Etérea

Data 17/06/2012 23:45:06 | Tópico: Sonetos



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Teço um ósculo de silêncio que amordaça
Os teus lábios ao tocar-lhes de mansinho.
Escondem-se ao peito, como pombas ao ninho,
Essas mãos serenas, tão brancas, cheias de graça.

Tímida, evolas-te na brisa que passa
E eu, seguindo pela beirada do caminho,
Lanço-te ao seio flores de murta e rosmaninho,
Que és filha eleita da Natura que te abraça.

Passas e fazes florir o que deserto era,
Assim como quando aparece a Primavera,
Num espectáculo de cores e de lumes.

Alva na brisa vais, adiante do meu passo
Plantado em lentidão, tropeços e cansaço,
Inebriado pela essência dos teus perfumes.

(Luís R Santos)



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