Poemas, frases e mensagens de Lunar

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Lunar

As árvores sussurram

 
As árvores escondem os segredos
Que as bocas temem dizer,
Testumanham as vontades
De todos os sonhos inacabados.

Não queremos mostrar o rosto
Com medo que o façam sangrar
Olhamos para o escuro
Esse, que não nos vai abandonar.
As arvores sussurram.

Tenho é mais é que escutar
Vem agora os ventos
As mais belas palavras para matar
Os que se dormitam na angústia.

Eu também não olho,
Deixem-me aqui ficar,
Vislumbrando o que nunca vi,
Amando o que nunca conheci
 
As árvores sussurram

Pedras Humanas

 
Existem sombras dentro das almas que se escondem nos mais belos sentimentos. Num simples sorriso distante, vejo a magoa que tantos carregam, o farde de tentar sobriviver num munda que nunca nos deu tréguas. Numa humanidade que nunca olhou em volta. Num deserto de sangue onde tantas vezes chapinhamos e lamentamos as nossas vidas.

E o resto?
Palavras perdem-se com o tempo, as acções, os gestos, ficam retidos dentro de nós e soltamos apenas amargos sorrisos de conformidade que nos obrigamos a implantar em nós.
Sorrimos tristes aos dias que passam e nos levam sanidade.

Aos momentos que passam e vagamente os saboreamos.

Sorrimos tristes ao espelho, por sabermos que somos apenas mais um reflexo entre tantos.

Nada fazemos.

Tornamo-nos pedras.Pedras onde a vida bate levemente.
 
Pedras Humanas

Abismo

 
Chorar
Pela sombra do vazio
Não mostra fragilidade
Mostra ternura
Talvez até saudade.

Sala escura
Cadeira antiga
Onde me sento e escuto
As vozes do abismo
Que teimam em me assustar.

Então rir
Torna-se pecado
Lábios colados são os meus
E mãos acorrentadas
De salas sem porta.
 
Abismo

Rosa

 
Rosa da minha vida
Que em vermelho foste criada
Por demais chorada
Pelo tempo nunca apagada.

Um beleza repleta de espinhos
Que ferem dedos impuros
Que ousam penetrar tal sangue
Que querem a eternidade alcançar.

Minhas lágrimas de mar são feitas
Por entre a rosa que tem o teu cheiro,
Esse perfume incontrolável
Rasgando docemente a minha alma.

A cor da vida foi infiel
O mundo a preto e branco se tornou
Bebo esta cor ensanguentada
Torna-me a minha alma apenas em ti.
 
Rosa

Esta Noite

 
Esta noite viagem ao utero da Terra
Lá, com a Mãe, renasci
Deixando para trás os meus venenos
Amando o intimo de mim
O intimo de ti.

Esta noite conheci os Loucos
Que me fizeram gargalhar
Na noite limpa
Que me acariciava o corpos
Com a brisa de outros tempos.

Esta noite lavei a minha alma
De toda a dor que havia em mim
Amei a terna Mãe, que me levou até ali
Com palavras, medos e risos
Verdadeiros.

Esta noite dancei
Contigo e com os outros que não conheço,
Dancei e mais uma vez gargalhei
Na alegria de abandonar a mágoa
E conhecer-me outra vez
Naquele ritmo puro
Que tanto enche a minha alma.

Esta noite dei-te a mão
Enquanto nos Impérios renasciamos,
Vi o teu brilho sincero
Contido nos teus gestos.

Esta noite renasci
Do utero, da dor, da dança,dos loucos
Da música, de ti e de mim.
 
Esta Noite

Lembrar

 
Lembrar de não chorar
Depois de não morrer
Sem sangrar, amar
O beijo do luar
Que em ti se faz sentir,
Em sonhos de nevoeiro
Onde me ensinaste a Ser.

Sentar e respirar
Fumar até
Perder-me no fumo de ti
No vicio de querer
Neste lugar
Para sempre Ter.
 
Lembrar

O outro lado

 
Sentei-me na cadeira antiga e empoeirada, cantei para o gelo que a sala me oferecia. O meu vestido caia pelo chão, lembrando o teu sorriso, como quem não quer morrer.
A minha voz enchia toda a sala de uma melodia estranha, que mostrou aos corvos como é bom amar. Conhecer o mundo e com o amor dar as mãos. Mesmo quando a Lua não aparece no céu, eu sei que tu, vais estar sempre aqui. Acariciando os meus longos cabelos e contando-me historias que me fazem sorrir. Juntos, olharemos o horizonte e alcançaremos o impossivel.
A imortalidade de nós.
Do amor que nos faz viajar por sitios que só nos conhecemos, por melodias e danças que só a nós respeitam.
Vamos aprender a adormecer no silencio, com um rasgo se sangue na alma, e um sorriso nos lábios. Pois do outro lado, estaremos juntos novamente.
 
O outro lado

Encantos

 
Encantos e encantos
Esvoaçam sobre mim
No pedaço mais profundo
Encontro a harmonia,
De cantar sem nunca chorar
De ver e nunca temer.

Magias fantasiosas
Suspiram a minha volta,
Num encanto permanente
De algo que apenas se sente.

Encantos e encantos
Dormitam dentro de mim
No mais intimo coração
O sonho é algo que me sorri
Num caminho duro, mas nunca vão.
 
Encantos

Esperança

 
Olho para trás na esperança
De ver mais que destruição,
Mais do que vermelho de sangue
Dos corpos espalhados ao acaso.
O que vejo, é a podridão,
Dos homens que ousaram desafiar-se,
Que mancharam a nossa Terra
De tanto ódio e ganância.

Não me comove,
Todo este cheiro a cadaver,
Todo este amor morto,
Já não me comove,
Pois mancharam a minha Terra,
Fizeram chorar a minha Deusa.
 
Esperança

Inocência

 
Hoje apetece-me ser uma menina pequena
Pegar nos meus lápis de cera
Pintar por horas a fio.
Rir dos imaginários coloridos
Chorar dos monstros debaixo da cama.
Apetece-me uma história bonita
De príncipes e princesas
Bruxas e dragões
Sonhar, sonhar, sonhar.
Apetece-me a inocência
A certeza do coração puro
Esquecer o mundo lá fora
E sozinha ser a mais feliz do mundo.
Quero que te deites no meu colo
Enquanto contamos as estrelas do céu
E se ouve uma canção bonita ao longe.
Apetece-me dar-te a mão no silencio
Perdida em sorrisos verdadeiros
Como uma menina pequena
Que não conhece o pecado
Apenas a felicidade pura do ser.
A menina que já fui um dia
Há muito tempo...

Joana Franco
 
Inocência

Corpo e Alma

 
Consegues ver os olhos que chamam por ti, mesmo quando as luzes se apagam e o meu coração pulsa na minha mão, ardendo como uma chama ensaguentada?
Consegues?

Sei que sim.Que consegues porque a tua alma rasga-se dentro de mim, ao sabor de mais um ardor, mais uma chama que nos derrete aos dois.
São os meus olhos, que penetram na tua carne como uma lamina fria, e assim meu amor, te trago para dentro de mim.
Corpo e Alma.
 
Corpo e Alma

Chão

 
O Chão continua a magoar aqueles que se julgam inocentes. Continua a querer rasgar os que ainda conseguem andar, que ainda conseguem sorrir perante todos.

Quando a crueldade acabar, e todos deixaram de existir, algo ficará marcado. As pegadas daqueles que sempre tentaram, sempre se esforçaram, para não ser assim. Podre.
 
Chão

A Lua

 
A lua penetra no meu sangue
Fazendo de mim criatura da noite
Esvoaço sem o saber fazer
Toco a harpa do destino de morrer.

Ternas mãos passam no meu cabelo
Acariciam suavemente o meu corpo
Ouço a sua voz melodiosa
O meu corpo estremece de o ver.

Um sonho em mim acontece
E dormimos sob o manto das Fadas
Estranhamente unidos
Por esse laço mágico.

A Lua abençoa as nossas almas
Que se amam mutuamente
Neste sonho de outros tempos
Neste amor de outras vidas.
 
A Lua

Rosas De Seda

 
Julguei,
Que eram de seda
As belas rosas que me deste,
Julguei,
Que era as mais raras
Que a mãe Terra nos pode dar.

Eram belas,
Ainda o são na minha memória,
Mas murcharam com a tua ausência,
Choraram com a minha solidão.

Rosas de seda,
Que o perfume se perdeu,
Nas entranhas da saudade,
Nos caminhos da verdade.

Perderam-se contigo,
No momento em que me deixas-te só,
Nos segundos em que me atormentei.

Rosas de seda,
As que eu julguei as mais raras,
As mais belas,
As mais trágicas.
 
Rosas De Seda

Bruma

 
De olhos fechados
Sou levada
Para esse a Ilha de encantos,
Onde vagueio feliz,
Dentro da música natural
Que a Terra me canta.

Um sopro escondido
De vida,
Que nasce da bruma
E me torna mais fiel.

Nada para me amaldiçoar,
Apenas corpo e alma,
Que se juntam
Na mais pura harmonia.

Sinto o sangue a percorrer-me
Dentro de mim a Força
De ser assim
De conhecer este outro mundo,
Este outra realidade.

A música continua suavemente
A voz celestial mostra-me o caminho
A nudez de mim
Dispo-me de futilidade
Corro em direcção ao horizonte.

Alcanço o principio da eternidade
A voz celestial,
Dança ao meu lado.
Acaricia-me o corpo.

Desapareço na Bruma,
Onde nasci.

Joana Franco
 
Bruma

Egoísmo

 
Um cemitério que se estende
No interior da consciencia
Aniquila a alma sonolenta
Mostra-lhe o terror de Ser.

Caminhei pelas lápides
Dos que nunca viveram
E esqueci-me de chorar por aqueles
Que nunca me conheceram.

Fui mera egoista de viver
Fixei em mim a razão de existir
O equilibrio perdeu-se
E assim a morte fez de mim alguém.
 
Egoísmo

Mãos De Feiticeira

 
Olha as minhas mãos de feiticeira,
Quebradas pelo tempo injusto
Guardadas pelas arvores protectoras
Que ondulam na minha mente.

São estas mãos brancas
Sedentas do que já aprenderam
Em outra vida mais pura
Que te tocam a face lisa e bela
Te acariciam a alma limpa.

As minhas mãos de feiticeira
Sacrificam o próprio sangue
Pelos antigos que me lembram
Pelos novos que ainda não me conhecem,
Pela eternidade da verdade perdida,
Eu cicatrizo estas feridas,
Eu comando esta noite.
 
Mãos De Feiticeira

Deixa-me pensar

 
Deixa-me pensar
Na existência que se põe
Desassossego que floresce
Nos confins da mente.

Deixa-me pensar
Se não vale a pena chorar
Em mágoas me agoniar
No meu tempo de tentar pensar.

Mas o pensamento foge
Por entre portas e janelas
Lá se foi o meu pensar
A minha sanidade, que me estava a embalar.
 
Deixa-me pensar

Hoje

 
O vermelho da alma de fogo
Rasga os sorrisos das vidas passadas.
Em palácios e castelos, encontro um rasgo de sangue
Que me leva a eternas jornadas
Em busca da pura verdade.

Mas por hoje
Basta o simples gesto de loucura
Carinho ou amor
Para te provar que te amo com a vida
E abençoar-te com petalas de alguma flor nascida
Com o uivo do vento frio
Que nos gela os coraçãoes nas noites frias.

As melodias encontram-se nas nossas mãos
Perdidas em mágicos encantos de solidão
Prometidas por interminaveis eras.

As noites que passamos
Juntos num simples beijo na face
Valem por tudo então o que já sofremos.

Joana Franco
 
Hoje

Para Ti

 
Olhas-me com a alma
E nada mais posso fazer
Apenas me rendo
Ao coração que bate sem fim.

Nos beijos de inverno
Escondidos numa vila antiga
Encontro a razão do ser
E perco-me nos teus braços.

Nada mais se não a vida
A eternidade toda para nós
Pois os sonhos nunca morrem
Desejamos até ao fim do nada.

As mãos apertam-se em segurança
E algo floresce em mim
O teu grito, o teu sopro
A tua alma sem um fim.
 
Para Ti