INVISÍVEL JEITO DE SER

Data 24/03/2009 13:07:21 | Tópico: Poemas



Não se importas com as pedras adiante,
Nem tampouco com o destino há pisar,
Ombreias, levando o peso dessa vida,
Segues em frente, invisível sem reprisar.

Do jardim, que não vemos, mas se sente,
Tu és a flor, o perfume e o espinho,
Espalhas teus encantos em mil faces,
Em pedaços de espelhos no caminho.

Mil sois, mil estrelas e mil luas,
Imagens repetidas pelo chão, rindo,
Dos perfumes que nunca embriagarão.

Invisível jeito de ser, vais omitindo,
Nesse jardim que nunca poderá será visto,
As mil faces, mil flores, e mil espinhos.

Reeditado, in voz: José Silveira



Este texto vem de Luso-Poemas
https://www.luso-poemas.net

Pode visualizá-lo seguindo este link:
https://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=75610