
Adeus Amor
Data 06/08/2011 01:02:40 | Tópico: Poemas
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Perante o inevitável palavras são mero dejecto!
Dá-se ao demónio o ceptro merecido E encerram-se os portões do céu!
Já nada importa! O futuro hoje morreu Asfixiado pelo passado!
Então, e os sonhos!?
Quais sonhos? Os mortos não sonham!
Mas.....!
Onde se esconderam as alvoradas de ouro? Onde estão os azuis que pintavam o céu?
Quem escancarou os portões do cemitério?
Talvez o coveiro piedoso!
Já nada importa!
Então, e o amor!?
Um longo silêncio!
Então!?
Os portões de ferro do cemitério de súbito fecham-se, Num estrondo! Entre as grades surge um rosto lívido, Com olhar desterrado!
Levo a mão ao seu rosto, numa última carícia, e colho A lágrima que teima em ficar!
Então, e o amor?
Antes de partir abro o punho da mão que colheu a lágrima e na palma, ainda em concha, surge a safira mais linda Que os olhos do mundo contemplaram!
Faz-se tarde....
Adeus, meu amor!
(Luís R Santos 25/7/11)
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