AUTOANÁLISE

Data 27/07/2012 02:02:22 | Tópico: Poemas

Espio pelas janelas
Desse meu corpo-quarto
Onde me acho
Onde me encontro
Onde me deito,

Às vezes me estranho
Estranho o espaço
Acho-o pouco
E me entranho
Tomo posse
Do que me cabe.

Tenho fomes distintas
Da carne
Da poesia
Da arte
No labirinto
Que construí de medos
E de segredos
Eu sinto
Eu morro de saudades.

Às vezes me amo
De um amor louco
Estranho.

Aperto as minhas coxas
Fecho as minhas pálpebras
Quase roxas
Eu sonho...

Sandra Fonseca



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