Clausura

Data 29/06/2012 21:54:02 | Tópico: Sonetos




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Quando a noite vem, por ser egoísta e ciumento,
Fecho as cortinas não vá a Lua querer beijar-te,
Ou seduzir-te a rubra fulgência de Marte,
Não vão os astros atraírem-te ao firmamento.

E que se enrole em silêncios a voz do vento
Que tine na vidraça e em vagas diz amar-te.
Eu, mouro, que te conquistei com engenho e arte,
Quero-te pura como a freira no convento.

Nem à luz da vela confio a tua beleza,
Nem à seda do lençol que te afaga a tez,
Nem às águas onde te banhas tão formosa.

Quero-te nos meus braços, em abraços presa,
Longe do mundo, dia após dia, mês após mês,
Só minha, ó linda estrela, ó minha rosa.

(Luís R Santos)



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