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Re: Sobre licença poética e afins,(da análise do texto "As putas brasileiras")
sem nome
As putas brasileiras

As putas brasileiras infestaram o meu país. Estão por toda a parte, até na minha sopa.
Povoam os classificados dos jornais com títulos como «Bundinha gulosa», «bum-bum apetitoso» ou «gostosona».(...)"


não há conotação à própria profissão, se assim a for. não existe um modelo viável a exemplificar-se em neutralidade de quem dita o texto. não são putas! são putas brasileiras.. e o alarde de quem o escreve, ainda dita-as(as putas brasileiras) conforme a sua fala. o seu sotaque.. com a sua linguagem própria. e a linguagem.. é de quem?



"(...)Atendem em apartamento ou nos clubes, ou em ambos.
Quando chega o verão é vê-las nas esplanadas dos snack-tascos, bebendo «chôpinhos», rindo solto e lançando charme para quem passa.
Acabaram com o negócio das putas nacionais. Menos exuberantes, menos roliças, mais caras.(...)"


ainda neste ponto, a insistência do autor em vincula-las(as putas brasileiras) perante ao modo como falam. e ainda denotando-as em valor inferior das que habitualmente, deveriam lá, estar!(no seu território). acessível, então!


"(...)Por acaso nunca fui às putas. Não sou homem para isso e já me chegam as que fui conhecendo ao longo da vida, sem anunciarem os seus serviços. Mas se fosse, nunca escolheria uma brasileira.
As putas brasileiras falam alto e mal. Não fazem concordâncias de nenhuma espécie…
«Tu, me ama, eu?», «eu te amo, tu», «são vinte pau»… (...)"


nem deveria ser o propósito desta análise, mas.. aqui temos uma confissão de quem bem diferencia as putas(como assim as chama), sendo elas nacionais ou não. ele "entende-as," ele sabe de seus gostos, vê o contorno de cada uma(fodam-se de onde vieram), mas.. ele nunca foi às "suas" putas, rs
tem algo que li uma vez que diz ser a confissão expontânea, uma situação de risco, mas quemsoueuprafalar, huh?
já ao texto, porém próximo à idéa anterior, o autor insiste que não gostaria(nunca!) de escolher uma puta brasileira porquanto à sua "habilidade" em se expressar, e. pergunto: "POR ACASO SE VAI ÀS PUTAS PARA CONVERSAR, Ó CARALHO??!!"
e a seguir,
outros exemplos clássicos(segundo os conhece, bem) da deformidade de argumentação a que "suas putas" andam por ter.. (essas putas deveriam lhe ser mudas, então..)



(...)"Soa-me bem melhor a caralhada da portuga de dentes fanados na beira da estrada. De meias e alma rota.
«-Ó filho, pára aqui que ta como toda, caralho!»(...)"


e por cá, outra indicação de seu conhecimento(diria, dramatúrgico?) em expor um contato de um modelo de puta nacional.. com o devido exemplo linguístico, também! - um começo da crítica ao seu país, daí:



"(...)O Senhor Primeiro que nos fode a todos, não devia foder as nacionais. Devia proteger a classe. Dar-lhes a possibilidade de serem concorrenciais, verdadeiramente comunitárias.(...)"

"politizando" o texto, desde acima..




"(...)As putas brasileiras frequentam as zonas de restauração dos centros comerciais e falam alto nos seus «celulares».
«-Oi amor, vem ter comigo no shopping»
«Quero te apresentar a Bruna. Tu vai gostar…»(...)"


em acrimininar o consumo, talvez de uns tais que não mereciam, em contrapartida dos que detem o campo qual à sua nacionalidade.. hereditariedade.. 'como podem, transcrever ao absurdo e poderem ainda mais, consumir?' e,



"(...)As portuguesas atacam nas estradas esburacadas do meu país esburacado, têm dentes podres, que contrastam com a dentição muito branca das meninas do outro lado do mar.
Não evocam Deus em vão, «graças à Deus, né?», e chegam a pensar que por via da velha profissão acabarão no inferno.(...)"


a comparação.. a autopiedade, ou à sua incredulidade com a atual situação desproporcional(a eles) e aos seus trejeitos, etc..




"(...)Tenho esperança que as terras do Demo já estejam cheias de putas brasileiras, e que por caridade as mandem para o céu. Mereciam.
Espero até que o chifrudo já beba «chôpe», fale no «celular», «torça pelo escrete» e masque «chicrete» nessa altura.(...)"


e mais!!
mais exclusão de sua parte rancorosa em culpar umas "putas brasileiras" por suas derrotas como homens, mulheres e afins.. mais do insurge incontido aos dentes da raiva que condena e executa, aos dedos vistos, toda uma deflagração do ódio, inveja ou qualquer que seja o tipo de sentido ligado a.
é mais propaganda de segregação, e.. mais atenção.
(algo similar ao ocorrido em meados dos anos 40 na Alemanha, através de quem estava preso, saiu, e se ergueu, ergueu um país, e..)
tsc, tsc..





"(...)Tenho mesmo a ilusão de que os políticos desta nação de merda, deixarão um dia de dar o cu em acordos linguísticos, salvaguardando a língua portuguesa falada em Portugal dos minetes feitos por conveniência.(...)"


já, agora.. devo dizer que errei, sim. em denotar essa parte como sendo a de Portugal.. não há mesmo, uma especificação em controle direto da direção, isto é.. a quem esse autor se dirige? porque, "a dar o cu" para acordos da lingua, pode ser mesmo Portugal, embora esse texto tenha vindo antes do atual acordo ortográfico("hehe"), ainda que já à época, discutiam-se a este informe. - logo,

. se for a Portugal, não indico-o qual um apátrida, um traidor conforme já havia dito, mas a um "herói," mesmo! afinal é da luta de sua língua em preservar-se que se faz a ação.

. se for ao Brasil, enfim.. outro ataque descarado.




"(...)Podemos ser só dez milhões, e metade ser analfabeto, mas putas brasileiras no meu «caurdo» é que não.(...)"

agora, aos críticos!
o autor faz uma alusão clara e significativa às suas estatísticas de terreno e história, à base de dados(ou não) e coloca as "putas brasileiras" como a um ponto de exclusão. não há putas brasileiras suficientes em atender os tais dez milhões, ainda que analfabetos, homens, mulheres e afins a que bastariam-nas, as putas, sairem de seu próprio país. logo, não se trata de putas, e sim.. de brasileiros.
analisem até aqui e me corrijam, entretanto!



"(...)Podemos ser uns cabrões, convencidos que o que se faz lá fora é que é bem feito, que os outros é que são bons, mas pelo menos em questão de putas, como bons putanheiros que somos, saibamos escolher o que é nacional.(...)"

ps: volto-me à parte da confissão em que o tal dizia nunca ter ido às putas(quaisquer que fossem!!) e sempre insiste em descrever a sua "vas(ssss)ta experiência" com elas! e ainda mente, o $#%#! dizendo que escolhem o nacional.. bah! que conversinha-furada.. ¬¬




"(...)Estaremos a dar de comer aos filhos das putas, que não têm culpa nenhuma do filho da puta do país em que vivem.(...)"

ps2: e é tão nacionalista que subentende-se como a um pecado mortal de suas carnes, parirem quem deles lhes serão, inclusive! seus "herdeiros", ahahaha e, claro! a vociferar contra eles e todos os seus iguais!




--------------------


a minha análise primária deste texto de merda, dirigido às lacunas de quem esconde-se, porém! a dizer em quatro ventos que: "não era isso.." que: " é uma crítica ao meu país.." que: "eu amo o Brasil.." aff,
o que mais me enoja é a covardia! enfim, mas não posso falar sobre isso agora, uma vez que o autor não se manifestou e não tem culpa dessa merda de texto ter sido postado. não cabe a mim, dizê-lo.
mas ao seu texto, eu digo: lixo.. lixo de propaganda que não merece ser assimilada qual ao do nazismo.. porque este este texto é tão ridículo, é tão simplório, que não merece sequer ser rotulado que não de outra forma: um lixo.

e que venham os defensores da negação e do ato mascarado!
por que aqui, haverá quem não é.


ademais incursões referentes a este consumo de xenofobia e covardia explícita, eu me adianto.






sem mais,

Criado em: 28/6/2014 16:02
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Re: Sobre licença poética e afins,
Colaborador
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28/9/2011 22:22
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Mensagens: 1149
“a liberdade de expressão artística não se sujeita a controles estatais, pois o espírito humano, que há de ser permanentemente livre, não pode expor-se, no processo de criação, a mecanismos burocráticos que imprimam restrições administrativas, que estabeleçam limitações ideológicas ou que imponham condicionamentos estéticos à exteriorização dos sentimentos.”

a citação é do ministro celso de mello, em uma decisão sobre a obrigatoriedade do registro de músicos na ordem dos músicos do brasil, a omb.

à exceção de ofensas a um indivíduo, qualquer forma de expressão artística é válida, em minha opinião. no entanto, seria hipocrisia minha dar o mesmo suporte a obras pornográficas, pelo menos aqui no site. ainda assim, sabe-se que há espaços livres para obras desse caráter.

o luso traz em seu regulamento proibições a obras racistas, xenófobas, de conteúdo preconceituoso e etc.

acontece que a maioria das pessoas no luso tem dificuldade em decodificar a ironia e o sarcasmo, rapidamente tomando-os como ofensas pessoais.

a meu ver, em relação ao luso-poemas, talvez caiba ao autor de textos irônicos informar, antes ou depois de um texto, que este não é reflexo de sua opinião. em último caso, o autor poderia até explicar sua obra.

sobre o "putas brasileiras", li o texto diversas vezes e não o vejo como xenófobo. penso que o autor simplesmente utilizou um fato, a "invasão" de putas estrangeiras em seu país, para criticar a invasão da cultura brasileira em portugal, através de telenovelas e músicas da indústria cultural. o autor também critica o novo acordo ortográfico, que prejudica muito a língua portuguesa falada em portugal. pra mim é um texto triste, patriótico e raivoso contra o rumo que seu próprio país está tomando.

abraços

Criado em: 1/7/2014 13:41
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Re: Sobre licença poética e afins,
sem nome
existe a ofensa pública e indicada a um país através da ironia fina(e covarde, eu diria) em transpor às putas locais(das que estavam em trânsito à época) o seu modelo vil de dissertação.
o uso contínuo de falas e trejeitos destas quais não se restringem à elas mesmas. e sim, ao um contraponto ignóbil de percepção equivocada da sua forma de comunicação. isto é, para quem escreveu o tal texto medíocre, as pessoas todas daquele lugar(Brasil) falam daquela mesma forma incoerente. há uma evidência bem clara na parte de dados estatísticos em que o próprio autor demonstra de direção ao país e não às tais putas.
"(...)Podemos ser só dez milhões, e metade ser analfabeto, mas putas brasileiras no meu «caurdo» é que não.(...)"
uma vez que a população das putas nunca poderia suprir os dez milhões de portugueses, quem mais os faria frente na equação?
não há dificuldade de entendimento nesta questão textual. e como indicador de arte, é verdade! é realmente uma obra de arte de seu famigerado autor.. mas se formos por aí, o mein kampf também foi..

ao meu ver, no luso-poemas e em qualquer outro ponto de espaço crítico e de escrita, NUNCA se deve ter algo similar a isto. é uma ofensa pública e burra a um povo! é um escarro deixado à sua própria exclusão de covardia e negação. é um ultraje, sobretudo, ao próprio autor. pois o indignifica! suja as suas mãos e toda a história da que ele tentou e fez.. é uma mancha na sua história e não haverá desculpas que paguem essa merda escrita..



ps: sobre a cultura brasileira estar delegada, em Portugal, às telenovelas de época e música, eu pergunto ao apátrida em questão: "EM QUAL TELENOVELA EXISTE A PROPORÇÃO DEMASIADA, DIRIA AINDA, ROTINEIRA, DE FALAS TAIS À "CHICRETE", "CHÔPE", "CELULAR" GOSTOSONA" OU "VINTE PAU?" - me diga onde existe conotação similar à música brasileira?

- e não havia acordo ortográfico vigente(mesmo à idéia final) enquanto à postagem primária(sabe-o-que=é-isso?)deste texto. este é antes de.

- quanto a prejudicar a lingua falada em Portugal, rs.. - falou o novo-português!(ahahaha) -> (Portugal não merecia isso..)

- quanto a ser triste, realmente. deve ter acabado com a carreira do autor.. quanto a ser patriótico, não.. patriota é você lutar pela sua pátria, porém sendo decente aos seus atos(coisa que uns não podem entender, pois não lhes é de índole - um defeito de nascença). eu diria a este texto: nacionalista-ultraconservador e reles-tendencioso. já quanto o texto ser:
"raivoso contra o rumo que seu próprio país está tomando."
é mais triste, ainda!
por ler isto é indicada toda uma venda barata que é feita através da análise precária do "produto" em questão. o rumo que o país dele(do autor) está tornando, nada tem a ver com o Brasil que está há milhares de léguas de Portugal e a eles(os portugueses) pouco importam o nosso estilo de vida(de como falamos/procedemos/agimos/etc), pois.. eles têm outras coisas a pensarem.. logo, o Brasil não tem a ver com a nada "ao rumo em que estão se tornando", e sim, à cabeça desmiolada de um (qualquer)poeta que resolveu segregar os seus próprios atos sórdidos de preconceito crú e burro.

e triste ainda, é ter como defesa, alguém que vende-se em troca de um punhado de falsos abraços e alguma atenção daqueles em que a sua moeda, é em própria auto-segregação. se ao menos houvesse a empatia, até mesmo esses, que se vendem, tomariam a vergonha(merecida!) para si..

..mas isso, infelizmente, ainda é o mal do brasileiro: vender-se tantas vezes e por tão pouco valor.





Criado em: 2/7/2014 1:57
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Re: Sobre licença poética e afins,
Subscritor
Membro desde:
9/12/2013 12:47
De Lisboa
Mensagens: 3888
O dito texto, como português que sou, não merece quaisquer créditos.
Apesar de poder entender as razões do desabafo do autor ou, como diz o ditado " quem despreza quer comprar", não gostei e penso que é o que se chama de "texto infeliz".
Hoje são brasileiras, romenas, ucranianas, russas e, claro, portuguesas. É vê-las em frente ao Instituto S. Técnico, no Martim Moniz, na 9 de Julho, Parque Eduardo VII, etc.
Recordo uma expressão, "slogan" brasileiro muito divulgado:
"Brasil, ame-o ou deixe-o". (faltou o "e não reclame!") Mas, por muito que um estrangeiro pudesse amar o Brasil não poderia nunca reclamar nem dos impostos que pagava, nem do atendimento hospitalar, dos assaltos ou outro, que logo ficava na mira dos que, ainda que minoria, lhe diriam "...volta p'ra tua terra"
Recordo também, na época do "Cruzeiro Novo", o enorme fluxo nas cidades turísticas brasileiras, de argentinos sem condições económicas, as críticas e apelidos a que estiveram sujeitos.
Entendo portanto que o texto deve ser visto à luz do que é, um desabafo, que não representa um país nem é direccionado a um país, mas sim a uma classe que, saiba-se lá por que razão, incomodava o autor. É também verdade que a comunicação social, ávida de "manchetes fortes" exponenciava quaisquer notícias relativas. Porém, num programa, que não recordo o nome, ao vivo, no principal canal de TV da altura, a "RTP1", o apresentador e jornalista "Joaquim Letria" disse, em resposta a uma expectadora com similar opinião: -"vieram ocupar o lugar das portuguesas que foram para Espanha"-
Concluindo: Compreendo as razões e até a provável fonte de informação que resultou numa opinião pessoal do autor mas, repúdio totalmente o texto e atribuo-lhe, como leitor que sou, leigo e não analista literário, um cariz muito xenófobo que apenas merece o esquecimento.
Há outras provas, para ambos os países e para os leitores e certamente também para o autor, de carinho entre e para com a maioria da população. Não devemos dar mais atenção do que a que o texto merece!

Criado em: 2/7/2014 7:02
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Não sou poeta mas, quem sabe, um dia escreverei
um texto que (pela persistência e sorte) possa ser lido como poema
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Re: Sobre licença poética e afins,
Luso de Ouro III
Membro desde:
29/1/2012 11:43
De Piracicaba - SP
Mensagens: 2153
Concordo com o Azke.

Acho o texto infeliz e falho na essência. Se bem que a celeuma foi levantada pelo Caio neste tópico, não sei a que titulo. Mas, voltando ao texto, na minha leiga opinião, escapou ao autor o conhecimento da história de nossos países, principalmente quanto aos primórdios do descobrimento e povoação do Brasil.

Qualquer um que tenha lustrado bancos escolares com traseiros, fornidos ou não, sabe que os primeiros povoadores do Brasil foram os degredados. E também a qualquer um não foge o significado da palavra.

Contudo, nunca é demais recordar:
De uma pesquisa que encontrei no Google, amealhei algures:

“ ... os degredados portugueses estiveram presentes no país durante 322 anos, desde 1500 – quando Cabral deixou os dois primeiros no litoral da Bahia para ái aprenderem línguas e costumes locais e depois servirem, caso sobrevivessem, como intérpretes...”


“... Poucos enriqueceram ou alcançaram projeção social, alguns se arruinaram, uma parte continuou as viver exatamente como o fazia na metrópole, sustentando-se graças às esmolas, às práticas de feitiçaria e de curandeirismo, aos roubos ou à prostituição, o que gerava freqüentes e amargas queixas das autoridades coloniais....”



“...Nóbrega explica ao rei da conveniência de vierem do Reino algumas mulheres, a fim de cassarem e constituírem no Brasil “boas famílias”. Ele escreve uma primeira vez que “é necessário que venham muitas mulheres órfãs e de toda qualidade, até meretrizes, porque há aqui várias qualidades de homens; e os bons e os ricos casarão com as órfãs...”Quanto às prostitutas no entender de Nóbrega, seguramente se casariam sem dificuldade...


Esses excertos, fatos históricos incontroversos dão conta de um fato:


A primeira "invasão de putas" da historia luso brasileira ocorreu já em tempos idos e em mão inversa. Ou seja, as prostitutas existentes entre os degredados invadiram o Brasil, sem considerar se foi espontâneo ou não. Fazendo parte da formação étnica espalharam seus cromossomos nestes últimos 500 anos.


E quem sabe as moças que hoje vão para alem mar [as referidas no tópico, fique claro]não são descendentes daquelas que aqui primeiro chegaram, respondendo a um chamado genético que as faz procurar as origens ?





Fonte: Fonte: PIERONI, Geraldo. Vadios e ciganos, heréticos e bruxas: os degredados no Brasil - colônia. Rio de Janeiro, Bertrand, Brasil, 2002, 144p., em
Compilação: José Gustavo Wanderley Ayres, pesquisador do AHJPE
http://www.arquivojudaicope.org.br/20 ... /compilacoes/pieroni.html

Obs. Editei em 02.07.2014, às 10:39 hs HB

Criado em: 2/7/2014 9:40
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" ...descrevo sem fazer desfeita,
meu sofrer e meus amores
não preciso de receita
muito menos prescritores."


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Re: Sobre licença poética e afins,
Colaborador
Membro desde:
31/3/2008 16:45
De Braga
Mensagens: 8366
O tópico parece estar a levar um outro rumo, e centrando no tópico relativamente ao texto este incomoda-me. Reconheço que retratada esta realidade não é agradável de ler, não só porque mostra uma realidade que vai contra a moral "instituída" e afecta tanto o lado de cá como o lado de lá, e assim é, tanto para quem oferece como para quem procura tais "serviços".
Para escrever esta realidade bastou ao autor conhecer o que aqui se passa, sendo certo que o texto não generaliza sobre a mulher brasileira, embora se centre numa parte da figura.
Falta saber se esta realidade não resulta de tráfico humano, em muitos casos.
Agora eu coloco-me na posição dos brasileiros e claro, se fosse ao contrário também iria detestar o texto.
Afinal aqui em Portugal há tanta gente boa que fala mal o português e ninguém vai conotar a fala desses portugueses a um modo de vida menos "certinho"...

Criado em: 2/7/2014 13:02
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Re: Sobre licença poética e afins,
Colaborador
Membro desde:
28/9/2011 22:22
De Olinda, Pernambuco
Mensagens: 1149
coloquei o texto aqui por ser o melhor espaço para suscitar a discussão. o assunto do tópico proposto pelo gustavo tem como melhor exemplo o texto do torres.

enfim, não acredito que o torres seja xenófobo, só foi e é mal interpretado.

Criado em: 2/7/2014 15:58
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- Tom Zé
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Re: Sobre licença poética e afins,
Luso de Ouro III
Membro desde:
29/1/2012 11:43
De Piracicaba - SP
Mensagens: 2153
Sobre a licença poética, dois aspectos: o primeiro, entendo como “ licença poética” o exercício de ditos erros em louvor ao estilo ou da mensagem. Independe de ser ou não o autor isto ou aquilo “ofobo”. Licenças poéticas a parte, há que se considerar um cuidado primeiro em tudo que escrevemos. O Luso é público, amplo e irrestrito. Lido não só por portugueses e brasileiros.
Entendo que o Gustavo quis referir-se à liberdade de expressão e não licença poética. Antes de tudo, o autor deve exercer a auto crítica sobre seu produzido. É essa atitude que resguarda de mal entendidos [ se é que os há], pois não creio em casos fortuitos. São raros.
Nos termos da lei, grosso modo, pode-se escrever sobre qualquer assunto desde que não se constitua em apologia ou próprio crime. Também um aspecto discutível dentro da liberdade de expressão. Apologia ao nazismo ou às drogas é crime, mas num texto de ficção é possível fazer toda apologia que se quiser sem que seja enquadrado em tipo penal.
O segundo aspecto eu chamaria de bom senso. Se eu não tenho a intenção deliberada de provocar alardes, devo analisar meu escrito antes de publicá-lo. Isso me impede [ no meu caso, entenda-se] de escrever uma crônica sobre os açougueiros noruegueses. Estariam no mesmo patamar que as bailarinas belgas. Pelo mesmo motivo, evito situações que possam levar a uma conotação de anedota de italiano.

Criado em: 2/7/2014 16:59
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Re: Sobre licença poética e afins - para Rosafogo
Luso de Ouro III
Membro desde:
29/1/2012 11:43
De Piracicaba - SP
Mensagens: 2153
Boa noite,
sobre seu post, a notícia é falsa. Uma brincadeira de mau gosto. Veja o link

LM
http://boatos.org/politica-2/noticia- ... o-de-r-2-mil-por-mes.html

Criado em: 2/7/2014 20:32
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Re: Sobre licença poética e afins,
sem nome
na origem de uma festa ou desgraça, mesmo tratando-se de um nado-morto já com cabelo branco, terá com certeza uma cabra bem gorda amamentar os seus filhinhos, ou o negócio desaparecia como o fumo. e eu continuo a pensar: será que a culpa é delas, ou os santos é que gostam de ir à missa...

as voltas que as coisas dão! será que o gel ainda continua com vontade de escrever!

oupa

Criado em: 2/7/2014 20:40
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