de fortalezas, alegrias, e seduções,
Aprendi a reconhecer e lutar contra minha feminina bagagem de imagens caricaturadas de subordinação, inferioridade, passividade, obrigações estabelecidas
Aprendi a entender a diferença entre sensualidade e vulgaridade, sexualidade e pornografia e a importância da igualdade dos orgasmos.
Aprendi que sexo vai alem de uma penetração consagrada, é amor, troca de carinhos e carícias
Aprendi que as mulheres carregam nas costas a eterna pseudomissão de mostrar-se “boas e puras”
Aprendi que a legitimidade da mulher está na sua eterna e constante busca de fazer valer sua identidade.

Lufague
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SOU MULHER, “Dá licença enquanto masturbo-me...”

Amor

 
Amor
 
Amor: é quando a aflição, a impaciência e a sofreguidão abandonam a paixão.
Lufague..
 
Amor

Quien es tu amor?

 
O amor é o que é,
Nem mais, nem menos...
O amor é cheio de certezas
Pode enfurecer-se, até magoar
Sair batendo à porta, ausentar-se
Ou ser mandado embora
Fazer cara feia, melindrar-se
Depois sozinho volta...
Pede mimo, conta sua solidão
Ou vai e não volta, teima, se arrepende
O amor gosta de sentir-se amado
Gosta de amar quem se ama
O amor rouba sorrisos
Com seu brilho ilumina, azula
Se ornamenta e tudo em torno alumia
O amor sofre e faz sofrer...
O amor também é bem-humorado
Uma cantiga de sedução
O amor dar motivo e encanta-se dele
O amor tem autoestima alta
Não implora, doa-se,é original
Cobre-se de intenção e acrescenta-se
Gosta muito, mais que muito
Singelamente gosta, ama
Ou simplesmente anila-se
Segue a vida mundo afora
Ganha a lembrança
Ou deixa-se escapar da memória.

Lufague
 
Quien es tu amor?

Sol de Reveillon

 
Há ainda no céu resquícios coloridos
como artifícios de uma promessa...
Toda jovialidade desse tempo meigo
que parece iluminado de esperanças

[Como uma paleta de cores,
pronta a colorir o esboço
de uma vida bela.]

O dia tem semblante de alegria
seus olhos brilham ingenuidade
por entre prismas, o sol a banhar-lhe
a exalar o aroma florido suave de alecrim.

Nessa bela síndrome da etérea visão que divaga
por entre lentes cor de rosa.

Lufague
 
Sol de Reveillon

AUTOEROSTISMO, A MÃO QUE MASTURBA!

 
O anseio em absorção,

desregramento

Corpo gentil, pátria minha

Mãos em suavidade, na medida certa

do sôfrego toque...

Lúdico profano ato.

Solitário amor próprio,

ou mútuo.

Não há “desordem moral”

só reprimidas ideias...

em generosa liberalidade.

Há o sorver do estimulo

prazeroso

desse ludismo,

em descomunal, natural

erótico sentimento.

Lufague
 
AUTOEROSTISMO, A MÃO QUE MASTURBA!

Eternas Valquírias

 
Cotidianamente somos Valquírias,
metamorfoseadas de comuns mulheres
Originalmente virgens e guerreiras,
donzelas que escolhem seus heróis.

Somos borboletas a germinar, integrando a vida
sobrevoando, vigiando as batalhas do dia a dia
numa rotineira peleja ferrenha

Cavalgamos em nossos saltos alados
vestidas nas armaduras de nossas lingeries
continuamos a ser espetáculo impressionante
mesmo a revelia do machismo de nossos heróis.

Somos pura sensualidade
seguimos provocando relâmpagos e trovões
vestidas de volúpia, inteligência e sabedoria

Em nossa essência de guerreira
serenamente travamos luta contínua
na busca de nossos direitos
evitando ser servas de Odin.

Temos a doce intenção
de formar com nossos sonhos,
nos reflexos de nossos escudos e lanças de atitudes,
todo resplendor da aurora boreal
Lufague
13/12/14
 
Eternas Valquírias

Pisando sobre as folhas de outono

 
Estou no tempo que precede a velhice,
No amarelar das folhas….
Que suavemente tombam sobre a brisa

Nelas, solto as asas entre o sol e o cinza,
Até alcançar o imaginário de minha lua,
Onde tudo, inclusive o fim, é perfeição!

Onde a natureza é aconchegante,
Mesmo nas horas findas...
Onde a sabedoria se entrega
Ao paradoxo das perdas e ganhos.

Assim me aconchego entre o tempo
Degredo, e o tempo de colheitas…
Onde o céu é madura framboesa
E o calendário só marca recomeços
Através das despedidas…

Onde as folhas melancólicas de luminosidade
Libertam-se coloridas, como se fosse primavera,
E sabem reconhecer no termo a sobrevivência dos ciclos…

Sob meus pés, as diversas tonalidades
Do sagrado tapete macio da transição,
Que suaviza de criança esperança
O meu olhar de outono!

Lufague
 
Pisando sobre as folhas de outono

EM DUETO, ARREPIO SE FEZ!

 
No abraço de poemas
Dueto em amor/amigo se fez...
A palavra acariciou o verbo.

O verbo excitado penetrou os sentimentos
Os sentimentos em fascinação...
Deles cintilaram versos.

Versos que provocaram arrepios da tez
Tremuras sentidas das rimas, à perfeição
Em unidade rítmica da mágica poesia...

Palavras em versos permitem-se
Em indireta sutileza...
A volúpia dos sentidos.

Lufague.
 
EM DUETO, ARREPIO SE FEZ!

SEGREDO DA BORBOLETA. ( Homenagem à mulher.)

 
Amiga mulher, quero dizer-te, o que a borboleta me confidenciou gentilmente,
Disse-me: para ser feliz! ...Como?...
Ela me segredou: com uma palavra chave...{Contentamento}
-Não procure à perfeição, nem mesmo na musculosa e torneada barriguinha “tanquinho”
Muito menos rejeite de todo suas celulites porque "é ela" sua maior identidade “mulher”
- Não seja paranóica com calorias, são elas o seu combustível, mas também não precisa exagerar e mamar todo dia uma lata de leite condensado.
-seja um ser confortável e sensual em suas curvas, tudo no limite entre não ser uma tabua ou uma bola (sem culpas).
-não seja escrava da escova/chapinha, (cabelo liso, pode não ser referencial), mas batom e lápis de sobrancelhas podem ser fundamentais.
Confidenciou-me também o segredo da sedução, disse-me que as maneiras de conquistar excedem a barreira do físico e que o interessante é saber usar o olhar, o sorriso, o bom humor e o bem conversar.
Revelou-me para ser moderada nos sentimentos de medos e culpas, ser original nas escolhas, para se possível transformar ou ao menos amenizar os preconceitos e julgamentos e para ter certeza, que sou ser, guiada para a evolução e que em minha condição feminina sou prevalência, porque sou sentimentos que envolvem o coração, a força e o poder de enfrentar desafios, superação, polivalência e que estando ciente de meu universo MULHER, sou construtora do mundo e assim me sentir FELIZ! (sábia essa borboleta).

Lufague.

Homenagem ao dia internacional da mulher.
 
SEGREDO DA BORBOLETA. ( Homenagem à mulher.)

A poesia não tem limites...

 
#

A poesia meta/física/mente é livre, é linda.
Seus cabelos são azuis como a imaterialidade
Seus olhos sutílimos, amarela atenção,
O próprio esforço d’alma.

Seus lábios cândidos irradiam verbosidades,
Estilos, xucrices ou fluências.
Seu sorriso carmesim é um sorvete,
Melodioso de amoras.

A sonoridade rítmica de suas mãos acaricia,
Os anjos, os céus, e os adjetivos.
Suas unhas cravam o silencio,
Mas nunca chegam a ferir;
Não produzem inimizades, enredos, mexericos.

Seu espírito supra-sensivel, usa salto.
Agradavelmente diz o que quer,
Fala da vida, do amor, dos desalentos.
Veste-se de ego para bem ouvir galantarias...
(?)

Alimenta-se de tâmaras frescas,
... E só as mais fortes sobrevivem.
Lufague
 
A poesia não tem limites...

A vida é sempre inédita

 
Ao acordar vejo a chuva
Não é a mesma em dia nenhum
Ela cai de uma nuvem também diferente
Refletida de um céu de azuis desiguais...

Quer saber? …
Hoje também serei diferente como a chuva]

Vestir-me-ei do colorido das mariposas
Arriscar-me-ei seguir outros caminhos...
Porém, não sem antes sob o céu,
Dançar como uma insana!

Experimentarei em cálices,
A supravitalidade contagiante
Degustarei os poemas de Maiakóvski
E petiscarei o diferente das diferenças...

Nada mais em mim será trivial
Ou igual às manhãs de meu café com leite
Sairei quebrando todas as rotinas
Porque em verdade, elas são só minhas escolhas...
Lufague
 
A vida é sempre inédita

TERRA ! (Dia Mundial do Planeta)

 
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Sou mulher, sempre prenhe...
Prenhe de vida... sou fêmea,sou mãe
Porque meu ventre é acolhedor
Tudo em mim é semear, é germinar
Minha sensualidade é úmida, úbere
Quando banhada de águas e maresias
Perfumada de verdes seivas,
Sou tão imensa quanto fecunda
Minha sensibilidade é arrebatadora
Minha natureza pode ser temperamental
Quando me revolto da cobiça do filho homem,
No descuido da fauna, da flora de seu bem viver
Renovo-me em temporadas das estações...
Meus grandes aliados, o tempo e o vento
O que me fertiliza, à luz do brilho do mais que amante sol
De grãos fecundados de mim, brotam à vida...
Vida quando matéria efêmera acolho em seu decompor
A torná-la semente fecunda, a fazer brotar, a renascer de mim, porque sou abrigo, sou ninho, sou ultimo refúgio.

Lufague
 
TERRA !  (Dia Mundial do Planeta)

DO ENVELHECIMENTO...

 
Repensando a máxima que aos “quarenta anos somos a velhice da juventude e aos cinquenta anos somos à juventude da velhice”, dou-me o prazer de entender que o tempo tem como missão factual os ensinamentos inerentes à vida e com a idade aprendemos por vontade, coragem, atitude ou até mesmo efeito osmose. E com isso criamos e recriamos nossos valores e até desenvolvemos e ganhamos em aptidão, em capacidades.

Ganho a capacidade de entender a implacável ação do tempo na missão de envelhecer e envelhecendo torno-me consciente dos efeitos do tempo que se veste de meu cotidiano, de minha rotina, quando me torno mais amável comigo mesma, em estado ciente de autoestima, não preciso de criticas, censuras, nem obedecer aos sutis mandamentos de deveres já estabelecidos.

Ganho a capacidade em compreender meus direitos e meus desejos e porque não minha corajosa teimosia? Dou-me ao deleite de experimentar a vida, dou-me ao prazer de conhecer à liberdade como doce/maduro fruto do envelhecimento. Dou-me ao agrado de libertar-me das convenções, o dever das justificativas, das satisfações, do demasiado valor que damos ao que os outros pensam de nós, valores que quando jovens utilizamos como prioridades.

Ganho a capacidade de entender que preciso mergulhar de cabeça nas ondas do tempo que faz de meu físico um corpo decadente, mas, em contrapartida lapida com destreza meus sentimentos, minha aceitação no entendimento de que o tempo não privilegia nada nem ninguém. Dou-me ao agrado de compreender meus sofrimentos, minhas dores, minhas decepções, como quereres e ou merecimentos.

Ganho a capacidade de entender que a revelia meu coração pode ser partido pela ação do tempo em conseqüência dos relevantes acontecimentos, mas, dou-me a satisfação de conhecer a imperfeição, o prateado de meus cabelos brancos, os sulcos tatuados das marcas de expressão de meu rosto em total paradoxo que me “enfeiam” e me embelezam de experiência sábia.

Ganho a capacidade de negar com veemência a negatividade da vida, por entender ser absoluto tempo perdido, e o contentamento de compreender que o tempo que nos resta é contabilidade transcendental e a principal moeda dessa barganha vida/tempo é o ganho liquido, Felicidade!

Lufague
 
DO ENVELHECIMENTO...

Abatimento

 
O sol acaricia tua face
E contagiado, triste ele adormece…
Sua luminosidade alaranjada
Escorre por entre tuas pupilas
E assim, esvai-se na tua penumbra

As singelas borboletas,
Já não pairam em teus sonhos
As lágrimas pedram teu sentimento
Brotam de tua negra vastidão….

Até rascunhas alguma resistência
Mas as estrelas opacas cobrem teu chão
Há um fosso vazio entre a luz e tua escuridão
E logo ali, um botão de rosa que pulsa cor
Aguardando o gesto forte
De tua travessia!
Lufague
 
Abatimento

O amanhã não é para sempre.

 
(#)

Ah esse tempo ingrato,
que resolveu materializar-se em mim.
Tatuando-me a estética da velhice,
descorando minha juventude.
Minando-me a resistência, a capacidade.

A desestruturar minha arquitetura.
Degenerando-me os desejos, as cartilagens.
Atrofiando minhas papilas, em vontades e sabores.
Embaralhando e deletando em lapsos meus conhecimentos.

A realçar minha consciência de finitude.
Cruelmente revelando-me quão ínfima
e obscena me foi sua quantidade.

Eu, perecível produto cultural.
Pessoa ignorada,até marginalizada,
Inútil e carente em minha senilidade.
A exalar cheiros de remédios,
tão orgânica como os sábios livros velhos, ácidos e morfados.

Cheia de rusgas e manias,
sem os ímpetos do entusiasmo perdidos na longevidade.
Na lentidão dos gestos, que não permitem-me apreender...
A beleza do sonho a tirar sons da lira.

E essa oculta insatisfação do espírito,
na contramão de um tempo não linear.
Tão repleto de espontaneidade,
como se ainda fosse criança.

Em contraponto minha franqueza desenfreada,
despindo-me da comum hipocrisia.
A dizer sinceridades, mesmo que seja aos ventos...
O liquido direito de não aceitar ser desrespeitada,depreciada,infantilizada
ser um peso, ou um nada.

O íntimo desejo de não ser apenas uma leitura inacabada...
Como a expressão do tempo, fases , ciclos inerentes a todos, de um amanhã que não é para sempre.

[Ou a absoluta certeza que viver é a melhor idade.]

Lufague .
 
O amanhã não é para sempre.

NA APATIA DO SOL...

 
Nascemos puros como uma flor de lótus.
Frágeis /fortes e fecundos...
Filhos da luminosidade plena do mistério.
Vivemos glórias, misérias, flagelos, delícias...
Em um tempo condensado de brevidade/monotonia
Enlevados de vaidades, verdades e ou ilusões.
Mergulhados em lapsos da alienação de uma invulnerabilidade eterna.
Encantados de amores, cores, felicidades, quimeras.

[Velozes centelhas da efemeridade]

Porém nossa existência é resoluta,
Seu mais certo objetivo: o leal pacto com o escárnio da fatalidade
Quando na apatia do sol descorado,
Esmaecemos na inevitabilidade.

Lufague
 
NA APATIA DO SOL...

Minha visão de amor

 
A minha mente quando convicta de amor
É como um cristal que reflete a beleza de tudo
Em seu prisma sólido emite raios de luminosidade
Ao extrair doçura até no reflexo das imperfeições

Cristal alado, encurta distâncias, as mais celestiais
Consegue transformar friezas em desdém
Agiganta as bondades das almas
Serenando os turbilhões sentimentais

Floreia, alarga em azul todos os caminhos cegos
Quando entrelaçado ao sutil aroma do outro amor
Suavemente exalado de teu interior universo!
Lufague
 
Minha visão de amor

ABRAÇO!

 
É dar e receber em envolvimento de emoção
É caricia na simplicidade do conhecer-se
É toque, reflexo do espelho de cada um
É aconchego que preenche vazios
É partilha do “eu” e “eu” em “nós”
É interação, ligação, união com outro
É ponte aconchego de sentimentos
É leitura de toque, a essência dos corpos
É ato simultâneo de aceitação e doação
É transpor obstáculos na simplicidade do amplexo.
Lufague
 
ABRAÇO!

SENSAÇÃO PLENA DO TEMPO!

 
Vi o tempo implacável
Materializado da degeneração
Física da velhice.

Vi o tempo eternizado de pretérito
No esquecimento das lembranças...

Vi o tempo de perecibilidade
Extinguindo-se de natureza viva em morta.

Vi o tempo oxidado
Saturando em ferrugens os sentimentos.

Vi o tempo recôndito
No desabrochar oculto de uma rosa,
No secreto crescimento de uma procriação

Vi o tempo calado
Impregnado de silencio
No isolamento da solidão.

Vi o tempo esperançado
Imbuído de expectativa
De fé e confiança
Em desejos de realização

Vi o tempo consumado
Na batalha diária da vida em luta.

Vi o tempo sôfrego
Suavemente invadido de descanso

Vi o tempo pulsar
Na percepção lenta da juventude
E fugaz fugitivo da plena maturidade.

Vi o tempo dentro de mim
E me vi dentro do tempo
No espírito da vivencia
No sentido do espaço.

Lufague
 
SENSAÇÃO PLENA DO TEMPO!

Implacável

 
O tempo perdido na espera do momento perfeito, é implacável, não aceita desculpas...

Lufague
 
Implacável


Das palavras, as mais simples. Das simples, a menor.” Winston Churchill