Cavalgando pela Noite sem Lua

Data 24/06/2012 06:16:40 | Tópico: Poemas

Nesta noite estás tão distante não sinto teus braços a me afagar

Foste deitar muito cedo deixando a noite fria e sem lustre

Estrelas choram desamparadas deixas um vazio em teu lugar

Por onde andas? talvez a inspirar alguém que mais precise, amanhã peço que me conte


Fico a relembrar personagens que cruzei pela vida momentos de sorrisos e dor

Lugares que marcaram outros que esqueci, talvez alguns sequer ainda existam

Amigos e desconhecidos jogos cruzados num labirinto de Flashes que se renovam

A cada tentativa de reconhecer as faces iluminadas transformando-se em vapor


Monto em meu cavalo a cavalgar por entre sonhos e lembranças

Atravesso demônios e fantasmas que tentam me fazer parar

Acreditam realmente que podem mas não tem força nem confiança

Mesmo que o corcel tropece por tramites esburacados , a fé que tenho faz-nos curar


Paro no cais e olho ao horizonte, entre nós tantos barcos a atracar

Fico a pensar a razão para que não se aproximem, há inúmeros ancoradouros

A espera de que os barcos ocupem seus espaços vazios quase a gritar

Mas a escuridão não permite que percebam logo ali gritando o amor em tesouro


Pois lhe digo com certeza que há luz em teu olhar

Teu coração lança ao universo, escondida por disfarces, uma doce melodia

A lua está ali acordada e olhando pra ti, não espere o sol raiar para começar um novo dia

Se está escuro feche os olhos e siga a luz que vem de dentro ouça a música que o coração está a cantar


O corcel me toca a avisar que está na hora de voltar a cavalgar

Mostra-me que o vinho já acabou e tenho de retornar

Passo de volto pelo cais , dou boa noite aos demônios e fantasmas

Sonhos e lembranças retornam aos quartos e vou ao lado de meu amor deitar.

Durmam com os anjos.



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=225245