Poemas, frases e mensagens de poesiadeneno

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de poesiadeneno

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"NINGUÉM ESTÁ MAIS DESESPERADAMENTE ESCRAVIZADO DO QUE AQUELES QUE

O amor Perfeito

 
O amor Perfeito
 
O amor Perfeito

Sei
que me encontras no toque das palavras
quando as horas passam lentamente
sentimos o silêncio
que desconhecíamos. Quero que entendas
que nem sempre te amei. Nesse tempo
o meu corpo
era uma ilusão
e tu não tinhas chegado

Neno
 
O amor Perfeito

SER É COMEÇAR

 
SER É COMEÇAR
 
Ser

é procurar

a verdadeira razão

mas nem sempre se é

o que se pensa Ser

às vezes Ser

é uma questão

de parecer

parecer é sobreviver

mas sobreviver

não é suficiente

porque Ser suficiente

não é Ser demasiado

e Ser demasiado

não é sinal de crise

já que tudo é crise

crise é Ser

Ser é

a única verdade

pela qual

vale a pena

Ser aquilo que se É.

Neno
 
SER É COMEÇAR

ANO DE 2010, OU OUTRO...

 
ANO DE 2010, OU OUTRO...

Embriaga-te no bálsamo das belas palavras
Anestesia-te nas contradições
Esconde-te nos poemas de amor
Insurge-te contra as paredes que criaste
Dissolve-te nas encruzilhadas da vida
Masturba-te nas serenatas à Lua

Canta o Hino Nacional
Provoca as Ordens Menores
Arrebata os corações das fêmeas
Enlouquece nos dramas de alcova
Blasfema o Deus que te criou
Rejubila nos actos mundanos

O culpado de todo o mal-estar é
El-Rei D. Sebastião

Poesiadeneno31/12/09
 
ANO DE 2010, OU OUTRO...

Da Morte[Zé-Ninguém]

 
Da  Morte[Zé-Ninguém]
 
Hoje morreu um zé-ninguém
o seu corpo foi lançado com um cão
numa vala

de manhã uma flor nasceu-lhe na cabeça
e um rouxinol cantou uma linda canção.

Neno
 
Da  Morte[Zé-Ninguém]

O Poeta(inédito)

 
O Poeta(inédito)
 
O poeta fala do amor.

Não compreende a guerra, a fome, e a miséria

humanas.

O poeta alerta para o racismo e ostracismo,

falta de ética e equidade.

O poeta sabe que a história da humanidade

foi escrita a sangue,

nos rochedos das montanhas

e areias do deserto.

O poeta não vira a cara à tirania,

e à hipocrisia farisaica.

O poeta fica e carrega o fardo da ignorância,

que de ignóbil rasga, e fere a carne.

A palavra é a sua arma, que esgrime com mestria e zelo.

O poeta se cai na refrega, levanta-se com denodo.

O poeta é um observador crítico, um amigo inato.

Neno
 
O Poeta(inédito)

O NADA É ETERNO

 
O NADA É ETERNO

Anoitece
as sombras vestem as casas
o sonho envolve os amantes
os pássaros dormitam

parou a eternidade.

Poesiadeneno
 
O NADA É ETERNO

INsana Vaidade

 
Insana Vaidade

Venho do fundo da dor
Não sei onde quero ir
Perdido no mar imenso
Esconjuro o infinito.

Sem destino perco o rumo
Sem bússola perco o destino
Nas palavras que não digo
Por querer o infinito.

Ah!Que insana vaidade
De querer o infinito
Perco o rumo perco o dito
Sou um mendigo da idade.

No poema e no oculto
Sou um barco à deriva
Nem sei o sol que me fita
Nem (o que eu penso do mundo).

Nada quero do teu mundo
Porque não tenho ambições
Apenas sinto o desejo
Que prende como grilhões.

Nem sei da alma que prende
(A raiz ao pensamento)
Corto o amor corto o momento
(Venho do fundo do tempo).

(Eu nunca guardei rebanhos)
Porque havia de os guardar
Falta a experiência da vida
Falta a vida para os guardar.

Neno
 
INsana Vaidade

Um Provérbio dos Diabos

 
Um Provérbio dos Diabos
 
Nota: estamos perante um provérbio popular bem português.
Um provérbio dos diabos!

«Deus é bom, mas o Diabo também não é mau.»
 
Um Provérbio dos Diabos

4/3/2 em 1

 
4/3/2 em 1
 
Dá-me tempo/dá-me tempo
P`ra pensar/o que fazer/do que tratar
e/ se p`ra te ver/só de longe/é sofrimento
P`ra te amar/é como esquecer o firmamento

O amor vem de longe, muito longe
Como o Sol que se esconde da vizinha,
Triste saga a minha!
Lua! que perdura lá no alto!

Lua/nua a baloiçar/p`rá menina /não desconfiar
Que o amor é tão louco/de tão pouco
Como belo é/o teu esbelto olhar.

Neno
 
4/3/2 em 1

O Mundo Com Que Sempre Sonhei

 
Como,
Seria simples pronunciar uma palavra amiga
Estender a mão ao irmão que sofre
Dar de comer a quem tem fome
Dar de beber a quem tem sede
Passar a mão pelo rosto ao infeliz.

Gestos simples
E humanos de tão simples.

Desconfiados de tudo e de todos
Deixámos de acreditar nos outros
E em nós próprios
Tolhidos pela rotina nefasta
De um quotidiano sem causas nem sentido.

Como seria simples pronunciar
Uma palavra amiga
Estender a mão
Deixar cair uma gota de água.

Gestos simples
De cada um
E de nós todos.

O mundo amanheceria diferente
A guerra daria lugar à paz
A inimizade à amizade sincera e leal
O mundo adormeceria diferente.

Irreconhecível!

Fraterno
Igual
Livre

O Mundo Com Que Sempre Sonhei.

Neno

"Amicus certus in re incerta cernitur"
 
O Mundo Com Que Sempre Sonhei

A TARDE CHEGA NOS TEUS OLHOS

 
A TARDE CHEGA NOS TEUS OLHOS

Estás a ouvir? É a tua voz.
A tarde chega nos teus olhos.
E quando a noite
cobrir
com o seu manto,
a nossa loucura,
partirei.

Poesiadeneno
 
A TARDE CHEGA NOS TEUS OLHOS

Searas de Solidão

 
Searas de Solidão

Perco-me nas searas de trigo maduro,
já o sol incendeia o meu corpo por dentro.
Não lobrigo vivalma,tudo dorme
nesta terra de ninguém.
No horizonte errante dos meus dias,
um abraço firme e solitário no meu prazo:
eterna solidão. À minha volta os pássaros
bailam como folhas mortas,
e a seara está pronta para a ceifa.
Eu,espero que o sol me ilumine por dentro.

neno12119
 
Searas de Solidão

A Folha em Branco

 
A Folha em Branco
 
A Folha em Branco

Um dia igual a tantos outros:
um amargo de boca que me queima
os lábios e esvazia o peito.
A fala é simplicidade no labirinto:
amar a quem não ama, sem esperança,
expropriado de tudo.
Sou a porta, entreaberta.
Como posso existir na penumbra dos meus sonhos?
Sou velho, de face enrugada.
Tu resplandeces!
Aura flamejante!
O mundo cai a teus pés,
como eu caí aos teus.


Neno
 
A Folha em Branco

Amor é dor

 
Amor é dor
 
Se existir é alma

Amar é pensar a dor

Que o meu coração não me atormente

Com a existência da ausência em ti

Quem me dera que a mágoa

Fosse flor

E o amor nascesse em mim.

Não é o amor que me atormenta

Mas o ter que dói a que não tem.

Poesiadeneno
 
Amor é dor

Tragédia

 
Tragédia
 
Tragédia


Canto a lúgubre toca onde se esconde,

a esmola negada na rua onde sempre viveu,

o aspecto andrajoso e sujo de cidadão ignorado,

a tragédia da vida puxada a ferros

por mãos conspurcadas.

Canto as palavras que lhe negam na cara,

o desdém de animal ferido

de animal magoado.

Canto a incúria de uma sociedade

que abandona os seus filhos,

à miséria sangrenta das cidades

onde choram suas mágoas,

e maldizem a luz que os viu nascer.

Neno 488
 
Tragédia

Cidades II

 
Cidades II

Os meus passos, conduzem ao deserto das cidades deslumbrantes.
Um oásis de cimento, e areias escaldantes.
O teu amor, é um redemoinho de quimeras prateadas,
E, eu, sou louco em segui-las.
Tu, que não me conheces, não leves as minhas palavras a sério.


Os meus passos, conduzem ao labirinto das cidades,
Cópias, de cópias, sem original.
Um abismo, sem fim, nem retrocesso.


Os meus passos, conduzem ao individualismo, das cidades decadentes.
Onde os homens perderam a vontade, de ser homens.
Como sombras, caminham junto aos muros de betão,
Sem dizerem uma única palavra, com sentido.
Falam por falar, e nada dizem.
Meras palavras, de circunstância - nada mais.


Uma criança ouviu, e perguntou?
Quem sou eu?
A resposta não se fez esperar:
- és muito novo, para compreenderes o mundo.
- Ah! Já entendi:
- não vivemos no mesmo mundo, e não gostamos desses mundos.
- Ouvi falar d`um mundo onde as crianças brincavam,
e as pessoas trabalhavam,divertiam-se,e não passavam fome.
- Esse mundo, já não existe.

Neno
 
Cidades II

Missão

 
Missão
 
Missão

Cair e morrer,
atordoado pela dor.
Sofrer e querer ser.
Voar ou rastejar, e por um ponto final.
Dizer adeus aos que se amam
sem um queixume,
abrasado pelo fogo qu`em mim
queima sem cessar.

Já não sou,
a criança que brincava
até ao pôr do sol da exaustão.
Regressava, então, cabisbaixo
à casa materna, sem um ai.
Soubera o que sei,
e fugiria como um animal esfaimado,
quase a abocanhar a presa,
que me há-de redimir,
e retirar-me o cansaço que me tolhe na viagem.

Dias amargurados, d`um espírito inquieto.
Deixa o Sol para os homens de bom senso.
Abandona o degredo com que castigaram
a tua vontade de poder.
Sou o homem,
que não deseja o que está para além das suas forças
Homem do diabo!
A quem queres enganar?
Sou o homem que esperavas ver descer
o caminho da desgraça.
Habita em mim a criança,
que tanto abominavas.


Dobrem os sinos!
Por todos aqueles que morreram,
antes de cumprirem a missão.
Que o esquecimento seja, por fim, o meu companheiro!
Deixei-me só!
Para que a noite se torne um dia sem fim.


Poesiadeneno
 
Missão

O Templo

 
Do Templo, sabemos que era grandioso e sublime. A porta principal, desenhada por um arquitecto de nome desconhecido, estava voltada para poente,e era uma fonte de interesse, demasiado evidente.
Em 1877, Frederic Cornwell,falava de um deserto imenso, onde existia uma encruzilhada com uma bifurcação, e em cujo caminho que seguia para oeste era visível uma Pirâmide, de dimensões colossais. Algo de misterioso encerrava esta sua descrição de uma das muitas viagens que Cornwell fizera a África, mais precisamente,ao Egipto.
Nesse mesmo ano, morre F. Cornwell , de uma forma que podemos considerar desprezível: batera-se numa luta sem história, por uma mulher de comportamento duvidoso. Conta-se que antes de morrer, as suas últimas e derradeiras palavras foram:todos os caminhos são apenas a Luz de um único caminho que conduz ao Templo e à Pirâmide.
New York, (1917) - Truman Capote vagueia numa rua sombria, sem conseguir escrever algo de memorável no seu livro de contos, " Música para Camaleões".
Não muito longe do lugar onde se encontra, num quarto de hotel M. Monroe conversa sobre algo efémero, com Henry Miller.
A uma grande distância dali, em pleno deserto abrasador, junto ao que restava de uma antiga parede e não muito distante do Templo jaz um corpo. Permanece ali não se sabe como nem porquê. O seu rosto apresenta um olhar tão assustado, que dir-se-ia ter visto algo sobrenatural.
Os anciãos daquelas paragens dizem pertencer a F. Cornwell. Dizem, que o tempo tudo apaga: velhas recordações, conhecimentos e factos que não voltarão a repetir-se. Na planta da sua mão direita são visíveis alguns traços impressionantes, que fazem lembrar um caminho para um Templo e uma Pirâmide.
O seu corpo, foi enviado para o Cairo para investigações.
Muitos anos se passaram desde esse memorável momento, escrito a fogo sob o céu estrelado do deserto.
New York, (Março de 2008) - um homem vestido de negro entra na Biblioteca Municipal e pede de uma forma quase inaudível um livro ao bibliotecário.A resposta não se fez esperar:- aqui tem o seu livro,Sr. Cornwell.

Neno*

*Singela homenagem a Jorge Luís Borges
 
O Templo

Fala-me de Amor, sim, Fala-me de Amor!

 
“ Não acreditas? Vamos,

Velho urso! Pois também eu – sou profeta!”

F. Nietzsche

Fala-me de amor, sim, fala-me de amor!

Quando o meu fardo de tão pesado,

Trouxer à memória recordações vagas,

Apagadas pelo tempo que nos embalou

Da meninice aos cabelos alvos como a neve.

Tempo

Para rir, chorar, amar e ser amado.

Dar e receber...descobrir.

Palavras que ficaram por dizer,

Por cobardia ou ossos do ofício.

Nem eu sei! Como se a vida não fosse,

Um cordão umbilical

Que nos liga à Terra Mãe.

Houve lugar para a angústia e para a dor,

Entes queridos que ficaram

Nesta longa maratona, das Termópilas a Esparta.

Julguem-me os que calcorrearam

Os caminhos do desespero e da glória!

Nem todos navegaram em águas turbulentas,

Nem apanharam o mesmo vapor.

Aprendíamos à medida que íamos navegando.

Soubemos perder, para nos encontrar, de seguida.

E, quando isso não aconteceu,

Chorámos lágrimas de sangue.

Vendemos a alma, quando o álcool

Se apoderou dos nossos sentimentos,

Verdade!?

A mentira engana o mentiroso.

Pelo Nome, pela Palavra dada,

Não existe dinheiro que a pague.

Valores? Sim, intemporais e sagrados.

O mundo ao contrário: o Ser pelo Ter.

Fala-me de amor, sim, fala-me de amor!

Quando o nosso fardo

De tão pesado, trouxer à memória

Recordações vagas,

Do tempo em que éramos crianças.

Neno
 
Fala-me de Amor, sim, Fala-me de Amor!

Poema Hiper Realista

 
QUE ESPERAM AINDA DE MIM?
[Alerta a toda a Humanidade]

Fiz tudo o que havia para fazer

Transgredi todas as regras sociais

Apunhalei pelas costas amigos e inimigos
porque não fui capaz de os distinguir

Fui preso por consumir drogas

Satisfiz os caprichos mais hediondos

Utilizei todos os meios
para alcançar os meus objectivos

Fui um dealer inveterado e sei que morreram
muitas pessoas por minha culpa

Bati em todos os familiares
que se atravessaram no meu caminho

Na guerra matei e mandei matar
só por mero prazer

Fiz todo o tipo de experiências
com animais e pessoas
para satisfazer os meus caprichos

Fiz pactos com Belzebu e todos os diabos
que por aí andam
para chegar mais longe

Finalmente fui político
e a bem da Nação
engordei as minhas contas bancárias

A psicopatia esquizofrénica idiótica
é pouco para descrever a minha loucura

A palavra Monstro é sombra
para me descrever

Digam!O que esperam ainda de mim?


Neno
 
Poema Hiper Realista