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Re: Sobre licença poética e afins,
Subscritor
Membro desde:
1/5/2012 1:18
De Belo Horizonte
Mensagens: 1114
Poderá existir avaliações que ultrapassem o próprio contexto perceptivo do receptor? Espremida uma laranja não jorrará suco de uva.

Criado em: 25/6/2014 13:39
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Re: Sobre licença poética e afins,
Colaborador
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24/7/2008 15:57
De Braga
Mensagens: 2803
Olá Gel
Não tens que te justificar, tens direito à tua opinião, tens direito a expressá-la e, sublinho, a tua questão trazida ao fórum é muito pertinente.

E como qualquer questão que se traz aqui ainda que pertinente tem sempre uns debiques e que no caso até vem de encontro às tuas questões sobre separação do que escrevemos e do nosso “eu” pessoal que deve ser inatacável. O que o Caio escreveu e eu próprio pode ser rebatido, debatido, contestado. Tudo é passível disso quando escrevemos e temos que aceitar isso, eu aceito, e debato desde que balizado pela fronteira do respeito pessoal.

Por isso vamos dar um exemplo que veio à liça aqui neste tópico: eu posso dizer de algo que escreves, um texto, uma opinião, “ o seu texto é patético”! Ainda que virulento o comentário refere-se ao exercício da escrita da pessoa em causa, do autor. Mas se eu digo: “o senhor é patético” estou a faltar ao respeito à pessoa em si, à sua personalidade enquanto ser, a pegar em argumentos ausentes de substancia critica, fazendo o que é mais fácil. Ao dizer de algo que alguém escreveu que: “(…) defecou demais.
Ele está com diarréia.
Por favor, abaixe a tampa.”
É uma não crítica, é uma desvalorização primária, recorrendo a termos impróprios sem respeito pela pessoa, nem pelo que ela escreveu. É claro que depois no meu caso são ignoradas ainda que o seu comentário depois desse acto seja até adequado e bem posto. Mas como caiu nessa pobreza primária recebe aquilo que eu achei por bem dedicar a essas pessoas. O meu desprezo. Frases feitas de “porta da rua” e “coisa e tal” passam-me ao lado enquanto argumentos.

É essa a separação que tem de ser feita e só essa Gel, o respeito pela pessoa que escreve deve e tem de ser intocável, inatacável mas aqui pela falta de prática da tolerância, do uso da inteligência recorre-se ao insulto pessoal para atacar uma ideia contrária à nossa. Essa é a única fronteira da escrita, da crítica, da leitura, de tudo o que tiver a ver com literatura. Eu nunca desrespeitei ninguém aqui de forma pessoal, posso desrespeitar o que essa pessoa escreve, mas normalmente nem isso faço, discordo e coloco a minha contradição e isso é uma forma de escrita também, a abordagem do contraditório, o domínio escrito da interpelação, da discordância, enfim da argumentação. E tenciono continuar a fazer uso desse domínio e dessa prática. Porque isso é também um estilo de escrita e para mim um estilo que me é caro e do qual gosto muito.

Gostei que o Gel tivesse aberto este tópico e mais uma vez os meus parabéns por ele, é assim que o sítio cresce.

Abraço Gel

Criado em: 25/6/2014 13:43
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Re: Sobre licença poética e afins,
Colaborador
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28/9/2011 22:22
De Olinda, Pernambuco
Mensagens: 1149
achei melhor colocar o texto do torres aqui, mesmo porque ele pode muito bem exigir que seja removido. ainda assim, não lhe vou pedir permissão porque nós dividimos a mesma amante: a palavra.


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As putas brasileiras

As putas brasileiras infestaram o meu país. Estão por toda a parte, até na minha sopa.
Povoam os classificados dos jornais com títulos como «Bundinha gulosa», «bum-bum apetitoso» ou «gostosona».
Atendem em apartamento ou nos clubes, ou em ambos.
Quando chega o verão é vê-las nas esplanadas dos snack-tascos, bebendo «chôpinhos», rindo solto e lançando charme para quem passa.
Acabaram com o negócio das putas nacionais. Menos exuberantes, menos roliças, mais caras.
Por acaso nunca fui às putas. Não sou homem para isso e já me chegam as que fui conhecendo ao longo da vida, sem anunciarem os seus serviços. Mas se fosse, nunca escolheria uma brasileira.
As putas brasileiras falam alto e mal. Não fazem concordâncias de nenhuma espécie…
«Tu, me ama, eu?», «eu te amo, tu», «são vinte pau»…
Soa-me bem melhor a caralhada da portuga de dentes fanados na beira da estrada. De meias e alma rota.
«-Ó filho, pára aqui que ta como toda, caralho!»
O Senhor Primeiro que nos fode a todos, não devia foder as nacionais. Devia proteger a classe. Dar-lhes a possibilidade de serem concorrenciais, verdadeiramente comunitárias.
As putas brasileiras frequentam as zonas de restauração dos centros comerciais e falam alto nos seus «celulares».
«-Oi amor, vem ter comigo no shopping»
«Quero te apresentar a Bruna. Tu vai gostar…»
As portuguesas atacam nas estradas esburacadas do meu país esburacado, têm dentes podres, que contrastam com a dentição muito branca das meninas do outro lado do mar.
Não evocam Deus em vão, «graças à Deus, né?», e chegam a pensar que por via da velha profissão acabarão no inferno.
Tenho esperança que as terras do Demo já estejam cheias de putas brasileiras, e que por caridade as mandem para o céu. Mereciam.
Espero até que o chifrudo já beba «chôpe», fale no «celular», «torça pelo escrete» e masque «chicrete» nessa altura.
Tenho mesmo a ilusão de que os políticos desta nação de merda, deixarão um dia de dar o cu em acordos linguísticos, salvaguardando a língua portuguesa falada em Portugal dos minetes feitos por conveniência.
Podemos ser só dez milhões, e metade ser analfabeto, mas putas brasileiras no meu «caurdo» é que não.
Podemos ser uns cabrões, convencidos que o que se faz lá fora é que é bem feito, que os outros é que são bons, mas pelo menos em questão de putas, como bons putanheiros que somos, saibamos escolher o que é nacional.
Estaremos a dar de comer aos filhos das putas, que não têm culpa nenhuma do filho da puta do país em que vivem.

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Criado em: 26/6/2014 7:23
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alguns anos de solidão - blogue

"ah, meu deus do céu, vá ser sério assim no inferno!"
- Tom Zé
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Re: Sobre licença poética e afins,
sem nome
(vamos lá por mais uma achas...)

e eu que tanto gostava de saber porque plantaram cães por estas cidades ansiosas de protagonismo sob o negrume de uma capa carente onde a mais velha profissão do mundo é procurada essencialmente por dobermenns e postos de gasolina de acessibilidades sujas.


Criado em: 26/6/2014 7:49
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Re: Sobre licença poética e afins,
sem nome
Caio, ressuscitar esse texto é como lançar cem archotes a um palheiro! nem as putas escaparão ao inferno!

Criado em: 26/6/2014 8:54
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Re: Sobre licença poética e afins,
Subscritor
Membro desde:
1/5/2012 1:18
De Belo Horizonte
Mensagens: 1114
Tenho mesmo a ilusão de que os políticos desta nação de merda, deixarão um dia de dar o cu em acordos linguísticos, salvaguardando a língua portuguesa falada em Portugal dos minetes feitos por conveniência.

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/ne ... umpost32093#ixzz35m9SgiT6

Chamar uma nação de merda nivelando-a pelo Lixo existente é no mínimo falta de bom senso e visão abrangente. Um texto preconceituoso, arrogante, soberbo e que provoca claramente os brasileiros. Se não me engano as regras do site falam sobre textos que incitem o ódio, por menos que isso, ouve quebra-quebra aqui em BH, entre argentinos e Mineiros. Nação de merda gostaria de ver o Jaber falando isso lá na praça 7. Para falar a verdade é muito fácil latir através de um texto, vá as ruas, vá as comunidades, seja linha de frente nas comunidades, aplaque o sofrimento dos seus semelhantes, vá as ruas de madrugada, ajude, ai não vai perder tempo latindo. A desgraça de um povo são aqueles que criticam sentados em seus rabos sem se mexerem, esperando que o maná lhes caia do céu. Seja homem de ação e não de falação. Latir todos latem na hora do vamos ver se conta nos dedos.

Criado em: 26/6/2014 18:44
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Re: Sobre licença poética e afins,
sem nome
sendo, o autor não se refere ao Brasil como nação de merda, mas sim a Portugal, e ele tem mil razões para o dizer. há uns anos atrás houve aqui em Portugal uma invasão de prostitutas brasileiras que levou tudo de enxurrada. ao ponto de algumas serem expulsas pela população feminina de certos vilarejos porque os maridos andavam loucos pelas conas brasileiras que se amontoavam em bordéis recentemente abertos. ora, que a mulher brasileira é jeitosa, disso não há dúvidas! o autor fala exclusivamente de putas, portuguesas e brasileiras, e é bom que assim se entenda. não concordo com a idéia de que o texto incita ao ódio. é apenas sobre factos bem reais. agora tu, com essa tua linguagem agressiva, nem parece que andas atrás da luz maior!

Criado em: 26/6/2014 19:59
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Re: Sobre licença poética e afins,
sem nome
afinal como é, ninguém sabe cantar!

sete fronhas e um lençol que a... tenéné deu ao rol

acende a lâmpada, ó joão

Criado em: 26/6/2014 21:05
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Re: Sobre licença poética e afins,
Subscritor
Membro desde:
1/5/2012 1:18
De Belo Horizonte
Mensagens: 1114
Conhece a história de padre pio,( o bofete que curava) ou da energia dos raios em nossa vida. O indivíduo deu margem a que se interprete o texto da forma que fiz. E quem disse a que a luz não queima e destrói. Esta história de Santo, só se for do pau oco. Nas ruas de madrugada quando distribuímos sopa a todos gratuitamente, conheci muitas mulheres da noite, que têm mais honra do que os homens prostituídos que as exploram sexualmente. Será porquê as prostitutas estão nas ruas? Não importa falou das mulheres brasileiras. Não existe bala perdida. Não careço que ninguém me ache iluminado, não sou político, muito menos busco cargo eletivo. Se existe prostituta a culpa são dos animais selvagens que as exploram que são mais prostituídos que elas. Não adianta falar, vá para ação. Pense a respeito, projete e coloque em prática. Quem espera por governo morre reclamando. Há milhares de organizações não governamentais que trabalham com todo tipo de situação. Blá, blá, blá, arrogante me irrita, pois nas ruas em hora nenhuma vejo os falastrões. Qualquer um de vocês de pronto já fica convidado a vir a BH conhecer o trabalho realizado em Minas Gerais, no Brasil e em vários outros países. Parem de blá, blá, blá e façam alguma coisa para mudar não só o contexto do próprio umbigo.
O nosso mundo não carece de santos, mas de homens de carne e ossos, que arregassem as mangas e construam com seu sangue ( não do outro) uma realidade decente para todos.
Ação imediata é a ação de hoje, fui, tenho mais a fazer.

Criado em: 26/6/2014 21:06
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Re: Sobre licença poética e afins,
Luso de Ouro
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4/2/2013 22:42
De Uberlândia - MG - Brasil
Mensagens: 2374
Acho que se o pessoal encarar o texto como um exemplo a ser discutido sobre o tema proposto, considero até que valeu muito o Caiu ter colocado ele aqui. Ruim pelo fato do autor não poder se defender, mas por outro lado, sem a presença dele, dá para focar melhor no texto.

Vou dizer o que penso a respeito tentando formular, para mim, uma conclusão sobre o assunto, pegando um pouco das ideias deixadas por cada um.

Vejo que só seria possível desvincular o autor da obra para textos de cunho artístico, como poemas e contos, e que para alguns tipos de textos tentar essa quebra, pensando bem, tiraria todo sentido e, talvez, nem seria justo quando a intenção do autor é de realmente expor sua opinião. No entanto, mesmo na arte, percebo que a separação nunca será total, talvez nem possa! Não que o artista está impedido de ousar sobre um tema polemico. Sabendo onde por o pé, dá para andar em campo minado. O fato é que ele sempre será responsável por ter entrado no campo. Se escorregar e cair de bunda numa mina... É uma questão de saber fazer.

Sobre o texto, tentando ignorar o que minha a INAGINAÇÃO sugeri, já que não dá para acusar o autor pela maldade que vejo, e que pode estar apenas nos meus olhos. E, ainda, mesmo sendo esta a intenção, não está explicita. Dá para dizer, até o ponto "... nação de merda...", que fala sobre um fato local, um problema local. O que ficou ruim foi esse ponto no texto, mas cabe ainda um "mal entendido".
Vou trazer um pouco da minha maldade à tona e considerar que a intenção do autor foi mesmo a de "caçar encrenca".... Se foi, creio que ele conseguiu o que queria!
Aliás, o texto só vale a pena em caráter polemico, se entregando a INAGINAÇÃO, fora disso seria até risível imaginar alguém analisando a cultura da puta e não outros ATRIBUTOS!
O problema é se não foi esta a intenção... Ai o autor acabou pagando pelo erro do ponto "mal entendido". Para mim, ignorando minha IMAGINAÇÃO, o único ponto. Não pelo fato de falar do Brasil, mas por ter generalizado, colocando todos numa mesma privada...
Mas, sinceramente, não daria muita atenção a isto.


Abração a todos.


Criado em: 27/6/2014 0:36
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