A mente insana de um homem sem destino

Data 17/10/2011 18:46:05 | Tópico: Poemas

Um céu sem brilho
Um canto vivo sem ser lírico
Esse sou eu desvairado
Procurando por seu cheiro empírico

Um gole de amoníaco
Um trago que me faz ficar vivo
Percebo hoje que comecei a perder-te
Bem no primeiro beijo definitivo

Espasmos de dores intuitivas
Misturadas a doses e doses de um novo vicio
Era você a mais bela
Dançando a beira de meu precipício

Entre a sujeira do meu ser
E o amor que eu não soube ter
Luzes apagadas afogam o som de um novo acorde
Enquanto eu não tenho mais nada a lhe dizer

Apeteço-me bem aqui nesse destino
Faces alheias tentam me trazer algum convívio
Mas eu me calo em teses obscuras
Esperando que um novo dia traga logo o meu alivio



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