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| Federico García Lorca : Soneto da grinalda de Rosas |
| em 25/06/2012 22:13:53 (648 leituras) |
 Essa grinalda! Pronto! Estou morrendo! Tece depressa! Canta! Geme!Canta! Que a sombra me enturva a garganta E outra vez e mil a luz de janeiro.
Entre o que me queres e te quero, Ar de estrelas e tremor de planta, Espessura de anêmona levanta Com escuro gemer um ano inteiro.
Goza a fresca paisagem da minha ferida, Quebra juncos e arroios delicados. Bebe em coxa de mel sangue vertido.
Porém, pronto! Que unidos, enlaçados, Boca rota de amor e alma mordida, O tempo nos encontre destroçados.
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