Poemas, frases e mensagens de O_Poeta_Chanfrado

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de O_Poeta_Chanfrado

O que é realmente meu

 
O meu segredo é poder voar,
Sem limite de extensão, porque voo com a imaginação.

A minha intensão é nunca ficar a meio,
Querendo sempre mais da sociedade no seu ceio.

A minha capacidade é fazer rir e pensar alguém,
Mais do que por vezes até eu acho que lhes convém.

O meu maior sentimento tenta ser o da compaixão,
Porque só melhoro eu e o que está a volta com compreensão.

O meu maior exemplo foi sempre aquilo que não deve ser feito,
Porque me arrancaram muitas das lições directamente do peito.

A minha maior conquista foi conseguir permanecer eu,
Porque muito foram os amigos de quem o seu “eu” se perdeu...

A minha maior força é a capacidade de sonhar e fazer sonhar,
Em catadupa mesmo para os descrentes... O sonho faz-nos avançar.

O maior sonho era comover alguém e faze-lo acreditar
Para que empreendesse todo o o esforço em si, sem duvidar!

A minha maior dadiva é o poder de comunicação que tenho,
Agradeço todos os dias poder chegar a todos sem ser um estranho.
 
O que é realmente meu

Quero

 
Quero ser mais forte que o vento que sopra,
Ter mais coragem do que o medo que se me acerca,
Mas para isso preciso de ti.

Quero ser mais infinito que o oceano,
Ser mais real que o ultimo dos meus sonhos,
Mas para isso preciso de ti.

Quero o meu coração de volta,
dá-me a vontade de ser eu novamente,
Mas para isso preciso de ti.

Paro e penso um pouco no que aprendi,
Penso no que dei, senti e e cresci,
E sei... que já não preciso de ti!
 
Quero

Poder de ser

 
Podiamos ver o infinito tão perto
A capacidadede de agarrar,
Dar um salto para o lugar certo
E puder continuar a sonhar.
Mesmo quando a vida é deserto
Força de vontade é continuar.

Fossem mais dias num ano,
Ao menos podiamos viver mais
E se fosse um melhor plano
Poderíamos ser ainda... vitais
E não podemos passar pano
Temos de errar para aprender mais
Era sempre melhor se fosse diferente?
Até a mudança ocorre constantemente
 
Poder de ser

Aberto até ao fim

 
Sou tão sincero quanto é humanamente possível,
Também quando digo que me fizeste atingir o impossível!
Perguntas "Como?", porque para nós tudo é atingível.

Não é o amor que tento escrever quando me sento e penso em ti,
Porque o amor não se escreve sente-se, como eu senti ao pé de ti,
Naquele dia em que todos os sonhos realizei... e o por ti sorri!

E ás vezes é desejo puro sem mais filosofias á volta,
È caminhar no escuro de olhos fechados contigo, sem escolta,
Sobre a água do preconceito, da inveja e até da revolta.

Outras é confiança e apoio sem margem para duvidar,
è estarmos ao lado um do outro sem nada que nos possa separar,
Não é paixão, é a mais pura fé em ti que ninguém vai poder abalar!

O passado, de um e de outro fala um voz diferente,
Da voz em uníssono, que é o nosso tão amado presente,
Mas contigo o caminho é amar sempre em frente, sempre!

E lembraste quando choras? seja de felicidade ou de tristeza,
Quero ser eu apanhar as lágrimas, quero provar toda a tua natureza,
Porque amor, amar-te parece ser a minha única certeza!
 
Aberto até ao fim

Todos os sentidos

 
A mesma chuva que se repete e cai,
Durante milénios a perder de vista.
Lava a alma e tudo o que dela sai,
Mesmo que dela finalmente se desista.

Ser não é nenhuma inevitabilidade,
Que nos aconteceu porque já merecíamos,
É um acto de amor esperança e lealdade,
Em que no fim afinal todos vencíamos.

Da quantidade de nada que consigo agarrar,
Tenho tudo o que preciso para ser melhor,
É que na verdade só preciso de me expressar,
Para mudar o caminho que já sei de cor.

Às vezes o coração também não é suficiente,
Não bate certo, não é directo. não é coerente.
 
Todos os sentidos

Sistema "Agarrado"!

 
Leva-me, como levas as flores!
Trata-me, como tratas as dores,
Leva-me! trata-me! a alma.

Trata-me com um carinho imaginado
Momentos psicadelicos de um pensamento desviado,
Por tudo o que me fazes acreditar,
Odeio-me porque me queres Ganhar!

A dor, que me corrompe até a ultima célula,
Reviravolta e volto a sentir-me "fatela"
De que serve a inteligencia viciada no querer?
Serve para fazer "o ganho" render.

Para que servem as curas, para quem não se quer curar?
Por vezes só serve para mostrar que não queres parar!
Só são drogas leves ou duras, ás quais te queres "agarrar".

Continuar... porque é doluroso parar com ele,
E um dia já tarde demais, olhei bem no espelho pa "aquele",
E vi tudo a passar, Gritei:"Quero-me curar!"
Tarde demais para mim, morri ali,
fim.

(Ultimo pensamento)
Vai servir e salvar este exemplo
Vou sorrir porque consegui querer,
a oportunidade foi-se com o vento da má sorte,
Mas ao menos consegui vencer, venci a minha morte!
 
Sistema "Agarrado"!

Liberdade! Liberdade.

 
Liberdade!Liberdade, liberdade.
A vontade dos inocentes,
a verdade dos oprimidos entre dentes,
e destes não se livra a consciência,
Liberdade!Liberdade e paciência.

voos rasantes á imaginação dos demais,
E quantos nos faltam que se consideram a mais.
Brutal, o sentimento de impotencia,
LIberdade!Liberdade e paciência...

Os rotolos, exteriotipos, que matam,
Os protótipos que são substituídos por outros tipos,
Mais dentro, mais fashion, mais típicos,
Enganados quanto ao que são e onde são especiais,
"normaizinhos" mediocremente faciais.

Sobe o tom da revoltância, militância na revolução,
Deixa de ter tal importância, impossibilização.
Estranho ser e ter esta capacidade de me adaptar,
Liberdade! Liberdade e voar!
 
Liberdade! Liberdade.

Saber o que não sei

 
Um pedaço de vento é o que sou,
uma parte de algo indivisível.
Sou o que sou, sem que isso seja visível,
mas mais que isso sou o que te dou.

Lembrar é uma parte importante,
é mostrar ou que se aprendeu ou que não se esqueceu,
mas será sempre pouco para alguém assim como eu,
que quer sempre mais acção a cada instante.

Algo me empurra para dentro de mim,
como que uma introspecção que quer forçada.
Para me desvendar assim? em troca de um nada?
Mas não é isso que sou? Não devo ser assim?

Acabo os dias sempre com mais perguntas,
daí se poderia deduzir com menos certezas,
A pergunta liberta, não me deixa as mão presas,
Saber o que não sei, deixa-me onde me encontras!
 
Saber o que não sei

Sem saída

 
Uma incursão minha pelo meu próprio dark side... sei que não estarão habituados a esta linguagem da minha parte mas neste dia apeteceu-me explorar o sotão e cave de todas as experiências menos boas que ja tive.

Aos mais sensíveis pede-se cuidado ao ler e lembro que é apenas um poema não uma declaração de princípios.

Sigo a sociedade no caminho para o trabalho,
Ansioso por poder ter poder de retalho,
Cortando o que não interessa... não falho.

Os gritos que se estendem e que eu não sei ouvir,
Vejo sim as caras, os olhos os gestos bruscos a surgir,
Mas não é névoa como direi mais tarde para a fotografia,
é nítida, tem cheiro e cores e pormenores de que não se desvia.

Já me encheram de porrada, deitando tudo cá para fora,
Sou só a dor que não espelho e eles apenas o seu empenho,
Pontapeando e esmurrando com a autoridade da escoria,
Mas eu aguento, porque a vingança é a única coisa que tenho.

Sou qualquer coisa indefinida, e irreconhecível no chão,
Pedra com as pedras que ao meu lado estarão,
Nos proximos momentos em que os olhos se fixam,
Na pura vontade, raiva e rejeição que emanam.

Não é num lugar sombrio que estou agora pronto,
Estou num sitio onde o sol bate só num ponto,
Encadeando os "inocentes" que nem dão conta,
Sou uma alma, uma cabeça uma arma pronta.

Encarcerado nesta missão confiada á minha mente,
todos me dizem muito mais que simples demente,
E se de repente... me desse um flash lúcido surpreendente?
E eu castigasse como me castiga toda a gente?

Muito mais que mata-los sem piedade,
Seria enfim um acto de liberdade.
 
Sem saída

Simplesmente Sonhos

 
UM poema feito a dois... do qual muito gostei :) espero que gostem... e ainda que não gostem comentem sempre :)

Um beijo especial para ela a minha Inspiração :)

I_E
Os sonhos de uma vida,
Escritos pela minha mão...
Queimados no fogo, de uma lareira apagada...

P_C
Com um sopro da calma esquecida,
Que quer o meu horizonte no chão,
Mas desde logo perde para a imaginação fustigada.

I_E
Onde estão todos os sonhos que sonhei?
Todos os momentos que imaginei?
Será que foram apagados, pelo leve roçar de uma pena?

P_C
Foram presos ás lembranças que imaginei,
Aos mil traços do corpo do destino em que tropecei?
Teriam sido já amputados, pela rigidez da realidade plena?

I_E
Será que nada daquilo que disse ou fiz permanece?
Afogado por uma chuvada, sufocado por um cobertor de lã, esmagado pelo peso das ideias?

P_C
Permanecerá apenas na memoria de um mundo que não nos esquece,
Escoltado pela alvorada, blindado pela manha, sustentado pela força daquilo que anseias!

Inspiração Estelar & Poeta Chanfrado
 
Simplesmente Sonhos

Frio doce

 
Um dia destes fico preso
Num desses teus olhares
Nesse dia sentirei o peso
De tudo aquilo que me trazes

Um dia destes fico fixado
Na altura que o teu beijo trás
Que me faz lembrar do meu fado
E de tudo o que ele é capaz.

Um dia destes fico dócil
Com o carinho do teu toque
Que faz da saudade fóssil
E que leva o coração a reboque.

Um dia destes fico louco
Com esse poder de me rasgar
Que me faz saber a pouco
Toda a eternidade que passar
 
Frio doce

Faena

 
Somos o país da surdina, da incompetência premiada. E na faena da democracia somos os tais touros que nada sentem. Às vezes gostaria de ver ainda mais derrotes! Mais bravura! Encostados às tábuas, lá colocados por ardilosos cavaleiros ministeriais, começamos por pensar que fazemos ali? Até que a sobrevivência faz nos ir de encontro aos nossos carrascos e olhando-os nos olhos, imberbes, somos alcançados pela bandarilha que nem vimos de onde partiu!
É horrível tratar animais assim. (Os irracionais também! )
 
Faena

Sempre não é muito tempo

 
Mais um toque teu,
Menos um minuto meu,
Igual a um ninho nosso.

Todos os olhares se orientam
Nenhum me deixa indiferente,
Iguais à réstia do reflexo.

Sempre a transbordar ternura,
Nunca deixes de desabrochar,
Igual à sabedoria da simplicidade.
 
Sempre não é muito tempo

Dilaceração

 
Morde-me por dentro e fica a remoer,
E eu sem espaço para mais remorsos,
E sem espaço para crer... caiem os braços mortos,
Do cansaço que é andar com a guarda sempre levantada,
Do cansaço que é estar sempre entre a parede e a espada.

Rompe-me psicologicamente todo o esforço,
E a força que dantes suportava a ilusão cai,
É bom assim não sou enganado dos pés ao pescoço,
Sobrará a cabeça para planear por onde se sai,

Estrangula tudo o que antes foi puramente criado,
e faz com que perca proposito o valor exaltado,
E outrora espesso composto e mais forte...
Deitasse num leito que quase se chama morte.

Esbofeteado inumeras vezes pela vida aprendi,
Que confias quando confiam em ti.
 
Dilaceração

Caminhos

 
Somos todos feitos de aço,
Só até ao segundo a seguir,
Que quando nos dão espaço,
Somos os primeiros a ruir.



Dos escombros se renasce,
Para poder ser um ser melhor
E por mais tempo que passe
Não existe verdade maior.



Criamos todos os nossos caminhos
Colocando pedras para mais tarde tropeçar
Incautos pensamos só nos pergaminhos
Que queríamos ou queremos mostrar.

A vida não é feita do que nós planeamos,
Mas do que acontece quando nos desviamos.
 
Caminhos

Sou velho...

 
Sou velho... tolhido e tremido pela vida,
Um trapo absorto numa viela esquecida,
Sou um velho, de olhar perdido no tempo...
Sou assim porque apenas assim me suporto e aguento,

Sou velho... porque os anos já passaram demasiado por mim,
e de mãos tremulas acredito infantilmente que ainda precisam de mim,
Sou levado e divago pelos pensamentos que insistem em ser lembranças,
Que sou eu se não um monte infundado de esperanças?

Planos? sou velho... não tenho tempo para nada,
e é isso que me ocupa o tempo, e mal tratada,
Continua a memória a memoria daquilo por que passei,
porque passado já não, presente não sei e futuro não terei.
Apenas queria não esquecer aquilo que ainda sei.

Sou velho... um empecilho p'raí esquecido, como uma encomenda,
Daquelas que nunca chega ao destino... ahh.. agora já não tem emenda!
Oiço os passos ao fundo que me gritam aos ouvidos a visita,
Quando olhares para mim serei um velho com a vida circunscrita.

Já nem velho sou... nem humano apenas a lembrança de alguém,
Quantas gerações durarei? uma? duas talvez?
Assim que se esgotar o que ensinei, morrerei de vez.
 
Sou velho...

Ser é recordar

 
este poema foi feito depois de ter emitido o meu programa a falar sobre a doença de Alzheimer. Um tema que me tocou bastante!

São seladas à força, com cuspo,
As recordações que se mantêm como tal,
Tremulas miragens, em forma de susto,
Que agora te deixam quase em transe mental!

Todos os gestos sem valor, já não ficam,
Como coisas que nos autorizamos a lembrar,
Os teus dias já não esticam, porque não estão a passar.

Nos raros momentos em que dás a mão ao passado,
A tua cara ganha a vida que a ausência tirou,
Completas então um circulo agora sim fechado,
Mesmo que só por momentos o teu mundo não parou!

Não consigo lembrar-me da ultima vez,
Do que consegui ver em ti nesse dia... Finalmente!
Repete lá outra vez peço, em surdina, cordial e friamente.

Afasto-me da cadeira, ou do sitio onde estás,
Digo, penso e faço, com que este nosso problema seja teu,
Fiz tudo o que quis poder fazer, mas tanto faz,
O medo é humano e foi ele que me venceu.

Mais uma vez culpei tudo... quando fui eu a falhar,
O meu castigo é que ser é.. recordar!
 
Ser é recordar

(in)Descrições

 
Vou perdido para a minha reta em sentido Proibido,
O sentido da felicidade do Amor...
Nesta terra assim, que calco, esquecido.

É, porque quase sempre foi, assim que me sinto
Mas quem quer saber da tua alma?
Quem querá dizer que merece paz, tranquilidade, calma...

(digo a chorar)

Porquê?! só gostava de ser feliz, sem mais nada,
nem queria ter tudo aquilo que já quis... não queria isso,
Quero poder respirar sem me procupar se estou a incomodar alguem,
quero poder viver a minha vida sem me preocupar com mais ninguem

(de punhos cerrados com os olhos lavados na agua salgada)

Quero libertar-me de mim, porque me mal trato assim?!
Como se já não houvesse gente suficiente,
Porquê??! não quero isto para mim....
Não quero ser assim para sempre!

(introspeção)

Coisas que digo, que penso mas sobretudo que sinto,
Podem parecer exageros, e em certa medida até o são,
Pode até parecer muita coisa, mas é só medo que tenho de ter medo...
Medo de tantas vezes ver "não!".

Porque a força dos mais corajosos e todas as suas esperanças,
é porque se parassem para pensar eram dominados pelas suas proprias inseguranças.
 
(in)Descrições

Sou como... Sou

 
Sou como uma Simone que chora cupiosamente,
Sem controlar, e demonstrar a suposta força permanente,
Mas pelo menos sou eu... sinceramente.

Sou um Pessoa sobreo que consegue chegar as entranhas,
De todas e de cada pessoa, mesmo que com mascaras e patranhas,
Mas pelo menos compreendo ou tento até com as mais estranhas.

Sou um Cesar com duvidas e recioso de escolher e falhar,
Como medo de perder, mas com vontade de arriscar,
Mas pelo menos com a coragem de querer acreditar.

Sou como um Da Vinci sem ideias nem inspiração,
Que domina tantas areas mas que tantas vezes se senta sobre a solidão,
Mas pelo menos tenho a coragem de expor e abrir o meu coração.

Sou muitos diriam então uma colecção de actos falhados,
De medos, de coisas inacabadas de defeitos demasiado espelhados,
Mas ao menos diria eu que sou uma colecção de momentos precedentes de acertos inusitados.

Sou como me criaram mas mais ainda como eu escolhi ser,
Sou o que sou e tenho mais a ganhar do que a perder!
Sou quando sou... e quando sou eu sou mesmo a valer!
 
Sou como... Sou

Shadows

 
A sombra… Lugar fresco e gélido onde aqueço e regenero a alma, mas com a calma que a sombra proporciona a quem dela quer algum conforto.
Vamos fingir então que a sombra é uma pessoa, porque efectivamente pode-se sem prejuízo da raça humana fazer essa analogia, pode fazer-se, porque a sombra foi interpretada pelos Homens e por isso tem tantas perspectivas e tantas formas de se encarar como o próprio Homem.
É engraçado constatar isto só durante a construção da sombra deste texto, ou seja o que eu quero dizer é que, as entrelinhas do texto funcionam um pouco como a sua sombra, mas só vemos sombra se houver luz a incidir sobre algo, então, e já que este texto tem sido uma analogia dele próprio, a luz seria o olhar do leitor a incidir nas letras. No entanto a sombra “roda” conforme a posição do foco de luz e isso seria representado com os diversos ângulos de que este texto pode ser olhado por um ou mais leitores.
Passada esta fase mais literária, acho que devo falar da sombra que qualquer coisa animal ou objecto produz. Falando disso pode dizer-se que neste caso a sombra é mais abrigatória e menos abstracta, aliás as minhas noções de sombra advêm do facto deste elemento físico existir.
Passando então para um tom mais próprio meu (sentimental) diria que por muitas vezes visto o fato da sombra física, descansando à sombra, para que combine com a parte da alma que vive momentos de escuridão, mas com certeza já me sentei, deitei e fiquei de pé á sombra física para poder desfrutar da luz que houve em tempos dentro do meu ser (queria esclarecer que particularizo em mim mas que tomo em consideração todos).
Gostava e lembro-me disso muitas vezes, que por vezes o corpo se aquecesse á sombra, e porquê? (esta sombra é mais abstracta) Porque já existiram vezes em que o meu corpo aqueceu numa sombra junto a mais alguém. Mas sozinho é muito mais difícil. Embora por vezes tente faze-lo…
A Sombra e a minha sombra andam inteiramente ligadas, de tal forma que muitas vezes não consigo discernir nem delimitar a minha sombra no passeio. Ás vezes essa sombra podem ser só reflexos numa t-shirt mas depende de quem a veste fazer parecer esses reflexos tristes ou alegres. È um pouco como vestir a camisola da vida quando nascemos, depois vamos colorindo apagando e rasgando e cozendo até que um dia ela nos deixa de servir, mas até lá já fizemos muitos desenhos nela.
A sombra também pode ser e é com certeza um elemento erótico, não quero entrar em pornografia, mas sim em erotismo, porque escondendo sobre o seu “manto” partes da pessoa, que podem ser partes aparentemente sem importância mas que escondidas na penumbra realçam outras de modo a tornar o corpo, desejável aos olhos daqueles que deixamos olhar assim.
Por isso escondendo coisas, partes, sentimentos, ou outros a sombra mostra o outro lado de uma “coisa” que por vezes sem essa interpretação ficaria incompleta.
Terminando em tom menos analítico e mais poético:
- Se a sombra me quiser consumir… pois que consuma, mas que “ela” não se esqueça que não se consegue consumir a si própria!
 
Shadows