Poemas, frases e mensagens de miguelben

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de miguelben

Diz algo para eu não ir apenas embora

 
Grita e diz
Para não me ir embora
Hoje não sou aquilo que quis
E já nem me conheço agora.

Por isso se vale a pena
Grita e agarra-me
Sinto a vida pequena
Vem à rua e chama-me.

Pois tudo parece desaparecer
Por entre os meus dedos
Já nem sei ser neste viver
Alguém sem quaisquer medos.

E grito de revolta
Que te quero aqui
A vida e mundo dão meia volta
E não mais sais daqui.
 
Diz algo para eu não ir apenas embora

Fala a menina

 
Fala a menina em segredo
saindo de pé descalço à rua,
corre e pula e eleva o dedo
apontando a alegria sua.

Fala a menina e liberta-me a mente
com um toque fintando o olhar,
como uma mensagem na garrafa que soa diferente
quando conta a história do mar.

Fala a menina em tom doce
do sal que a areia abriga,
a ideia fosse de quem fosse
que ela ajuda como amiga.

Fala a menina e chama a lágrima
de quem não vê a sua razão,
perdida assim em toda a rima
procurando em toda a sua verdade, a paixão.
 
Fala a menina

Dói mais do que se vê

 
É a mentira
que nos rói,
como que algo nos tira,
até coração bater dói.

Mas na verdade
posso te perder,
e nessa saudade,
não consigo eu viver.

Então vivo
neste duro dilema,
vivo e sobrevivo
cada dia, cada tema.

Em todas palavras
que escrevo em mim,
são lindas as quadras,
têm teu perfume de jasmim.
 
Dói mais do que se vê

Quem sabe

 
Será tarde para ser para ti,
o que sempre quis ser para ti,
será que já contei
a alguem o que és para mim?

E o que haverá de ti
em minhas mãos,
coração, no peito e em mim,
será um nada, ou pétalas de paixão?

Hoje guardo-te como um segredo,
seguro-te longe do mundo,
guardo-te numa história, um complicado enredo,
num poço qualquer profundo.

Onde ninguem te possa ver,
e em poemas estás descrita,
só eu vou saber
que és a minha inspiração, menina bonita.
 
Quem sabe

Escuto o assobiar de um vento

 
Escuto enquanto
escondido num ponto de luz,
o vento assobiar, um canto
que me embala e seduz.

Sou por ti
o aventureiro herói,
sem voar, caí por ti,
e como isto dói.

Mas até o mais louco
e solitário humano,
sabe que é tão pouco,
num mundo de seu engano.

Enquanto todo o mundo gira
sento-me contemplando o ondular,
de toda a vida que evoluíra,
em todo esse salgado mar.

O vento então
é o único que fica em mim,
mesmo quando caiu em solidão
assobia e canta-me assim.
 
Escuto o assobiar de um vento

Em tua palma

 
Sou um pássaro coitado
que se aconchega em tua palma,
fico por aí acomodado
deixando em ti, minha alma.

Se em ti, a alma
que não é pequena,
continua por aí, em calma
com sua forma de lua, serena.

A luz conduz
qualquer vontade
em que se seduz
a mais doce saudade.

Aquela luz que brilha,
minha alma,
aquela que meu caminho trilha
em tua palma.
 
Em tua palma

Algo tão vulgar

 
Tudo o que vejo
me parece tão vulgar,
do mais sentido beijo
à simples palavra amar.

Mas o que amo eu,
a mim, a ti,
todos nós deste céu,
ou apenas o momento que vivo aqui.

Eu vivo o instante
e na maior verdade,
até gosto, é diferente,
não me perco em saudade.

Algo tão vulgar,
uma pequena despedida,
um até amanhã se acordar,
um abraço de verdade sentida.

Eu hoje sou a confusão,
sou uma palavra que quer rimar,
forço tudo, até caneta em minha mão,
um gesto já tão vulgar.
 
Algo tão vulgar

Lê com atenção

 
E todos sabemos
Mesmo sem saber
Que felicidade a sós
Não é forma de viver.

Todos queremos
O sofrer por alguém
E tu menina que me lês
Sabes bem quem.

E mesmo na lágrima
Aprende a dançar
Ao ritmo da rima
Que terás a chorar.

E no silêncio
em que te fechas
aprende a ser voz
que nunca te esqueças.
 
Lê com atenção

A menina deu-me a mão

 
Calma,
em mim o céu
é minha alma,
onde guardo tudo meu.

Ventos
vão me levar,
deixo-me ir por momentos,
não sei quando parar.

Quando parar
e ver o que a vida me destina,
vou a mão dar
a esta linda menina.
 
A menina deu-me a mão

Meu pensar é só meu

 
Lê os meus poemas
e procura entender,
que és neles, seu tema,
a razão pela qual quero escrever.

Nada mais me faz suspirar,
que teus lábios tocarem os meus,
fecho os olhos, e perco-me nesse lembrar,
do qual nunca digo adeus.

A verdade por vezes
é dificil de admitir,
adoro quando me dizes
que sou motivo do teu sorrir.

Quero ter-te em meus braços,
a verdade é essa saudade,
daqueles momentos escassos,
onde te tive de verdade.
 
Meu pensar é só meu

lareira

 
Hoje olho a lareira
momentos quentes
passados forma verdadeira
passados de formas diferentes

lareira acesa
inspiração em minha mente
tua a beleza
na certeza deste instante

e que mais dizer
se nada tem que ser dito
o que posso eu escrever
para tornar isto infinito

e olho em volta
em roda desta casa
agarro-te e solto a revolta
do meu corpo em brasa

e calo essa boca
que nunca disse nada
com um beijo e vontade louca
que de pouca não tem nada

dois corpos despidos
na lareira se pegam
noite de prazeres e gemidos
dois corpos que não se largam
 
lareira

Porquê...

 
Porquê que em mim,
palavras são a brisa,
que sossega o mundo em mim,
são o suspiro que a minha alma precisa.

Nunca a dor foi tão suave,
acompanhada da solidão,
que me deixam flutuar assim leve,
leve momento que estou sem coração.

Coração que levou a menina linda,
que não vejo em momento algum,
perguntas que faço ainda,
por me sentir como nenhum.

Em banalidades vulgares,
sento-me à espera da hora,
fixo em passageiros olhares,
que me aconchegam agora.

Porquê que me deixas assim,
em confusão e perdido,
não percebo, mas sou assim,
e nunca me senti mais vivo.
 
Porquê...

Sem me importar de saber

 
A noite não tem braços
que te impeçam de ir,
entras no meu sonho, em leves passos,
e tu iluminas-me com o teu sorrir.

A tua voz vive em mim,
sou o puzzle de mil peças
que parece não ter fim,
sou um ser imperfeito que quero que não esqueças.

De repente tudo sozinho,
ninguem por aqui,
ninguem no caminho,
fecho os olhos, vejo-te a ti.

Então sofro caminhando,
custa menos assim,
na areia a pegada chorando,
marca que fica sem fim.

Sou eu quem te devora
em todos os meus poemas,
és a minha inspiração agora,
és todos os meus temas.
 
Sem me importar de saber

Sinto o ar me cansar

 
Sentado no bar
Vejo o cigarro
No cinzeiro a esfumaçar
A essa imagem me agarro

Que nada é infinito
Até o fumo desaparece
E no dito e não dito
Tudo eventualmente se esquece

Ou porque a cabeça quer
Ou somente o tempo enterra
Todas as memórias de um viver
Em tempos de paz ou guerra

E procuro o medicamento
Que me faça começar do zero
Quero-o a todo o momento
Por algo novo sempre espero.
 
Sinto o ar me cansar

Quando um suspiro me fala

 
Quando um suspiro me fala
nem o silêncio o cala,
me fala e me segreda ao ouvido
que sou poeta, fui escolhido.

Calo-me então e presto atenção
ao som, esse silêncio bom
que me espera, como se fosse a primavera,
e me vai levando, como que embalando.

A primavera passa, a inspiração escassa,
sou escravo, da liberdade de um cravo,
da graciosidade da rosa, essa poética prosa,
se falo em flores, pinto o poema de cores.

Quero pintar, e falar,
em tudo, até de um labirinto, em tudo o que sinto,
se um dia mentir, mesmo que a sorrir,
é porque falei, e mais uma vez não me calei.

Quando um dia, me deixar ir em noite fria,
deitado numa qualquer rua, olhando a lua,
lembro o tempo contigo, aquele em que fui amigo,
lembra-me um momento, sou feliz por muito tempo.
 
Quando um suspiro me fala

Como te vejo hoje

 
És linda,
é impossível ficar
calado, sentado ainda,
é hoje que quero te amar.

Não há nada mais para dizer,
teu olhar encanta,
tudo isso que não quero esquecer,
enquanto tua boca me canta.

Teus lábios beijar,
é como no verão
mergulhar nesse mar,
no instante que acelera coração.

Oiço-te dizer adeus,
não o conheço,
o teu olá é como subir aos céus,
de tudo o resto me esqueço.

Como hoje te vejo,
como sempre foste linda,
e agora num pequeno desejo,
quero-te perto ainda.
 
Como te vejo hoje

Estou magoado e desfeito

 
És uma amiga,
mas hoje estou magoado,
já nem sei o que te diga,
tuas palavras fazem-me sentir desprezado.

Desprezado por ti,
por teu coração,
tenho tentado estar aqui,
mas tens como que me largado a mão.

É isso que sinto
em todas as tuas atitudes,
se disser que estou bem, eu minto,
pois eu não acredito que mudes.

Tantas são as tuas promessas,
e eu já nem sei o que pensar,
tantas palavras essas
que me sabem magoar.

Hoje sou a tristeza
que vemos em tanta gente,
daquela em que vou chorar de certeza,
para fora, e para dentro da minha mente.

Talvez apenas escondido
sem que ninguem me veja,
pois tudo isto é por mim sentido,
tudo o que tens feito, já não sei quem sejas.
 
Estou magoado e desfeito

Crescimento

 
E se em vago momento
falar sem te olhar,
não por ter medo de ti
mas apenas por te respeitar.

Falo ao tempo
e a toda a inspiração,
agradeço o crescimento
e apenas olho com o coração.

Não preciso de te ver
para saber que te vejo,
és um doce viver
um pequeno desejo.

Um pequeno querer
em todo o meu esplendor,
assim quando não te ver
não sentirei dor.
 
Crescimento

És a bela mulher

 
És a bela mulher
que flutua nesta rua,
vem comigo te perder,
por aqui em noite tua.

Lua ilumina
esta noite escura,
acompanha-te a ti, menina,
e no céu lá em cima, ainda perdura.

És aquela
doce companhia,
és em tudo bela,
até em tua vaga alegria.
 
És a bela mulher

Não sei como cheguei aqui

 
Hoje estou mais só
do que quando estou sozinho,
no peito o nó,
em mim, falta de carinho.

Hoje estou como a saudade,
que o mundo deserta,
sou apenas uma metade
de tudo, estou em parte incerta.

Mão quente,
coração frio,
serei eu diferente,
por me sentir vazio.

Não sei como cheguei aqui,
leva-me para casa agora,
dá-me a mão, deixa-me ser em ti,
algo que fica e nunca vai embora.
 
Não sei como cheguei aqui