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Re: A respeito do teu deus - politeísmos
sem nome
A arrogância de vocês, meros insetos é de dar pena, até.. pois ainda que rastejem, pronunciam-se a si mesmos como detentores de uma verdade prostituta, que vende-se barato e em oferta sob pouca demanda, uma pechincha, então..

Por uma lado, um ateu ressentido, provavelmente rejeitado pela igreja por ser o quê é, rs ou talvez até, tenha sido, o pobre ateu de merda, violado por um padre sem vergonha, vai saber né?

Por outro, um pastor de quinta, um orador de merda, um escritor medíocre que acha que conhece a verdade, por mentir acima de si, acima daquilo que senta, quando em cauda atravessada, ui

Sem contar no retardado mor do luso poemas, que age qual a um parasita, se cabendo de restos, alimentando-se de dejetos quais lhe são jogados, quando oferta-se, também, igual à uma prostituta virtual..


Eu tenho muito nojo de vocês todos, saibam!


Bando de fdps

Criado em: 31/7 1:34
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Re: A respeito do teu deus - politeísmos
Colaborador
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6/11/2007 15:11
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Acerca da pedofilia na Igreja e à homossexualidade em geral

Já referi anteriormente que a sexualidade é uma dádiva da natureza, e que considero uma hipocrisia o voto de castidade a que o clero está imposto.
É uma negação dessa natureza, e inclusivamente, uma oposição à máxima de Crescei e Multiplicai-vos.
Os Padres (designação geral, como barco) não se podem multiplicar, isto é, gerar outras vidas.
Nem na forma tentada, ou exercitada.

É essa tentativa, ou tentação, que entra em conflito com a humanidade do Padre.
São comuns os relatos de auto-flagelação, como forma de controlar essa tentação. Deviam-se auto-flagelar para o pecado da Gula, talvez fossem menos gordos.

Antes da revolução tecnológica que estamos a passar, e durante séculos, a Igreja teve um papel fundamental na educação das massas, sendo quase em exclusivo, a única instituição que praticava a caridade, e participava na construção de escolas e no ensino.
A divulgação do evangelho, a catequese e o sermão do senhor Padre na missa dominical é a forma de conhecer a vida, o mundo e as notícias do mundo com alguma regularidade.
Um poder inigualável e, muitas vezes desapegado, praticando o bem. Apesar dos inúmeros contras que não devem ser escondidos, nem esquecidos.

Há uma posição sexual que é básica, mas que foi revolucionária no tempo em que fez parte da expansão marítima e dos descobrimentos, que foi ensinada às nativas pelos religiosos que no século XVI iam em missão de evangelizar os infiéis.
A Posição de Missionário acontece, rosto a rosto, estando o sujeito activo em cima do passivo, executando a penetração. O sujeito passivo executa a penetração.
Hoje em dia os missionários praticam a canzana.

Tendo um papel tão importante nas sociedades ocidentais de índole católica, e um papel fulcral no ensino, é comum os Padres estarem de rodeados de crianças na catequese, ou em escolas do terceiro mundo, ou no primeiro.

A tentação, que nada tem a ver com o Diabo, está presente.
Noutra intervenção anterior foi falado no caso de um padre que abdicou dos votos e casou-se com o amor da sua vida. É uma situação complicada, se quisermos criticável, mas que em última análise uma assumpção da natureza.

A Pedofilia é crime.
A questão do consentimento é impensável pois uma criança (a lei prevê aos 18 anos, mas as atenuantes começam aos 16, se não me engano), não tem maturidade, nem o domínio adequado das suas emoções, e é muito mais susceptível a manipulações.
Ao longo dos tempos a vida foi diferente. Nos séculos anteriores, sobretudo na idade média, os Reis eram coroados aos 15 anos, e casavam-se por essa altura.
As sociedades contemporâneas, no médio oriente, por exemplo, ainda prevêem que os menores (aos olhos ocidentais) se casem com velhos.

A homossexualidade é uma das hipóteses, no que diz respeito ao desejo, às orientações sexuais de cada um, e envolvem o mesmo universo dos elementos do clero e dos civis.

Presente desde o início dos tempos, observável nos outros seres vivos, na cultura clássica a homossexualidade feminina e masculina era uma das formas normais de iniciação da procura do prazer e na vida adulta.
A necessidade de propagar a espécie, e o prazer também, era incentivada mais tarde, iniciando a heterossexualidade.

Hoje em dia, desde que haja amor, pior é a solidão frustrada, a sexualidade, consequentemente, reprimida... O que importa se o parceiro é do mesmo género ou do outro?

Os movimentos Pró-homossexualidade têm um colorido que ofende os olhos mais obscuros.
A verdade, é que tem a necessidade de impor a liberdade recentemente adquirida, aos outros.
Os\as homossexuais foram vitimas (e ainda são) de descriminação feroz, mais agressiva do que a dedicada ao racismo.
Com a desculpa do Crescei e Multiplicai-vos, como a homossexualidade não permitia a reprodução ela foi condenada pela bela Igreja e colocada ao nível da heresia.
Assim como as bruxas, eram queimados\as vivas, ou capados, ou outras atrocidades que existem, em museus, maravilhosas maquinarias para fazer sofrer em caves e mosteiros.

Discutir-se se um casal homossexual pode adoptar uma criança é ridículo. É preferível ficarem em orfanatos, ou na rua?

Criado em: 5/8 11:40
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Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra não respondo.
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“Peregrinos morando-ao-lado”
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Nesta paróquia, todos somos peregrinos ...





“Peregrinos morando ao lado”






Regionalismos

A palavra paróquia vem do grego “paroikía”, que significa algo como “casa ao lado”, “morada próxima”, “morar perto”. Tem relação com o termo “paroikos”, que quer dizer “forasteiro”, “estrangeiro”, “peregrino em outra terra”, e que aparece nos Atos dos Apóstolos quando Estêvão fala da história dos judeus e os descreve como “estrangeiros numa terra que não era a sua” (cf. Atos 7,6).

Um paroquiano é isso: um “peregrino” que viaja rumo à pátria celestial, e que, acolhido numa paróquia, ou seja, numa “morada próxima”, vai compartilhando essa viagem com seus irmãos e vizinhos!

Belíssima imagem para entendermos o conceito, não é?

Mas há mais imagens e metáforas que nos ajudam a descobrir a riqueza e a profundidade do conceito de paróquia.

As paróquias são como barcos
A imagem da barca é muito associada à Igreja, tradicionalmente representada como a “Barca de Pedro”. Desta mesma perspectiva, as paróquias são como barcos que levam grupos específicos de almas rumo ao céu. Não parece coincidência, aliás, que a parte mais ampla das igrejas tradicionais se chame “nave” (do latim “navis”, ou seja… navio, barco)!

Todo pároco, assim, é o “capitão” de um barco de almas a serem levadas até o porto seguro do céu! Isso não é uma tarefa simples, e é por isso que o padre precisa muito do envolvimento dos paroquianos na condução do barco – além, é claro, do sopro contínuo do Espírito Santo.

Analogias para pôr em prática
Da próxima vez que você for à sua paróquia, lembre-se dessas analogias com a “morada próxima”, com a “peregrinação”, com o “barco”. Essas imagens ajudarão você a entender melhor a tarefa gigantesca do pároco, especialmente quando ele é responsável por 3 ou 4 “barcos” ao mesmo tempo, e, por conseguinte, a compreender melhor a importância da sua própria participação e colaboração ativa como membro dessa tripulação.

Numa paróquia, afinal, somos todos peregrinos a bordo da mesma casa-barco, rumando ao céu!



















Prezados paroquianos, regionalismos "à-parte"...

(Eu Cesário e Azeitonense (não Azeiteiro, nem "Charroco" setubalão, nem pexito caga leite, Sezimbrão) , peço desculpa pelo "copy paste", deste copy past que o é, não mesmo pelo que sou sistematicamente acusado por negacionistas canalhas e abolicionistas da excelência por forma a escaparem a uma realidade para eles desconfortável a mediocridade da terra plana e a cretinice míope de quem não consegue ver livres campos nem árvores gigantes, verdes cenários pois não vêm pra'lém de simples e simplorias córneas e se sentem intimidado, afinal por quem é fisicamente mas não frásicamente igual a eles, apenas um eu de dissemelhança, Cesário, aqui dou tudo de mim quando quero e quando escrevo ou falo em Verde "de-alma-ao-peito", façam o mesmo canalhas e infame charlatão da "terra-plana", vejam prá'lém da córnea "baça" e do sujo dos cotovelos.

A tua/vossa poesia tem valor, é audaz talvez mais que muitas outras tantas, pertinente e diferente e isso se valoriza, pela diferença e perspicácia e ao invés de estupidamente se, me ostracizarem deveriam orgulhar-se de capciosamente eu vos e ainda dirigir a palavra além de para te/vos esconjurar quer figuradamente quer efectivamente, pois para mim as palavras são sagradas e afectivas e não excluo nenhuma nem nenhum de vós de todos e todas as que conheço do meu léxico degostativo (se soubesses/soubessem o que isso é) que tu/vós conheceis especialmente assim como apelido e até as e os, conjugo pois de facto me merecem respeito, assim como o lixo a porcaria ou a ignóbil podridão, são factos e aprendi a conviver e a comunicar com gente reles, carniceiros e salafrários, não as excluo, ao invés reforço e enfatizo como um valor deferido, definido e a ter em conta pois o mundo tb é feito disso e não dos lamechismos cor de rosa e da hipocrisia do faz-de-conta que aqui são "valorizadas" superlativadas e super-cultivadas se é que há algo de "valor-mais" por aqui e nesta "net" global, lembra-te, lembrai-vos que sou a pessoa de maior preço neste mundo que te/vos dedica algum momento e até replica ou dá resposta de volta, só por isso respeitem-me "in nomine" ...(ou calem-se pra sempre))








Prezados paroquianos e paroquianas, regionalismos "à-parte"...


"Não sei ser útil mesmo sentindo"


"Não sei ser útil mesmo sentindo", posso dizer que sinto, nem que seja porque é essa a única, minha e verdadeira causalidade, ("esse o problema de beber"), o sintagma basilar do que me resta de real, a liberdade magnifica, mergulhada em ácido ou caustica como uma traição, a de tecer em contos fábulas e contar o que realmente é prosaico e por demais gasto, o que reside inconsciente na" consciência da passagem do tempo".

Lembro-me da menos valia de Augusto,de Magno, César-do-mundo-anterior ao meu e do desgaste do tempo que conheço, do padrasto desgosto de não compreender no rosto a mãe da pitonisa das dores, maquilhando-se de mar e coragem à medida que se afunda no Egeu Atlântico a oeste da ilha dos Amores ...

Os vocais e sílabos constroem-me como se fosse eu um puzzle, uma historia desfocada de "nitidezes", sinto-me evidente e focado face aos sírios e pálpebras de todos, que de outra forma não me concluo, nem me concluirei de facto "nem me dá gana" continuar sustentando o insustentável, o imponderável que é, como se sabe, criar contradições e complementos a partir da bílis e do esperma e a propósito de coisa alguma e do nada mais, pois que é disso que se trata quando se constrói, destrói-se o útil e o apenas, fica o transversal, a nossa pseudo alma, o pseudónimo exuberante e vital de quando se entorta um prego, a realidade numa outra forma também básica, prosiaca e de metal / ferrugem mas quiçá mais real que esta agora e de sempre que, não por se honesta, me basta.

E é isso mesmo na atitude, o escrever simplesmente, ele mesmo, o mito qual nos transforma em crianças "incompreendedoras" crónicos filósofos da graça e da descrença, ínfimos promíscuos até nos crermos inexistentes como flutuantes aliados ao infinito na forma de alheamento alado, somos maravilhosos enquanto bons pensadores e/ou escritores desafinados, assim o desejo, ele também.

Por palavras minhas dou hoje o sempre o que digo e escrevo, escravo das cores que não tenho, doem-me as crostas nas minhas toscas e roucas palavras, compactuas, emprato-as, exponho-as e exponho-me em francas paredes, brancas, singelas no meu pensamento, tão úteis para pensar como para me despertar, pra desertar de mim próprio e provocar noutros o sentido de intimidade exposta e a exporem-se também e/ou expressar ideias novas e há depois momentos em que temos de apagar, apagar-nos, dormir para despertar instintos adormecidos, o equilíbrio e o sonho aparecem e nos tornam numa balança, na memória do elefante e a razão ambivalente, essa que nem sempre o é, não parece nem corresponde à ideia que dela temos, não somos longos suficiente para nos validarmos nem aos nossos ideais bem ou mal seguros, não nos validamos suficientemente, nem justo seja o que for, mas ao duvidarmos de nós mesmos declaramos possuir poderes mágicos que nos permitem descrever o belo em imaculadas paredes que mesmo sendo derrubadas são intensamente nossas pois as mensagens são eternas para quem as sabe decifrar e mesmo as curtas pausas e as pontuações caladas são agentes secretos das palavras dadas, emprestadas a nós por d'outros e assim sucessivamente até ao fim desta espécie falante mas não omnipotente, hominídeos símios, q.b de bravos gloriosos e valentes tanto quanto fracos e indecisos.

Por palavras minhas e não d'outros parto à bolina num trem sem carruagens e com um semi-talento atrelado , eu sentado na esquina da maquina de escrever, (chavões à parte e às paginas tantas), algo que não controlo pleno é uma locomotiva a pleno vapor no Tejo ou no Sado eu não cometo abalroamentos quando navego à bolina , planto e dito assim mesmo, como que ao vento, também ele mau conversador, faço de bruto, um pouco menos ou mais que conversa cúmplice de maus presságios, vou de faca afiada nos dentes e já que de palavras lidas está o molhe cheio e o bote transborda aqui e acolá, por vezes vai ao fundo, as palavras são o que me fazem ser e querer ser tal como formiga d'asa.



Serve para dizer por palavras que ouço como se fossem minhas, eu próprio na musicalidade em Oboé das ramagens dos carvalho gigantes e velhos e nas coisas como fosse o som da caminhada que é conjunta e sagrada, estamos juntos nessa estrada longa que é escrever, pois escrevamos …

E viva a poesia



Não sei ser útil mesmo sentindo



Obrigado sou eu e muito, sentindo-me embriagado qb. pelo repto, a respeito de druidismo Celta como factor inexpugnável da crença célica, o Juiz da Clareira Ou Druida mágico e mago era sumariamente um ente antropomorfo ou a identidade humana mais próximo dos "deuses" todos (bem mais que mil) ou entes e em comunicação vocal e comunhão espiritual com estes (e ainda o é ou ainda o são embora em pequenas comunas, fortes mas dispersas) Juiz da aldeia do aglomerado ou da tribo, o incumbido ecuménico de fazer respeitar a lei natural, a justiça do Carvalho ou a chamada "Demência Mútua" pois que é atribuição de uma única espécie num tributo a toda a floresta e à natureza em nome de um individuo mais antigo e central pois que possui o dom de fazer uma clareira em seu redor este este é, além disso, o individuo capaz de fazer justiça imparcial baseado na filosofia do natural e na ancestral tisiologia enquanto cabia ao Vate a obra de escrever ou decorar e divulgar pela arte também, não só como o jogral medieval mas num sentido mais lacto amplo e abrangente.

A democracia não é um facto Celta, A Céltia era profundamente autocrata embora o Druida(com vários graus de laicismo, clerical e publico) pudesse ser eleito por sufrágio, sentia-se e estendia-se num vasto território por toda a península, territórios francos, Gália e até mais ao norte que era possível tendo várias nuances ou ramificações até mesmo na Sibéria xamânica, sendo sucessora aqui, no nosso espaço físico, do endovélico tardio do qual ainda existe um belo testemunho num santuário local chamado de "Rocha da Mina" bem próximo do Alandroal no ribeiro de Lucefecit, um local importantíssimo e reconhecido de culto de carácter esotérico e iniciático que vale a pena ser visitado e onde ainda hoje se sente uma energia que nos inunda de sobrenatural e imaterial qual vale a pena sentir, voltar a sentir e apreciar com serenidade nem que seja pelo ambiente ribeirinho e fresco, actualmente estas ordens (não confundamos com exóticos esoterismos) são compostas por arqueologos, professores catedráticos, filósofos e pensadores, Tendo como antigas figuras de destaque um Teixeira de Pascoaes ou Fernando Pessoa, embora este de tendenciais mais obscurantistas e com outras inclinações bem mais hermético/oníricas e mágicas.









A respeito do Neo druidismo, em Portugal foi fundada em 2004, a ATDL, Assembleia da Tradição Druídica Lusitana (ATDL), da qual fiz e faço espiritualmente parte, uma associação de carácter espiritual, filosófico, litúrgico e ético, com sede no concelho de Monsaraz, mais propriamente em Santo António do Corval, zona megalítica e milenar por excelência, todas as actividades desenvolvidas por esta congregação visam segundo a declaração de inicio desta congregação, o incremento do sentido de pertença à Tradição Primordial Lusitana, no que se refere às dimensões primordiais célicas e supracitadas. ...



https://www.atdlusitana.org/

https://www.atdlusitana.org/revista-da-tradicao



Ainda a respeito do Alandroal e do Endovelo tenho a dizer sobre este local de culto e bem assim descrito nas palavras do arqueólogo Manuel Calado que diz:



"O mais característico na Rocha da Mina, é um poço em forma pentagonal no chão do santuário, com cavidades talhadas na pedra em volta das paredes do poço, indicando que possivelmente já terá tido uma grelha de madeira ou alçapão. Este poço iniciático terá exercido ou uma função de pia sacrificial como as existentes nos referidos santuários rupestres, ou dado a característica de oráculo e de iniciação de Endovélico, de câmara para a incubatio. Esta incubatio terá consistido no pernoitar no santuário, e na recepção de sonhos proféticos ou da aparição em sonhos do próprio Endovélico. De facto, certos testemunhos de dormida no santuário, como o dado por Gilberto de Lascariz numa das suas obras, descrevem estranhos sonhos, onde prevalece a aparição de uma figura negra, onde estranhos rituais são visualizados, e onde se sente a presença de javalis, animal este associado a Endovélico"





Paralelo e nas proximidades existe em "São Miguel da Mota" outro santuário e também ele único ou raro, visto ser a face Romanizada desse longo período da historia da humanidade em busca do espiritual, o chamado Andovélico superior, em contrate com o "anterior" ou primevo, uma configuração idêntica remete-nos a um outro santuário rupestre em território luso como o de Panóias, "Pena Escrita" ou o enigmático Castelo do Mau Vizinho e do qual falarei mais adiante, deixo aqui um texto tese antigo baseado ou inspirado na implicação do espírito com o sobrenatural metafisico mas humano e desta forma nossa, "bastante explicita e explicável".

"Caminho, por não ter fé …"


Segundo o Endovélico, é privilégio da fé individual de cada ser, tomar um lugar sagrado como lugar religioso ou tornar um legado, religião instituída, depende da empatia pessoal e fiduciária do Xamã, mais que da energia dispensada por uma simples vela barométrica ou do binómio gozo/usufruto e não tanto do clima e da energia despendida e experimentada nesse nevrálgico e frágil ponto que pode ser ubíquo, omnipresente em qualquer parte ou domínio consciente, lugar onde nos predispomos a aceder o divino e onde não há razão para duvidar e para deixar de sentir omnipotente, o universo como peculiar ou particular em nós e exclusivamente.

Uma corrente humana não passa disso mesmo, de um mega-elo verbal e metafísico e a exposição ou predisposição pretensamente panteísta desse elo, podendo ser ortodoxo ou heterodoxo (embora tente convencer-me do contrário) pode ser balizado por argumentos não actuantes, distintos da função onde assentam os meus princípios e a missão humana que serve de orientação das minhas emoções funcionais vitais mais primárias e dominantes.

Essa subjacente emoção, traz consigo o que se pode considerar um selo empático, se o individuo puder explicar-se pelo pensamento e não por acções que redundam a realidade de um mal social maior, que define determinado paradigma, como amoral entre entes imorais, em que uma palavra define outra e outra, assim por diante, como um ser se define definitivamente e infinitamente como inferior ou superior, pela educação ou a irreparável falta dela, se aplicada irracionalmente, com todas as consequências.

Justifico-me plenamente pela religião, pelo que ela comporta mais que pela verdade evidente, reduzo-me até ao mínimo absurdo, mas primo pelo direito de conservação da minha racionalidade espiritual e conceitual, excluindo os outros, a partir de um certo ponto, apago-os da minha existência, da minha condição de residente nos elevados subúrbios, embora viva a simplicidade das flores no quintal que cultivo.

O que me distingue e á minha tese panteísta, é a função de esgaravatar buscando por almas humanas também elas na busca de outros desses eles, nos locais mais recônditos e isso implica abdicar de determinados conceitos estéticos, que vejo sendo abduzidos e reduzidos, a uma trama sem carácter, à qual não tenho outro remédio, senão disciplinarmente me afastar e conscientemente denunciar a coarctação de pensar -liberdade e o direito inalienável – de me conspurcar de todos os desmandos possíveis e imagináveis á luz da verdade, liberdade, excepção e bom gosto.

Sou contra quem me erguer defronte um muro, em nome da liberdade, senão contra mim que seja, e não procurar um eclectismo intelectual, talvez ilusório e teatral, revoltar-me contra mim até, se for o caso e sair deste marasmo em que me sinto tolhido e sem argumentos aumentativos, confinadamente assentes e com sentido, é este o primeiro passo para o meu progresso mental poético e argumentativo.

Sempre criei poesia de base zero, anuindo natureza a dois números primos, com a hipótese de, dentro do meu espírito, o colorido tinte uma polícroma dimensão, não digo geométrica, mas volumétrica que pode ser tocada por quem do-lado-de-fora também tenha uma designação não convencional, para as duas linhas separando os olhos, servirem de interlocutor lúcido ao queixo em baixo.

Sobra-me finalmente uma tristeza que é não ter eco de vozes incógnitas, ou quórum de querubins sem sexo, fazendo piruetas, mas porque havia de ter, sendo de única via a estrada que trilho e o tino igual à distãncia que me separa deles, externos a mim, salada em geral insone, insonsa e genericamente incomoda, que não gosto de ver nem sentir, tudo depende da minha marcada objectividade, mascarada de manufacturadas realidades, por não precisar de melhor e, deixar de escrever, não é deixar de escrever, já que o meu phatus, ou sentimento de imensa paixão não é feito de papel pardo ou faca, nem é jornal de forrar parede de caixote de lixo.

De facto não me merece respeito quem não me respeita, nem os meus sinais e até rejeita esta grainha rejeitada e a relatada redacção, é a básica matéria-prima que possuo, nesta cara fria por fora e por dentro limão, e é-me tão ou mais cara que o preço de um café, sorvido apressadamente ao balcão.

Falta-me qualquer argumento que qual, ainda não sei qual, mas dou-me por satisfeito e retiro-me com estas divagações redigidas à pressa, para que a vossa desatenção ou a atenção parcial não desbote, já que sobriedade não tenho, nem peço aos periféricos deuses por tal, pois perfeito é desumano e eu não desconsidero a aproximação ao sublime.

Adoramos o que não podemos ter, e eu ouço a respiração da natureza como um Endovélico Dom, ou um efeito alterado da percepção imaginaria, não como uma vantagem de quem mora um andar mais alto e elevado, mais que a maioria dos inquilinos desta cidade mal parida, mas que deixou de ser refúgio sacro para mim.

Os pensamentos surgem-me nas mesquitas, às esquinas, nos cotovelos presentes em mesas, cadeiras e chávenas de café quente e quando menos reparam em mim, em nós outros, passageiros das passadeiras brancas e pretas, olhando no fixo do olhar vazio dos nossos semelhantes, de quem nem vê quem lá anda, quem lá passa de manso.

Sinto uma inveja profunda da realidade e de imensas coisas que tornam monótona a contemplação do mundo exterior a mim, como uma paixão visual, manifesto-me pela escrita argumentativa e na poesia não decorativa, o que diminui ainda mais o efeito ilusório da realidade, sensação congénita em mim.

As coisas que procuro, não estão em relação a mim, quanto eu em ligação a elas; encolho os ombros e caminho devagar, por não ter cura para este mal-entendido com a realidade e retiro-me com o pressentimento de não voltar eu próprio, por via de me ter tornado outro mais puro e poroso, por fim magnânimo, ao ponto de nada ser igual ao que era, quando volto a cabeça e olho para trás, sobre o ombro.

A propósito de charlatães indesejáveis, desses que não merecem o meu e o nosso respeito, antes o desprezo e a náusea, dizem eles (ou ele) que editam 150 e mais livros, pobres livros jamais lidos, servindo servis propósitos pseudo-mediáticos ou esquemas sociopáticos ainda mais obscurantistas que eles próprios conseguem conceber numa confrangedora e antipática confraria de simplórias bestificações da miséria alheia global e globalizante a que se associam em sociedades maléficas de candeias mal acesas, insinuando-se beatos estudiosos com uma Maior-Luz central dentro do que aquela estripe de ratos de que se rodeiam, também eles roedores buscando migalhas de dispensas pobres em orfandades imundas, pobres e indigentes, cabe-me a mim e a todos denunciar a falta de argumentos argumentativos destas seitas que se dizem a luz da verdade.

Liberdade, excepção e bom gosto são estandartes nobres que não quero , não queremos ver "por terra" enquanto vivos e sediados neste mundo digital cada vez mais brutal e desumano, ladeados dos incapazes mais pequenos e sujos, subjugantes parcos e ignorantes , suínos de pocilga lembrando tristemente o "Triunfo dos Porcos") ....

Dou livremente asas às minhas moucas palavras, ouço-as na mente, emprato-as, exponho-as e exponho-me em brancas paredes, no meu pensamento são úteis para me despertar e provocar outros e exporem-se também e ou expressar ideias novas e há momentos em que temos de apagar-nos, dormir para despertar instintos adormecidos, o equilíbrio e o sonho aparecem e nos tornam numa balança, na memória do elefante e a razão ambivalente, essa que nem sempre o é, não parece nem corresponde à ideia que dela temos, não somos longos suficiente para nos validarmos nem aos nossos ideais bem ou mal seguros, não nos validamos suficientemente, nem justo seja o que for, mas ao duvidarmos de nós mesmos declaramos possuir poderes mágicos que nos permitem descrever o belo em imaculadas paredes que mesmo sendo derrubadas são intensamente nossas pois as mensagens são eternas para quem as sabe decifrar e mesmo as curtas pausas e as pontuações caladas são agentes secretos das palavras dadas, emprestadas a nós por d'outros e assim sucessivamente até ao fim desta espécie falante mas não omnipotente, hominídeos q.b ...

"Não sei ser útil mesmo sentindo"

Longa vida aos realmente poetas











Jorge Santos, aliás Joel Matos

8 Abril 2019









Criado em: 5/8 11:52
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Jorge Santos - aliás Joel Matos
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