Poemas, frases e mensagens de Legan

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Legan

Uma lágrima cai...

 
Uma lágrima cai…
Na noite silenciosa
Criada pela dor
Dessa força poderosa
Que lhe dão o nome de amor.

Uma lágrima cai…
Na fria escuridão,
Longe do teu olhar
Ela cai na solidão
Sem ninguém para a secar.

Uma lágrima cai…
Em pleno sofrimento,
Com a tua partida
Só ficou o lamento
E uma profunda ferida…

José Coimbra
 
Uma lágrima cai...

Voltar a ver-te

 
Criar um novo destino
Em direcção a nenhum lugar
Olhar o céu cristalino
Na esperança de te encontrar.

Criar um novo mundo
Só para poder-te ver
Respirar bem fundo
Para a dor desaparecer.

Criar uma nova maneira
Para te poder tocar
Fazer a mentira ser verdadeira
Só para te voltar amar…

José Coimbra
 
Voltar a ver-te

Chama da paixão

 
És a melodia fatal
Do meu instinto animal
És a palavra proibida
Da minha inocência perdida
És o veneno mortal
Do meu poema irracional
És a fera destemida
Da minha alma adormecida.

És o mistério indecifrável
Da minha paixão incontrolável
És o feitiço sagrado
Da incerteza do meu fado
És a beleza incensurável
Do meu mundo descartável
És a chama do pecado
Do meu coração apaixonado…

José Coimbra
 
Chama da paixão

Cadeira vazia

 
A cadeira está vazia
E a sala está fria,
Sinto a falta do teu calor
E da tua companhia.

O copo está vazio
E já não mata meu vício,
O silêncio é tão assustador
É como saltar num precipício.

A noite é interminável
E este sentimento desagradável
Toma forma de um jeito assustador
Que deixa-me instável.

Mas agora é demasiado tarde
Para lamentar a realidade,
Resta aguentar a dor
E saber lidar com a saudade…

José Coimbra
 
Cadeira vazia

Guerra (in)san(t)a

 
Fogem os desertores
Da frente dos horrores
Onde balas são disparadas
E vidas são ceifadas
Em nome de um ideal
Ou do instinto animal

Capitalismo ou religião
Cobardia ou opressão
São as causas da guerra
Neste azul planeta, terra
Onde há mãos manchadas
Das vidas arrancadas…

José Coimbra
 
Guerra (in)san(t)a

Essência da paixão

 
Teu rosto inspirador
É a minha salvação
Que injecta algum calor
No meu mundo de escuridão

Tu és a luz brilhante
Que ilumina o meu dia
Sendo o teu corpo atraente
A razão da minha alegria

És a essência pura
Da paixão perfeita
Que enche de ternura
A minha alma desfeita…

José Coimbra
 
Essência da paixão

Obscura paixão

 
É ter o calor no coração
E tentar quebrar o gelo
Antes que a escuridão
Torne tudo num pesadelo.

É arrancar o selo proibido
E procurar pelo paraíso
Que se encontra perdido
No teu frio sorriso.

É a diferença que mente
Entre o bem e o mal
D´um vazio que se sente
Dentro do teu olhar fatal…

José Coimbra
 
Obscura paixão

No teu reflexo na janela

 
No teu reflexo na janela…
Minha luz, minha estrela
Minha dolorosa causa perdida.
Meu veneno, minha ternura
Minha fobia, minha cura
Minha princesa prometida.
Meu vício, minha mentira
Meu poema, minha sátira
Poderosa ninfa da minha vida.
Meu pecado, minha tentação
Minha debilidade, minha paixão
Minha orgulhosa fruta proibida.

José Coimbra
 
No teu reflexo na janela

Mísera razão

 
Teu jeito amigável
E teu sorriso amável
Protege-me do sofrimento
De sabor intragável,
Doloroso e detestável
Que sinto neste momento.

Se não estás, a dor piora
E a vida é jogada fora
Na escuridão da mente
Que a alma ignora
Com a chegada da hora
Da desgraça iminente.

Tu és a minha tentação
E a mísera razão
Para continuar a lutar
Contra toda a solidão
Que meu coração
Insiste em suportar…

José Coimbra
 
Mísera razão

Insónia

 
Na noite surge a insónia
Pensamentos e dúvidas
Que ocupam minha mente.
De uma forma sombria
Reabre as antigas feridas
Deste coração decadente.

Na noite surge a angústia
E as palavras proibidas
Que a alma desmente.
E, de uma forma fria
Surgem as raízes temidas
Dessa negra semente…

José Coimbra
 
Insónia

Meu suspiro

 
O sorriso que disfarças
Dá-me uma nova vida
Unicamente ganho asas
Para uma última partida…

És o princípio do fim
Do meu caminho errante,
És o sangue dentro de mim
E a alma do meu corpo dormente.

És o silêncio do meu suspiro
Quando desabafo com o vento,
És o sopro que respiro
Quando meus medos enfrento.

És a palavra provocada
Que não consigo pronunciar,
És a felicidade de mão beijada
Que meu coração quer renunciar…

José Coimbra
 
Meu suspiro

Silêncio, escuridão e frio

 
Quando o silêncio surgir
Ficará a angústia sem dó
Que a noite faz repetir
Contra este coração só.

Quando a escuridão emergir
Das profundezas do meu ser
A morte irá apenas sorrir
Porque será hora de aparecer.

Quando o frio invadir
O meu corpo sem piedade
Ignorarei o que irei sentir
Quando rever a realidade…

José Coimbra
 
Silêncio, escuridão e frio

Rosto sem nome

 
Cansado mas mesmo assim insiste
Na procura do que não existe
Quando se tem a solução à porta,
Mas tudo isso já não importa
Porque nos profundos sentimentos
Surgem os mais sombrios lamentos
Que os olhos tentam esconder
Quando se tem tudo a perder.
É como o inferno na terra
E a pobre alma gela e aterra
De quem vê um rosto sem um nome
Que o próprio sorriso o consome.
Fica o gelo que não se consegue quebrar
Do coração que não se quer salvar…

José Coimbra
 
Rosto sem nome

Agarrar tuas mãos

 
No céu negro cheio de solidão
A agonia apodera-se com rapidez
Deste incapaz coração e a escuridão
Chama por mim mais uma vez…

As asas foram cortadas e destruídas
Quando tentava reescrever a página
Que guardava o destino das nossas vidas.
Falhei e a lua minhas lágrimas ilumina…

Na penumbra da alma desgastada
Quero agarrar o brilho do teu olhar
E abrir a porta que foi fatalmente fechada
Pelo fado que nos quis separar.

Quero pegar nas tuas mãos e voar
Uma última vez no obscuro céu
E à luz da brilhante lua te abraçar,
Para poder realizar este sonho meu…

José Coimbra
 
Agarrar tuas mãos

No silêncio das palavras

 
Lembrar-me do que não quero
Só causa dor e desespero
Neste já cansado coração.
É ter as emoções amordaçadas
No silêncio das palavras
Que fogem a minha compreensão.

Este sentimento tão humano
De quer-te dizer que te amo
Quando agarrar a tua mão
Deverá ser uma sensação incrível
Será como alcançar o impossível
Nos limites da paixão.

Queria ter-te ao meu lado
E deixar meu coração apaixonado
Sair da angústia da solidão.
E, dar outra cor à vida
Para que a mágoa seja esquecida
Neste meu mundo de ilusão…

José Coimbra
 
No silêncio das palavras

Sala escura

 
A felicidade está ai ao lado
Mas este muro é impenetrável
É como estar agarrado ao passado
Desta vida fria e miserável.

A porta continua fechada
Sem chave para a abrir
É como seguir a trilha errada
Desta alma que está a ruir.

A chama está-se a apagar
E o tempo está a escoar,
No espaço onde há escuridão
E ecoa a triste solidão…

José Coimbra
 
Sala escura

Teu inverno

 
Quem forjou o teu inverno?
Cheio de mágoas cravadas pelo tempo
Que te levou ao sofrimento eterno
E aos sonhos levados pelo vento.

Tudo a tua volta está congelado
Pela tristeza das tuas lágrimas vidradas
Criando um paraíso encantado
Só visto em contos de fadas.

Paraíso em que és prisioneira
Onde não consegues libertar
E a vida de forma fria e traiçoeira
Petrificou o teu triste olhar.

E o teu coração de uma forma desesperada
Tenta quebrar a inquebrável corrente
Que prende a tua alma gelada
As recordações d´um verão distante…

José Coimbra
 
Teu inverno

Indagar, navegar, procurar e seguir

 
É indagar pelo mundo desconhecido
Que a tua voz melancólica cria
E procurar um simples sentido
Para enfrentar mais um dia.

É navegar e sonhar acordado
Entre o mar revoltado pela tempestade
Que me deixa acorrentado
Ao teu sorriso, sem piedade.

É procurar o fio do destino
Que me revele o brilho secreto
Desse azul cativante e cristalino
Do teu olhar indiscreto.

É seguir o moribundo cortejo
Do desencanto de uma alma perdida
Que nos confins tem um forte desejo
De ter o teu beijo que me dê a vida…

José Coimbra
 
Indagar, navegar, procurar e seguir

Criatividade

 
É um sonho que nasce e morre
Na inocência d´um poema de amor
Para descrever a mais bela flor.
É o mundo que a inspiração descobre
Cheio de fantasia e felicidade
Onde reina a simples verdade.

É extrair tudo o que vai na alma
E deixar o destino cumprir o seu papel
Na batalha de palavras sem quartel.
É desertar como quem perde a calma
Para voar mais alto que um albatroz
E gritar bem alto até ficar sem voz.

É abrir a caixa de Pandora
E roubar todo o conhecimento
Para definir um único sentimento.
É deixar para ontem o agora
E meter todo esse enorme universo
Num único e descomplicado verso…

José Coimbra
 
Criatividade

Mar da tranquilidade

 
Depois das doze baladas,
Desço o rio de águas agitadas
Entre o silêncio imponente
E o cheiro desconcertante.

Esqueço meu passado,
Reúno toda a minha coragem,
Olho em frente no pequeno barco
Reparo que alguém está ao meu lado.
Anjo negro que segura meu braço
E acompanha-me nesta última viagem.

Já desisti da minha sorte
Sigo a voz que me chama
Entre o caos e a obscuridade.
Negro anjo da morte
Guia minha pobre alma
Até ao mar da tranquilidade…

José Coimbra
 
Mar da tranquilidade