
Relacionação
Data 18/09/2008 17:31:00 | Tópico: Poemas
| Qualquer padre.
Litania repetida: “amar sempre amar... Na saúde, na doença, na alegria e na tristeza”.
Algum padre.
Palavras engasgadas: “amar em marte, na lua, em qualquer céu. Na cama redonda, nas águas do mar. Nem que seja tarde, da noite”...
Festa!
E a noiva de branco vestida de noiva rebola no palco. Uma, duas, três vezes... Não joga o buquê!
E o noivo afrouxa no pescoço a ferradura borboleta. Engole pró-seco.
O outro engole seco e toma um táxi, triturando gelo na boca.
O outro? Um outro apenas pra figurar na cena.
Consumado.
E o fogo de dois! E o fogo de dois! E o fogo de dois...
Tempo.
Segue...
E o fogo de dois vira um montículo de cinza, cinza de dois.
Solilóquio.
Logo: uma alma penada de cara pra lajea batendo com a língua entorpecida, nos dentes.
Até logo: um corpo queimando fulminando a parede. Desviando da língua entorpecida, que bate nos dentes.
Pira, apagada a pira... Pirou?
Ah! Quem disse que as chamas das profundezas do inverno não seriam acendidas? Alerta. Pisca, pisca.
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