
Tolices
Data 01/06/2012 23:28:05 | Tópico: Poemas
| Tola, tola, tão tola que eu fui Pensei estar livre desse sentimento Desse amor irracional e teimoso Que me aprisiona há tantos anos.
Tanto que telefonaste, e insististe, que Pobre de saúde e desnutrida de afecto Tentei fugir, antes que chegasses ao meu ouvido Mas, nua de amor, não resisti e permiti-me escutar-te.
Lástima das lástimas, tudo voltou a correr E umas horas depois do telefone se desligar Enliei-me no enlevo da tua doce voz de sempre. Dormi sobre o acontecimento, esperando o dia seguinte
Adormeci com a auto estima lá em cima, deliciada, e Acordei a querer ceder à paixão que aprisionei, e A meio do dia já estava totalmente transtornada, Lutando para não voltar a sentir-me apaixonada.
Tola, tola, tão tola que eu fui Como se fosse possivel, conseguir viver sem amar-te. Amar-te, sempre foi o combustível da minha existência E como é gostosa esta tempestade emocional
Volto, a medo, a permitir-me pensar em ti, em nós. e deixar a tua voz invadir os meus pensamentos, eu sei que não devia deixar isso acontecer, mas de todas os fraquezas que tive, amar-te foi a principal.
Volto a sentir-me plena de vida e energia Afinal adoeci por não querer amar-te Tudo voltou ao seu lugar, os motores estão ligados Já posso continuar a viver e a amar-te.
Viver sem amar é uma castração É desistir de persistir em viver É um absurdo desperdicio de sentimentos É querer viver sem alma. E eu amo-te.
In sebentas " Privações Somatização"
Eureka
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