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Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Ora viva, hoje estamos particularmente felizes, contamos aqui com uma entrevista raríssima, a qual não temos qualquer dificuldade em afirmar como, provavelmente, a mais rara de sempre, se levarmos em conta que nunca conseguimos sentar aqui o Sr. Presidente Vitalício, Sua Excelência o conquistador da tolice, Peregrino do Deus que quer ser, inspirador da poesia universal Dr. Honorifico Trabis de Mentia (títulos auto concedidos e inspirados em Idi Amin Dada. .

Assim sendo e à falta de melhor decidimos reunir as estatísticas do tal senhor acima citado e desenhamos um perfil do Luso Poeta, ou Lusuário como de repente se decidiu chamar à ave rara que habita este sacrossanto lugar que leva até a ter um hino que acaba em : “lutamos por você”. Não! Não é engano, é você mesmo que o hino diz. Tratam um vulgar site por “você”. Ora a palavra ou designação “você” não cabe na gramática portuguesa. Vamos por exemplo ao presente do indicativo do verbo lutar:

Eu luto
TU lutas (reparou Sr. leitor? Não é,” VOCÊ” luta).

Quer dizer, aqui na redacção nós confessamos a nossa ignorância relativamente ao que se ensina nesse campo nas escolas actualmente, principalmente em sítios em que deixam que a designação “vossa mercê” anteriormente uma forma respeitosa de tratamento a quem nos chicoteava as costas, depois pela linguagem popular transformada em “vossemecê”, mas exportada numa versão léxica e adoptada como “vois-mecê” e finalmente cristalizada em “você” que ainda não faz parte da segunda pessoa do singular porque a sem vergonha do acordo ortográfico não chega a tanto.

Ora, como dizíamos desenhamos um perfil desse “lusuário” (rima com otário), a imagem produzida não vamos fornecer porque há crianças que de vez em quando dão por aqui uma volta e não queremos concorrer para a imbecilização das gerações futuras.

Mas, conseguimos amarrá-lo a uma cadeira. Para ajudar e debelar qualquer tentativa de numa imitação tosca do Webmaster, se ausentar da cadeira e/ou até fugir, espetámos-lhe com dois pontapés no céu da boca, sendo que o siso saiu e se ausentou para parte incerta mas o gajo ficou, embora desdentado e visivelmente dorido das beiças. Passamos assim às perguntas:

Redacção: Então Sr.Lusuário, muito boa tarde.

Lusuário (o tal que rima com otário!): boa tarde não, bom dia, aqui ainda é de manhã…

Redacção. Aqui onde?

Lusuário (o tal que rima com otário): No brasil, uai. ’Cê num sabe não?

Redacção: Mas o lusuário não devia ser uma personagem sem nação, alguém que tem como ultimo objectivo a escrita e o bem-escrever? Ser paladino da máxima de Pessoa: “ a minha pátria é a língua portuguesa.”. Afinal que nacionalidade tem?

Lusuário (o tal que rima com otário): ao nível da nacionalidade podemos dizer que seremos talvez uns 30% do Rio, uns 10% de BH, uns 30% Paulistas, uns 10% nordestinos, outros 20% indefenidos, uns angolanos, outros franceses e por aí fora…

Redacção: desculpe interrompê-lo, mas “por aí fora” como? Não há por exemplo portugueses no Luso? Acha correcto coloca-los na categoria de indefinidos?

Lusuário (o tal que rima com otário): Repare que os “tugas” estão sendo expulsos do Luso. Há uma meia dúzia de quatro ou cinco que anda por aqui armado em machista mas rapidamente desistirão. Estamos facebookiando o luso com carta branca do emérito fundador. Se reparar podemos não ter aquele polegar brega do Facebook mas por exemplo a administradora já ilustra todos os seus posts com uma imagem igualmente brega de uma borboleta batendo asas. Nós estamos a fazer “um tudo” “pra” que todos os “tugas “ batam asas… Eles, e os que têm cara de Nordestinos. Achamos que os portugueses têm cara de nordestinos. Só vamos permitir portugueses com comportamento de otário e gosto duvidoso. Que apele nos seus poemas aos gritos mudos do peito, que fale dos olhos dos peixes que reflectem a lua. E que se posicione irmãmente com todos os brazucas, que mesmo não os conhecendo reflicta nos seus comentários uma amizade “pra” lá de qualquer duvida. Alguém que faça da sua participação uma novela da Record com aquelas falas lamechas a roçar o mau gosto. Mais pra nóis mau gosto, é um tudo de prazer. Há na nossa cultura uma adoração do mau gosto. Foi isso que nos fez entregar o prémio Machado de Assis ao Ronaldinho Gaúcho, foi isso também que fez a Maitê Proença cuspir na fonte do Mosteiro dos Jerónimos insultando um povo que sempre a tratou bem. Se raparar é mais ou menos como cuspir no prato que comemos. Isso vem na tradição do que fazemos à língua portuguesa. Isso é o que queremos fazer ao luso. Repare que sendo nós cerca de 90% no total dos lusuários é connosco que o site conta “pra” fazer clicks na publicidade de gosto duvidoso que o webmaster coloca. O webmaster finalmente abriu os olhos e viu que somos nós que alimentamos o site. Se algum brasileiro tenta ser objectivo e realmente assume a língua como pátria nós damos-lhe o pior castigo: aportuguesámo-los. Assim, eles rapidamente deixam livre o espaço incómodo que ocupam.

Redacção: Mas não considera isso uma ditadura da maioria? (estou aqui, estou-lhe a espetar com outro pontapé no céu da boca, é desta que o desdento de vez…)

Lusuário ( o tal que rima com otário): não, e nem se atreva a me contradizer ou vou dizer que além de machista e xenófobo você vai receber uma advertência a que se seguirá um período de suspensão.

Redacção: mas chama-me machista porquê, afinal qual é o seu sexo? É que estamos a ficar com duvidas, afinal o Brasil é a par da Tailandia o país com maior numero de travestis, tranny, shemale, ou o que lhe quiser chamar.

Lusuário (o tal que rima com otário): Eu posso dizer que sou homem, mas tenho uma mulher que habita dentro de mim. Ou será que sou mulher que tem um homem que habita dentro de mim? Bem, pronto, fica por aí. Mas cuidado com o que vai dizer, eu me ufano de esquerda e defensor do livre exercício do contraditório mas se vier dizer mal já sabe. Minha dama se insurge… ou será meu lado masculino? Bem…não sei…mas fica avisado.

Redacção: Tínhamos mais perguntas para colocar mas chegou a hora da oração ou como quem diz de cantar o hino. Por isso todos (isto é uma ordem) com o cu virado “pra” Meca (“pró” Corcovado) e vamos a rezar:

Leitores estão vindo (brasileiros), o site está crescendo e sendo divulgado (no Brasil). Basta querer ver.

Vamos que vamos Luso Poemas, lutamos por você!(é “por você”, não “por ti”).


Prometemos logo que nos seja possível espetar com mais dois biqueiros no céu da boca ao lusuário numa próxima oportunidade para continuar a entrevista mas por agora temos que ficar por aqui. È que recebemos uma advertência por delito de opinião. E não queremos ser suspensos, pois não?


P.S. ficamos aqui a rezar “prá” que a administração e inteligente mentora do hino não repare nas adendas ao mesmo.

Criado em: 6/5/2012 17:29
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
sem nome
Fabuloso, mesmo sendo brasileño.

O Luso anda muito mais rico cá pelo fórum. E pensar que ainda pensavam em fechar...

Criado em: 6/5/2012 19:49
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
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31/3/2008 18:45
De Braga
Mensagens: 8228
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ó, não batam mais nos ceguinhos, dispensem-nos das entrevistas, por favoooooooooooooooooooooooor

Criado em: 6/5/2012 20:53
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RoqueSilveira
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
Membro desde:
24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2802
CCaro Umav

A coluna fica-lhe reconhecida pelo elogio e aproveita para advertir que presente entrevista constitui tão só um motivo de reflexão.

viramos o cu ao corcuvado e enclinámo-nos respeitosamente. um abraço

Criado em: 6/5/2012 21:38
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
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1/12/2007 10:08
De Natural de Sacavém,residente em Les Vans sul da Ardéche França
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Não vejo porquê, Roque !

Eu, a semana passada, fiz um exame da prostata pois que ultimamente isto não tem andado muito bem.
Com os meus 80 anos, perdi um pouco de musculo nos braços e automáticamente, perdi forças a tal ponto que tenho que pedir a alguém que me ajude a fazer xixi, o meu pénis é de tal maneira pesado, que não consigoo manter direito para urinar e ainda por cima tenho dificuldade.
O meu médico mandou-me fazer um examme à prostata e fui. Em principio, o que é natural, com alguma apreensão, mas no fim não me arrependi e até gostei a tal ponto que pedi ao especialista um outro exame, que está previsto para o mês de Setembro. Confesso que gostei, até parecia uma massagem tailandesa, mas gostei pela simples razão que foi confirmado que a minha prostate não tinha cancer, tenho pressa para voltar e ter uma outra massagem, sim será a confirmação que não há cancro, não pensem noutra coisa, MALANDRISSE!!!!

Criado em: 6/5/2012 21:40
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SOU COMO SOU E NÃO COMO OS OUTROS QUEIRAM QUE EU SEJA

Sociedade Portuguesa de Autores a Lisboa
AUTOR Nº 16430
http://sacavempoesia.blogspot.com em português
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
Membro desde:
24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2802
Caro Alberto, se é assim pesado, com o devido e certo comprimento era uma questão de contorcionismo. Hem? já pensou nisso? nem precisa sair de casa...

Criado em: 6/5/2012 21:45
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
Membro desde:
31/3/2008 18:45
De Braga
Mensagens: 8228
Amigo Alberto (o do bigode)
Não sei, nunca fiz exame à próstata, mas já viu o tamanho das mãos do médico? Acho que tem alguma coisa que não bate certo, rss...
Um abraço
Roque

Criado em: 6/5/2012 21:46
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RoqueSilveira
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
Membro desde:
24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2802
roque, com esse médico, o Alberto vai adorar... saber que não tem cancro.

Criado em: 6/5/2012 22:08
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
Membro desde:
1/12/2007 10:08
De Natural de Sacavém,residente em Les Vans sul da Ardéche França
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Roque, primeiro as senhoras e dpois os homens, Jaber, sabem o que não apreciei, é que o médico era um magrizela, com os dedos curtos e muito finos e é por isso que quero voltar, talvez o seguinte seja um japonês que pratica o sumô. ahahaah

Criado em: 6/5/2012 22:14
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
sem nome
Jaber,
Há que se tirar o chapéu à tua veia (ou véia?) cômica. Especialmente porque é muito mais comum esse senso de humor está localizado mais por aqui, abaixo da linha do equador, onde até na música, se canta que não existe pecado. Para não dizer que concordo só porque ri muito dessa entrevista improvável, gostaria de discutir alguns pontos que me parecem relevantes. Então, façamos como o Jack, o estripador, vamos por partes:
“Eu luto
TU lutas (reparou Sr. leitor? Não é,” VOCÊ” luta).”
Essa vai ser uma eterna briga, uma vez que o português brasileiro abriga esse modo de tratamento, embora não na norma culta. E quando digo briga, é aqui também, pois veja “você” (rsrsrsr) que aqui nas escolas, a gramática (prescritiva) segue o mesmo padrão culto da língua, ou seja, o eu, tu, ele, nós, vós , eles. Ocorre que há uma diferença brutal (sempre há) entre a norma culta e o modo como os falantes exercitam a língua falada. Então, meu caro, Tu és você mesmo, Cê é também, Nóis, enfim. E ninguém consegue conter a invasão de uma forma na outra, ou seja, nada, nem acordos ortográficos, nem leis, decretos, absolutamente nada, nem o Jaberdisse com sua língua ferina pode conter as modificações da língua, no campo onde ela mais se manifesta, na fala. E sua transposição para a escrita,. Daí a forma "você" ter função de segunda pessoa do singular, mas os verbos que o acompanham são conjugados na terceira pessoa do singular, do mesmo modo que os pronomes "ele" e "ela". Ex.: você sacaneou o lusuário. Eu, como encantada aluna de Letras da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e que já sofri muito de tentar manter a coerência entre o que falo e escrevo, foi somente lá, nos primeiros períodos de linguística, linguagem, que fui descobrir essas aparentes incoerências da língua. E mais, que considerar tais formas de linguagem como erro, é puro preconceito linguístico. Vixe! Agora que achei um inimigo lusuário! Lusuário... concordo em gênero, número e grau, que o neologismo é totalmente infeliz, e soa à lusotolice, e rima terrivelmente com otário. E já cabiam algumas considerações psicanalíticas, sobre como tudo isso surgiu, dentro desse espaço, que faria todo sentido, mas vou poupá-lo dessas elocubrações que poderão parecer, e de repente são, fantasias de uma tarde de outono lusopoético, de uma psicóloga que por um caso é brasileira, e escrevinha poemas.
Mais uma parte:
“Isso vem na tradição do que fazemos à língua portuguesa. Isso é o que queremos fazer ao luso. Repare que sendo nós cerca de 90% no total dos lusuários é conosco que o site conta “pra” fazer clicks na publicidade de gosto duvidoso que o webmaster coloca.”
Novamente o que fazemos à língua portuguesa, como povo falante é algo que não se pode controlar, não num meio de comunicação de massa. Tem a ver talvez com o que representa o nível literário do site, amador, como todos sabem. O que não quer dizer que não se pode criticar, com toda razão, quem se expõe num texto qualquer. Pode-se e deve-se, pois é um pleno exercício de direito, e de democracia. Sobre o gosto duvidoso, das “massas”, também não se discute, mas pode-se lamentar. Não é à toa que acho que o diabo anda de havaianas dando mole em Ibiza. Pensa que é chique, mas anda meio kitsch, atende aqui e acolá o tal princípio da mediocridade...” (Serabenedita).
E isso já vai se tornando um artigo, um calhamaço, ou coisa que o valha. Quero ressaltar novamente a sua incrível verve humorística (teu pai é brasileiro? Risos). Além de finalizar dizendo que valia muito, não nos levarmos tão à sério, afinal sabemos que somos o mosquito do cocô do cavalo do bandido, ou seja nada!
“Tu ,(Você ) és (é) um entre 6,4 bilhões de indivíduos, pertencente a um única espécie, entre outras três milhões de espécies classificadas, que vive num planetinha, que gira em torno de uma estrelinha, que é uma entre 100 bilhões de estrelas que compõem uma galáxia, que é uma entre outras 200 bilhões de galáxias num dos universos possíveis…
É por isso que todas as vezes na vida que alguém me pergunta: ‘Você sabe com quem está falando?’, eu respondo: ‘Você tem tempo?’ “ (Mario Sergio Cortella)





Criado em: 6/5/2012 23:01
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