
Telas Vivas
Data 05/08/2012 04:21:09 | Tópico: Poemas
| Sentado ao mocho mãos a cabeça chovia o avião partia
Perdido em sentimentos outrora sorrisos
Decolava deixando a porta entre aberta a gaveta vazia
Doidas lembranças que apertavam o corpo na teimosia do que era preciso
Silencio a procura na alma da insanidade que me invade
Ausência de sonhos morrendo a cada segundo que o corpo permanece acordado
Procuro-me ali dentro e escapo por entre palavras de piedade
Fica em cada lágrima a dor que tenha por descuido ou inconsequência causado
Encontro no porão de minha imaginação a velha fotografia
Aquela em que os olhos sorriam sozinhos das próprias travessuras
Mas há um espírito que me habita em poesia
E ele é sacana vida em cigana teima em pendurar de volta sua figura
E o tempo revela tantas outras imagens distorcidas
Somos seres diferentes vivendo em comunhão
Como se reconhecer ao encarar o espelho da vida ?
Tu és o cético que se escraviza de dia ou aquele que acredita no poema da canção ?
Derretido ao fogo e moldado-se à paixão
Resolvo sentar ao bar e desenhar emoção
Transformar o que ainda será e ignorar a própria sina
Abrir o vinho caminhar pelas telas vivas de poetas e poetizas
Podes sentir o gosto das cores sopradas ao vento
A felicidade não precisa decolar naquele céu cinzento
O amanhã está tão longe, o ontem se foi em saudação como poeira pelo ar
Resta a estação do agora e não procure explicação... porque não há...
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