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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
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Gostei muito de ler esta resposta da Sandra. É disto que se faz a mais valia de um forum, tirando de um texto que alguns lêem e nem comentam com receio de "parecer mal" os ensinamento sobre uma língua diversificada pelos povos que a fazem; é que não se pode esquecer que a língua evolui com esta força e nem as escolas têm mão nisso.

Criado em: 6/5/2012 23:26
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RoqueSilveira
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
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24/7/2008 17:57
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Sandra, a língua portuguesa é uma língua viva. um exemplo de língua morta é o latim, por isso se mantém imutável, Uma língua está em constante mutação devido à diferença entre a escrita e a fala. mas o que se tenta sublinhar é uma brasileirização da língua tornando isso uma ditadura da maioria. tornando isso uma ditadura económica devido às editoras brasileiras que claro constituem um universo global sozinhas por si só que todas as outras juntas dos outros países lusófonos.
mas o que se pretende também é fazer um paralelismo entre isso e o que está a acontecer ao site. Porque é inegável esse fenómeno e já nem se pode falar em contestação que vem de imediato à liça uma suposta xenofobia.
Agora o que me parece é poucos estão com coragem de assumir sequer que pensa nisso. Eu só comecei a pensar nisso quando veio esse argumento de xenofobia. será que não existe realmente uma tentativa de o fazer? senão assumida pelo menos subliminar nos procedimentos? é isso que se propões reflectir... Tão só. o resto são questões, Sandra que no geral eu concordo contigo, e a riqueza de uma língua está realmente aí.

Criado em: 6/5/2012 23:48
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
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24/7/2008 17:57
De Braga
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Acho que é tempo de eu, jaber, leitor assíduo e seguidor dedicado da coluna social do luso dar uma opinião clara do que foi posto em reflexão.
Eu, sinceramente e digo isto de alma aberta, quando dava opiniões e criticava os actos da actual administração nunca me lembrei do facto de serem os dois brasileiros, os administradores. Só me lembrei disso quando veio à liça por parte de um brasileiro o argumento de que estávamos (eu, e outros portugueses) a ser tão batalhadores pelo simples (e ridículo, sublinhe-se) facto de os administradores serem brasileiros. No principio fiquei triste pela pessoa de quem partiu essa alarvidade, depois reflecti…

Como o webmaster anda sempre a falar de estatística, os administradores espetam-nos com estatísticas para defender o tal hino, “o site está crescendo”, concluí por observação algo intrigante. Há e existe realmente em curso uma tentativa de abrasileirar a coisa… isso denota-se no tal hino que remonta às palavras de ordem de apoio ao Collor de Melo, presidente brasileiro retirado por corrupção activa e passiva.(lá, chamam-lhe impeachment) Após a vitória histórica de Tancredo Neves, este foi após a sua morte prematura substituído por José Sarney. Tancredo Neves foi recebido em Portugal como um herói, fez um discurso de improviso na assembleia da republica portuguesa (é coisa rara por aqui alguém ter essa honra) brilhante. Mas foi traído pela doença e José Sarney (ainda hoje um dos mais históricos corruptos brasileiros) sucedeu-lhe. Collor de Melo ganha as eleições seguintes com um slogan cantado pelas massas que dizia o seguinte: “um dois três quatro, cinco mil, queremos collor de melo presidente do brasil”. Bem é claro que não era “mil” que se dizia, nem “brasil”, era “miú” e “brasiú”. Depois seguiu-se aquele presidente que em plena marquês da Sapucaí se fez acompanhar por uma modelo sem cuecas. (vale que a mocinha estava bem depilada), o Itamar Franco. È então aí e depois disso que com FHC o “brasiú” se afirma como potência económica dominante na América latina e no mundo constituindo hoje os chamados BRICK. (qualquer duvida sobre esta designação é favor colocar por PM)

Neste momento a luta brasileira coloca-se na designação da própria língua, não querem que se chame “português”. Querem que se chame “Brasileira”. Há uma tentativa de colonização em curso, uma colonização mais nefasta e mais abrangente porque é cultural. A anulação de uma cultura em detrimento de outra (no seguimento da extinção das tribos índias do Alto Xingu, superiormente documentados por Sebastião Salgado.) é o ultimo baluarte de uma colonização bem-sucedida, no caso há até uma mal encapotada satisfação em colonizar o colonizador, fruto de traumas resultantes de um qualquer complexo (cultural) de inferioridade que não tem razão de existir. Na sua multidiversidade o brasil tem todas as razões para ser orgulhoso do seu percurso sem necessitar espezinhar ninguém, muito menos quem lhes deu o ser enquanto nação.

Mas sente-se neste momento essa dicotomia no Luso. Eu nunca a senti, sinto-a agora. Pelas acusações, pela forma de actuar da administração. Pegando de novo nas estatísticas qual a nacionalidade dos elementos que mais se fazem notar pela ausência? Nota-se uma debandada geral do lado dos “tugas” (eu detesto este termo, acho até que há aqui algo de pejorativo), e uma realidade que dá razão ao “tal hino”, “leitores estão vindo”. Repara-se realmente que há uma data de autores novos no Luso mas que na sua maioria não têm vindo a acrescentar qualidade, antes uma desclassificação visual e escrita do mesmo. Uma brasileirização? Talvez… é só estarmos atentos ao que nos rodeia, ter noção das mensagens brasileiras exportadas em forma de novela e que os portugueses de cultura maioritárimente baixa consome em catadupas.
Entende-se que o luso precise de se auto-sustentar e que quanto mais publico se chamar melhor, que o mercado brasileiro é muito mais apetecível. Mas fazer isso à custa do que me parece ser neste momento uma ditadura da maioria secundarizado e apoiado por quem se manifesta contra a censura e contra a massificação estupidicante é no mínimo humilhante.

O Sr. Webmaster assume uma posição covarde (falo da posição, não do webmaster, note-se) não me canso de o dizer e de o classificar como tal (perante a intransigência e reincidência refiro-me agora ao próprio webmaster, classifiquem como insulto e mandem PM de advertência).

Como são tão seguidores de estatística vejam por favor quantos “lusuários” (até o termo tinham que abrasileirar) existem, portugueses e brasileiros, quantos brasileiros e portugueses conseguem aliciar… mas atenção falo de utilizadores activos, esses tais meia dúzia de quatro ou cinco que andam por aqui a infernizar a “raça superior”.

Eu acho que andava tudo com medo de abordar este problema que tem subsistido por aqui mas não é atirando com o lixo para debaixo do tapete que nos vemos livre dele. Eu já me inscrevi em sites brasileiros de escrita, como a usina das letras e outros que chamavam ao perfil do utilizador “escrivaninha”, aí percebi porque os brasileiros chamam a MINHA página ao sítio onde editam um poema, Digo-vos que fui mal recebido e sempre que colocava a minha opinião era hostilizado. Este site constituía uma diferença nesse âmbito, podia-se colocar uma opinião, discutir o contraditório mas de repente tudo mudou. Entrou em vigor a mesma violência ditatorial das massas. Até hoje já recebi duas advertências, já fui apelidado de Xenófobo, de machista e outros mimos que tais. Se de uns (umas) pela sua actuação no site não me surpreendeu, de outros foi uma desilusão total. O respeito intelectual que lhe(s) tinha sofreu um abalo enorme porque fizeram tábua rasa daquilo que defenderam noutros sítios para depois virem defender o indefensável em nome de interesses escusos que nem me atrevo a conjugar aqui (com medo de ser injusto, só).

Mas eu acho que não deve haver medo nem cobardia. Se o interesse é tornar isto um site brasileiro (com escrivaninha) é só avisar, mudar de novo as regras em conformidade com isso. Afinal não és (dirijo-me a ti Ricardo) o DONO do site? Protege então os teus interesses mas fá-lo de forma honesta. Diz e assume que nós aqui não somos bem-vindos, a não ser que nos transformemos numa Dona Xepa qualquer da novela das nove. E fica isto entregue aos Coroneis.

(sr. moderador do fórum, se de alguma forma isto fere as regras faça favor de agir em conformidade. Chamar covarde é insulto? Talvez, depende do contexto não é? Daí o pedido de definição de insulto lá no seu “inteligente” post do esboço que nos atirou às fuças…)

Criado em: 7/5/2012 16:32
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
sem nome
Sim, o Brasil é uma nação medíocre e em terra de medíocres, quem tem o rei na barriga é hostilizado -- ou idolatrado, caso cantor, jogador de futebol e corrupto. Dito isto, acho que você (não consigo usar tu sem soar não-brazilian) será sempre hostilizado enquanto quiser trazer de volta a glória do Império Português em um site (come on!) feito para postadores de dores-de-cotovelo.

Havia, sim, aparentemente boa escrita por aqui, mas o site cresceu e involuiu ao abraçar contribuições de qualquer rapper anônimo por aí, ao invés de apenas textos dos mesmos heterônimos de Pessoa e Espanca de sempre...

Enfim, o que deveria fazer o fundador? Fechar apenas para portugueses (e não noveleiros)? Organizar um concurso a nível nacional (Lusitano) para angariar mais lusos para o Luso, para fazer frente à enxurrada tupiniquim? Talvez vender o Luso para o Facebook?

Também acho tuga afronta. Esses bairrismos me entediam...

Criado em: 7/5/2012 23:25
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Da casa!
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Meu caro jaber,
Sabes (se não sabes ficas a saber)que gosto de te ler no teu humor inconfundível e respeito-te acima de tudo como homem, mas quanto a esta coisa de bairrismos e xenofobias e e brasis e portugais e etc. não tem ponta por onde se lhe pegue e sabes que eu estou à vontade para falar disso (já tive o brasil em casa, já me tornei independente do brasil, sou tuga, vejo novelas brasileiras e portuguesas e americanas, menos venezuelanas, sou europeu e sou do mundo, estudei alemão e inglês e latim e gosto dos espanhóis,sou federalista e contra as fronteiras, enfim).
Acho que quem critica seja o que for se expõe muito mais à crítica. E se é fácil defender uma posição, deve ter consciência que há milhentas de posições contrárias que a rebatem e a razão que julgue, sabendo nós que há razões que a razão desconhece.
Por isso acho que o melhor é nem sequer mencionar as rivalidades, fazer de conta que não existem, partir do princípio que não existem. Pelo menos é o que eu faço. Gosto do brasil e pronto. Tenho consciência que esse país tem um importante papel a desempenhar no mundo e na história e contra isso batatas.
Haja uma potência que faça frente aos ingleses, americanos, chineses, russos e etc. e fale a minha língua e tenha a mesma base cultural e histórica que a minha!
Volto a dizer: o brasil é a joia da coroa da história de portugal e o resto coitados de nós. Cá andamos de crise em crise, mas cheios de prosápia e de toda a razão disparando contra os pés.
Portugal e os portugueses não são mais nem menos do que o Brasil ou os brasileiros, mas eles vão chegar lá onde, coitadinhos de nós, nem de bicos de pés.
Deixemo-nos de complexos de édipos ao contrário que se os brasileiros quiserem (num futuro não muito longínquo)bem matam o pai como quem pisa uma barata. A nossa sorte é sermos europeus, mas atenção que os gregos também, por enquanto.
Taí (gosto de usar a diversidade linguística da minha língua que é riquíssima, bué, com o contributo de índios, africanos, beirões, alentejanos e etc.).
Se me lembrar mais de alguma coisa mando recado.
abraço
uersus

Criado em: 8/5/2012 0:26
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
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Que coisa, ter que vir aqui discutir o que não tem discussão!
Pois eu li ambos, jaber e uersus e ambos tem (a sua)razão salvo na acusação que este faz àquele (chamar bairrista é redutor) e no que abaixo direi.
Saibamos ler o que o primeiro diz. Quem primeiro falou em machismo, bairrismo ou coisa parecida foi outrem, que tentou levar uma discussão séria, frontal e honesta para o amesquinhamento da posição.
E o que é caricato é que me parece que o uersus lê o tópico de forma atravessada, critica-o mas acaba por dizer o mesmo, mas retirando o rabinho da seringa da contestação directa, bastando para tal atentar no seu penúltimo paragrafo - "Taí (gosto de usar a diversidade linguística da minha língua que é riquíssima, bué, com o contributo de índios, africanos, beirões, alentejanos e etc.)".
Engraçado é que em qualquer maioria esta não precisa de ser bairrista, porque a maioria se impõe por si própria. Vejamos as tribos no Brasil que praticamente desapareceram do mapa e onde a maioria nem se preocupa em preservar sua identidade, cultura e espaço. A devastação da floresta avança inexoravelmente contra todos estes pequenos povos. E a devastação florestal chegou já a Portugal, esta é a verdade, agrade ou não e há que reconhecer: o Brasil é maioria, é grande, tem potencialidade, vende e consegue impor-se.
Ser contra bairrismos é uma pseudo generosidade e uma quase cobardia dos que fazem parte das minorias.
Há sim que ser tolerante. Mas, é às maiorias que incumbe respeitar as minorias, ajudando elas próprias as minorias a defender a sua identidade, a sua cultura.
Não o querendo fazer, basta de terrorismo psicologico e de acusações para vergar todos à maioria. Isto serve também para o UMAV, já que ninguém disse que do Brasil vinham mediocridades, nem sequer aqui se puxaram os galões à antiga "superioridade" ou domínio deste " bairro" sobre outros.
A globalização só faz a humanidade perder, porque é na diversificação que verdadeiramente se evolui.

Criado em: 8/5/2012 8:33
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RoqueSilveira
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
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17/7/2008 22:41
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Ora aí está uma frase que diz o que há a dizer nesta matéria: "A globalização só faz a humanidade perder, porque é na diversificação que verdadeiramente se evolui." (Roque Silveira)
No caso da Língua Portuguesa, eu, pelo menos, entendo perfeitamente o registro oral desde a Galiza ao Algarve, passando pela Madeira, Brasil, Açores, enfim... de todos os locais por onde Portugal semeou esta bela Língua.
Também a entendo, e aqui com muita mais facilidade, no seu registro escrito. A Língua não é património de um país ou região dentro de um país, mas de todos. Por isso, há a necessidade de a cuidar com zelo.
Creio que já basta na deriva histórica da Língua a castelhanização do português falado na Galiza, isto no seu registro escrito. Se há a adoptar algo, porque os tempos são diferentes e há a necessidade de incluir termos para responder a essas necessidades, então que se faça com coerência: repare-se nas palavras criadas para a ciência, onde a grande maioria nascem do eixo greco-latino.
Não creio que as palavras que surgem amiúde na linguagem corrente acrescentem valor como, por exemplo, "deletar" ou "site". Isto é cair no erro da globalização, cair na estupidez porque estamos a desrespeitar-nos.
O Português tem, felizmente, capacidade para resistir e vai resistir porque também felizmente tem académicos capazes. (Bom, tem por enquanto porque as Letras, não só neste cantinho do Mundo, estão a ser maltratadas, dando-se primazia a outro género de conhecimento).
Americanizar a Língua é o mesmo que trocar uma boa chouriça por um reles "hamburguer".
Um abraço
Xavier Zarco

Criado em: 8/5/2012 11:35
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
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24/7/2008 17:57
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Umav e Versus, aos dois, eu aconselho uma segunda leitura e uma correcta interpretação do que digo. Há sempre ilações a tirar nas entrelinhas. Há afirmações no texto do tópico, por exemplo, que querem dizer exactamente o contrário. É preciso perceber onde acaba a ironia e começa o real. Ontem um utilizador questionava-me por pm sobre uma afirmação que ele considerou insultuosa, nesse texto, por má interpretação por parte dele. Quando lhe expliquei exactamente o sentido disso, ele percebeu que eu até estava a tomar as dores dele relativas a um assunto em que foi vitima. Para finalizar dizer que ele era brasileiro acho que não acrescenta muito à discussão, pois não? Por isso no mínimo interpretem correctamente aquilo que está escrito, saibam ler para lá das ironias porque há aí afirmações vossas que denotam má interpretação do que disse.

“Dito isto, acho que você (não consigo usar tu sem soar não-brazilian) será sempre hostilizado enquanto quiser trazer de volta a glória do Império Português em um site (come on!) feito para postadores de dores-de-cotovelo.” (umav).

Fui hostilizado em sites Brasileiros (nomeadamente a Usina das Letras), unicamente por ser português, ao fazer uma crítica a um texto sem qualquer referência a nacionalidades, um simples critica. A resposta foi curta e grosseira e não me tratava pelo nome, tratava por “português”. Quando dei troco acusando de xenofobia recebi por mail uma advertência da moderação e minha resposta foi apagada. (isso é um facto). Não fui lá levar “de volta a glória do império português”, fui tão só exercer um direito de resposta.

Não sou parvo de tomar a parte pelo todo, isto já vai há anos, fiquei intrigado com a agressividade com que fui tratado mas nunca disse nada. Saí do site e pronto.

“Havia, sim, aparentemente boa escrita por aqui, mas o site cresceu e involuiu ao abraçar contribuições de qualquer rapper anônimo por aí, ao invés de apenas textos dos mesmos heterônimos de Pessoa e Espanca de sempre... “ (Umav)

Aqui ninguém se pretende afirmar herdeiro de Pessoa e Espanca, pelo menos que eu note, eu nunca editei, nem aspiro a isso, aiás andam por aí opiniões minhas sobre o assunto. E essa herança não pertence em exclusivo aos Portugueses, pertence a toda a língua portuguesa, a todos os países Lusófonos, assim eles queiram, da mesma forma que me sinto herdeiro de Machado de Assis, de Amado, de Pepetela e tantos outros. Essa afirmação encerra em si própria uma tendência para o menosprezo que não contribui para a elevação do debate.

“Enfim, o que deveria fazer o fundador? Fechar apenas para portugueses (e não noveleiros)? Organizar um concurso a nível nacional (Lusitano) para angariar mais lusos para o Luso, para fazer frente à enxurrada tupiniquim? Talvez vender o Luso para o Facebook?

Também acho tuga afronta. Esses bairrismos me entediam...
“(Umav)


Devia existir uma clarificação que constasse das próprias regras do site. Que alertassem que o site é para quem gosta de praticar o exercício de escrita de uma forma honesta e aberta no sentido de evoluir. Que os textos que vai escrever aqui não lhe pertencem para lá da propriedade intelectual. O espaço é de todos e de franca partilha nas opiniões, nas criticas e no debate de ideias. Ou um pintor depois de vender o quadro vai a casa do dono chamar à obra, “a minha página”?. Podes-me responder com esse argumento “chinfrim”, “se não gostar, não leia” mas aí desvirtua-se por completo o espaço, e a isso eu respondo: se não quer que se opine (já nem falo em critica) não edite o texto. Porque um autor que não está aberto a isso não é um autor honesto. E podem dar a volta que quiserem, argumentar de pernas para baixo. Esse autor quer escrever para mostrar aos amigos que escreve umas coisas. Para isso cria o seu blog e aí manda ele. Quer vir a um espaço público que o faça de peito (e alma) aberta. Já recebi críticas boas, críticas más, algumas que não concordava e rebatia. Fiquei chateado com alguém por causa disso? Nunca. Da mesma forma que não estou contigo por estar aqui a debater, antes pelo contrário… O luso é isso mesmo e respeito-te mais por isso.


Bem, essa de “tuga afronta” não percebi, se quiseres clarificar, agradeço. Quanto ao tédio que dizes sentir não é real ou não te darias ao trabalho de me” dares bola”. Agora acusar-me de bairrismo? Não Umav. Isso é desconhecer tudo o que digo… não me vou alongar, basta que leias alguma coisa do que escrevo.


(…)mas quanto a esta coisa de bairrismos e xenofobias e e brasis e portugais e etc. não tem ponta por onde se lhe pegue (…) (Versus)

Tens razão, não tem ponta por onde se lhe pegue, por isso me insurgi quando quiseram colar as minhas posições a isso mesmo. Nunca tinha pensado nisso, mas quando veio a lume essa acusação fiquei a reflectir nela… Fiquei a pensar em tudo o que tem acontecido no Luso nos últimos meses, fazendo equivalências e paralelismos. A hostilização parcial cujas provas estão aí para quem quiser ver. Isto aos poucos está a adoptar as mesmas medidas que os sites brasileiros do género, pelo menos os que conheci como a usina das letras e o recanto das letras. Será uma “teoria da conspiração”? Reconheço que posso ser acusado disso mas as evidências estão aí, sou livre de pensar, não? E até de um ponto de vista meramente economicista faz todo o sentido, tornar isto mais “user friendly” para uma determinada maioria passando por cima dos valores que estribou a criação do mesmo. Vemos agora, sempre que se tenta colocar regras a algo a primeira coisa é criar um “código penal”. Isto é no mínimo ridículo. Mas é muito ao estilo brasileiro, se reparares nos sites do género.


“ Gosto do brasil e pronto” (Versus)


Eu também. Aliás não é por acaso que faço uma resenha histórica dos últimos presidentes brasileiros. Foi escrito na ponta da pena, não fui investigar ao Google. Se tenho esse interesse histórico é porque gosto do país. Fora a história de Portugal o Brasil é a par dos países europeus a história que melhor conheço. É porque gosto, porque me interesso. Digo sem qualquer imodéstia que conheço a história brasileira melhor que muitos brasileiros. Também sou federalista, também sei falar Inglês, Francês (und ein bistchen Deutsch), e sim, adoro Espanha.


“Acho que quem critica seja o que for se expõe muito mais à crítica. E se é fácil defender uma posição, deve ter consciência que há milhentas de posições contrárias que a rebatem e a razão que julgue, sabendo nós que há razões que a razão desconhece.” (Versus)


Verdade e esse exercício de debate dá-me gosto, desde que feito com elevação e é para mim, também, um excelente exercício de escrita. Tenho por hábito respeitar o oponente e os seus argumentos e se faço um juízo de valores é sempre sobre o seu argumento. Isso é continuamente mal interpretado por aqui.


(…)“fazer de conta que não existem, partir do princípio que não existem” (Versus)


As rivalidades são salutares, desde que contribuam para o enriquecimento comum e nunca para uma tentativa de menosprezo única e simplesmente porque constituem maioria. Essa é uma sobreposição da razão da força à força da razão. Eu não tenho por hábito fazer de conta que algo não se passa, quando na realidade passa. Quando alguém num debate de ideias usa como argumento ultimo uma acusação dascabida (xenofobia!) tenta apelar às massas, recolher apoio dessa maioria como recurso primário de imposição da sua razão. Isso acontece quando sente que afinal não tem razão, mas depois entra a teimosia e aí é mau. Eu ponho o dedo na ferida, ponho mesmo. Se sinto que algo não está bem, digo o que penso. Não faço de conta.


“Deixemo-nos de complexos de édipos “(versus)


Concordo inteiramente. Quem numa discussão manda esse argumento além de sofrer desse complexo, tem um qualquer trauma de inferioridade. Digo eu…


Bem, se te lembrares de mais alguma coisa manda recado. Nós aqui do Norte não deixamos ninguém sem resposta, carago.


Abraço (sincero) aos dois, “Umab” e “bersus”. (é a minha pronúncia!)

Criado em: 8/5/2012 13:25
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
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Minha cara Roque,
Dizes:
Pois eu li ambos, jaber e uersus e ambos tem (a sua)razão salvo na acusação que este faz àquele (chamar bairrista é redutor) e no que abaixo direi.
Eu escrevi:
Sabes (se não sabes ficas a saber)que gosto de te ler no teu humor inconfundível e respeito-te acima de tudo como homem, mas quanto a esta coisa de bairrismos e xenofobias e e brasis e portugais e etc. não tem ponta por onde se lhe pegue e sabes que eu estou à vontade para falar disso
Agora repara e diz-me se eu acuso o jaber e se digo que ele é bairrista.
“quanto a esta coisa de bairrismos” Repara que coisa é sinónimo de tema e não de tua pessoa.
Portanto, é fácil acusar-se outro de acusar. Apenas o que faço aqui é tratar um tema dando a minha opinião, apresento a minha posição, procurando fundamentá-la com argumentos, uma grande parte dos quais de natureza pessoal e subjectiva, outros, já, mais objectivos ou simples factos observáveis, outros, até, banais afirmações do senso comum.
Não me vês (lês) a fazer juízos pessoais como me fazes a mim:
E o que é caricato é que me parece que o uersus lê o tópico de forma atravessada, critica-o mas acaba por dizer o mesmo, mas retirando o rabinho da seringa da contestação directa, bastando para tal atentar no seu penúltimo paragrafo - "Taí (gosto de usar a diversidade linguística da minha língua que é riquíssima, bué, com o contributo de índios, africanos, beirões, alentejanos e etc.)".
Digo eu: Onde é que critico o tópico? E desde quando uma participação crítica é discordar com o tópico(?). Eu concordo ou discordo da opinião de outros, não do tópico. Uma coisa te digo eu: retiro mesmo o rabinho a qualquer seringa! (rs) Mas se digo o mesmo é porque concordo. Isso é errado?

Meu caro Xavier,
Partes da frase da Roque, com a qual não concordo inteiramente, pois para mim a globalização é uma inevitabilidade e que a diversidade tem de ser respeitada. Os portugueses contribuíram para essa globalização.
Dizes:
A Língua não é património de um país ou região dentro de um país, mas de todos. Por isso, há a necessidade de a cuidar com zelo.
Se o zelo for a norma, sabe (sei que sabes) que a norma anda sempre atrás das transformações linguísticas e de outros imperativos que não estritamente linguísticos. A língua é pertença de toda a sua comunidade de sujeitos falantes e não de alguns, minorias ou maiorias, e é tanto mais rica quanto maior for a sua diversidade e criatividade, não só dos escritores como também dos falantes analfabetos, que podem ser tanto ou mais linguisticamente criativos do que aqueles. Antes do “americano” foi o francês; o latim sofreu a influência do grego e será sempre assim. Compete-nos tentar lutar contra a corrente. Também prefiro uma boa chouriça.

Meu caro Jaber,
Dizes:
“Deixemo-nos de complexos de édipos “(versus)
Concordo inteiramente. Quem numa discussão manda esse argumento além de sofrer desse complexo, tem um qualquer trauma de inferioridade. Digo eu…
Também dizes:
Tenho por hábito respeitar o oponente e os seus argumentos e se faço um juízo de valores é sempre sobre o seu argumento.
Digo eu: Uma coisa é dizer outra é fazer.
De acordo com a teoria dos atos de fala John Searle e seguidores, o que fizeste na primeira citação foi um juízo de valores sobre a minha pessoa e não sobre a minha opinião ou argumento, ou seja, fizeste-me uma acusação pessoal do foro psicológico.
Repara que no meu argumento eu utilizo a primeira pessoa do plural incluindo-me nele. De qualquer maneira, ele é de natureza global e sociológica, ou melhor, psicossocial. Tem a ver com comportamentos de grupo e não é uma individualização, pessoalização ou fulanização, muito menos em relação à tua pessoa. Aliás, é um argumento legítimo e válido, um exemplo metafórico que tem servido de fundamento a várias teorias psicanalíticas ou psicossociais.
Mas como vês, é muito fácil, no calor da discussão de ideias, se passar de um nível abstrato, geral, das ideias, para o pessoal e eu poderia aqui vir à liça e responder na mesma moeda, e lá voltava isto ao mesmo rebuliço de sempre. E era aqui que o botão poderia servir ou o administrador ou seja lá quem for deveria intervir e obrigar-te a retirar a ofensa como tal considerada. Caso contrário, terias de provar esse meu complexo ou trauma de inferioridade, ou seja, uma perturbação de natureza mental.
Mas vou poupar-te, porque, na verdade, tenho mesmo o complexo de inferioridade: só tenho 1,65 m de altura e gostaria de ser maior para namorar com as mulheres mais altas e modelos, queria ser mais rico só para me vingar dos meus patrões e do ministro e secretários de estado da educação, para poder publicar todos os livros que me desse na real gana, mesmo que fossem uma bosta, e ver muitos a bajular-me, queria ser brasileiro, porque assim faria parte da maioria de 200 milhões, queria ser do FCP porque era sempre campeão e não tinha de ouvir as piadas que ouço, até queria ter um coiso bem grande só porque seria maior (não é que funcione mal), mas lá está, tenho que me esforçar mais, como já ouvi a alguém dizer… e ainda não acabei com os complexos, mas não tenho tempo nem espaço.
Acho que termino por aqui.
Obrigado por me deixarem dizer isto.
Já mandei o recado e esgotei o meu plafom.
Abraço
uersus

Criado em: 8/5/2012 16:48
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
sem nome
Eu me referia ao bairrismo do termo "tuga", curto pra "portuga". Realmente há entre os brasileiros um preconceito contra portugueses como exemplificado por "piadas de português", aquela coisa meio disfarçada como o inexistente racismo por cá. É tudo levado na malandragem e na conversa fiada, tudo bem dissimulado. Eu não gosto da cultura brasileira. Pra ser honesto, sou filho da cultura digital, sem fronteiras...

Criado em: 8/5/2012 17:20
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