Alimentação de RSS/ATOM feeds que foram exibidas aqui.
Aqui um pouco da minha ilha, e um pouco dos AÇORES
Beijos-Salomé
Como dizer... O silêncio
Entre árvores
De mil cores
Num ramo desilusão
E também amores
Como dizer... O silêncio
Num ramo de tristeza
Onde passa alegria
Frases, e pensamentos
E amizade com certeza
Como dizer... O silêncio
A vida num conto
Com esperança, e fantasia
E aquela saudade
Que bate um dia
Como dizer... O silêncio
Num texto de humor
Num maravilhoso soneto
De alegria, e vida,
De amor, ou dor
Como dizer... O silêncio
Tanto há para dizer
Entre tanta árvore, e ramo
Tanta cor, bela e bonita
Como chegar lá e fazer?
02 de Julho de 2008-Salomé
Beijos amigos-Salomé

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Categoria: Pessoal
Nome do Blog: Last Good Bad Idea
Muito obrigado pelo voto:)
e voltem sempre....
Ah, se eu pudesse
Espraiar as minhas memórias com a leveza da brisa
E render-me ao sorriso que elas me trazem
Resumia os dias àquilo que te caracteriza.
Entregava-me ao sol e ao mar
Baloiçada pelos segredos que as ondas guardam
E o rubor que emergia das minhas faces
Denunciavam-te à linha que os olhos talham.
Ah, se eu pudesse
Navegar junto a ti numa canoa
Flutuar desprendida dos pés que me agarram à vida
Morrer seria até, coisa boa.
Despia-me da fisionomia
Enredada aos trapos da saudade
E aconchegava-me ao vermelho da carne
Até à eternidade.
Vera Carvalho (Antologia poética ?amante das leituras?)
Vera Lúcia Leite Carvalho nasceu em Amarante em 1980.
Licenciada em Ciências da Educação, tem percorrido o Norte do país exercendo a actividade de docente.
Moderadora do blog ?amantesdaleitura?, tem desenvolvido um vasto trabalho poético também noutros sites de poesia.
Está representada na ?Antologia poética Amantes da leitura? e na ?Antologia de Natal?, da Edium editores, e na ?Antologia poética Nas águas do verso?, da Edições Ecopy.

Abandonei a minha própria desilusão
Escondi o último sopro de meu coração
Vendi os restos desta torpe alma
a ti meu pobre Diabo...
Acredita que ficarás mal servido
Será essa a minha doce vingança
Tépido melancólico riso de criança
Que oiço sem fim em fugazes ecos
de um tempo já esquecido ...
Às perguntas, todas, responderei
Com um olhar apressado...
Se tudo acabará onde começou
Numa suave leveza abominável
Que me consumiu a vida para deixar
este que até enfim nem sei se sou...
Ás respostas, todas, questionarei
Com um olhar consternado...
Não mais profanarei tais palavras
Com sintaxe vazia de difícil catalogar
Partirei do distante país das mentiras
Onde o caminho em mim se perdeu
na sua eterna forma circular...
Apaguei os fumos desta casa deserta
Vou viajar ao reencontro do passado
Pela tua mão, neste vazio, à descoberta
Deixo-me levar para lá deste mundo
Nunca ausente na minha presença,
quase sempre incerta...

(Foto de: Frank Melchior)
Vamos pela estrada dos momentos
vamos unir
nesse abraço sôfrego em nós a fluir
vamos juntos em direcção do destino.
Se o Sol quiser ser o nosso padrinho
emprestando-nos o carinho
do seu majestoso sorriso
nele construiremos o nosso hino
para cantarmos por este caminho desejado
na conquista do nosso tempo divino.
Vamos que o mundo é nosso
e os sentimentos são dádivas do céu
vamos na boleia da acção.
Daremos asas ao coração
impulso depositado num beijo
que selará o nosso amor perfeito
nesta vaga? mar dos ensejos unidos.
São cálidos sentimentos
transformados em ávidos rebentos
vindouros e aplaudidos.

Conheço, infelizmente, alguns casos que demonstram bem que o enfoque está na passagem de ano e não na aprendizagem.
Duas meninas que frequentaram o primeiro ano de escolaridade, chegaram ao fim do ano sem saber ler. Mas passaram de ano. Alguém me explica como é que elas se vão dar no segundo ano se, supostamente deveriam saber ler? Quer-me parecer, mas posso estar enganada, que vão ter mais dificuldades em aprender a matéria de dois anos num só de modo a irem preparadas para o terceiro ano do que seria se reprovassem e repetissem o primeiro ano. Vai ser mais complicado para as miúdas e mais complicado para a professora e restantes alunos.
Noutro caso o aluno teve apenas dois testes positivos ao longo do ano escolar. Um a cada disciplina e cada um deles foi um positivo muito baixo. Passou de ano. É impressão minha ou este aluno não está minimamente preparado para o ano escolar seguinte? Mais uma vez posso estar enganada.
Foi notícia que o exame final de matemática foi demasiado fácil. De tal modo fácil que muitos alunos se sentiram enganados porque passaram um ano a estudar para... nada. Estudaram para absolutamente nada porque, quem não estudou também vai ter uma boa nota no exame final porque as perguntas eram demasiado simples.
Estes casos configuram casos de sucesso escolar. Os alunos passaram de ano. Mas será sucesso ou insucesso? Não será antes um sucesso momentâneo que levará a um futuro de insucesso?
Afinal que aprenderam os alunos, os jovens de hoje, os adultos de amanhã, neste ano lectivo? Que não precisam de se esforçar, não vale a pena fazer o que quer que seja durante o ano porque merecem passar de ano e irão passar de ano ? independentemente do que fizerem. Estamos a criar uma futura geração de adultos que terão enormes dificuldades em ler, escrever ou fazer operações aritméticas simples. Estamos a criar adultos que terão sempre a ilusão de que não precisam de fazer o que quer que seja, serão recompensados à mesma. Mas nós, que já somos adultos, sabemos que não é assim. Então porque insistimos em fazer acreditar que é assim?
Não culpo os professores. Na sua grande maioria querem fazer alguma coisa, ensinar os alunos convenientemente, reprovar os alunos que não mereçam passar mas o sistema educativo actual não deixa que assim seja. Nem o sistema nem alguns pais que preferem que os filhos passem de ano a qualquer custo do que terem de enfrentar uma crise existencial dos filhos por terem reprovado. É mais fácil. E, neste momento, a nossa sociedade vive a época do facilitismo. Queremos tudo simples, acessível, sem trabalho, sem contrariedades. Será esta a melhor maneira de viver? De ensinar? De ser e de estar na vida? Ter tudo sem preocupações, sem o gosto de saber que, no fim do esforço vamos ser recompensados?
Não é, seguramente, isto que eu quero para os meus filhos. Por mais que os ame, e amo de coração, quero que eles lutem para ter as coisas. Que se esforcem para serem recompensados. Prefiro, se for caso disso, que reprovem de ano a que passem sem merecer. Porque só assim serão adultos conscientes das suas capacidades e capazes de tratar de si.
Um velho ditado diz qualquer coisa assim: "As facilidades que hoje damos, são as nossas dificuldades do amanhã". Não estaremos a entrar por caminhos perigosos neste mundo actual da globalização? Amanhã, para além dos alunos, quem pagará esta factura não será o próprio país? Pensem nisto!

Fez-se noite
Noite de lua cheia
Nesse céu limpo, e distante
E nas flores do campo
Um olhar mergulhado
Como naquela vez primeira
Continuo, amo-te tanto !
E a noite se fez dia
A brisa penetrou teus cabelos
Teus olhos nos meus
Palavras,para quê ?
Ali, e naquele instante
O mundo era meu, e só teu
Continuo, amo-te tanto !
01 de Julho de 2008-Salomé
Abraço e beijinho a todos.Salomé
(...)
Sentem-se na pele as primeiras brisas nocturnas de um Verão indeciso.
Aqui e lá, agora e então, passeia por vezes o pensamento em contra-corrente pela Primavera, Inverno e Outono, em estóica contrariedade face aos indiferentes ponteiros do fluir do tempo. Mas nesta estação, o momento presente reina. Os dias de Verão são fugazes, e não permitem distracções? quem neles apenas deriva descobre frequentemente que já passaram.
E depois do Verão? Depois do Verão vem apenas o amanhã. Mas o amanhã é futuro, e o futuro à acção e ao Destino pertence.
(...)
- Paulo de Sousa Alcoforado (2008)
Verão = calor + férias + sol + bikini + mar + areia = Praia.Até aqui tudo bem...mas....como é possível alguém estar na praia imitando tostas na torradeira na hora onde se devia estar em todo lado menos na praia?
como é que alguém consegue estar deitado a apanhar sol das 11h até às 16horas?
Será que não sabem o quanto faz mal? valerá um trecho de tempo compensar problemas graves de saúde?? enfim, não entendo mesmo, com a informação que hoje em dia abunda, com imensos exemplos de casos, como há "gente" que permanece debaixo de sol perigoso como se nada fosse, apenas com a desculpa de que pôs creme e como tal está protegida... como se isso fosse tudo....
Mas o pior , pior pior pior, é que vejo tantas, mas tantas, mas mesmo tantas CRIANÇAS que talvez por teimosia de um pai ignorante são obrigadas a passar por esse sacrifício e por esse terror.
Um vermelhão? um escaldão? ahh passa...riem-se...mal sabem que isso pode mais tarde traduzir-se em algo grave e quem sabe incurável...
realmente não percebo o que tem de tão fascinante a praia a essas horas...o quanto deve ser doloroso aguentar com o sol a essas horas a bater somente na pele... provavelmente a ilusão do "bronzeado" comanda a fraca massa cinzenta... como se o bronzeado fosse tudo... e hoje em dia não é nada, é que nem moda deve ser...
No corpo todos mandam, mas sujeitar uma simples, uma pequenita e uma inocente criança a um mal tremendo como esse, irrita-me e faz-me acreditar que se o Homem não se respeita a si próprio e aos seus semelhantes, jamais poderá respeitar e cuidar do ambiente/mundo?
enfim....as "taradices" da praia.... já eu prefiro a praia ao final da tarde...sabe tão bem...e torrado, apenas o pão com manteiga!!
Farol da Manhenha
Tudo imagens da Manhenha local de veraneio muito bonito, e à beira mar.
É com imensa saudade que por aqui venho, pois aqui passei muito da minha infância.A minha avó materna aqui tem uma adega, quando era chegado o Verão, mais ou menos por esta altura, lá íamos para aqui de malas, e bagagem como costumamos dizer.Permanecia-mos aqui até final de Setembro, só íamos para cima, de novo à casa depois do último Domingo de Setembro, pois nesse dia por aqui há a festa de nossa Senhora da Mercédes.Numa das fotos pode-se ver o farol local muito visitado neste dia, sobem até à torre, dali a imagem ao redor é linda.No ano passado por aqui passei vários fins de semana, espero que o mesmo aconteça este ano.Este é dos meus lugares favoritos da minha Freguesia-Piedade-Pico, e se fosse para cá viver seria aqui. Beijos
Salomé

Tempo de descanso.
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Obrigado pela visita.
..................................................................Até um dia...
Jorge Ferro Rosa
29 de Junho de 2008 - Vila Franca de Xira - 01:35h

Algo, sim, algo. Sou eu... disse eu! Aqui por Mafra, no Palácio. Conheces? Interessante. Bem... tudo isto é algo mais profundo, algo mais belo cheio de surpresas, cheio de directrizes e outras fontes indizíveis.
Sinto-me emocionado, sinto-me com mil sentimentos sem entender nenhum... confusão talvez de todos os meus sentimentos. Será? Ai que caminhada... depois escrevo um poema que logo te ofereço. Agradeço-te pela atenção que tens tido para comigo. Que bom!
Hoje é um dia especial, aliás, todos os dias são dias especiais... vibra-se no fantástico da existência cuja final são somatórios de interrogação. O que resta é viver a festa da vida no seu estado natural, onde cada peça vai brilhando inconfudivelmente.
Vila Franca de Xira, 28 de Junho de 2008 - 21:35h
Jorge Ferro Rosa

Chega de notícias banais? este é o poema banal!
Uma aresta de belezas do múltiplo sentido,
Uma marcha com imenso colorido?gay Lisboa
Um lugar com o adeus sem amor imposto,
Um lugar de destaque, de grito, de quase desespero
De tudo e de nada?
Destruam-se os pedregulhos! Some-se o resultado?
Mova-se a montanha, quebrem-se os preconceitos
Grite-se e rasgue-se tudo o que incomoda.
Fale-se do mundo satânico, conheça-se a verdade
Entenda-se a homossexualidade, entenda-se sim,
Aceite-se a identidade de cada um, sem complexos
Sem dilemas de integração? seja-se feliz como se é.
Matem-se os preconceitos, os estereótipos e seja-se total
Seja-se não número por número mas realidade em si?
Seja-se amigo em si e não falso amigo, não só de nome.
Seja-se o que se é? separe-se tudo o que não interessa!
Acabem-se com as discriminações e pense-se?
Não pensas, apontas, criticas? e a minha revolta é morte.
Não sabes, não podes saber? apenas sabes ser estupidez!
Apenas sabes ser assim força maquiavélica? guerra;
Chega, sim, chega de ataques e tretas de incomodar,
Anda dançar a marcha, anda e vive e faz viver.
Chega de comentários baixos, de capotes? de imposições,
Tenho as veias a inchar, tenho a cabeça a rebentar?
O resto é complicado de falar, não falo, é opinião;
Ainda bate a porta, ainda isso tudo que detesto tanto.
Não posso mais com essas vozes, com esses comentários
Apenas crias ódios que se podem matar? não provoques
Aviso-te! Lê os princípios satânicos? acorda, acorda?
Vive a vida com as cores e dança a felicidade pela felicidade.
Estou a ouvir a pronúncia alemã? onde está a tua? Sorriso?!
Gostava de ouvir os poemas de Nietzsche, pela sua voz!
Era alemão? sim, pois era! Gosto do alemão, interessante!
Muitas coisas são interessantes mas nem todas se entendem?
Não entendo esses ritmos? hoje mudei de onda, mudei?
Vou mudar muito mais, vou gritar ainda que me chames de louco
Vou sim? bloquear contactos e ir sem destino?
Ir sem mais dar sinal de vida, ir sem saber se volto.
Anda para o directo, vou fazer a tatuagem, vou colocar o piercing
Vou rapar cabeça, vou gritar, vou correr vou continuar a ser. Sou.
Vila Franca de Xira, 28 de Junho de 2008 ? 21:18h
Jorge Ferro Rosa

Procuro sim, mas não a encontro! Não sei da rolha, apenas muitas chaves estão em minha frente, só que também nenhuma delas serve para o que pretendo. Sinto-me cansado, muito cansado desses nojos. Sim, disso mesmo. Muito lixo, sim, imenso a todos os níveis. Está muito barulho na rua, não sinto paciência para aturar tudo aquilo. E o que sinto mesmo não te posso dizer. Olha, também não quero nada nem estou virado para esses jogos sujos de linguagem. Para essas figuras estou a cagar-me, nada me dizem. Sabes o que é o lixo a acumular? Sabes? Não digas mais nada? pensamento sobre o mesmo quando esse mesmo está enguiçado faz mal, não eleva em nada.
Vou dar uma volta sem destino, telemóveis desligados ou ficam em casa no silêncio! Não há mais novidade e só merda é que aparece? será que não posso namorar à vontade? Depois como é? Não tenho o direito tal como os outros? Qual é a dúvida! Tenho a chave da sabedoria? existem outras tantas e tantas. Vá monte de merda, espera, deixa puxar o autoclismo, é necessário limpar a retrete. Sim, é mesmo. Sabes o que é que dá quando o cansaço se acumula em demasia? Sei que não sabes, nem queiras saber, pode ser muito mau. Agora continuo bem pior do que antigamente, apenas desejo que não me faças mais perguntas e nem te deites a adivinhar o que quero ou não quero dizer. Sabes, por vezes sinto-me cansado até por estar aqui a escrever a dizer estas coisas todas, sim, estas tretas para depois leres e estares a par do que vai ocorrendo no circo. Serei eu um palhaço? Desculpa, não dou espectáculos gratuitos! Por algumas vezes apaguei este blog senti a vontade de silenciar, tal como tu. Ainda não consegui. Apaguei e depois voltei a colocar tudo de novo, também não sei porque o fiz. Entendo que o melhor é mesmo colocar este espaço com password e somente entra no meu cesto do lixo quem eu quero e acabam-se as confusões. A Net é um pedaço ou tornou-se na coscuvilhice mais imediata, mais horrível, também por vezes revoltante. Muitas são as chaves? talvez eu é que precise acalmar um pouco. Será que vou acalmar? Não sei! Dormir um pouco neste momento seria a melhor solução, costuma-se dizer que ?o travesseiro é bom conselheiro?!
Preciso de um copo de água, sim, preciso, porque a noite ontem foi de misturas? misturas. Preciso ficar melhor, alguém me deseja as melhoras! Estou como estou, assim, desta maneira, talvez um pouco revoltado, confesso. É crónico. Serão as crónicas da minha vida, por vezes sem vida, entre chaves e rolhas?
Hoje estou com a moca toda, com a travadinha ou destravada por completo? ela vai crescer só que não prevejo o fim? complicado. O incêndio da alma cada vez é maior e as páginas do caderno já começaram a arder? o cenário nem o imaginas, nem podes fazer uma curta ideia. Deixa para lá!
Hoje é a marcha do orgulho gay? olha, nada melhor que procurar a felicidade e não querer saber do resto. Assim é que é! Cada um deve procurar ser feliz à sua maneira e lixar-se para as rolhas e para as chaves dos outros. Vou gritar no silêncio, talvez pegar no carro e ir dar mais uma volta sem destino, tomado no nada de mim mesmo com o tudo aquilo que possas pensar e que não será suficiente. Fico, ficas e nada resta, apenas este apenas sem mais pena de nada.
Vila Franca de Xira, 28 de Junho de 2008 - 20:18h
Jorge Ferro Rosa

Entrar, sentar? olhar, esperar que aconteça as situações pretendidas, quanto mais não seja, a serventia ao balcão. Os curiosos não deixarão de olhar. As palavras servem o rumo dos próprios álbuns de sensibilidade, pautando valores que dançam nos bordeis da imaginação.
O mantra do tempo desenha sempre um lugar bonito, onde te traço as expressões bonitas, essas que desafiam novos horizontes, cuja definição é um princípio em aberto por impulsos e verdades abafadas. Desafios e definições a tratar, sobrando temas essenciais da vida, este namoro que envolve a perturbação dos jardins. Desafio-te a uma postura, a um outro sentido, a uma nova condição ainda que tudo o que possamos ser perca o enquadramento temporal!
O inevitável tem em si o peso da inevitabilidade, os rótulos que por vezes perturbam quando a quem são dirigidos se deixa perturbar.
Procuro a orientação que o mundo absurdo não permite, solução para isso não é religião, nem cumprir as ânsias dos outros, servindo a esses mesmos? solução é o caminho da autonomia e libertação de constrangimento. Lentamente ainda toca aquela música no meu ouvido, metálica, como forma de libertação e extravasamento, contudo nem todas as pessoas a apreciam, equiparam-na com vertentes satânicas, sem que saibam o que isso é. Por acaso estou a interessar-me por satanismo, talvez seja ele o motor de muitos equívocos e libertação dos mesmos; uma teoria muito para a frente! É necessário traduzir a música, tomar-me nas novas experiências e realizar noites preenchidas. Começo a encontrar-me no seio da luta, no âmago da cidade diferente! Sou metal, significado atómico, inevitabilidade de corrosão, ião ou estrutura aleatória dos eventos. Sou eu e o meu sorriso, a minha dor, também sou eu e a minha morte, a assassina do todo! Derrubam-se fronteiras e a única que resta é a morte!
Preciso alimentar o cérebro, mais do que sustentar a aparência física do corpo, preciso viver o produto da escolha. Todo o continuar de situação é de batalhar contra obstáculos maquinários, onde não existem sentimentos, a máquina do Estado; somos números para pagar impostos, num anónimo de olhares cada vez mais indesejáveis. Raros são os acordos e a luta é uma sedução, para muitos o gozo é enganar! Por vezes as mensagens dos outros tendem a desarranjar a mente e a gerar ódios, mais confusões do que aquelas que já existem. Entendo que é necessário limpar o lixo mental, onde o ódio, o rancor estão em maior percentagem.
Já viste o conformismo aparente com as normas sociais, as instituições só para fazer número quando não se concorda com coisa alguma? Passamos a vida a discordar, a barafustar e dizemos que está tudo bem, vejo por mim? é a imposição, melhor a ditadura disfarçada. Sou contra. Situações tão ridículas, morrer pela verdade é uma situação perturbadora, prefiro mentir e ter mais tempo de vida, adiando assim a situação de morte. Não precisa justificares! A rebelião veio aos poucos a fazer parte de mim, porque descobri que a má-fé dos outros já mostra a sua malvadez! O valioso para cada qual é aquilo que esse propósito decide, esse que vive? ruim é que nada é eterno, ainda que se sustente a ilusão de algo ser; o que se sabe afinal com rigor? Inabalável? O guia é uma mudança de arraso. Todos serão vítimas do seu nome e o caricato do absurdo será azedo. A responsabilidade perturba! Afasto-me de mim pelos padrões de conduta absurdos duma sociedade com a qual não me identifico. Nunca me identifiquei. Pergunto-te se me sabes dizer o que é que afinal é teu? Existo. O álbum das horas está com muitas cores e as alternativas disparam? o palácio ainda reserva tons absurdos.
Mafra, 28 de Junho de 2008 ? 11:18h
Jorge Ferro Rosa
Escrito no café ?PoloNorte Natural?.
?Bem aventurados são os humildes de espírito porque deles será o reino dos céus.(?)
Bem aventurados os mansos porque herdarão a terra (?).?
Em tempos idos os fiéis ao(s) seu(s) senhor(es) deviam ser plácidos, obedientes,
Não ter aspirações ou pensamentos acima da sua posição no grande todo que era
A graça de deus, sacerdotes e nobres.
A ignorância, apatia, e anos de trabalho árduo suficientes para quebrarem 10 costas da nossa abençoada raça moderna eram garantia de uma eternidade no paraíso. Ou talvez fossem a sua própria recompensa, como preferirem.
É um conceito que me ocorre quando penso em determinadas atitudes que são defendidas, do ego em relação ao mundo, do ?homem comum? e sem poder em relação ao mundo, em relação a uma parte normalmente obscura do seu destino.
Atitudes? Uma tendência? Uma advertência de mentes mais velhas e maduras?
Um programa? Talvez.
Encontrar-se-á muitos sábios e pouco ignorantes ou mal-educados senhores e senhoras que defendem algo de muito semelhante, aconselham algo de muito semelhante.
Uma parte do individualismo moderno, mesmo do extremo culto do individuo no tempo moderno também é susceptível de conter em si sugestões favorecendo a repressão ou alienação de certas considerações, e sobretudo realçando a futilidade, ás vezes mesmo infantilidade daquele que critica, tende a discutir, tende a propor.
Não estamos a falar de estudantes de filosofia a tomar um café, ou talvez estejamos, ou talvez seja o empregado das obras que pausa para olhar para a linha do horizonte de uma posição elevada.
É essa perniciosa e indicativa de mau ajustamento social mania de pensar no que não se deve, não se pode, não se tem tempo para, não vale a pena, é o passar-se a ser um lunático que se deve olhar com condescendência por quebrar o ritmo e a ordem natural das coisas, do real, do concreto.
E é também com certeza a exagerada impulsividade, a genuína estupidez em que com certeza se acham aqueles que sentem os primeiros impulsos para tentar erguer os olhos do seu umbigo?
Mas é uma completa futilidade!!!... como se o impulso de questionar algum aspecto ?maior? da presente existência humana fosse uma espécie de neurose, uma crise, um fantasma de uma fantasia que tende a aparecer sem ser convidado e distorce a razão,
o bem estar, o ritmo das conversas.
Não é coisa para homem comum, mulher comum, cidadão comum, não é coisa de gente que trabalha, que tem mais que fazer, que tem filhos para sustentar, contas para pagar.
E aqui está mais um desgraçado, passa um anjo, olha para cima.
Mais ou menos ignorante, ele parcialmente depreende, algo acima, uma sombra disforme definindo o princípio e fim da sua existência, o culto de si próprio é claro apenas mais uma fuga ou medíocre forma de entretenimento para tirar a mente
Dos trabalhos da frustração intensa e do mau ajustamento social que levantar ( sabiamente ou não, logicamente ou não) certas questões causa inevitavelmente.
Ou então são coisas da juventude, diz o sábio e paternalista idealista transformado em conservador na plenitude da sua velhice, coisas passageiras, maluqueiras, romantismos.
Se querem mudar algo tem que trabalhar e muito, servir muito, acatar muito, preencher os papéis que são atribuídos, servir o formigueiro para não atrair algum dedo monstruoso que desfaz o seu túnel de um momento para o outro.
Este fútil e redundante velho sábio e todas as suas sombras é sem dúvida um dos papéis finais mais comuns a preencher.
(a continuar talvez)
César A. Santos

(Foto de: Anakin Sk)
Deixas em mim
aureolas de ti? e é tanto
deixas assim
um manto
que me cobre o espanto.
O aroma do teu corpo sedento
o traço do teu sentimento
um olhar lírico
desse teu querer idílico.
Deixas em mim tanto de ti
que nas tuas ausências me afaga
acalenta cada momento que não te vi
aquece o amor que tempo não apaga
no calor que a distância agarra.








CURITIBAEM MINHAS VISITAS VIRTUAIS
DEPOIS DE TER ESTADO EM LONDRINA, MAIS A RIBA
FUI A NOSSA SENHORA DA LUZ DOS PINHAIS,
CAPITAL DO ESTADO, CIDADE DE CURITIBA
A COMPANHIA AÉREA TAM UTILIZEI
NUM VÔO CURTO, SEM CAMBETEAR
NO AEROPORTO DE AFONSO PENA ATERREI
E NO PESTANA HOTEL FUI FICAR
DESTA VEZ TIVE POR COMPANHIA
UMA GUARANI A VALER
ELA ME SERVIU DE BELA GUIA
PARA TODA A CIDADE CONHECER
CIDADE MULTI RACIAL,
COM SEU BELO ESPLENDOR
DO ESTADO É CAPITAL
DE VEGETAÇÃO, DE MUITA LUZ E COR
PARA MINHAS SAUDADES MATAR
BACALHAU NA ADEGA DO MARQUES FUI COMER
E NA MINEIRA GOSTOSA FUI JANTAR
E NO MARINEHIRO UMA AMARELINHA BEBER
DA TORRE DAS MERCES PUDE VER
SUAS BELEZAS NATURAIS
DEPOIS A PRAÇA DO TIRADENTES PERCORRER
E VISITAR SEUS MEMORAIS
NA CATEDRAL BASILICA MENOR FUI EM ORAÇÃO
E SEUS BELOS VITRAIS ADMIRAR
SEGUINDO PARA O BOSQUE ALEMÃO
E A NATUREZA DISFRUTAR
O MUSEU GARIBALDI FUI VISITAR
O MEMORIAL JAPONÊS ADOREI
E NAS MARGENS DO RIO IGUAÇU ME FUI SENTAR
MAS TIVE QUE ME CONFORMAR
DA GUARANI JAMAIS ME IREI ESQUECER
E SEU CARINHO NO CORAÇÃO FUI LEVAR

Como quem parte
Permaneço,
Como quem esquece
Adormeço.
Escrevo delicadezas
Enquanto mordo
A raiva e o gozo
Da palavra.
Amanheço insone
Enquanto dorme
O meu sonho.
A minha alegria
É essa fantasia bizarra.
Como quem sabe
Desconheço,
Como quem erra
Tropeço.
Eu trago uma cicatriz
Risonha.
Anoiteço a vigília,
Faço das tripas, coração,
Eu danço um tango
No arame das minhas ilusões.
Vou partejando
O meu cortejo de desejos
Mal disfarçados de mágoas,
Enquanto a noite dorme,
E sou a lua
Cavalgando o ouro
De um cometa.
Sandra Fonseca

Poder pensar, poder gritar, caminhar sem destino, respirando o ar profundo, encontrando-me no silêncio do tempo, bebendo do universo um outro infinito, mais justo e suave, esse que lavra o deserto das metades.
O cansaço cruza as pausas da tarde e certas respostas não fazem mais sentido, apenas não quero mais nada, ainda que tentes justificar-me tudo.
Deixa-me estar só, estou bem, os abismos do silêncio são a minha companhia e gente complicada coloco de lado, pouco interessam para a minha sanidade mental.
O mistério das coisas desnuda-se entre os cabelos brancos, formas de matar o carinho da ilusão, onde os pensamentos se vão acomodando numa outra instância. Sombras da manhã e da tarde num parapeito de um desejo morto, entre a morte das horas e de todos os suspiros. Lanço-me na despreocupação, calo no silêncio e o rosto tomará uma outra natureza, ardente.
Despojo-me de todos os compromissos e nem quero nenhum mais? nunca mais serei de ninguém. O espelho atirou-me para a rua e a sua cor morrerá na estupidez da tinta cortante. O encanto antigo morreu!
Logo é o dia do aniversário! Vou estar lá, é muito do seu jeito que se faça sentir a minha presença, como sempre. Os meus amigos gostam sempre da minha presença e fazem tudo para estar comigo. Obrigado, eu sei, logo vai ser a nossa festa, total.
Tudo no lugar apesar do misto de tristeza que amolece o meu coração e hoje ainda vou fazer asneiras? depois passa.
Neste lado sonho, ainda que isolado, traçando uma linha recta no parapeito dos olhos.
Almeirim, 27 de Junho de 2008 ? 12:54h
Jorge Ferro Rosa
Escrito no café-bar "Sepulvda", das piscinas zona Norte, em Almeirim.
PS. Um beijinho muito especial para a Isabel Carmo que faz hoje mais um ano. Os amigos não a esquecem. Até já?
Verão....temperaturas altas, sorrisos nos rostos, corpos ao sol, na piscina....chamas nas florestas...Como me incomoda nesta altura ver o telejornal e as noticias predominantes serem de Floresta a arder. Quando é causa natural, aceita-se e luta-se contra a causa, agora quando é fogo posto, não se entende....não se compreende...e não se pode aceitar que "pessoas" insignificantes por iniciativa própria queimem e destruam o que é de todos e para todos.
Não só os animais perdem o seu habitat, mas todos , todos perdem o que cada dia se torna mais escasso - AR PURO.
Ontem presenciei a um incêndio ao lado de casa, fogo posto dizem... e como dói ver FLORESTA a arder por ESTUPIDEZ humana e a aflição ao ver as chamas a direccionarem-se para os nossos lares.(felizmente esta parte não aconteceu).
é que atrás de floresta vem casas, vem carros, vem bens, vem a vida de muitas pessoas...e estes ignorantes que se divertem com um isqueiro na mão continuam impunes...
E eu que gosto tanto de verdura, do fresco e do cheiro das árvores, da calma da floresta, da natureza na sua forma mais bruta e simples....fico arrepiado de ódio ao ver tudo a ser devastado pelas chamas de um hipócrita.

Cenários do concebível, da ordem que se descontrai automaticamente entre as plumas do compromisso adiantado e aquilo que fica por entender, porque muitos nem capacidade para tal possuem.
O Sol projecta a sombra prazenteira do calor... sombras que se aconchegam nos pombinhos que passeiam pelo Rossio, aqui, frente ao Teatro Nacional D. Maria II; como recordo os tempos que passei por aqui e as tertúlias de poesia, onde os meus trabalhos tinham voz. Hoje na minha linda cidade encontro o silêncio entre o movimento que não me diz nada! Faltam aquelas coisas que me fascinavam, talvez não estejam por não ser Domingo!
Desejos que se projectam no desejável, ainda que de modo estranho os corredores da cidade não deixam de ter grande afluência. Talvez esteja a repetir as coisas que te houvera dito naquele dia enquanto passavas na rua do desespero, em procura do sol brilhante! Eu ali feito estúpido a olhar o cenário, numa seca incrível, na minha paciência de santo, como costumas dizer! Retorno sem retorno... passam os anos e os transportes tomam os corpo para o seu destino? naquele tempo, a avozinha acompanhava-me muitas das vezes, desde o bom prato de marisco até à boa leitura de autores eruditos, não estivesse ela na craveira da frente. Estrela do Oriente era uma das nossas sintonias! Como podes lembrar? O que existe de ti são memórias que alguns ainda têm? o corpo adormeceu no Alto de S. João! Já não sei muito bem onde?
O teu entendimento é fraco, também não me preocupo com programas que são letra de encher e nisso és especialista, falara de alguns transeuntes que por aqui perto se deslocavam. Instauras a dúvida e a minha dúvida é fruto de situações que estupidamente crias, não sei para quê. Pois, eu sei? aquele camelo que está ali no Jardim Zoológico, ali, sim, ali, ali, ali, não estás a ver? Precisas de olhar bem o espelho, talvez reconheças! Como é que se pode ganhar a confiança daquilo que se perdeu? Gosto muito de mochos, tipificam a sabedoria, até perderam os cornos! Crias as situações de asa aberta, agora aguenta com as consequências literárias, certamente têm os sabores que muito desejas, não fosse a Alemanha ganhar à Turquia! Claro, o alemão é que está a dar, mas hoje foi a Espanha que ganhou à Rússia! Humm, ainda vou viver para a Espanha, estou a tratar de tudo isso!!. Achas-me com cara de preocupado? Nem um bocadinho... vim da linha do Oriente, linhas da Alameda e cheguei assim ao Rossio, outros percursos são para logo. Colombo à vista nas malhas de Lisboa, entre o meu castelo, S. Jorge, ou pensavas que não era meu? Também nunca pensas nada!. Metro e Carris, bilhete de dia para circular à vontade. Traço a traço constroem-se compromissos de grandes verdades, umas mais sólidas outras nem tanto, as póstumas marcam a diferença; sempre fui diferente e continuo a dizer que me descarto de situações despropositadas, essas que não colhem, tu és uma delas... daaahhhh! Aprenderás depois da tempestade, no silêncio da tua consciência de pedra azeda.
Viagens monumentais na minha querida Lisboa, um pouco diferente dos dias da Faculdade, onde por vezes nos encontrávamos. Mudanças e mais mudanças... bem, o jantar é nas Vitaminas e livros não faltam, claro, pensei em alguém especial que amanhã faz anos e a prenda é ofertada hoje; sou assim. Detesto rituais, para rituais já foi o funeral da mãe e ainda bate na minha alma e sobra para alguns. Outros fenómenos estão em vista, o tal Bullying... é isso mesmo, aquilo parece não ter cura. Bem, deixa lá tudo isso, agora, vou pelos adros da FNAC, tomar-me nos meus prazeres, porque o que resta é o prazer de saborear as curvas de Lisboa.
Lisboa, (Colombo) 25 de Junho de 2008 - 19:50h
Jorge Ferro Rosa
Nota: Não é aconselhável a leitura dos meus devaneios literários. Obrigado.

Esse pouco de mim ...
Hoje fui por ai
Procurado as palavras
Aquelas que não cabem em mim
As que em desordem
Pela mente passam
Talvez um pouco tremidas
Como rabisco sem fim
Ali se desalinham
E nesse conjunto de palavras
Que hoje procuro
Não encontro
Esse pouco
Que fui outrora
E continuado a procura
Vejo que está na hora
De repensar a vida dura
E no descanso enfim
Encontrar esse pouco, de mim...
26 De Junho de 2008-Salomé

Em 23 de Março de 1985 lá nasci Bruno Alexandre Luís Esteves Taborda, na maternidade Alfredo da Costa. Só conheci um lugar para morar, desde que nasci em Telheiras. Andei na escola nª57 de telheiras, passei pela escola básica 2+3 de telheiras, Escola secundária David Mourão Ferreira, Escola Secundária de Camões, na universidade tirei um curso de contabilidade e administração no instituto superior de ciências da administração.
A escrita nasceu em mim devido em grande parte ao meu pai, como era tipógrafo insistia muito na escrita. Nunca fui muito bom em português, mas na parte criativa das composições tinha sempre boas notas. Aos 13/14 anos não consigo precisar muito bem, li um livro que marcou bastante Os Miseráveis, muito denso, muito descritivo. Lembro-me na altura ter achado muito aborrecido, mas foi a partir dele, também do meu irmão do meio que comecei a gostar da leitura.
Hoje em dia devoro livros, não consigo estar muito tempo sem ler. Comecei a escrever, talvez dos meus 15 anos, passar para o papel o que não conseguia dizer em palavras, desabafar sentimentos, emoções, apenas vontade de escrever algo. Mas comecei amar a escrita, a uns três, quatro anos, quando gostei muito de alguém comecei a escrever textos para ela (intitulava-se menina, para mim continua a ser uma menina bela e mágica, a partir dela aprendia amar verdadeiramente a escrita). Mais amigos meus, como sabiam que gostava de escrever pediam testemunhos, textos, que apenas escreve-se algo para eles. Diziam que tinha talento, tinha qualidades para investir na escrita. Mas houve dois comentários que marcaram e ainda marcam, um deles foi dizer que se reviam na minha escrita, outro foi quando alguém me disse uma vez:?tens tanta sensibilidade que até me arrepias só de ler e sentir as tuas emoções, os teus sentimentos?.
Tenho dois irmãos mais velhos que eu. Deles herdei a sensibilidade, atenção, o carinho e a capacidade de ouvir (irmão do meio). Do mais velho, o poder de argumentação, análise critica, a não me contentar com que me dão a querer sempre mais. Da minha mãe a sensibilidade, a palavra amizade, amor, a entrega completa de forma genuína. Do meu pai, tentar ser sempre melhor, ser correcto e leal, argumentação e contra-argumentação, a olhar para além do evidente, nunca desistir dos sonhos e lutar por aquilo que realmente queremos. A eles, aos meus familiares, amigos e todos os que acreditam e me apoiaram sempre o meu muito obrigado. Espero que nunca vos desilude, espero sempre os surpreender, pois vocês meus leitores são a razão pela qual amo a escrita, vos poder algo que tantas alegrias me dá.
disseram-me que, de manhã,
se ouve o Tejo todo,
e que as pessoas transportam em
si aquela imensidade vasta,
como quem é feito de História
e não sabe porquê
disseram-me que o tempo não
volta ao lugar onde nasceu, e
que os amigos que se perdem são
como o areal à volta da minha casa:
os retalhos, as migalhas, a presença
sempre ausente das águas em
combustão
e a sensação de que sempre foi assim,
com aquelas mesmas pessoas,
com aqueles mesmos rostos,
por dentro da História
e com o Tejo debaixo dos braços
Jorge Vicente (Ascensão do fogo)
Jorge Vicente, nascido no Algueirão a 17 de Setembro de 1974, é, segundo Rui de Sousa escreveu no seu posfácio do livro ?Ascensão do Fogo? (Edium 2008), ?um ser humano que, como uma criança constantemente surpreendida com todas as coisa que a vida lhe oferece, sabe também estar consciente da dura realidade, com a qual tem de conviver, fazendo progressivamente o luto de todas as coisas que perdeu na sua caminhada.?
Com um olhar Humanista e atento à Natureza que o rodeia, Jorge Vicente escreve desde muito novo, contudo, foi só em 2002 que se iniciou na publicação em livro dos seus trabalhos, participando em diversas antologias.
Ascensão do fogo é o seu último trabalho, editado pela EDIUM em 2008.
Participa também activamente na Lista de discussão Encontros de Escritas.
Perfumes do verde na noite sem frio, no abraço molhado de poemas não ditos, acordo, pensando que ainda existes, longe, distante mas tão perto! Sei-te pelo olhar negro, pela voz inigualável e sei que estás entre as folhas do acaso no compromisso das metades que não se definem.
Deixa-me acontecer nos braços do silêncio, impregnado de tudo e de nada, deixa-me mais uma vez olhar o teu rosto, como se nunca te tivesse visto? deixa-me ir no fluir do rio porque a vida está para lá da tinta do papel que se guarda. Guardei-te desde aquele dia, desde aquela moção, desde o sentir que ninguém entendeu. Deixa-me ficar na saudade escrita na chuva de verão e misturar o propósito da glória do paraíso. Deixa? deixa porque o gesto da noite abre o mais belo encanto, este e somente este, onde dormirei no abraço dos aconchegos distraídos.
Abre o meu encanto entre as palavras do jogo final por momentos onde guarneces o nada dos sentidos este desejo infinito de memória, o lugar onde renasce a essência das palavras, ainda que despidas da festa breve.
Vila Franca de Xira, 26 de Junho de 2008 ? 02:20h
Jorge Ferro Rosa
Ver: PostScriptum
Sempre sempre sempre sempre. Fica. Mas eu quero quero quero quero. Não posso. Não podes? Não. Claro que podes. Não posso porque sou morto. Não és não. Sou sim. Mas ainda vives. Não vivo. Amo-te amo-te amo-te. Não ames. Não posso? Não deves. Mas não controlo. Fui. Foste? Sim, fui. Onde vamos? Não vamos. Não? Já lá estamos. Chegamos? Sim, chegamos. Onde estamos? No jardim depois da curva do primeiro dia. Mas o primeiro dia foi há muito. Eu sei, amei-te neste mesmo jardim. Já não amas? Não sei. Não sabes? Não amo. É porque sou borboleta queimada? Não! Então? Porque não posso. Não podes ou não queres? Não sei. E quem sabe? Ninguém. Quero um gelado. Qual é o sabor que queres? O teu. Mas não existo. Existes sim. Estamos de mãos dadas. Não sentes? Sim, mas tu não existes na outra mão. Não? Não. Então porque ainda te sinto? Porque sou memória. Memória? Esquece-me. Não sei esquecer-te. Esquece-me tu. Não consigo. És um inútil. E tu uma princesa. Não me gozes. Não gozo, mas queria saber porque me amas? Não sei. Como podes tu gostar de mim? O que tem o meu eu? Olha-nos ao espelho. Olha-nos bem. Sim, vejo-nos no reflexo do tempo. Olha para mim. Olho sempre, amor. Não me chames de amor. Desculpa. Olha bem para mim. Estou a olhar. O que vês? Vejo um homem, o meu. Olha melhor. Não te vejo. Exacto! Porque não te vejo? Porque escapaste-me pelos dedos. Escapei como? Eu não queria escapar. Se calhar não te segurei porque não quis. Não quiseste? Não sei. E agora quem ocupa os teus dedos? Ela. Ela quem? Ela. Está bem, sendo assim não te falo mais. Mas eu quero falar contigo. Mas eu não quero. Mas eu quero. Eu não. Mas, assim não vou saber se estás bem. E porque queres saber de mim? Porque gosto de ti. Não gostas. Gosto sim. Tu não sabes o que é isso. Não sei? Não. Deixa-me. Não consigo. Consegues sim, já não habito nos teus dedos. Preocupa-te com quem te habita. Mas quero falar sempre contigo. O sempre morreu ontem. Não sejas parva. Não o sou. Eu preocupo-me contigo. Não te preocupes. Mas quero saber como estás!? Já disse, deixa-me! Desculpa, desculpa o que fiz. Não desculpo. Morre! Não digas isso. Digo o que me apetecer. Não fiques assim. Assim como? Assim. Não mandas em mim, fico como me apetecer. Não sejas injusta. Injusta? Eu? Sim, tu. Agora sou injusta porquê? Eu não queria que nada disto tivesse acontecido. E eu não queria muita coisa, no entanto? Eu não podia enganar-te, tu sabes que não. Nem eu queria. Então não podes ficar chateada. Posso e devo. Não podes não. Posso porque nada foi verdadeiro. Foi sim, foi tudo sincero. Não foi não. O sincero era eterno, e esse morreu. Mas eu senti tudo. Juro! Não jures. Odeio-te. Odeias mesmo? Sim, odeio-te sempre. Mas o sempre morreu ontem. Então odeio-te em todos os ontens. Estás a falar a sério? Estou. Desculpa princesa. Não sou uma princesa, e não desculpo nada. És má. Sim, sou. E depois? Depois nada. Não és feliz agora? Sou. Então deixa-me. Posso falar contigo? Não. Desculpa magoar-te. Não faz mal, a asneira foi minha. Foi tua? Não percebi. Sim foi. Não te devia ter permitido em mim. E eu não devia ter entrado na tua vida. Fica bem. Tu também. Amanhã serei ausente, não te incomoda a minha ausência? Não, a escolha foi minha. E se um dia? Um dia será muito longínquo para o se. E se morrer entretanto? Não morres. Mas se morrer? Não vais morrer. Vou e não se perdia nada. Perdia sim. Perdiam o quê? A ti. E depois? Não sei. Chorarias o meu gelo? Não sei. Nunca sabes nada. Não sei, porque não estarei presente. Não? Não. Vês como não gostas de mim! Não é isso. É o quê? Morrerei antes de ti. Não digas isso. Digo sim. Não podes não podes não podes não podes. Posso sim. Porque me obrigas a ser má? Pergunto-te o mesmo. Queria saber porque ainda brigamos? Não sei. Porque achas que será? Posso pensar nisso depois? Contigo é sempre depois e nunca agora. Não mintas. Não estou a mentir. Estou doente, não quero pensar nisso. Estás sempre doente. Cai-me a pele. E o que tenho eu a ver com isso? Nada. Queres que te guarde a pele? Não, ela já não te pertence. Que foto é essa? É uma foto. Manda-me. Não mando. Oh, mas estás tão gira. E depois? Oh, mas eu tenho todos os teus eus guardados. Não os guardes, deita-os fora. Não posso. Podes e deves. Não quero. Apaga-me. Não! Apaga-me. Não! Apaga o passado para que o presente seja livre. Mas estás em todo o lado. Não sou omnipresente. És sim. Não sou. Estás em casa, nas escadas, no silêncio dos passos descidos e por ti corridos. Estás em Serralves. Nos jardins. Nas ruas que amas. Vejo-te sempre. Então tapa os olhos. Não posso, senão não a vejo. Não precisas vê-la, apenas senti-la. Mas quero vê-la. Não seria melhor sentires? Princesa, a nossa história não acaba aqui, eu sei isso. Se sabes isso porque é que acabas? Porque tens razão, tenho de sentir. Amo-te. Não sei o que te diga. Não digas nada.
(..)
from Poesia de Paulo Afonso Ramos (26/06/2008 00:05:00)
Sou O Vinho
Eu sou o vinho. Foi da terra que pisaste que os meus pais nasceram, videiras em flor, e nessa mesma terra deram os seus intentos, expostos ao sol e as chuvas, germinaram o seu fruto em cachos de alegria e cor, que, despedaçados, jorraram lágrimas de sangue e de uma vida renovada.
Sim! Eu sou o vinho. E como a terra pisada pelos teus semelhantes, o fruto dos meus pais também foram pisados até a exaustão. Acabou assim a terra, as pisadas e o fruto, mas dessa relação intensa nasci eu? o vinho que procuras!
Trago comigo esses momentos que não vivi, mas que fazem parte de mim!
Sou o rio vestido da cor de sangue em homenagem ao sofrimento como um fado.
Sou o pecado vestido de vergonha em que me escondo dessa saudade.
Sou encorpado de carícias e também me visto de esperança para que o meu desejo se cumpra. Quero vingar os meus antepassados e assim deixar o teu físico cambalear e, para isso, basta-me que bebas o meu corpo feito suor e lágrimas. Porque te atraio, deixo-me saborear e assim iludo-te nesse caminho que não dás conta? é o vinho que pedes.
Não sabes o meu caminho porque apenas me queres para degustar? não me importo, e dou-te esse prazer!
Saberei que, em troca, terei o teu reconhecimento, meu alento, esbanjado no paladar de quem tanto me quer?
Ainda que me resistas, por hoje, num amanhã próximo voltarás a beber-me mais, até que, em cadências abstraídas, chegarás ao meu intento, vestido de prazer e de sensações que te levem ao meu mundo? Ouvirás é o vinho, é o vinho, e não te recordarás do nosso percurso, mas saberás que sou eu? o teu vinho!
Mais tarde, consciente, regressarás ao meu caminho, transformado em nosso, e, em liturgias ancestrais, voltaremos a brindar á nossa paixão.
Eu espero-te? para que me tomes! Sou teu? Sou vinho!

Sei que não tenho jeito, nem encanto para te despertar atenção. Sou mais um que espera que por detrás desta imensidão se faça luz. Que um dia possamos caminhar juntos, sem desconfianças ou medos. Talvez um dia isto não seja apenas palavras, mas actos consumados e uma realidade que agora parece distante. Parece uma miragem ao fundo do túnel, parece estou enfraquecendo a medida que entro neste túnel. Não vejo a luz do dia, sussurra-me ao ouv







