Teu saber

Data 26/01/2012 20:27:28 | Tópico: Poemas

Vens sempre,
Tão concreto,
Como as asas
Que referiste.
Como nada,
Como respirar,
Ou batimentos cardíacos.
Tudo,
Mas sem vontade.
Não te vais,
Ficas onde podes,
Mesmo que eu não deixe,
Que eu não te queira
Aqui,
Presente.
Permaneces,
Mesmo com o tempo,
Com a erosão
E o vento.
Não sei
Onde,
Nem como,
(na verdade
nem porquê)
te largar.
És a droga
E eu não quero ressacar!
Não serei feliz assim,
Nem sei já tentar,
De facto,
Mas pouco importa
Ao pé de ti.
Nada vale,
Na verdade
Não sou o anjo
Que te disse,
Nem tu
Podes cumprir
Promessas.
Assim,
Fico,
Próxima e distante,
Na linha ténue,
Fronteira
Entre o
Ser e o não-ser,
Entre o
Sim e o não,
A verdade e a mentira.
Vem então tu,
Que realmente podes,
Porque sabes,
Falar-me do real!
Diz-me o que
Quero ouvir,
Mesmo que
Não queira.
Antes saber por ti,
Do que imaginar,
Fantasiar,
Errar!
O pulsar
É nada mais que isso,
Valorizaria mais
Que um sorriso teu,
Que não mereço,
Nem no teu,
Nem no meu entender.
Sabes, -
Eu penso que sim,
- Acho que o resto
Diz tudo.


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