Sempre Por Amor

Data 10/06/2012 23:58:21 | Tópico: Sonetos



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Sabes que por amor, na paixão desenfreada,
No teu leito de rosas morro e ressuscito
Em cada fôlego, em cada berro constrito,
E sempre por amor, sempre, ó minha amada.

A alça caída ao peito; a trança desdobrada
Em noites sobre o linho do ombro bendito,
Forçam-me à rapinagem, ao carnal delito,
E sempre por amor, sempre, ó minha amada.

Nos enigmas da carne, do espasmo extasiante,
Imerso em vagas, ora indócil, ora brando,
Pelo gozo que se revela mais adiante.

Assim eclodes ao luar, débil como a flor
Que se desfolha em sorrisos de quando em quando,
E sempre, ó querida, sempre por amor.

(Luís R Santos)



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