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Re: Sobre licença poética e afins,
Luso de Ouro
Membro desde:
1/12/2011 18:30
De Rio de Janeiro
Mensagens: 509
Caro Gel, a meu ver, é inapropriada uma articulação rígida entre o sujeito ou tema de uma obra e a vida privada do autor. Isso se deve ao fato de o sujeito de uma obra não ser existencial, ou seja, ele não possui uma existência física como eu ou você; ele é um produto artístico que não se relaciona diretamente com ninguém, mas sim a uma consciência coletiva, a fatos que dizem respeito ao domínio da cultura e não apenas a um único indivíduo. Por isso, a arte ou o sujeito de um dado objeto artístico é universal, pois ele faz parte da estrutura de um objeto estético que mantém com a realidade exterior a si uma relação de sentido ou significação e não de cópia passiva da realidade ainda que se trate de uma obra realista ou naturalista. Grande abraço.

Criado em: 24/6/2014 11:02
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Re: Sobre licença poética e afins,
Colaborador
Membro desde:
24/7/2008 15:57
De Braga
Mensagens: 2803
Olá Gel
A tua dúvida é pertinente no actual estado de discussão do luso-poemas enquanto sitio livre de opiniões e ideias.
Há muitos recursos estilísticos na língua portuguesa, perfeitamente identificados, como metáforas, antíteses, hipérboles e até anáforas, perífrases, etc. Aqui há uns dias escrevi um texto em que suportei a crítica que me fizeram na defesa de um recurso estilístico, a anáfora, houve um(a) que ainda não percebi o género sexual, que veio dizer que não viu nenhuma anáfora! Eu não lhe respondi porque não respondo a pessoas que me faltaram ao respeito aqui no luso. A partir de uma certa altura de convivência decidi fazê-lo e quando alguém ultrapassa a civilidade, o respeito para comigo eu risco-a das minhas respostas e não lhe dou a mínima bondade nas suas opiniões sejam elas pertinentes ou não! Já não tenho nada a provar neste sítio, sou o que sou, trato todos com respeito e à falta de respeito não respondo da mesma forma. Risco essa pessoa, esse utilizador, essa personagem que se esconde atrás de um nome inventado, que confunde este sítio com as redes sociais. Já aqui disse eu a “lambidela” enquanto cumprimento por algo que gostamos é normal, já o compadrio é NOJENTO!

Isto serve de introdução para dizer que aqui no Luso pelo que me é dado observar os seus frequentadores mais comuns têm muito pouca cultura geral, para não dizer nenhuma, muito pouca noção do acto de escrever e ser lido e pior do que isso, não estão abertos a aprender, antes interessados numa espécie de ditadura de usos e costumes. Imagina por exemplo que eu digo mal do estado brasileiro, do “status quo” vigente baseado na corrupção altamente (e vocês brasileiros não têm noção disso) noticiado pela europa. De imediato vem uma trupe de circo de cabritos andantes e burros de crina branca dizer que eu sou racista, xenófobo e o diabo a quatro. Imagina também e vou ter que o dizer, eu, um confesso admirador da cultura brasileira, ainda há uns dias assisti a Maria Gadú, digo que o actual estado do luso se deve a uma administradora, ela sim xenófoba, que se dedicou a escorraçar o máximo de portugueses que conseguiu. Abrasileirou isto no pior que a palavra pode conceber em si, com utilizadores que se sentem confortáveis aqui para editar o pior que já li, escrito num português abrasileirado, sem o mínimo de respeito pela língua pátria. Pior do que isto, há muitos e bons escritores brasileiros que saíram, outros que são pura e simplesmente ignorados, só porque não participam neste compadrio nojento instaurado.

E é assim caro Gel que a tua pergunta é pertinente. Quem escreve só pelo prazer de ser lido de uma forma espontânea usa dos recursos estilísticos que mencionei como arte é ignorado na área de textos, e insultado no fórum se coloca a sua opinião de forma franca e livre. Eu agora já muito pouco sou insultado mesmo no fórum mas não é por falta de vontade, é por medo de cair nas tramas da “coluna social”, uma ferramenta que encontrei para ser lido sem ter que andar a “lamber” ninguém, e o número de leituras está aí. Devo ser o autor mais lido do sítio! Eu aceito que ataquem as minhas ideias, que as discutam, que as coloquem à prova, não aceito ser insultado pessoalmente com referencias até pessoais relativamente a doenças como já me aconteceu aqui, ou com referência aos meus filhos porque a cobardia de quem se esconde atrás de um “nick” é infindável. E é essa a separação que tem de existir logo à partida, a liberdade que eu tenho de escrever e usar de todas as ferramentas que a literatura me põe à disposição.

Aqui há uns tempos coloquei um texto todo escrito em “pronúncia brasileira” que me foi apagado e eu pergunto, se cerca de 80% dos autores não respeita a língua fundamental, escreve aberrações como já li aqui em expressões como: “naum”, o autor queria dizer “não”; “tô” o autor queria dizer “estou”; “vamo” o autor queria dizer “vamos”; “ti amo” o autor queria dizer “te amo” ou na forma correcta “amo-te”, mas aqui é das coisas que temos de entender como diferentes entre as duas realidades culturais, o que não se admite é o “ti” em vez do “te”; “filmi”, o autor queria dizer “filme”. Eu podia preencher uma página inteira assim só de memória dos erros que vemos quando abrimos a página inicial e nos dedicamos só a ler os títulos. Foram os custos da “abrasileirização” a todo o custo deste “saite” (o autor quer dizer site). Esse texto apagado, eu perguntei porque mo apagaram. Será que não tenho o direito de escrever como os restantes 80% dos utilizadores do sitio? Não, não me perguntes quem apagou o texto, tu sabes!

Há uma cultura também ela brasileira de “pouca democracia” aliás patente na forma como as cargas policiais são feitas aí no brasil, algo incongruente aqui na europa e o que essa administradora andou a fazer, lançar gás pimenta nos olhos do manifestante já manietado e devidamente preso pela policia. (eu podia agora fazer uma prelecção do Lula, das suas promessas, do quanto intoxicou o povo, e agora segue (o seu partido, o PT com a execrável Dilma) uma politica espúria de defesa dos grandes patrimónios em prejuízo do povo que o elegeu.

E é como nos sentimos aqui, manietados e presos e para cumulo ainda nos lançam gás pimenta, com cortes, exclusões, castigos, suspenções e a carga ligeira de cabritos andantes e burros de crina branca quais mochos de olhos arregalados, sem a mínima noção de escrita, de leitura, acima de tudo de LEITURA! Não compreendo como alguém se intitula POETA e não sabe interpretar uma obra, um simples texto e na tentativa de o interpretar desenvolve uma opinião escatológica sobre o assunto. Mas foi esse o sítio que durante a ausência do Trabis se fabricou durante cerca de dois anos, e o resultado está à vista.

Assim meu caro Gel, na minha opinião, a resposta à tua questão tem vários nomes: Liberdade, Tolerância, Compreensão, Espirito aberto. Veste essas vestes e serás capaz de exercer o teu livre direito de crítica, de análise e se errares meu caro Gel, não te preocupes, estamos sempre a errar.

Criado em: 24/6/2014 14:28
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Re: Sobre licença poética e afins,
sem nome
análise lúcida do Jaber sobre o momento atual (brasileiro e luso)

e,no entanto, na recente passagem do Trabis ele aplaudiu tudo isso que está aí

Criado em: 25/6/2014 1:35
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Re: Sobre licença poética e afins,
Luso de Ouro
Membro desde:
4/2/2013 22:42
De Uberlândia - MG - Brasil
Mensagens: 2374
Oi a todos

Acho que estou mais para ouvir do que falar, mas me sinto na obrigação de agradecer, ainda mais por opiniões tão bem colocadas! Enriqueceram bastante tudo aqui. Já tenho uma certa direção.


Jaber,
Entendo seu desabafo. Dá um certo receio de comentar a respeito, não estou tão por dentro dos fatos, corro o risco de cutucar a ferida sob o curativo: sem saber a gravidade; o tamanho; se cicatrizando, ou em carne viva... Tenho uma opinião um tanto diferente, principalmente com relação a interação. Não quero defender nada, é mesmo uma opinião minha. Sei que cada um aqui tem seus interesses e, já que estamos falando em liberdade, também devem ser considerados, mesmo que seja apenas o interesse nessa interação entre grupos. Penso assim! Quanto ao aprendizado, é algo muito pessoal. Cabe a cada um correr atrás do que veio buscar, se alguém pretende ficar parado, o problema é dele!
Já com relação ao exemplo que colocou (não li seu texto, mas dá para ter uma ideia), um texto conforme descreveu, assim como o "manifesto anti-antas" do Caio, é certeza de briga certa! Mas até ai tudo bem, creio que tinha total convicção quanto a isto! O que não acho justo é tirar seu direito de publicar o texto, acho bem mais justa a briga (Entenda briga aqui como discutir o assunto e até alguns palavrões, se for o caso, mas te atacar pessoalmente falando de filhos e coisas assim... Pelo amor de Deus! Já é apelação, aberração!). Porém, tem um outro lado nesta história: o site. Entendo o lado do site em tentar manter uma certa harmonia, tentar evitar certos tipos de discussão. Aliás, muito se fala aqui em imagem do site, qualidade de textos... Pode ter certeza, qualquer um que passe por aqui sem conhecer bem o site e dá de cara com algumas dessas brigas, da forma que são travadas hoje, vai achar que aqui só tem loucos! E bem pior para a nossa imagem do que os erros de português!
Jaber, vou até frisar isso de novo: não estou defendendo nada, nem ninguém, é mesmo minha opinião.
Por fim, perfeito: Liberdade, Tolerância, Compreensão e Espírito Aberto!


Grande abraço a todos.
Obrigado pela presença.


Criado em: 25/6/2014 2:59
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Re: Sobre licença poética e afins,
Subscritor
Membro desde:
1/5/2012 1:18
De Belo Horizonte
Mensagens: 1114

Pessoalmente tenho muita dificuldade de conviver ao lado de pessoas arrogantes e de nariz empinado, aqueles que se julgam sabedores de tudo e palavra final sempre. Acho isso lamentável, pois nesta passagem por aqui na terra somos apenas aprendizes e muitíssimo limitados em nosso aparato de percepção da realidade que nos circunda, que é totalmente biológico isto dito para não adentrar ao lado espiritual. Acho complexo separar o texto do autor e suas minúcias de caráter muito evidentes nestes. Como um indivíduo intolerante em sua escrita tem a nos dizer sobre liberdade de expressão?

Criado em: 25/6/2014 10:32
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Re: Sobre licença poética e afins,
sem nome

em jeito de piloto dois presos pilotavam dois hotéis no espaço aéreo dos respectivos espelhos.

um preso diz a outro preso: o teu crime é maior que o meu.

o outro preso diz ao primeiro preso: estás a brincar ou quê! eu só te dei um murro!

e o primeiro preso responde: só podemos matar o mar, a mim não.

às oito da noite um preso caiu, o outro exibiu a sua vaidade com arrogância do costume. depois a policia apanhou-o na cama


(podemos escrever tudo, até insultar a cultura dos outros que somos muito bem educados. só não podemos receber a mesma moeda porque isso é faltar ao respeito!) desde quando uma cultura é mais, ou menos que outra! pensei que fossem apenas diferentes)

santa hipocrisia

Criado em: 25/6/2014 12:20
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Re: Sobre licença poética e afins,
Subscritor
Membro desde:
1/5/2012 1:18
De Belo Horizonte
Mensagens: 1114
(podemos escrever tudo, até insultar a cultura dos outros que somos muito bem educados. só não podemos receber a mesma moeda porque isso é faltar ao respeito!) desde quando uma cultura é mais, ou menos que outra! pensei que fossem apenas diferentes)

santa hipocrisia

Intervenção perfeita

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/ne ... umpost32072#ixzz35env4NM4

Vou montar uma fábrica de espelhos, pois ao que parece eles andam em falta no mercado internacional.

Criado em: 25/6/2014 12:27
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Re: Sobre licença poética e afins,
sem nome
meu amigo, isso não se aplica quando existe um objecto definido como direcção objectiva.

daqui a pouco veem-me dizer que todos os textos são abstractos. eh

haja espírito, aberto, mas aberto mesmo ou pelo menos um fechado candidato a obras.

já agora, ainda bem que existe o fogo para queimar daninhas e

haja vida por aqui

Criado em: 25/6/2014 12:31
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Re: Sobre licença poética e afins,
Subscritor
Membro desde:
1/5/2012 1:18
De Belo Horizonte
Mensagens: 1114
Existe uma palavrinha mágica que se chama "comunicação".
Posso escrever "telefone" e entenderes "abacaxi".
Parece simples mas comunicação de fato é bastante complexo.
Palavras escritas são símbolos que têm que ser reinterpretadas pelo receptor que pode (quase sempre) não estar na mesma sintonia do emissor.

Criado em: 25/6/2014 12:45
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Re: Sobre licença poética e afins,
sem nome
bom, já eu sublinhei essa vertente dando como exemplo duas telas.

a tal guerra nem é minha, no entanto e porque é a comunicar que se fala ama agride e se faz quase tudo no teatro da vida no cinema onde os actores se encontram, apenas disse um pouco do que pensei quando li o texto do Gel.

como deve ter entendido, estes últimos referem-se ao outro texto entretanto vindo à baila, texto esse que expressa a ideia, opinião, de que uma determinada cultura, a do povo brasileiro, no caso, está atrasada... e por aí fora. e eu digo que no brasil existe várias culturas e penso que não há culturas mais ou menos mas diferentes. a cultura brasileira vai ser sempre diferente por motivos geográficos e outros... assim como as demais culturas do ovo engraçado em que vivemos. e não se pode negar que existem expressões infelizes. às vezes acontece e, ou nos colocamos o desafio de o perceber ou mais tarde fazer uma avaliação ao tamanho das orelhas

e é claro, como vivemos um tempo de aparências as ditas cujas não dão muito jeito

Criado em: 25/6/2014 13:07
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