tanto que forçardes as ausências, que não mais sentíamos sua falta. precisou que ecoasse uma voz; para quebrar o silêncio dos versos atados por grilhões assaz carcomidos, enclausurado por orgulhos zimbrados, o ostracismo deteriorando as palavras... os poemas que feitos de almas vivas, não suportavam muito tempo, acuados no frio que há por detrás das vidraças. são como aves com asas umedecidas, precisam ir de encontro aos raios de sol. repudiam todo poeta que as subjugam, enaltecem os que as libertam, ave/poesia... aquecidas, voltam ávidas a ensaiar seus voos. vejo-as partirem dos parapeitos dos casarios, poucas ainda são as janelas que jazem abertas, mas já se pode ouvir a melodia nos cantos daquelas que retornaram a sua natureza de ser.