Poemas, frases e mensagens de Leugimiur

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Leugimiur

Hopeful Suicidal

 
Today I don't want to laugh,
Today I don't want to cry,
Today I want an epitaph,
Today I want to die.

In a quest for the sun
My heart was sent to spy,
But it was going to burn,
It was going to dry.

I don't want to lie,
I just want a gun
And a shot in the eye.

But then I want a son
And a reason to fly.
Hope, I thought there was none.

(But I was wrong.)
 
Hopeful Suicidal

Tell me

 
Tell me a short story
About simple joy or magic,
Or an epic tale of glory,
Doesn't matter if it's tragic.

Tell me the ways of the heart
And kill my hunger at last.
Imprison my will to depart
But be cautious for it may blast.

Tell me whatever you need,
I'll search for it in the dark
Until my eyes start to bleed.

Increase the bright of your spark,
Give me feelings to feed
And memories to remark.
 
Tell me

Eterna Promessa

 
Vivia em permanente procura
De algo modesto absoluto,
Numa vida de aventura
Neste mundo irresoluto.

Em constante aprendizagem,
Procurava definições,
Mas prudente camuflagem,
Amparava as soluções.

Algo fugia furtivamente,
Desta ágil curiosidade,
Mas não podia facilmente
Esconder-se na eternidade.

Explorador que se interessa,
Nasce já com a vontade,
E com a eterna promessa
De desvendar a verdade.

Então numa tarde ensolarada...

Por entre um jardim de rosas,
Vi um querubim a passar
E intriguei-me sobre as causas,
Ou se estava a alucinar.

Nessa noite me deitei,
Relembrando a alucinação...
Foi então que reparei
Na seta em meu coração.

Amaldiçoada criatura
Me havia tentado matar!
Oh, tamanha diabrura...
Parto agora pra te caçar!

Exaltado, empunho a catana,
Dirijo-me ao vasto jardim...
Sinto o cheiro que emana
Do malvado querubim!

Só findando as belas rosas,
Vi como era ruim.
E chorando pelas formosas,
Vi que o mal estava em mim.

Volto seco pro meu ninho,
Cultivando arrependimento
Pelo pequeno pobrezinho
Agora sem acampamento.

Reflecti e resolvi
Corrigir a situação,
Abriguei e acolhi
Um querubim no coração.

Vendo uma casa tão escura,
Resolveu me clarificar:
Entregou-me a cara cura,
A pureza que era amar.

Parti então à procura
De algo mais pra dar valor,
Com esta pura criatura
Que me enchia de amor.

- Mas como nada é perfeito, o querubim, também não o era, então sempre que alguém tentava amar o explorador, este lembrava-se de quem lhe havia destruído a casa, e em vingança cega, afastava tudo o que cobiçava este seu novo coração aconchegante.

Permanente procura falhada.
O desespero junta-se à luta,
A alma confusa e fechada
Solitária em escura gruta.

Demorou a perceber
A malvadez no peito,
Passando a cometer
Loucuras de qualquer jeito.

Mas sabia precisar
De voltar a ser quem era
Pra poder enfim amar.
Longe daquela quimera!

Continuando a procurar,
Correndo sempre depressa,
Um dia se vai libertar.
Esta é a eterna promessa!

Rui Araújo 25/11/2009

A história de um explorador que procura amar, sem que o seu próprio coração o faça errar de forma a afastar toda a possível felicidade.

Baseado em mim próprio.
 
Eterna Promessa

Partirei

 
Está quase...
Estou quase...
Aquela que nunca volta,
Já a sinto vir aí...
 
Partirei

Preço que pago

 
Discuto com a noite novos temas
Que realcem o reflexo que propago.
Por escrever, infinitos poemas
Que me tornam um ser tao vago.

Já nem os grito, nem os escrevo, nem os afago,
Disperso-os num diabo duma treva
Que nem sem como é que a trago
Tão perto de tudo que me eleva.

Mas já passou a asneira,
Já foi feito o estrago,
Já se tornou passageira,

Esta minha dor de estômago
Que parece ser estrangeira,
Mas é o preço que pago.
 
Preço que pago

Exclamação

 
Procuro-te vida fora
Na minha carruagem sem roda e sem hora.
E sem demora,
Encontro o que já à muito tempo em mim mora.

Pergunto à brisa do mar e ao vento,
Se o que me deixa sem tento vem agora.
Dizem-me que te viram ontem a dormir ao relento,
E que tinhas um leve aroma de amora.

Te perdi, mas minh'alma te procura,
E nos trilhos desta vida perdura...
Então exclamo!

Quando te encontro num sonho de ternura...
Olho pró céu e reclamo
Por não poder dizer novamente: Eu te amo.

Soneto inspirado no seguinte poema de outro autor: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=234822 ;P
 
Exclamação

Poucas Palavras

 
Manter o mais básico contacto,
É uma boa opção
Que nos mantém o coração,
Bastante mais tempo intacto.

Um olá teu,
É como um grande livro de romance,
O teu bom dia,
É uma satisfação,
O teu boa noite,
É um abraço de bom descanso,
A história do teu dia,
O consolo do coração,
E a afirmação do teu amor,
É só algo sem explicação,
É misturar aguarelas
De tudo quanto é cor,
E pintar várias telas
Com a mesma, sem comparação.

E com tão poucas palavras
Se faz assim tanto bem,
Manda-se a aflição às favas
E ama-se com tudo o que tem.

:D
 
Poucas Palavras

A dor da morte

 
A dor da morte
 
Um dia a vida parou,
Olhou pra mim e falou.
Dizia ela que os dias são incertezas,
Que o desconhecido preenche o futuro.
Poderá haver muitas belezas,
Mas com um futuro sem certezas,
O mundo pode ser duro.
Apenas uma coisa é certa;
O dia que será o último,
Em que todos sabemos o que acontece.
É o dia em que a morte desperta,
E toda a vida se desvanece.
Por isto cito sabiamente:
"Carpe diem, quam minimum credula postero." *1
Pois conhecemos nosso último dia,
Mas não a sua data.
Eu não tive tudo o que queria,
Mas tento ter tudo o que preciso.
Tudo o que desejo agora,
É deixar o passado de fora,
E enfim ganhar juízo.
Então quando nascer o dia,
Quando se revelar a data,
Estarei preparado pra tudo,
E com a morte em concordata.
A vida é curta,
A morte é para sempre,
Nunca se esqueçam,
É certo que o futuro mata!
E a dor da morte permanece eternamente.

Rui Araújo, 02/03/2007

*1 Carpe diem, quam minimum credula postero.

Expressão em latim, traduzindo: Aproveita o dia, confia o mínimo no amanhã.

Moral: Todos sabemos e temos certeza, aliás, a única certeza que temos verdadeiramente é esta, a morte irá bater à porta um dia. Mas toda a verdade tem um mistério, por mais verdadeira que seja, o mistério da morte é a sua data, a sua imprevisibilidade.

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje!
Não esperes para corrigir os erros!
Pensa e age racionalmente, de forma a não despertar a imprevisibilidade da morte, adiantando a sua data.
Vive, aproveita e goza o momento imediato!
 
A dor da morte

Não sinto mais

 
Na vida mergulho intrépido e só.
Nada mais sinto por ninguém.
De nada me orgulho, até dá dó.
E só em sonho imerjo mais além.

Perdi do começo o término,
E da loucura a razão.
Tudo caiu em efeito dominó
Quando do tecto, perdi o chão.

Anseio pela ansiedade
De sentir de novo de verdade
O que quer que seja, no coração.

Mas não há mais emoção!
Nem sequer dor ou paixão.
Já nem de sentir tenho vontade.
 
Não sinto mais

The maze

 
Angels turn to devils in a glimpse.
That makes me lose my mind.
They go dark, ridiculous filthy imps,
But still, they are hard to find...

Should one forgive without measure
Or are there other ways to follow?
I just didn't want to leave my treasure
In the pitch black of this hollow.

Answers in life,
I will always chase,
And always be at strife.

Someday the darkness will blaze
And I should find a wife,
But first, I'll get to the end of the maze.
 
The maze

Tempo de escrita

 
Chega enfim o tempo da escrita,
Forçada, por ausência de emoção.
E mesmo sendo a palavra bonita
É logo tomada como palavrão.

Abano os neurônios em discussão
Em busca daquela treta dita
Ou pensada em estado de ebulição.
Mas sem sinal da pobre maldita.

Falta o esforço
Ou foi perdido o dom?
Se é que dom existia...
Ou já não dorme em meu dorso
Ou não entendo este tom.
Nem amor, nem liberdade, nem som.
Só uma rarefeita azia
Moendo um coração que temia
Perder prá lógica a razão.
Insistiria,
Se todo ou qualquer discurso
Não parecesse palavrão...

Sinto-me como um urso
Que hiberna nos tempos mais frios.
Preciso de um novo curso,
De navegar em novos rios.

Farto de flores mortas
E de recantos sombrios,
Terei de abrir quantas portas?
De desvendar quantos mistérios?

Só queria ter uma peça,
Que a cada singular leitura
Fizesse uma lágrima escorregar.
Mas só escrevo merda dura
Que a ninguém interessa,
E não paro de me lamentar.

Promessa, promessa que se perdeu.
Treta, mais treta...
E depressa noto no céu
O rasto de um fugitivo cometa
Que outrora fora meu.
Poeta, poeta, o que aconteceu.
A poesia, mais uma vez, morreu.
 
Tempo de escrita

A Beleza não é Tudo

 
O que será deste mundo,
Se um dia só a beleza contar?
Ninguém viverá um segundo,
Passará o tempo a se arranjar.

És beleza na sua forma mais pura,
Bela como nunca antes vi,
Estarás sempre na minha vida, segura,
Sem mais beleza além de ti.

Para quê pinturas e cremes?
Basta a simplicidade de um olhar!
Quando viva de prazer tremes,
Não te mostro como é belo te amar?!?

Uma sombra que na pele se abriga,
Maquilha a vida da bela,
A beleza não é mais que uma formiga,
Entre todas as faces da tela.

Rui Araújo, Junho/2009

Tentei expressar de forma rápida e simples algumas ideias.
Passo a citar:

A beleza nunca é, ou nunca deveria ser o ponto mais importante numa relação.

Quem feio ama, bonito lhe parece.

A beleza mostra-se quando é simples e pura, não artificial.
 
A Beleza não é Tudo

Your voice

 
I don't know what to tell you,
I don't know how to start,
I don't know what to do
Despite being so smart.

When I first heard your voice,
In a moment I knew:
There's no other choice,
I must conquer you.

Where have you been?
I'm sure nearby,
How haven't I seen!?!

Come lover and beautify.
Do you know what I mean
Or you need me to exemplify?
 
Your voice

The Mask

 
Little smiles lie as lies
In a face full of scars.
They cover people's eyes
And keep truth behind bars.

Always seem pretty good
Without a care in the world,
But there's a secret to this mood:
Many things go untold!

You're ok? What's wrong?
It's all they will ask.
Tho' none knows the song...

It's not an easy task,
But all that makes me strong
Is my unpenetrable mask.
 
The Mask

The eye of the hurricane

 
I thought I could hide this pain
With a sweet candy of mint,
But I can no longer sustain
This happyness long extinct.

No directions and no hint,
Just confusion in the brain.
No bridge to make the link!
No strength to break the chain!

Little things shall remain,
The ones picked by instinct
From the eye of the hurricane.

Verses out of sync:
Meant to keep me sane,
Buildt to be distinct.
 
The eye of the hurricane

O sonetista

 
Encontra com caneta e papel
As riquezas e o esplendor.
O bem e o mal, o mel e o fel,
E rígidos gritos de amor e dor.

Esculpe no Inverno, o calor.
Pinta no Verão, um gelo cruel.
Debruça-se no Outono a compor
Um beija-flor e uma cascavel.

A alma é a tela de um criador
E a poesia o seu pincel
Até que se encontre a decompor.

Gere um giratório carrossel
De amena calma e também de terror.
É esta a cor de um sonetista fiel.
 
O sonetista

To love again

 
Now I'm sure I had forgotten
How good certain things taste,
Life's like a soft ball of cotton,
Surely not meant to waste.

Change your ways while you can.
Move forward with no haste!
Grab your friends and a van
And don't forget the toothpaste!

Let your barefoot touch the ground,
Relax and elaborate a plan
To survive the next round...

And then one can be the man
Who was nowhere to be found
When asked to love again.
 
To love again

... !?

 
Quase faleço entalado com este caroço na garganta,
Aprumado, solitário, e já prestes a ser cuspido.
Seja escrito o esboço! Na verdade, vontade nunca tive tanta...
E como encanta o ouvido este tom sustenido.

Quase adormeço no labirinto do meu pensar,
Sinto-o a baloiçar por querer ser escrito.
O que eu disser está dito, azar de quem desgostar.
Um erudito a ponderar e já eu as rimas vomito!

Conheço um poema secreto que queria ser bonito,
Mas antes de ser escrito resolveu embirrar.
Nasceu então este latim inaudito.

Peço perdão por assim falhar,
Com este soneto circunscrito
Que não fui capaz de entitular.

Poema escrito no âmbito do primeiro evento luso poemas 2013
 
... !?

Sentido Existe

 
Quando em meu canto caíste
Mais nada pude acrescentar,
A minha essência extraíste,
Poluíste o meu pensar.

À minha vida, sentido, atribuíste.
Concluíste que vale a pena lutar.
No fundo quem ama não desiste,
Por muito que haja a batalhar.

No meio do cosmos sobressaíste,
Distribuíste um aroma no ar
Daqueles que vem e persiste.

Sorriste e comecei a bailar,
Pois sorriso assim não existe
Por muito tempo que passe a procurar.
 
Sentido Existe

Nada Importa V2.0

 
Nada importa lá no fundo
Pois já nada faz sentido.
Sou criatura do submundo,
Talvez pior que bandido.

Nada importa, ser imundo!
Vindo da treva, na luz perdido,
Um eterno vagabundo
Por chama negra definido.

Nada importa neste mundo!
Nem o verso mais destemido
Das estrelas oriundo,

Nem o segredo contido
Em meu sonho mais profundo,
E nem o que foi esquecido.
 
Nada Importa V2.0

"Even though i walk through the valley of the shadow of death, i will fear no evil..."