Poemas, frases e mensagens de Barbozza

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Barbozza

BIOGRAFIA DO 2º SARGENTO BARBOZA - DA PM DE ALAGOAS

Elias da Silva Barboza é professor de musica - canto, instrumentista, cantor gospel romântico, maestro de coros, poeta, escritor e jornalista.
Nascimento - 01 de junho de 1967, em Maceió/AL.

Excelência seu doutor

 
Excelência seu doutor
 
Excelência seu doutor

Em uma pequena cidade
Pra banda do interior,
Um jagunço muito temido
O povo apavorou.

Quando chegou de madrugada,
Toda cidade acordou,
Seus compassas soltando fogos,
Em muito clima de terror.

Alto, magro e cabeludo,
Dava medo só em olhar,
Mas reunia toda cidade e disse!
Era candidato e a ideia iria finalizar.

Naquele exato instante,
Que o povo tudo escutou,
Alguns as pernas tremiam
Outros os olhos arregalou.

Uns já se convenciam
Que era eleitor,
Já levantava a bandeira
E gritava: Esse é meu vereador!

O povo apavorado,
Os que são eleitores conscientes,
Preferiram tomar uma pinga,
Para dormir mais quente.

Aqueles mais exaltados,
Não queriam acreditar,
Que tinha que votar no infeliz
Que todos veio atormentar.

A campanha logo começa,
Santinho pra todo lugar,
Os mas fervorosos até
A ele queriam rezar.

Quando recebeu em casa,
A foto do Valdemar,
Dona Serena foi logo no comitê perguntar,
Esse o santo que nós iremos votar?

O homem com voz abusada
Em tom alto a intimidar,
Com muita arrogância falou,
Sim, e nem queira contrariar.

Com os braços estendido,
Falou olha ai pessoa,
O dia está chegando,
Quem não votar prepare pra viajar.

O povo em alto soluço,
Não conseguiam disfarça,
Foi quando o delegado sabendo
Mandou chamar Valdemar.

Aqui não quero confusão,
Meu nobre, excelência seu doutor,
Sei que aqui todos já sabem,
Querem votar no senhor.

Então peço que entenda,
A comoção dessa gente,
Desse povo que o tempo todo,
Só votava com dinheiro na frente.

Foi quando Valdemar entendeu,
A agitação e situação,
Confessou que não era o candidato,
Veio cumprir uma missão.

Entenda meu delegado,
Vou dizer o que aconteceu,
Apenas vim comprar votos,
Pra eleger o patrão meu.

Diga-me o porquê no santinho,
Não tem a foto do então,
Nosso povo aqui é muito pobre
Por ti começou uma devoção.

Vou explicar diferente,
Que a foto sim é do Valdemar,
Mas ele se chama Irene,
A bicha não quis se identificar.

Naquele exato momento,
Muita gargalhada se ouviu,
A mascara de Valdemar ou Irene,
Em fim por terra caiu.


Cordel do poeta Elias Barbozza
 
Excelência seu doutor

Amizades de então

 
Amizades de então

Uma palavra às vezes fere,
Quando não há interpretação,
Quando a maldade chega disfarçada,
Causado enorme confusão.

Sentimentos que se apagam,
Amizades de então,
Sonhos brancos ou coloridos,
Nem sempre nos embuço da emoção.

A fé que segura nosso povo,
Mesmo com fantasias do quero ser,
Nem mesmo segurou a palavra,
Quando briguei com você.

Mas quando beijo tua mão,
Sentindo o cheiro de teu perfume,
Esvazia minha arrogância,
Ti abraço com muita ternura.
 
Amizades de então

Filomena e prefeito Vavá

 
Filomena e prefeito Vavá
 
Filomena e prefeito Vavá

A corda ai minha gente
O sino da capela tocou,
O prefeito da cidade e sua dana,
De sua viagem retornou.

As senhoras mas devotas
Logo o rosário pegou,
Ascendeu vela pra são Benedito,
Daquela vila o protetor.

Todos vão chegando aos pouco,
Aves Maria começam a rezar,
Quando entram na igreja
Dona Filomena e seu Vavá.

Os sempre curiosos
Que fofocam em todo lugar,
Exclamam: Valei padinho Cíço!
É o Santo do Ceara.

Vão entrando na igreja
Os ilustres do lugar,
E cumprimentam seus nativos,
Um sorriso de lascar.

Com um óculo bem escuro,
Roupa de grife de caruaru,
Sapato cavalo de aço,
Inclinado parecia canguru.

Dona Filomena
Com cintura de pilão,
Um grande decote nas costas,
Parecia asa de avião,

Uma saia justa e curtinha
Salto alto a desfilar
E seu decote na Frente,
Fez até o padre olhar.

Sentaram na primeira fila,
Queriam até se confessar,
Mas o padre logo diz,
Depois que a missa acabar.

Na celebração da Eucaristia,
Foram os primeiros a se preparar
Comeram toda hóstia consagrada,
Pedindo guardanapo para a boca limpar.

O padre vendo aquela cena,
Foi o crucifiques pegar,
Também pegou a água benta,
Para coisa feia expulsar.

Homens, mulheres e crianças,
Que já sabiam rezar,
Disseram: Vamos ajudar o padre!
Esse demônio expulsar.

Seu Vavá logo se levanta,
Na igreja decide dançar,
Também ascende um cigarro,
Risos vindos de todo lugar.

O padre já quase desmaiado,
As biatas correram para abanar,
Foi quando alguém gritou.
Chama o pastor para orar!

O padre do susto se levanta,
Parecia que nada aconteceu,
Enquanto seu Vavá e Filomena,
Da Igreja se foi e se benzeu.

Os devotos da localidade
Vão deixando o lugar,
O padre Ambrósio exclama.
Esperem! Levem a bênção pra seu lar.

Mas o prefeito indignado,
Pela humilhação que passou,
Mandou fechar a igreja
Uma carta ao Arcebispo enviou.

A diocese não aceita
Que feche e tire o padre do lugar,
E logo manda chama o prefeito,
E Filomena pra conversar.

Meus filhos tão amados,
Os que mais dízimos nos dar,
Ignorem aquela gente,
Queremos sempre com vocês contar.

Vavá aceita a desculpa
Um cheque ao Arcebispo entregou,
Que alegre com os olhos arregalados,
Disse: esse povo ama o senhor Doutor!
 
Filomena e prefeito Vavá

Deixa-me ti amar

 
Deixa-me ti amar
 
Deixa-me ti amar

Um amor dividido,
Entre duvida e razão,
Dois homens que lutam,
Pela tua paixão,

Um coração sedento,
De amor para ti dar,
Dois seres que se cruzaram
Em noite de luar.

Porque sentir tanto medo?
No amor podemos confiar.
Amar sem regras e maldades,
Poder contigo caminhar.

Minha sede ti deseja dia e noite,
Adrenalina a ponto de extravasar,
Por você mulher maravilhosa,
Vem! Deixa-me ti amar.
 
Deixa-me ti amar

A luz se apaga

 
A luz se apaga
 
A luz se apaga

Cercada em seu quarto,
Várias interrogações;
O silêncio tange a surdez da madrugada,
Seu sono, entre livros e papel.

Se recolhe da vida,
Pela complexidade de amar;
Fecha a porta dos sentimentos;
Não quer ninguém para tocá-la.

Um sorriso preso,
Olhar amargo e distante;
Quer apenas que chegue logo à noite;
O quarto fecha, a luz se apaga;
Agora ela vai dormir...

Elias Barbozza
 
A luz se apaga

Oportunidades

 
Oportunidades
 
"Quem consegue reconhecer erros

e com eles aprender,

Amplia o campo de sua visão".
 
Oportunidades

Portugal minha amada [2]

 
Portugal minha amada [2]
 
Portugal minha amada

O verde e amarelo, nunca foi tão bem produzido,
Mas só em dias de copa, no resto fica escondido,
Um patriotismo falso, as mazelas por instantes esquecidos,
E o povo feito bobo, adora a bola, mas que Jesus Cristo.

Em uma arena pomposa, com milhões foi construída,
Deixou o nordestino com fome, sem água, a seca acabou seu sorriso.
Com uma transposição mentirosa, a seca nunca acabou,
Mas os amigos dos poderosos, esses sim, a água sua lavoura regou.

O consumo de bebidas, em volta a prostituição,
O faturamento da indecência, não trará satisfação.
Eu aqui já escolhi, que bandeira vou agitar,
Qual a camisa vestir, e que língua vou falar.

É Portugal minha amada,
Que o Brasil colonizou,
Trouxe-nos o desenvolvimento,
Por isso eu vou gritar gooooool!!!!!!

[i]Elias Barbozza
 
Portugal minha amada [2]

Que seja eu

 
Que seja eu
 
Que seja eu

Tu me encantas com seus gestos,
Singelo, simples e de harmonia,
Bebo de teu perfume,
Criando, mil e uma fantasias.

Circula em meus pensamentos,
Seja noite seja dia,
Quem dera que tu viesses,
Construir meu mundo de alegrias,

Como desejo que seja eu,
Descobrir teu corpo e penetrar em teus segredos
Ver tua nudez e desenhar,
Desfrutar de todos os desejos.

Elias Barbozza

Maceió 23 de setembro de 2014
 
Que seja eu

Tudo como está

 
Tudo como está
 
Tudo como está

Ouvindo outra vez em teu sorriso,
Falando para mim ficar,
Desistir de ir embora,
Deixar tudo como está.

Após alguns meses
Dessa nossa linda relação,
Não poderia desabar o que ficou,
Tragicamente terminar nossa paixão.

Não sei se vou suportar,
Ficar longe de ti doce mulher,
Nossa amizade colorida,
Tem sim! Que continuar.
 
Tudo como está

Nada me supreende

 
Nada me supreende
 
Nada me surpreende

Fecham os ferrolhos da alegria,
O rosto pálido de quimeras,
As rugas envelheceram o meu rosto,
Diante das curvaturas perigosas.

O sol queima e arde minha ferida,
A dor não deixa cicatrizar,
O tempo não apaga de minhas entranhas,
O que tanto busco encontrar.

Nuvens se espalham no infinito,
Formando camadas brancas como algodão,
De repente cai uma fina chuva,
Chuva fina de verão.

Mas nada me surpreende,
Neste mundo de meu Deus,
Se pra escrever tenho que sofrer,
O poeta vai seguindo cantando ao leu.
 
Nada me supreende

O laço do amor

 
O laço do amor
 
O laço de amor

Não quero apenas com palavras,
Descrever toda minha gratidão,
Fica comigo pelo menos uma noite,
Aquece do frio esse meu coração.

Cavalgar em teu corpo feito felino,
Que anseia pelo coito nas altas horas,
Por um momento sentir ser o único,
Que ti dar o melhor nessa troca.

Há dias fico esperando,
O meu celular tocar,
E você do outro lado dizer,
Querido! Você pode vim me amar?

Sim! Direi eu,
Logo estarei ti amando,
O laço de amor me pegou,
Na penumbra do teu aconchego,

A ver chegando a meu quarto,
Suas roupas começar a tirar,
Devagar, se deitar ao meu lado,
Gemidos e sussurro sem nada falar.

A noite não será o bastante,
Para ficar contigo mulher,
Ti busco em minha cama
Em corpos suados de prazer.
 
O laço do amor

Viver intensamente

 
Viver intensamente
 
Viver intensamente

Só em pensar sinto angústia,
Vendo o teu sofrer nesse caminhar,
Ignora a dor, finge está bem,
Mas todos sabem que não está,

Prefere driblar os problemas,
Sentir os prazeres que a vida dar.
A ansiedade e o medo existem
Quer viver intensamente sua vida,
Não quer em dilema se acomodar.

O sangue que correm em tuas veias,
A trombose tenta impedir de passar,
Dificultando a oxigenação na cabeça,
O rosto marcado pelo temor,
Teu corpo frágil parece delirar.

Ti amo! Não quero pensar no pior,
Ajudou-me a construir sonhos,
Alicerçado para não abalar,
Sempre enchestes de alegria,
Minha vida e meu lar.

Elias Barbozza
 
Viver intensamente

Deixa pra lá!

 
Deixa pra lá!
 
Deixa pra lá!

Melhor seria não ter falado,
Contrariar a minha dor,
Fui enganado e ultrapassei,
A faixa que você marcou.

Assim acontece quando amamos,
Querendo o bem e dar valor,
Nem sempre o resultado é esperado,
Deixa pra lá! Não sou doutor.

Na passarela que caminhamos,
Pessoas se cruzam no vai e vem,
Rostos marcados com suas histórias,
Sorriso, choro e também temor.

Não quero nada de improviso,
Quisera me transpor para o além,
Ouvindo uma sonata de Beethoven,
A suavidade nasce, e a calma vem...
 
Deixa pra lá!

Amar em todo tempo

 
Amar em todo tempo
 
Amar em todo tempo

Diante de tua beleza eu me rendo,
Tua amizade me conforta,
Quero entrar em tua vida,
E logo fechar a porta.

Ti amar como menino,
Que chora e a mãe consola,
Fazer de nossa noite uma eternidade,
Mesmo que alguém bata nossa porta.

Deleitar aos afagos do prazer,
Tentando ler seus pensamentos,
Quem dera que ficássemos para sempre,
Sem receios ti amar em todo tempo.
 
Amar em todo tempo

A morte do Luciano do Valle o locutor

 
A morte do Luciano do Valle o locutor
 
A morte do Luciano do Valle o locutor

O Brasil se surpreendeu,
E tantos outros até chorou,
Quando subitamente veio a noticia,
A morte do Luciano do Valle o locutor.

Em uma viagem de trabalho,
Como o guerreiro sempre fazia,
Em um momento de muita dor.
Dento de um avião seria seu ultimo dia

O coração de Luciano do Vale,
Já viveu muitas tristezas e alegrias,
Mas aquela viagem para narrar,
Ele não sabia que não voltaria.

A voz que sempre alegrou,
Transmissão nobre e precisa,
Com garra e emoção gritava se empolgava,
Quando o artilheiro chutava no gol.

A crônica esportiva de luto,
Seus amigos e familiares também,
Na Band só ficará as lembranças,
Do narrador que só fez o bem.
 
A morte do Luciano do Valle o locutor

Adeus não ti quero mais

 
Adeus não ti quero mais
 
Adeus não ti quero mais

Como se pode conter a fúria da água
Beber o gelo que anestesia a língua,
Mesmo com o calor que agita e queima a pele,
Ficamos ao sol para ser penetrado por seus raios de calor,

Já não corro nem abraço os dias,
Triste fantasia me cerca o verão,
Quem poderia me rasgar o silencio?
E falar solto ao vento um poema de amor!

Não aparece ninguém...
Ser romântico não atrai quem eu quero
No amor só encontrei barreiras,
Fiz as ilusões parecer verdadeiras,
Nessa quimera me sinto vencido,

Atravesso as ruas da vida,
Becos e avenidas sem você pra conversar,
Deixo uma lagrima cair,
Para refrescar minha mente,
De tanto pensar o que fazer,

Se, deito o sonho entrelaçam minhas ilusões.
Enquanto meu corpo inerte bate apenas o coração,
Apaixonado ou talvez amando
o que não pode ser conquistado,

Turva os desencontros,
Parece enredo de novela
Onde a sofrencia é a atração do amor,

Ti desenho na mente para não esquecer seu rosto
E seu sorriso quando a chamo de amor,
Na praia caminho chutando areia
Querendo nem que seja por miragem ti ver,

Sinto-me rejeitado, a respiração afugenta,
Não encontro alternativas há não ser ti esquecer...
Quisera que tu compreendesses meu carinho,
E não fingir amor, amizade e devoção,

A traição e a mentira nunca poderá apagar essa dor,
Que hoje tu me fez sentir;

Estou cansado... Adeus não ti quero mais...
 
Adeus não ti quero mais

Concatenar

 
Concatenar
 
Concatenar

Amanheceu o tempo está nublado,
A minha alma está aflita,
O meu corpo machucado,
A incompreensão e agito,
Não deixam de caminhar do meu lado.

Por instantes dói a cabeça,
O ar fica carregado,
Sinto falta de oxigênio,
A tontura me pega de jeito,
Deixando-me totalmente irado.

Nessa hora, meus pensamentos
Não conseguem concatenar,
Ligar os altos fluidos
Impulsionar meus limites,
Não deixando a maquina esquentar.

Quando penso que tudo está perdido,
Uma criança vem me cumprimentar,
Olhando seu lindo sorriso,
Logo penso em Jesus Cristo,
Que suplico, minha sede saciar.

Elias Barbozza
 
Concatenar

Como lobo solitário

 
Como lobo solitário
 
Como lobo solitário

Como lobo solitário, me escondo na noite,
Quem sabe tentando fugir de você.
Como lobo solitário, desafio a natureza.
Descendo na cachoeira nessa hora queria morrer.

Como lobo solitário, não respeito a gravidade
Corro entre os rochedos, batendo minha cabeça,
Esperando essa dor passar.

Como lobo solitário, uivo à madrugada inteira,
No delírio sentindo a neblina,
Que cai sobre meu corpo adormecido
Pelo que não posso experimentar com você.

Como lobo solitário, me afasto dos outros,
Tentando sofrer calado,
Controlar todos meus sentimentos,
Teu rosto como miragem me provoca na cama
Ti procuro... Onde está você?

Se louco ou lobo ou homem apaixonado,
Não importa a definição,
Nessa imensidão da noite,
Onde o silencio parece gelado,
Não posso ouvir tua canção.
 
Como lobo solitário

Pra ser feliz

 
 
Sgt Barbozza cantando a musica pra ser feliz de composição de Elias Muniz.
 
Pra ser feliz

Gostar é diferente de querer

 
Gostar é diferente de querer
 
Gostar é diferente de querer

É preciso conquistar com garra e glória,
Ter forças até o final poder chegar,
Mesmo com as veste suja ou rasgada,
Bem alto um grito solto pelo ar.

Um coração que chora sempre seu pranto,
A solidão e o desejo de querer,
Um amor ainda não correspondido,
Cerca minha alma o perigo vê nascer.

Igual à brisa que chega a noitinha,
Silenciosa vai molhando a plantação,
As flores e folhas úmidas ficam verdinhas,
A fotossíntese é sua respiração.

A minha fé segue comigo todo instante,
Ainda que, gostar é diferente de querer,
Os sonhos embalados em uma noite,
Fez-me esperar o que não podia acontecer.

Volto tentando outra vez recomeçar,
O amor difere do se apaixonar,
Há tantas mulheres querendo o meu bem,
Não é uma que vai me abalar.

Elias Barbozza
 
Gostar é diferente de querer

Elias da Silva Barbozza