Poemas, frases e mensagens de Semente

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Semente

Gosto de ler e de escrever e também artes cênicas, (atriz amadora), gosto de dançar, de mar, viajar, minha grande família :filha Luciana e a neta Rafaella, de internet...

A Menina que Mora em Mim

 
A Menina que Mora em Mim
 
 
tom chambers photography

Com que ingenuidade tanta
tem pena de mim
que não sendo mais flor
estou fruta madura
que sequer a alimenta!

de olhos diáfanos
no meu ocaso
a menina que sofre em mim
move alegrias no moinho
por que bem sabe que rios de elegia
não me fluem por acaso...

com que riso, com que choro
faz um inciso em meu peito
sem nenhum respeito?

Nada !...poderá arrefecer
esse chão escaldante
de obrigações e deveres
que ainda tenho que galgar...


Oh!...Não cresça!
Menina que brinca em mim
permaneça pequenina
até que a fruta que sou
apodreça!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
A Menina que Mora em Mim

Aquele Olhar

 
Aquele Olhar
 
... segue assim, ainda
por vias estreitas e insuspeitas
astuto a colher belezas
apenas pressentidas
e os quase nadas
despercebidos
das pequenas coisas
a grandeza oculta
das mais insignificantes
momentânea, peregrina
dos movimentos ondulatórios
ciclos que se abrem
e se fecham
invisíveis ao olhar viciado
sem vibração
morno
no umbigo...

seu existir
no enredo matinal
adornado ao pão à mesa
do aroma
de café fresco
o fogão à lenha
a crepitar paixões
trigo ao vento
seus cabelos
seu jeitão
de cismar longe
descobridor de aquarelas
e, daqui sinto
que o teu sonhar menino
perdurará além
no infinito
no amanhecido olhar do meu pai!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)

Ao meu pai, já em outra dimensão da Vida.
 
Aquele Olhar

CANTO INTENSO

 
CANTO INTENSO
 
A poesia
quem diria
soltou-se do lápis
embrenhou-se por entre as ondas
sabendo bem
desse viés subversivo
abusivo...

Paradoxo!

a flor do livro feneceu
esvaziou o papel

agora lhe dá licença
a Babel
tela fria impessoal
em clarão novo
quase urgência...

água que não dessedenta
efêmera...

perdura esse canto intenso
não declarado
ainda bem
sentido em epigramas soltos
nesse sopro de vida
virtualizado...

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
CANTO INTENSO

Lamentável a saída do poeta Aquazulis desse site.

 
Uso no presente momento esse espaço para manifestar meu descontentamento com acontecimentos torpes que vem ocorrendo no site, entre alguns membros briguentos, que usam seus espaços para agredir e ofender a outros, culminando com o afastamento do grande poeta Aquazulis ( Luis).
Admiradora desse poeta, e também do homem, por sua postura sempre íntegra, correta, respeitosa, sempre pautada pela discrição e correção, sinto que o site ficou mais pobre, sem encanto. Não tanto pela ausência em si, mas pelo silêncio que ficou após o término de sua participação por aqui.

Que pena.

Maria Lucia
 
Lamentável a saída do poeta Aquazulis desse site.

Minha Dor Dói em Silêncio

 
Minha Dor Dói em Silêncio
 
 
Trago o ânimo alquebrado
uma estranha dor
estilhaça entre dentes
aguilhão reparador...

em cada canto de dentro
uma lágrima contida
me judia
se não é a prece silenciosa
eu quase morro
alforria aos céus
eu peço
pelo menos por um dia...

à triste cantilena o bem me acena
de um amigo, o socorro
repouso ali o meu cansaço
em terno abraço...

driblo o queixume
a fustigar a paciência amiga
disfarço-me em riso trapaceiro
por que o meu rosário de lamúrias
eu o rezo nas noites de silêncio
na maciez do travesseiro.

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
Minha Dor Dói em Silêncio

ESPERE-ME, ESTOU CHEGANDO

 
ESPERE-ME, ESTOU CHEGANDO
 
As manhãs daqui
sabem em quem eu penso
quando nelas eu desperto
enquanto tu
dormes
nada sabes a respeito...

se... te dispuseres a uma aventura
uma sondagem, uma viagem
pelo reino da emoção saberás
desses amanheceres
testemunhas de um único verso:
- teu nome - intemporal
emoldurado à tua face
projetado em minha mente...

se... esses versos aquecerem o teu corpo
e acordarem os teus instintos saiba
é o meu fogo nele se encrustando
pra te dar bons sonhos
não te espantes
antes
prepara-te
estou chegando...

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
ESPERE-ME, ESTOU CHEGANDO

Alma Acesa

 
Alma Acesa
 
Ligaste-me ao fio
do teu pensar
pra te amar assim
horas a fio...

meu desejo te impele
tuas carnes o fogo
à flor da pele
desejo mal disfarçado
pensa em mim
cheio de vida
ávido pra amar
em cascata...

entenda o meu sinal
leva-me no sonho
sem demora
à lua
bordado leito em azul
amor e prata
onde amorosa
eu me ponho
para te dar
enamorada
todo esse meu fanal...

deixa-nos
então, nus
agora
alma acesa pra viver
a fantasias
desse cio intenso
em seu feitio
nesse interminável fio
pra gozarmos
nessa hora...

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
Alma Acesa

A Beleza da Idade

 
A Beleza da Idade
 
 
A BELEZA DA IDADE


Cada idade tem a sua beleza. Não sou a idade que tenho. Estou na idade do hoje.

Aos vinte anos, eu tinha verdadeiro pavor de chegar aos trinta. Como estaria eu nessa idade? Envelhecida, sem brilho, ou sem a exuberância e a jovialidade dos 20? Cheguei aos 30! ...

Nada aconteceu do que eu imaginava e temia. Senti-me bem. Bonita e especial. E, os 40 anos? Bem... Roberto Carlos resolveu esse meu problema e conflito – a música, “Mulher de 40”, e tornou a mulher dessa faixa etária, uma musa:

“ Sorriso bonito, olhar de quem sabe um pouco da vida”...” É jovem o bastante, mas não como antes, mas é tão bonita”...

Idade fantástica, sensual e tudo o mais de bom. Mas, os cinquenta estavam batendo à minha porta. Eu os via como ameaça de morte. Calafrios me davam!...Porém, algo inusitado e bom acontecia por dentro: - eu percebia com maturidade que a beleza física de outros tempos havia iluminadoo meu mundo interior com experiências e aprendizados cada vez mais lúcidos a respeito da idade e da vida.

Aos 61 anos de idade, ( próximo dia 16 de Abril) ouso publicar fotos em close, sem os modernos reparos do photoshop, com todas as marcas de expressão, de choros e de risos, alegrias e tristezas, manchas naturais da idade madura, minha história de vida ali retratada.

Aprendi que eu podia fazer isso sem me intimidar com os olhares detalhistas e exigentes porque o que eu tenho de mais belo e essencial, e prazeroso, saltam pelos meus olhos, cujas pálpebras denunciam os anos já vividos: - a alma e a vida!

Chegarei aos 70. Tenho certeza que esses anos me trarão também a beleza própria e especial dessa idade, que penso ser a liberdade plena de sentir-me mais eu. Serei, feliz, então, em qualquer idade.

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
A Beleza da Idade

IMORTALIDADE DOS SONHOS

 
IMORTALIDADE DOS SONHOS
 
Mais que alguns poucos anos restantes
na esteira dos dias
temos as estrelas a nos desafiar
a compor novos desabafos
catarse poética que escrevemos
na folha do tempo...

Por estarmos vivos
a transmutar a dor que devora
em riso alto
nos tornamos crianças
ante a luz de uma nova aurora...

Pela mesma razão dia e noite
sol e lua
verão e inverno
permanecem abundantes
como se não fossem velhos o bastante
para definharem e desaparecerem
num nada estéril e medonho...

Somos parceiros nesse fado
cumplices risonhos
a converter a lamuria em contrição
para celebrarmos juntos
a imortalidade de velhos sonhos

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
IMORTALIDADE DOS SONHOS

IMPORTA QUE EU DIGA

 
IMPORTA QUE EU DIGA
 
 
Importa que eu diga
não fossem
as vergastadas e o travo amargo de outros tempos
estaria agora a coser pano velho
como se tudo o mais
fatigasse por ausências...

hoje
pertenço à penumbra da madrugada.
aplaino a solidão em meus atalhos
indócil e desassossegada
incendiando as sementes que espalho
por imposição de minh ‘alma...

se, por ora, me refaço nas letras
que me caem em pencas
é para permanecer a salvo das intempéries
“Sine qua non”, para que eu respire a vida
por onde me despenhei...

apesar da assinatura do tempo ao redor dos olhos
e cantos da boca
deixo-me esculpir por misterioso cinzel de neon
de luz novíssima
para que eu vibre na frequência dos amores
e, não sucumba à passividade
que me roubaria os albores
permanentes

porém, se ferida pelo descaso de alguma inspiração.
que não me assalte
torno-me destroço
fragilidade.

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
IMPORTA QUE EU DIGA

Espelho, Espelho Meu, Quem Sou Eu ?

 
Espelho, Espelho Meu, Quem Sou Eu ?
 
 
"Em que espelho ficou perdida a minha face?"
-Cecília Meireles (Antologia Poética)

Olho-me uma vez mais no espelho
já sem susto ou estranheza
na face não busco a beleza
aos meus disfarces me assemelho.

quem é essa no brilho do olhar de fera
que dos meus olhos se apodera
falando-me das mentiras que urdiu pra sobreviver?

transponho o espelho não como a Alice em aventura diferente da minha
que por insolência e esperteza fantasia ser rainha...
busco a ternura da menina
máscara que muito me fascina
entre todas, em tantas eras...

quantas fugas eu inventei
pra desafiar o destino que em surdina
tecia remendos pras balbúrdias
que eu criava em mim
faces disfarçadas, muitas vezes descartadas
vernizes enganosos da aparência, falsas imagens
engendradas personagens...

Quanto busquei por mim!

Um salto no escuro e a queda em confusos atalhos
penso em visualizar-me inteira
e, encontro-me colcha de retalhos.

Eu bem que poderia dar a esse olhar no espelho
um final feliz de reencontro sem reticências
uma brecha em meio ao caos
emergir fantástico no obscuro
com a dor da saudade de mim
que é a quem procuro...

talvez, me decida a desprezar as máscaras
abrir a verdadeira face ao mundo e o que há de melhor nela.
só assim valerá todas as penas vividas.

E nesse paradoxo de mentiras e verdades
do meu olhar de solidão
afasto a pedra de tropeço e sob a luz
que se acende em mim, indago mais uma vez:
-Espelho!...Espelho meu!...Quem sou eu?


Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
Espelho, Espelho Meu, Quem Sou Eu ?

No Brilho dos Olhos Teus

 
No Brilho dos Olhos Teus
 
 
Qual mão de agora
acende o lume nos refolhos
da memória?

- o tapete de cumplicidade
de improviso
era ninho...
paixão fogo na lareira
nos aquecia...

o vinho
dos teus lábios
a curvatura dos meus
sorvia
em total identidade...

e tudo o mais
foi subtraído pelos dias...

retorna-me o passado
desbotado
pra revirar as páginas
do meu ser
doce ventura...

esse abraço
enrodilhado à saudade
amplexo de cura
entre a carícia e o beijo...

mas, é no brilho dos olhos teus
nesse instante
que inteira, me vejo!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)



Orquestra Eduardo Lages
Música Amada Amante, composição Roberto Carlos
 
No Brilho dos Olhos Teus

Asas da Imaginação

 
Asas da Imaginação
 
 
Do poema
fugitiva poesia
exalta o olhar
sedento de emoção
e explode
absoluta na alma
de quem a deseja e procura
de claridades unge
a noite mais escura
todavia
gesta raios de luar
em pleno sol do meio dia
entre o ímpeto da seiva
e a serenidade da fruta
segue resoluta
o caminho inverso do céu
desce
ao abismo das inquietações
e canta ao parir
novas asas pra imaginação...

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
Asas da Imaginação

ARIANA

 
ARIANA
 
 
Sol em Áries
início de um novo ciclo
que ao passado enterra
e eu me reciclo...

semente a rasgar o ventre da terra
amadurecida - impulso de vida
pela Justiça e a Verdade na Terra
me entrego em imolações
aos deuses da guerra...


Áries é Centelha, a luz da vela
que alumia a minha face de carmim...


fogo que arde e desmantela
qualquer sinal de passividade
que possa existir em mim

no embate quero o desafio
não me intimida as trevas e o vento frio
o mundo se me representa
uma vasta seara no cio...


normas sociais desiguais
me põem em ebulição
sigo a frente do meu tempo
pequena candeia em mim
já irrompe um vulcão...


me visto de púrpura
para viver as paixões
cativa da flecha do Cupido
não me rendo à grilhões...


o que eu desejo mesmo num lampejo
é recomeçar tudo a cada segundo
vitoriosa semente que rompe a casca
como num parto para abrir espaços
e conquistar a Luz do mundo!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)



Versos construídos a partir das características do meu signo, Aries!
Algumas, correspondem à minha personalidade.
 
ARIANA

INDIFERENÇA

 
INDIFERENÇA
 
INDIFERENÇA

"A Poesia tem comunicação
secreta com o sofrimento do homem"
- Pablo Neruda –

Ouça...
O diálogo da noite com os raios da lua; o cantar do vento na ramada em parceria com os cães que ladram na rua de madrugada...
É a vida presente poetizando ruídos pra fazer companhia a tanta gente carente...

Pudesse
o mundo saber da amargura quando finda o sonho ao chegar a velhice, não construiria muros ao redor pra ocultar a própria indiferença...
Não haveria o riso deposto a contragosto em sua boca de beijos ausentes, vazia de palavras de amor...

Não entenderia
tão pouco, a falta de brilho que tem um olhar enrodilhado ao longe a esperar por ninguém...E, pra perceber o soluço sustado no peito que serpenteia pra se libertar, seria preciso olhos de ver, ouvidos de ouvir e, um coração que soubesse auscultar...

Ah!...Onde a luz que tarda a acender por dentro
desse mundo íntimo, tão particular?

Que cegueira é essa que impede de ver aquele olhar molhado, da lágrima que escorre sem freio, no frêmito do seio, a transbordar a agonia e os "ais" em tantas noites frias, no espaço vazio de camas grandes demais?...

Possa o amor que transcende os tempos suavizar como faria um ungüento, o tormento que dói em alguns, por causa de tanta incapacidade de amar...

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
INDIFERENÇA

FLORESCÊNCIA

 
FLORESCÊNCIA
 
 
Vai direto ao cerne
esse olhar declarado
cheio de vontades
demasiado ousado
desliza em mim
maliciado
seduzindo, aliciando
pra me desvendar
até que se depara
com gotejante florescência
onde demora a esfaimada
vontade de amar
ali, um beijo vadio
já me acaricia.

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
FLORESCÊNCIA

MAR DE MONGAGUÁ

 
MAR DE MONGAGUÁ
 
Ah!...Esse mar de Mongaguá
que me acolhe
em suave marulhar
suas ondas calmas e serenas
no meu corpo a navegar
o Sol ao me lamber inteira
me põe as carnes morena
mas é no vai e vem espumante
das ondas a me emergir
que essa beleza quântica
me rapta
em delicioso abduzir!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)

Mongaguá é um município do estado de São Paulo, na Região Metropolitana da Baixada Santista.
Linda cidade, com belas praias e mar temperamental, ora calmo, ora, furioso...

Mongaguá - origina-se da denominação dada pelos indígenas que na região viviam e batizaram o local de "Mongaguá" — que em tupi significa "Águas Pegajosas" ( hoje em dia, não o são, pois que são apropriadas pro mergulho)
 
MAR DE MONGAGUÁ

ENCONTRO

 
ENCONTRO
 
 
O teu jeito, o olhar pulcro
com que me olhas
às escondidas
respiga claro desejo
de arrancar-me da imobilidade
do retrato...

essa ousadia tua
com que teces fantasias
decididamente eu gosto.


converto a solidão da minha face
em sandice, transgressão
que extravasa
no que cala...

Para ti o meu verso cria
profusão de cores e asas
e eu invento o voo...

para mim, a emoção
de trinar no teu olhar...

Maria Lucia (Centelha Luminosa)

Para quem estranhar a minha presença no site por tempo quase integral, aviso que me encontro de férias. Trinta dias, de merecido descanso. rsrsrsr

Abraços!
 
ENCONTRO

A Flor e a Lenha

 
A Flor e a Lenha
 
...da beleza que se fez
surgiu na flor o perfume
e pra enfeitar a nudez
a lenha se vestiu de lume!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
A Flor e a Lenha

DESPERTA

 
DESPERTA
 
 
Das minhas andanças
eu trouxe na bagagem
o perfume das flores
das ruas movimentadas, as cores
das gentes sem nomes e sem rostos
seus odores...


caminheira eu sou
aquela que acredita
que é no caminhar que se encontra
outros caminhos pra trilhar


A poeira dos pés me denuncia
o antigo elo com a terra
quando semeava sem pensar
na colheita futura porque sabia
que ela viria por outras mãos
rarefeita...


Se detive o passo
foi para apreciar
os botões de rosas
que desabrochavam despretenciosos
à beira do caminho
confundindo-se com as crianças
que brincavam rente a eles
cheias de vida!...

Guardo esse olhar!
E, prossigo na minha solidão de caminhante
porém, sinto-me agora muito mais desperta
que antes!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
DESPERTA

Estou no meu caminho. Aquele que aprendi ao caminhar.
Por não saber do brilho das estrelas, alumio veredas no meu peito pra escrever sentimentos!