Poemas, frases e mensagens de delfimpeixoto

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de delfimpeixoto

Palavras que beijam

 
São devaneios que me aparecem
os culpados são os raios de sol
que de repente me aquecem
e colocam-me em si bemol

Na verdade, ardentes são os teus olhos
que incendeiam os meus e a minha alma
e quero-te tanto assim como a flores aos molhos

São vontades que provocas, abraços que me apetecem
laços que sonho nas tuas mãos, perfume que do teu cabelo emana
são jogos que anseio jogar, ganhe ou perca a aposta
porque no fim ninguém ganha

E tu somente me acalmas,
dando-me sonhos de estrelas
noites de luar serenas
e eu quedo-me em ti

É mais doce assim
num colinho afagado
num beijo terno fechado

Na serenidade
em que me envolves,
sinto no teu peito
o meu coração

É assim o amor
dado nas mãos entrelaçadas
no silêncio de um olhar
em palavras que se beijam
dentro de portas fechadas

Delfim Peixoto © ®

http://armazem44.blogspot.pt/
 
Palavras que beijam

Sou sonhador

 
Porque sonho com o sorriso das crianças
Porque sonho com o fim do racismo
Porque sonho com a igualdade entre homens e mulheres
Porque sonho que a fome não mate ninguém
Porque sonho com um emprego para todos
Porque sonho na Igualdade, Fraternidade, Liberdade
Porque sonho com a alegria dos mais velhos

Sou um sonhador

Porque não quero Guerra
Não quero Injustiça
Não quero que o dinheiro valha mais que uma vida
Não quero que haja fronteiras
Não quero que se mate por crer em deus diferente
Não quero que ninguém parta da sua Pátria
Não quero que o Amor perca
Não quero que a discórdia impere

Sou um sonhador

Porque quero esta Terra limpa
Porque quero ver os animais livres
Porque quero os rios sem detritos
Porque quero os mares sem derrames
Porque quero acreditar

Que o HOMEM É SONHADOR!

Delfim Peixoto © ®
 
Sou sonhador

Deixa-me falhar

 
Deixa-me falhar, sentir-me perdido,
sentir as incertezas de mim
ser pássaro sem rumo
levado pelo vento

Deixa-me cair
sentir a dor dessa queda
arrastar as mãos no chão
procurando o caminho
do teu coração

Deixa que me sinta sem Norte
sem orientação, estrelas que se escondam
sombra que desapareça e não me dê
a minha localização

Deixa que me perca
não procures por mim
quero seguir o cheiro da chuva
onde inalo o teu perfume
sabendo onde me encontrarei

Deixa que me levante, me erga,
nesse momento descubra, vendado,
onde está a chuva que choves
e nela me banhe sentindo-te o meu chão
encontrando-te pelo tom da tua voz,
encontrando-me onde não me perderei
sabendo que não cairei

Deixa que a tua pulsação me guie e leve
onde sabes me encontrarás
Deixa que me perca
para me encontrar em ti
castelo seguro,
porto sereno,
cais calmo

Só assim saberei
que perdido serei
não estando nos teus braços,
nos teus lábios,
no teu coração

Deixa que me perca dentro de ti!

Delfim Peixoto © ®
 
Deixa-me falhar

Tento seguir-Te

 
Tento segui-Te


Tento seguir-Te
Despindo-me de mim
Do que ganhei ou venci
Temendo perder esse conforto

Tento seguir-Te
Mas quão difícil é por vezes
Parar e olhar-te num mendigo
Ou sentir-te no riso das crianças

Tento seguir-Te,
Dando aos mais velhos o alento
O calor e o carinho do meu abraço
Mas falta-me o tempo

Tento seguir-Te
Mas tantas vezes me queixo
De uma telha partida ou janela aberta
E me esqueço de quem dorme na rua deserta

Tento seguir-Te
Mas quão pouco o faço
Porque me amarro a mim
Esquecendo-Te nos animais
Ou estragando esta Terra

Tento seguir-Te, mas sei
Ter de o fazer mais fortemente
Senão nunca saberei o que é
Dar-me completamente


Delfim Peixoto © ®
 
Tento seguir-Te

Paixão

 
Houvesse notas para compor sonatas

E elas fizessem cantar vozes afinadas

Como quadros pintados com sensações inatas

Coloridas de cores vivas e acetinadas

Houvesse um solo para tocar

Nessa harmonia sem cadências

E nela poder soar

Essas confidências

Houvesse letras para escrever

Pensamentos permitidos

E neles poder ler

Sentimentos consentidos

Houvesse música no ar

E tu a sentisses

Não precisava de falar

Para que tu me ouvisses

Delfim Peixoto © ®
 
Paixão

Chovo

 
 
Chovo pinga a pinga pesada,leve,
bato no chão e desfaço-me
inventando um novo lago
onde danço os pés
e rio como uma criança

É fresca a água,
faz cócegas na face
e rio, rio, rio,
isto é... desato a rir!

Descalço as meias
e sinto nos pés o chão
de pedra lisa escorregadia
e chovo, chovo, chovo,
porque tal foi o trambolhão
que chovo, não pinga a pinga,
mas chovo em imersão.

Vale a rua estar deserta
e ninguém ver essa loucura
mas que bem me soube chover,
lembrando a inocência perdida
e a felicidade da vida
mesmo chovendo assim

Delfim Peixoto © ®
 
Chovo

Cavalgada

 
Cavalgando com pressa nas margens do mar
prossegues a tua busca incessante
perseguindo a tua alma
deixada deitada na areia
onde te deitaste
e a perdeste

Avidamente corres tensa
amedrontada por essa falta que sentes
esquecendo-te que onde te deitaste estive a teu lado
ficando expectante do teu regresso segurando no meu peito
o que buscas e procuras ansiosamente

Só chegando a mim te aperceberás
que não perdeste nada de ti,
antes o deixaste guardado
seguro no meu coração

E quando me encontras no lugar onde te deitaste
descansas ofegante desse esquecimento
lembrando-te que nada perdeste
porque tudo me deste

Silenciosamente entrego-te o que anseias
num toque subtil no teu irrequieto peito
porque sinto que o que está no meu
está guardado em ti,
porque em ti vivo
e tu vives em mim.

Delfim Peixoto © ®
 
Cavalgada

Tesouro

 
TESOURO


Alguém me segreda silenciosamente no olhar

As palavras que não ouso dizer e as seguro como tesouro

Como esses que se quedam eternamente no fundo do mar

Secretamente as guardo fechadas com chaves únicas


Num baú que não apodrece ou se move para outro lugar


Secretamente ficam no meu olhar

As frases que só tu podes e sabes ler

Ficando assim o meu segredo guardado

Com se fosse a jóia da tua coroa

E eu guardião do teu castelo


Secretamente, as palavras que me segredas

São aquelas que tu sabes eu não ouso dizer


Mas nos teus lábios eu sei poder esconder


Delfim Peixoto © ®
 
Tesouro

Ficaste

 
Na minha música és as notas,
Nos poemas a pontuação
No meu jardim brotas
Amor, no meu coração

No ar te respiro
No sol te vejo
Mas prefiro
Sentir o teu beijo

Num quadro te pinto
Porque te sinto
Do arco-íris as cores
Que pintam os amores

Na alma te carrego assim
No coração te tenho por fim
No pensamento te trago
Porque em mim ficaste, assim.
 
Ficaste

Já alguma vez?

 
Já alguma vez tiveste o arco-íris nas mãos?
Já alguma vez tiveste uma estrela no coração?
Já alguma vez ouviste sins que eram nãos?
Já sentiste o amor na tua mão?
Já alguma vez sentiste um calor no peito?
Já alguma vez sentiste num olhar um desmaio?
Já sentiste um amor, assim, sem jeito?
Já sentiste uma paixão como flores em Maio?
Pois tenta olhar os olhos de frente
Sentir a respiração na face
Assim como quem sente
Nuns olhos um enlace.
Já viveste de amor?
Já alguém te disse adeus?
Então, só vais sentir esse calor
Quando tiveres esses olhos nos teus.
Já alguma vez tiveste certezas?
Já choraste quando ris?
Então porquê essas incertezas
Esses medos de seres feliz?
Basta naqueles olhos olhares
O olhar dos olhos seus
Basta acreditares
Que são o reflexo dos teus
Delfim Peixoto © ®
 
Já alguma vez?

Serei

 
Não quero pensar
No que os outros querem
Que eu pense!
Quero sentir
O que os outros não sentem!
Não quero sequer sentir
O pensamento dos outros,
Nem pensar o que os outros sentem!

Quero só pensar
Em não pensar,
Sentir o não sentir,
Sentir o que eu penso.

Não pensarei o que querem que eu pense!
Não sentirei o que os outros querem que eu sinta!
Não serei o que os outros querem que eu seja!
Serei simplesmente eu, assim,
E quem quiser pensar no que sinto,
Sinta o que eu penso!
E quem quiser sentir o que penso,
Pense no que eu sinto!

Quero só ser eu!

Por isso pensar
Que irei sentir
Quem sou!
Por isso sentir
Que irei pensar
Em quem eu sou!

Delfim Peixoto © ®
 
Serei

Amo-te, Liberdade

 
AMO-TE, LIBERDADE!


Amo-te, ninfa, musa, perfume, flor,


Desejo-te, feminina, sábia, fiel, Amiga,


Quero-te solta, inspiração, bater do coração,


Anseio-te, noite enluarada, brisa cantante da madrugada


Sonho-me preso livremente a ti,


Seguidor fiel e defensor guerreiro


Sei-me em ti envolto, qual braço de mar numa rocha


Ou poema declamado em alta voz


Quanto me agonia a tua agonia


A tristeza da tua tristeza,


Como fosses o amor a uma janela


Cativa de normas anormais chorosa


Quanto me arrepia o teu frio,


Como gelo que corta a língua


Ou o leito de um rio


Que morre de água míngua


Amo-te, Liberdade,


Quero-te como meu cativeiro


Porque antes assim preso, guilhotinado


Que ser livre num país amordaçado


Quero-te, Liberdade,

Como quero a Primavera


Florida, radiante, manhã saudosa


Do Inverno renascida, vitoriosa


Delfim Peixoto © ®
 
Amo-te, Liberdade

O teu vestido

 
Adoro os teus sapatos,
mas mais os teus pés de Cinderela,
o colar fica perfeito
nesse nu vestido feito de água
mas gosto mais desse sorriso maroto
que me mata qualquer mágoa.

Até as plantas se curvam
a tanta luminosidade que emanas
e nesse preto e branco da foto
vejo as cores do arco-íris

Se eu fosse o teu vestido
não gostaria que te despisses
acho que ficarias melhor assim
esperando que me sentisses

Quão bonita é a natureza
quando mostra flores assim
apetece ser jardineiro
e colher-te para mim

Delfim Peixoto © ®
 
O teu vestido

Eu sei!

 
 
Eu sei que chuva não cai no coração
Como fogo não aquece a alma
Sei que água não sacia a saudade
Como vento não arranca memórias
Eu sei que uma vela não ilumina o céu
Como estrelas não cegam a visão
Sei que rios não param as águas
Como os mares não são irrequietos
Eu sei que não podes estar em mim
Como o mercúrio não entra na água
Sei que sou polo Norte
Do teu Polo Sul
O resto é o abraço que nos une,
Equador num beijo
Trópicos reais
Quando no Meridiano zero
Nos encontramos
Sei que sou Oceanos
Tu, Mares e rios
Somos águas misturadas
Gotas pequeninas
Das nuvens caídas
Eu sei que tudo isso é indecifrável
Como indecifrável é o amor
Nada definido ou mensurável
Como da paixão o calor
Mas sei que se isso não sentisse
Seria cometa perdido,
Estrela cadente agoniante
Eu sei…
No fundo somos dois
Apenas uma soma matemática
Mas que seria do céu sem sol,
Que seria da noite sem lua
Ou do calor sem o frio?
Sei!
Sou eu,
És tu,
Somos nós

Delfim Peixoto © ®

http://armazem44.blogspot.pt/
 
Eu sei!

Pudesse eu...

 
 
Pudesse eu olhar as pegadas que deixei nesse caminho que calcorreei
onde nascem agora pedras cinzentas, alinhadas, tapando o passado
esse que vivi loucamente como tem pressa de não morrer
sem olhar o horizonte, a paisagem, sem sentir o perfume das flores

Pudesse eu encontrar nessa chuva que me acorda, não ter sonhos
nesse vento que me afaga não sentir a minha alma pura
nessa luz do luar não ver a sombra do que tentei ser e não fui
nesse aroma da noite não sentir as noites que perdi, procurando-me

Pudesse eu mudar a fita do filme, ser actor secundário
talvez espectador passivo dessa história que conheço
sair no intervalo e na rua prosseguir cantando a música do genérico
dançando a alegria de ter alcançado o segredo do enredo

Pudesse eu mudar esses anos em que perdi esse rumo
os meses que deixei passar em dias banais de futilidades
e reescrever os dias com cores vivas e alegres

Pudesse eu fazer tudo isto e não seria o que sou hoje
não teria o que tenho hoje, conquistado, ganho,
teria sido em vão o suor que suei, as lágrimas que chorei,
o riso com que vos contagiei em actos de humor constante

Pudesse eu mudar o que sou, o que não sou,
tenho a plena certeza que mataria a minha alma
vivendo o que não fui, sendo o nunca fui
desconhecendo-me a mim próprio

Pudesse eu mudar alguma coisa
mudaria a possibilidade de haver mudança
porque, afinal, ainda vivo os sonhos de criança
certamente muitos tornados reais

Pudesse eu descansar desta viagem mudando o meu rumo
perderia a coragem de mesmo cansado chegar ao meu destino

Delfim Peixoto © ®
 
Pudesse eu...

Sei-te

 
Sei -te meu amor
No perfume das flores, no brilho da lua
Sei-te no calor do sol, no cintilar das estrelas
No toque das brisas, nas gotas do mar

Sei-te na música que canto,
Nas letras que escrevo na areia,
Sei-te na memória, sei-te no silêncio
Sei-te na tua voz, sei-te tanto

Sei-te no olhar,
Sei-te na chuva, sei-te Verão,
Sim, sei-te assim, amor

Não me sei a mim
Porque me perdi em ti
E só te achando saberei de mim
Delfim Peixoto © ®
 
Sei-te

Poema Solto

 
Solto a mão dando-lhe a liberdade de transcrever o que sinto,
Não censurando os seus movimentos e pensamentos
Ficando à espera de ler o que na verdade ela escreve
Sem eu lhe ditar regras ou medidas para as frases

O papel parece estar serenamente alegre por assim ser
E ansiosamente espera ser pintado com emoções,
Sensações, razões puras e libertas de códigos
Estipulados e não sentidos e alegra-se

A mão começa a mover-se, delicadamente,
Como quem beija uma flor e transparece
Nas quadras refrão ou estribilho
O que eu não sei escrever com esse brilho

No final leio um poema sincero e sentido,
Onde aparecem as cores das palavras,
O som das sílabas, das entoações,
E conformo-me com a ideia
De que por vezes
Deveríamos deixar a mão
Escrever livremente
O que se sente na mente
 
Poema Solto

Afinar a Humanidade

 
 
Que seria da afinação, sem a desafinação? Seria o mesmo que o doce sem o azedo... ora a vida assim é também: que seria dela sem momentos de tristeza? Uma seca! Nunca estaríamos desejosos por dias de alegria. Mais importante: que seria do amor sem paixão?
Mas, mais severamente, que seria da Paz sem guerra? Ora, meus amigos, seria melhor que amor, paixão, doce, salgado ou azedo, que afinação desafinada, alegria triste.
A maior desafinação é realmente a guerra: além de ser aberrante, não prepara afinação ou nada de Belo, pois antes do "Espectáculo" acaba com o público, os actores, músicos, artistas.
Mas, meus ainda mais que queridos amigos: pior que a guerra é o espectáculo que dela fazem os Media, fazendo parecer os " reality shows" obras de arte de rua, e da pornografia política, sexual e social vitórias de "óscares", Pulitzers,
Não se iludam.... pior que a declarada guerra é aquela que nos injectam como publicidade, telenovelas diárias, programas matinais onde num país de quatro canais de tv abertos, em todos se " discute" os " males da sociedade", chegando-se ao limite de explicar a quem os vê/ouve, a minuciosa arte de matar, trair, prostituir, fazendo cada dia que passa " só mais um" dia de aprendizagem de " como se faz um assassino".
Na habitual conclusão, resumo: O Homem já está a ser treinado/ensinado a sentir a guerra, a dor, a tristeza, banalidades como comer um gelado ou deitar fora comida dos excessos, a natureza do dia a dia.
Síntese: Não temam os guerreiros, antes temam os lobos escondidos debaixo da pele de carneiros.
Em português claro: lutem pacificamente contra a a vulgaridade da maioria dos programas de televisão, das falsas revistas ( instrumentos de lavagem ao cérebro) que somente nos querem fazer acreditar que a roupa, o cabelo, os automóveis, os concursos fictícios de beleza ( magreza) são o verdadeiro sentido da vida.
Aceitem o meu conselho: leiam bons livros, vejam BONS filmes, ouçam boa música, visitem museus, convivam com os vossos vizinhos, sejam solidários activos, e mandem as empresas de Comunicação à merda, porque é para lá que elas, o Poder governante e oposicionista nos querem levar, distraindo-nos do nosso Dever como herdeiros do Mundo que ainda sobrevive aos atentados e feridas que lhe abrem os poderosos: estejam Alerta e pensem com a cabeça, sintam com o coração e uma ou outra vez, unam as duas mãos e rezem pedindo auxílio ao nosso/vosso Deus seja Ele quem for: Maomé, Deus, Buda ou José, para que nos ilumine o Bom caminho e porque não pedir/rogar que no ajude a reconhecer as nossas falhas ou faltas para subirmos um degrau no Humanismo, rectidão e Santidade ( não temam o termo nem a essência) da qual fomos feitos e da qual cada dia mais nos desviamos.
Que esta sexta feira seja "doce", não tenha muito " salgado" e a "refeição" que nos seja apresentada se não estiver a nosso gosto, nos faça lembrar daqueles que nem uma migalha de pão têm para provar, ou uma gota de água para matar a sede.
Perdoai-me amados amigos por nos fazer lembrar que todos somos livres, mas essa Liberdade contém em si mesma a responsabilidade de fazermos cada dia que vivamos nesta bola azul um novo dia de esperança construindo pontes entre nós, com Deus ou o Cosmos como padrinhos deste "casamento" que sendo verdadeiro e vivido na sua plenitude nos levará sem dúvida a um Mundo melhor para os nossos filhos, pais dos nossos netos, pais da gente que um dia nos condenará pelo mal que fizemos, ou nos elevará e agradecerá pelo Bem que no mínimo tentamos realizar.
Bem Hajam e aceitem desde já o meu pedido de desculpa pelo que não vos agrado, sonhando que esse Perdão me dará energia para me melhorar como ser humano, obra de um Ser que só pode ser o Amor que sei será sempre o nosso sonho realizado na felicidade dos nossos sorrisos, na paz no Mundo e na Alegria das crianças, ser em quem a nossa inspiração deveria ir beber a essência da Humanidade

Delfim Peixoto © ®
 
Afinar a Humanidade

Hoje sonhei...

 
Hoje sonhei que te olhei
E com os teus olhos me falaste
E só te abracei e beijei
E tu ficaste

E desse abraço nasceu uma canção
Que toquei
Que cantaste sorrindo
E em ti fiquei

Mas o melhor do sonho
Foi acordares no meu colo
E saberes e sentires um porto
Onde atracar e descansar

Hoje sonhei que te amei
Me olhaste e amaste,
Em ti fiquei
Porque
O teu amor
Me sussurraste
 
Hoje sonhei...

às vezes

 
Às vezes, quando estou sozinho,
sem que alguém me veja ou escute
medito no que sou, no que tu és,
acabando sempre por concluir
que sou melodia, tu harmonia,
sou poema, tu os versos,
sou rio, tu o mar,
e se nos comparo às mãos,
sei ser a da esquerda, tu a direita,
que só juntas compõem a música
que é a vida, o amor, a paixão

Às vezes sinto ser chama ardida
círio que acendeste e o fogo alimentaste,
outras vezes sinto que és o sopro que a apaga
colocando-me cegamente no escuro
comprometendo a razão, ou até confundindo a emoção
mas sei não ser essa a tua intenção,
talvez só queiras que me deite a teu lado
ao mesmo tempo, no mesmo minuto
para sonharmos os dois
esse sonho de ser feliz.

Às vezes, em silêncio,
grito-te que te amo,
outras vezes és tu que me segredas
essas palavras dóceis, serenas, ternas
fazendo com que me sinta ainda mais seguro
do teu amor, da tua paixão, da tua existência

Pode haver frio ou vento lá fora,
ou calor que a brisa não refresca
às vezes sentindo-te manto de seda refrescante
outras colando-te a mim pareces lareira que aquece

Às vezes, quando assim estou,
sozinho, com as minhas mãos,
nelas vejo os anos e dias que me viveste
não conseguindo imaginar o que seria dos meus braços
se não te tivesse para abraçar, ou para me segurar

Às vezes penso que o mais difícil
irá ser o dia em que te falharei
ou tu me farás falta
e corro para junto de ti,
sentando-me a teu lado, calado,
imaginando o silêncio que virá um dia
e da música já sinto saudade

Tudo é assim...

Às vezes brilha o sol,
outras a lua branca,
mas certamente
brilhará sempre
esse amor dentro de nós
ainda que não vejamos a chama
ou os raios de sol, ou o luar que juntos olhamos

Às vezes lembro-me
que ninguém é de ninguém
mas sempre queremos ser de alguém
e quando te olho sei que me quiseste
como sabes no meu olhar que sempre te quis

Delfim Peixoto © ®
 
às vezes