Ponho-me a escrever alguns versos Que expressem os medos e os ais Dos que sofrem injustiças, indiferenças e preconceitos Dos que morrem ou ficam em um leito de hospital vitimados Por acidentes de trânsito, por brigas ou desrespeitos Pelas balas perdidas e pelos perdidos nas drogas Quem roubou e seqüestrou os seus sonhos e ideais? Quem são os responsáveis pelas lágrimas que caem?
Tantas vítimas de uma sociedade doente De uma fábrica de loucos dementes Onde o tal neoliberalismo impera, e enterra O ser “humano” descartado, que virou um número somente
Crianças inocentes que tem as vidas ceifadas Abruptamente, por loucos marginais Que essa mesma sociedade formou Crianças jogadas no lixo, crianças encontradas no lixo Que a própria mãe as largou
Jovens, adultos, velhos, crianças... Perdidas ou talvez nem escapem das balas “achadas” Porque perdidas mesmo só as vítimas dessas barbáries
Preconceitos se é gay, se é negro, se é índio ou cigano Foi tudo um engano Retratam-se os fulanos
E assim tudo muito comum, caiu no cotidiano doentio Ninguém se importa mais, seres vazios de amor De compaixão e solicitude Revolta-me esses seqüestros e roubos!
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