é bom ou não é ainda se ter a velha mãe sob teu olhar... pense... da alegria dela lembrar-te criança; pondo-o ao colo, dando-lhe os seios seu alimento de vida. acalentar seu choro meio ao meigo afago. nas frias madrugadas que a impedia de ter um sono reparador. sacrifícios e vigília tantas noites insones. e a dor lancinante de te saber doente, apuro no cuidado até a definitiva cura... candura e olhar atento ao seu desenvolvimento, o acompanhamento das suas chegadas e saídas... não reclamando da sua ausência da tua falta de momento; por isso dê meia volta para um simples olhar... antes dos seus momentos, dos seus divertimentos. seu abrigo nos temporais... os dela são todos convertidos em amor incondicional sentimentos colecionados... enquanto crescias ela envelhecia, e tão rápido, mais que a sua lembrança capaz saber do cotidiano dela... hoje ela é tua velha mãe pense... num coração cansado, andar descompassado, dos cabelos em neve, do prenúncio da ida e ainda sorri, brilha, mais que o brilho que há em todas as estrelas, mais que; quando da sua chegada, para um simples; ‘olá mãe!...’
Marquinho Mendonça - Joãozinho na Seresta (M. Mendonça)