... meus olhos nos teus olhos que ainda os tenho sorrindo sob véus a qualquer tempo. inesquecível! os corpos sorriram pela 'prima' vez; num silêncio que perdura, ‘um bem estar...’ eu bem diferente de ti, ávido, contumaz do prazer, e tu; tão fiel ao inseguro amor... ‘o que fizemos por nós’ triste, me consumo, atônito, perco-me nas suas palavras, ‘culpo-a? culpo-me? culpo-os’ estes malditos interstícios; ‘tempo, espaço, momento’, que me diluem , ar e vento, afastando-me de fazer de ti, amante... impactante, impaciente reencontro, no incontido desejo, sonho, ato desnudo, emocionante de querer-te, desejar-te, ‘de possuirmos-nos sem culpa’ olhares desenhando horizontes numa rede qualquer de varanda, sob as sombras domingueiras das videiras daquela terra que pisas, incrustada na serra. ‘o que me é insuportável, é’ imaginá-la privada de amor, de desejo, carente de carinho, dum olhar, e testemunhar tuas lágrimas, tristes, conduzindo a pena em tua mão, em confessas súplicas de amor, que ora salgam os meus versos...