Poemas, frases e mensagens de MadaiQueiroz

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de MadaiQueiroz

Buscando

 
Buscando



Amor noturno onde é que te ocultas

Em qual vertente obscura te insinuas

Queimo-me em cinzas à procura do teu rosto

Na esperança que um dia serei tua



Não há amor na vida que em vão termine

Sem que antes não viva uma ventura

Mesmo que sombras de uma desesperança

Deixem nossa privacidade aos olhos nua



Quero encontrar-te antes que finde a minha lida

Antes que veja minhas forças se esvaindo

E pra te ter eu não tenha mais constância



Que buscar-te na noite vasta e simultânea

Ouvir os ecos dos teus passos pressentidos

Que entre eu e você marcou distância
 
Buscando

Leilão de escravos

 
A crônica do leilão

Por

Madai de Queiroz



1883,caminho à um local onde está acontecendo um leilão.100 negros à venda.Me aproximo para inteirar-me da situação.O cenário é cruel,retrato da escravidão,não só pelo produto que está sendo leiloado,mas,pelas marcas das atrocidades que refletem cada produto.-o produto é o homem,senhores!

Trezentos mil réis! Grita o leiloeiro. Bento Batuqueiro,87 anos,imprestável.leproso, cego de um olho.Alguém compra.Damião Preto,76 anos,aleijado,surdo-vale cinqüenta mil réis.Uma figura estranha aproxima-se e dá.

Diante daquela feira clandestina, pergunto-me:o que levaria alguém a comprar um escravo,morfético,inútil,leproso,e ainda mais,aleijado e cego? Quem arriscaria contaminar seus escravos ‘’saudáveis’’?E ainda outra coisa deixa-me cabreiro:por que um escravo valeria tanto?

A cena é chocante,fora aqueles vendidos imediatamente,sem muita insistência do leiloeiro,pude perceber negros pestilentos,olhos vazados,alguns membros corroídos pela lepra,alguns desses, valiam até oitocentos mil réis.

Vou até uma pracinha onde um senhor de largos bigodes,fuma um charuto e faz movimentos rítmicos nas pernas;cumprimento-o e não é fácil perceber pelos traços do seu rosto que aparenta seus quase 70 anos.

-Você vem do leilão? Pergunta-me.Como se quisesse adivinhar todas as interrogações que perscrutam à minha mente.Todas aquelas dúvidas,que corroíam meu ser,diante das cenas que acabara de ver.Por alguns instantes lembrei de uma carta que minha mãe guardava de uma conhecida sua,que relatava sobre algumas negras,jovens bonitas,cobertas de jóias pelas suas senhoras,para exercerem a prostituição nas ruas;e ganhavam um bom dinheiro,que ficava todo com suas senhoras.Era bem o retrato do quadro deplorável e imoral da escravidão,figurado no sadismo discarado das senhoras donas de escravos.

Sim,respondo.Você compra escravos?É a pergunta daquele senhor.

-Não.Não posso conter a pergunta que não quer calar-se.Por que um escravo naquelas condições vale tanto?

-Simples,responde ele.E Dalí a conversa torna-se uma espécie de protesto daquele senhor.-Esses negros,dão uma boa renda aos seus senhores.Respeitados senhores os compram para explorá-los à caridade pública.Ficavam ali mesmo,nas ruas,dormiam ali mesmo.Depois quando não serviam mais para nada,eram arrastados e jogados em porões.longe das senzalas e trancados ali, até que seus senhores decidissem com seria dado cabo de suas vidas.

Aquelas revelações,atreladas às imagens que vira no leilão,fazem-me discorrer com aquele senhor; histórias que ouvia,contadas pela minha mãe.Senhoras que quebravam os saltos das suas lindas botinas vindas da França,arrebentando os dentes das negras;outras vezes à marteladas.Outras negras que tiveram seus seios cortados e servidos aos seus senhores,que comiam para que as senhoras brancas não sofressem nenhuma denúncia,por ciúmes ou outro motivo qualquer.

Então era tudo verdade?Pergunto-lhe.Achei que fosse apenas histórias bobas que nos foram contadas.

Volto para casa e as Palavras daquele senhor ecoam na mente,tão fortes quanto as cenas do leilão.Em casa,pego um livro”DICIONÁRIO DA ESCRAVIDÃO BRASILEIRA”e leio:”Desde a captura na África ,passando por sofrimento nos tumbeiros(navios negreiros),que os trouxeram ao Brasil,os negros foram pasto de bestialidade humana que a escravidão gerou.Negros que morriam de peste,fome,de chibatadas,de quem os arrancavam os órgãos genitais,que se aleijavam,cegavam os que eram passados ao mel e entregues às vorazes formigas.”

-Quanta maldade,meu Deus!

Um trecho mais abaixo diz:”negrinhos que ao nascer,eram praticamente retirados

do ventre das suas mães e mortos para que não interrompessem suas mães no trabalho,isto quando por um acidente,as mães não perdiam suas crias no aborto forçado.Outros negrinhos que morriam nas senzalas,porque o leite de suas mães alimentavam os senhorzinhos brancos.”

Tento dormir,mas meus pensamentos martirizam-me e o retrato da crueldade imposto por tudo que vi e ouvi,rouba-me o sono e transporta-me novamente para aquele leilão.

-Trezentos mil réis-Bento Batuqueiro,87 anos,imprestável,leproso,cego de um olho
 
Leilão de escravos

NOSSOS

 
Me rendo aos teus apelos que também são meus;
E nessa ânsia de querer,vamos ao nosso cèu;
Você transcende aos meus desejos de mulher;
Faz,diz e realiza o que minha alma quer.

Penetramos no universo que cada um traçou;
Os beijos,as carícias que o tempo resguardou;
Diante da fusão,se fizeram emblemas;
Que sinalizam-nos como astros dessa cena.

Percorro teu olhar,teus pensamentos sutís;
No afã de desvendar mistérios tão ardís;
Que possam me aclarar o que queres tu de mim;

Serás mesmo capaz de desposar-te desse mundo;
E caminhar no meu,onde meu ser profundo;
Só sabe te querer,neste amor enfim?

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NOSSOS

meu poeta

 
Meu poeta

Vejo você meu poeta

Autografei você em mim

Tens o lirismo que busco

És a melhor interpretação dos meus poemas

Tens a mesma sintonia

És meu leiaute

Onde ficaste todo esse tempo?

Minhas canções estiveram inertes

E agora encontram o intérprete

Capaz de transforma-las em acordes

Sem neuhuma ilibação

Ouço-as através da tua sensibilidade

Não permitindo refutar os meus impulsos

Percorre agora, meus olhos sobre tuas palavras

E dentro de você é que me vejo

Desejo-te agora,já o tenho ,bem sei

Quisera materialmente te-lo

Impossível,talvez,não sei

Por opção,te pertenço

Por desejo,te quero

Por loucura,te venero

Por lógica,apenas te sonho

(Madai de Queiro
 
meu poeta

ELEGIA

 
Alguns poemas meus,são elegia
Compus para enrustir meus pensamentos
Debalde,pois só foram litania
Nenhum,pode suprir este momento

Minúncias de momentos contundentes
Que deram presunsao aos meus desejos
Mesóclise entre o passado e o futuro
Liame entre a coragem e o medo

Serviram para embevecer o sonho
E dar razão as minhas noites frias
Mas logo vi meu coração tristonho
Mergulhar mais uma vez na nostalgia

E digo,quem diria,de me ver
Na minha alegria,o lamento
Presente a solidão,meu fenecer
Ou vês apenas meu contentamento?
 
ELEGIA

QUERENDO

 
Querendo

Deixa então viajar tua consciencia

E dê prossecução à minha sapiencia

Experimenta meus sápidos beijos

Dando sanção no teu corpo,os meus desejos

Faça que este ode encontre tua alma

E dela te enamores e me traga a calma

Entra no meu gozo,acende minha chama

Sem obnublação,sem medo,sem drama

Percorre meu sigilo,ofusca meu gemido

Fazendo aflorar o que nela está retido

Me faz caricias nuas,tuas mãos em mim percorre

Aflora a ocitocina que em meu corpo escorre

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QUERENDO

viagem

 
VIAGEM

Vou a tua procura

Revigoro meus desejos

Te vejo nessa janela que quero alcançar

Chegar perto de ti,e te sentir

Tocar de leve teu rosto

Viajo por um tempo infinitivo

E fugitivo de mim és...

Não sei ao certo,como virás

Em que lugar estás...

Sonhei você a vida inteira...

E nessa carreira ,todos os desencontros...

Chamo teu nome

E apenas o vazio vem...

No eco da minha voz

E com desdém me machuca

Imagino você chegando

Tento imaginar teu rosto

Não importa qual seja

Quero você...

Dos seus lábios virão as palavras mais belas

Tudo que precisei ouvir

Palavras que inertes estiveram

Tuas, minhas palavras

Fundir-se-ão na justaposição

Dos poemas mais belos...

O melhor verso já falado...

A melhor rima já escrita...

(Madai de Q Queiro
 
viagem

nos dois

 
Nós dois

Eu e você em mundos diferentes

Enfeitou-se então nosso encontro

De afinidades poéticas exorbitantes

Que uniu num só verso vários contos.



E nessa euforia se processa

A mágica vontade do querer

Tua prosa,que a mim tu te confessas

Meus versos que te fazem enlouquecer.



Mas vem então a infame agonia

Que atravessa tua alma no segredo

E então me falas,quase em nostalgia

Arriscas a verdade no teu medo



E digo,quem diria de assim ser,

O poeta que me fez sua poetisa

Ser alguém que distante do querer

Quanto mais te vais,mais em mim te eternizas



E nessa minha liça de desvelos

Perco as forças de lutar por teu amor

Te fazes arredio aos meus apelos

De colher neste fruto o teu dulçor.

(Madai de Queiroz

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nos dois

Terça-feira

 
TERÇA-FEIRA

NESTA LINDA MANHÂ DE TERÇA-FEIRA
TUA IMAGEM É MINHA LEMBRANÇA PRIMEIRA
VOU A TI,NESTE SINGELO POEMA
E SINTO DESFAZER-SE TODAS AS ALGEMAS

QUERO TE TER SEM MAIS DEMORA
UNIR-ME A TI NESTA TRAJETÓRIA
FAZER DE MEUS VERSOS,TUA RIMA MAIS PURA
VOCÊ SER EM MIM,O MEU FANAL DE TERNURA
 
Terça-feira

QUERENDO

 
Deixa então viajar tua consciencia
E dê prossecução à minha sapiencia
Experimenta meus sápidos beijos
Dando sanção no teu corpo,os meus desejos
Faça que este ode encontre tua alma
E dela te enamores e me traga a calma
Entra no meu gozo,acende minha chama
Sem obnublação,sem medo,sem drama
Percorre meu sigilo,ofusca meu gemido
Fazendo aflorar o que nela está retido
Me faz caricias nuas,tuas mãos em mim percorre
Aflora a ocitocina que em meu corpo escorre
 
QUERENDO

SOU

 
Sou esse poema fútil
Este verso tão inútil
Desprovido de harmonia
Sou essa mulher sonhadora
Ora santa e pecadora
Lucidez e tresvalia
Sou a mulher que te espera
Que agora te venera
Delirando o teu amor
Sou essa poetisa louca
Que dessa tua boca
Deseja sentir o sabor
Sou a mulher maravilhosa
Que citas na tua prosa
Hoje pela primeira vez
Sou essa ardente espera
Que agora por ti anela
Nesta louca insensatez
 
SOU