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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
sem nome
Ah, que maravilha esta Língua Portuguesa...

Uma coisa é certa: Portugal é um país maravilhoso, assim como o Brasil e quer queiramos ou não um faz parte da história do outro.Não podemos mudar a história, os rumos que a política de cada um determinou, as influências culturais e linguísticas, mas podemos compreender que depois de passados dois mil anos de sua origem no que é hoje a Galiza e no norte de Portugal, donde foi introduzida a Língua Portuguesa, muita coisa mudou.O mundo mudou!E se mudou, foi porque as pessoas também se modificaram, adquiriram novos conhecimentos,ficaram mais próximas e cada vez mais necessitando transmitir e receber informações de toda espécie, influenciando e deixando-se influenciar.Assim os vocábulos foram surgindo.Com a chegada dos Portugueses ao Brasil,com os indígenas não foi diferente.A única e triste diferença é que pela força a Língua Portuguesa foi introduzida no Brasil.Aliás, não só o idioma, como a cultura .Quando chegaram aqui, já existia o Tupi, o guarani... com o tempo alguns vocábulos foram se incorporando à língua Portuguesa, da mesma forma que outros povos contribuíram com o acréscimo de tantos outros vocábulos. E hoje,o que se convencionou chamar "português do Brasil" e "português europeu" há um grande número de variações regionais.
Bem, o que quero dizer com tudo isso é que o idioma, nossa principal ferramenta de comunicação na sociedade em que vivemos, vai sendo adaptada às necessidades dessa sociedade, portanto Brasil e Portugal têm o idioma, na origem igual, mas evoluíram de forma diferente.
Vivemos hoje num mundo onde as fronteiras geográficas são superadas pelo advento da internet, o que torna os povos mais próximos, compartilhando mais e se influenciando mutuamente, mas e se não fosse assim? Talvez daqui a alguns anos, brasileiros e portugueses tivessem dificuldade de se comunicar...Pensando bem,atualmente, se não houver uma padronização, no sentido de preservar a Língua Portuguesa, quantas formas ela pode tomar, sendo falada em tantos países e com tantos contextos diferentes influenciando-a?

Deixemos de bobagem...A língua tem o caráter de quem a usa.
Há gente boa e gente não tão boa em qualquer parte do mundo.O que importa é que a língua possa cumprir o proposto, que nada mais é do que colocar as pessoas em contato, permitir a comunicação,a troca de conhecimentos, experiências, sonhos e ideais.É disso que a humanidade precisa para continuar existindo e, se não for pedir muito,um pouco de fraternidade.

Se Portugal ainda não é o que sonham os portugueses, o Brasil também não, mas já somos bem melhores do que já fomos um dia e quem conhece a história sabe que não foi fácil chegar até aqui.De uma coisa tenho certeza, acolher as diversas culturas tem nos enriquecido, e muito! Uma prova de que compartilhar é sempre melhor.

De qualquer forma, que cada qual faça o seu melhor, dê sua melhor contribuição, seja em qualquer idioma.

Eu, nem sempre agrado a todos, afinal não sei tudo nem conheço todas as coisas, mas me esforço.Uns gostam outros não e aceito cada manifestação como um parâmetro para me guiar sobre o que faço bem e o que preciso melhorar.Só me chateio quando minha nacionalidade pesa mais que minhas ações. Embora eu faça parte de uma nação, sou uma pessoa única, com pensamentos únicos e personalidade única, assim como cada pessoa neste planeta,inclusive "você(tu) que está(s) lendo..."

Abraços a todos.
:)




Criado em: 10/5/2012 8:49
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
Membro desde:
24/7/2008 17:57
De Braga
Mensagens: 2802
Olá Leila

Em primeiro lugar dar-te os parabéns pela forma lucida e desempoeirada como abordaste o tema em questão.

Eu moro em Angola, aqui há uns tempos no trânsito caótico que se vive nesta cidade, um cidadão angolano gritou-me do carro dele:
- Sai da frente BRANCO da merda – e eu respondi-lhe na mesma moeda:
- Que é que tu queres ó PRETO? –o individuo desatou a chamar-me racista…!

Isto para pegar agora numa frase tua, e citá-la: Só me chateio quando minha nacionalidade pesa mais que minhas acções. . (fim de citação)

Ora eu também, concordo contigo por inteiro. Senti-me “chateado” quando reduziram uma questão de fundo deste site a uma diferenciação de nacionalidades (já para não falar de géneros sexuais). E foi esse argumento (redutor per-si), que me levou a reflectir e escrever o que escrevi. Porque perante isso foi o que senti. Eu posso estar errado, nunca ponho essa hipótese de lado mas até que alguém me prove o contrário é isso que penso e não sinto estar a cometer delito nenhum em o afirmar. É o que sinto. (ponto)

Não há nas minhas elucubrações históricas e culturais qualquer crítica ou ironia, ao contrário do que pensaram algumas mentes menos avisadas. O que se pretende é que a administração, moderação ou o diabo a quatro respeite as partes de um todo e nós portugueses aqui somos uma parte, cada vez mais pequena é certo (e aí essa administração carrega culpas pesadas) mas que merece (acho eu) o respeito dos restantes elementos (brasileiros). Nota-se no conteúdo e na forma uma tentativa de aproximar o site a realidades que não são nossas nomeadamente a normas de funcionamentos adoptadas por sites brasileiros do género onde impera uma espécie de código penal. Senão repare-se na apresentação das regras do fórum que se debruçam mais sobre os castigos do que aquilo que se pretende que seja um fórum que é exactamente isto, a Leila dar a sua opinião, eu a minha num debate franco e honesto sem cascas de banana e pontapés nas virilhas como esse das nacionalidades.

Por isso a minha afirmação que se não nos querem cá avisem, sejam leais e sinceros.

Eu espero que a Leila tenha percebido a minha fundamentação, não há em mim, nada (antes pelo contrário) que me mova contra o Brasil (vês Caíto? Está com letra grande, no outro foi um mero engano, perdoa). Bebo muito da cultura brasileira no campo literário e musical por isso seria uma traição à minha própria maneira de ser. E eu sou leal, franco e honesto, naquilo que digo e que penso, de mim nunca se há-de dizer o contrário.

Beijo Leila

Criado em: 10/5/2012 23:13
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
sem nome
pra começar a minha adição nesse tópico, quero lembrar
uma coisa que aconteceu quando eu, se me lembro bem,
nem estava aqui no site:

o caso do Zé Torres e as putas brasileiras.

ouvi falar muito desse texto e do próprio Torres,
muito antes mesmo de ler o tal texto, e fui cevado
com diversas opiniões de pessoas por quem nutro
bastante respeito, fossem elas de qualquer lugar.

uns me falaram que o texto, desde o título,
era xenófobo e misógino e isto e aquilo,
enquanto outros disseram que foi tudo
um grande equivoco.

fiquei extremamente curioso não só sobre o texto,
mas sobre o autor e a pessoa do autor, o Zé Torres.
então corri atrás, procurei saber dele, o encontrei
e, pelo que soube, com a ajuda de alguns amigos seus,
consegui convencê-lo a voltar ao site e a republicar
aqui o tal texto "dos infernos". ele publicou, e eu
guardo esse texto até hoje, porque sabia que demoraria
para encontrá-lo novamente, já que o Torres estava numa
de apagar os textos deles tão logo os publicava...

esse texto fez algumas pessoas se indignarem,
o que me deixou estupefato, depois que o li.

quero deixar aqui o comentário da Maria Verde
no texto do torres (que também guardo até hoje),
que é, o que posso dizer como leitor, a melhor
interpretação do as putas brasileiras.


"Este discurso carrega uma análise ideológica que
aparentemente rejeita uma realidade transcendental,
possibilitando uma leitura sintomática, com distorções
e silêncios. Eu disse POSSIBILITANDO.
A fenda entre o significante e o significado é aberta
demandando possíveis posicionamentos conflitantes
entre o autor e o leitor.
Hoje consigo ler com mais clareza, sem suscetibilidades,
este texto que tantas vezes já fora publicado (acho que 3
vezes). O mesmo texto que outrora me desagradou pelo
preconceito lingüístico e outros mais, observados em
MINHA leitura, agora não me diz nada quanto a isso.
Serve-me atualmente como testemunho de um escritor/cidadão
e sua insatisfação política e social sobre Portugal, apesar
do discurso abordar ferozmente um problema social sério do
povo colonizado por esta nação.
Evidentemente que sua abordagem polemiza, reabre feridas,
pois a alteridade social é excluída do discurso e, talvez,
por vários motivos, ou nenhum deles. Falta de conhecimento;
animosidade com o outro povo, ou pessoas, ou culturas;
valorização exacerbada de sua própria cultura em um processo
“avultatório” dentro de um discurso nacionalista; ou mesmo
visibilidade (não aquela de que falava Ítalo Calvino), mas a
visibilidade sobre si, sobre o sujeito, como meio analítico
da recepção do seu texto, entre outras coisas. Tudo isso é
válido, posto que é apenas a visão do autor utilizando as
informações que conhece tentando validar sua ideologia.
A mesma ideologia que pode ser discutida e não assentida
por alguns leitores... normal. Mas não se deixem levar pelo
título. Como eu disse acima, o que está sendo abordado
é a língua e a aculturação."
- Maria Verde
(Gladys, se quiser que eu apague, é só dizer)


hoje eu entendo o afã que fez com que se indignassem,
porque senti o mesmo quando li os dois últimos textos
do jaber aqui nessa coluna: o primeiro, onde ele cita
o "lusuário", e o segundo, onde ele fala um trecho
da história do Brasil (pois é, fiquei com raiva mesmo,
jaber, porque juntou tudo mas, agora, tudo tranquilo).

acontece que já tive contato com o jaber antes e,
por esse motivo e também por um tantinho de sangue
frio, conversei com o próprio e obtive esclarecimentos
que a cegueira da raiva me impediam ver: interpretação.
ainda tenho muito o que aprender nesse campo, mas tento.

agora vamos ao que interessa, porque já está muito longo:

não enxergo nenhum embate entre nacionalidades aqui.
eu, embora seja um nacionalista assumido, não vejo
lógica em "espezinhar" ninguém por isso. muito menos
em tentar "pisar" em qualquer outra pessoa por ela
ser de outro país. sim, quero o melhor para o meu
pais, mas não à custa de despetalar cravos.

eu mesmo já tentei mais de uma vez trazer portugueses
de volta pra cá, como o Silver, o Torres, o José Brás,
a Alexis... não para trazer "a antiga glória do império
português", mas para trazer o antigo brilho ao luso,
e isso quando eu era da administração. tentei fazê-lo
também com o Júlio Saraiva (brasileiro, pra quem não sabe).

o luso não é um site português nem aqui e nem na China.
tampouco é brasileiro ou o caralho de asa, como se diz
aqui nas terras do Leão do Norte.

como eu disse pra você, jaber, em PM
(publicar palavras minhas pode? espero que sim...)

"a 'brasileirização' que você fala, não sei dizer,
mas sim, temos muito mais brasileiros aqui do que
qualquer outra nacionalidade. no entanto, como disse
o próprio criador (não o dono: não nesse assunto),
o Luso é um site voltado para países lusófonos, logo,
ainda que tenha sido criado por um português e tenha
sido, em sua maior parte, iniciado por portugueses,
a nacionalidade do site se perdeu já há muito tempo."


o termo lusuário, por exemplo, foi inventado na mais
pura inocência do seguinte pensamento:

nem todos somos poetas, mas somos todos lusuários.

foi mesmo com carinho que passei a usar esse termo,
criado com o mesmo carinho que sinto pelo Luso-Poemas.

nem tinha pensado se era um termo brasileiro ou português,
tanto que, na época da origem do termo, até fiz um poema
em que dizia "brasigueses e portuleiros"...!

o Trabis gostou do termo e o adicionou ao sistema,
mas apenas na área onde aparece quem está online.

obs. posterior:
bastou adicionar o "L", já era
usuários quando cheguei.


sobre a mediocridade, posso dizer que está transbordando.
o que posso (ou podemos) fazer? ninguém nasce sabendo
que poesia não é só feita de


"batatinha quando nasce
se esparrama pelo chão
menininha quando dorme
põe a mão no coração"

não se combate a mediocridade expulsando os medíocres
a socos, pontapés ou rabos-de-arraia. o jeito é criticar.
um simples botão de apagar não deveria nos impedir disso.

aqui me despeço, por ora, e me desculpem qualquer erro,
ato falho ou possível ofensa, desde já.


abraço pra quem é de abraço
e beijo pra quem é de beijo.


Caio

Criado em: 11/5/2012 7:48
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
sem nome
Bom dia amigos.

Acho que o anda faltando por aqui é o lado prático das coisas, sabe...

Antes de manifestar-me mais uma vez sobre esse assunto gostaria de apresentar algumas definições, que penso representar a situação atual do site Luso Poemas.

Lusofonia:
É o conjunto de identidades culturais existentes em países, regiões, estados ou cidades falantes da língua portuguesa como Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e por diversas pessoas e comunidades em todo o mundo.

Lusófono:
Pessoa que fala a língua Portuguesa

Lusuário: Pessoa lusófona que se utiliza do espaço virtual "Luso Poemas", destinado à manifestação intelectual, artística e literária, conforme sua identidade cultural; Palavra formada pela junção dos termos "Lusófono" e "usuário"(que se utiliza de )


Bem, o que penso é o seguinte:

As tecnologias da comunicação aproximarão cada vez mais as pessoas e isso é inevitável, a não ser que deixemos de nos utilizar de tais recursos e paremos no tempo.Uma pessoa pode fazer isso, mas não creio que um país inteiro possa fazê-lo, por questões políticas, econômicas e sociais, pois se o fizessem "andariam a passos de tartaruga" e o povo certamente sofreria as consequências de viver num mundo à parte.

A internet nos oferece um mundo sem fronteiras, mas isso não significa que também é sem limites.As regras básicas da boa convivência, o senso crítico e o respeito devem nortear as relações virtuais para que sejam favoráveis ao desenvolvimento do homem, não contrário... O que também não significa que todos podem ou vão se comportar dessa maneira, o que torna necessário a elaboração de regras gerais de convivência, nos espaços virtuais que frequentamos, conforme ao que ele se destina, instituindo direitos comuns e deveres, para benefício de todos.

Como disse antes, a internet nos proporciona um mundo sem fronteiras e aqui somos vistos e levados ao mundo das nossas emoções, somos conflitados com conhecimentos diversos e quer queiramos, quer não a globalização é uma realidade. Somos agentes culturais o tempo todo, em todos os lugares. A internet potencializa esse poder e isso não é mal quando pensamos que podemos, além de divulgar a beleza da nossa cultura, cultivar a cultura da paz e do respeito.Acho perfeitamente possível manter tradições culturais e o espírito de unidade nacional desde que seja essa a vontade do povo, porque o que une o povo e o torna uma nação não depende da forma que outras nações vivem, mas do quanto esse povo é capaz de valorizar a própria cultura sem desmerecer as outras. Cada povo construiu e vem construindo sua história, com lutas, derrotas e vitórias e a glória consiste no fato de que independente da nacionalidade, todos constroem a história da humanidade.

Assim, antes de mais nada precisamos, cada um de nós descubra quais são os motivos que nos trazem aqui, quais são os princípios que nos guiam e o que pretendemos.Compreender que os únicos responsáveis pelos fracasso ou sucessos de uma Nação é seu próprio povo, do quanto são politicamente ativos, do quanto valorizam a educação e do quanto são capazes de contribuir.

Se o Luso-Poemas foi criado apenas para portugueses, com o intuito de divulgar a cultura e a língua Portuguesa falada em Portugal talvez, devesse estar explícito na pagina principal, onde qualquer pessoa que tivesse acesso pudesse ver. Assim,os interessados em conhecer e os portugueses interessados em contribuir, saberiam como usufruir do site. Se for o caso, retiro imediatamente tudo o que postei, afinal minha atividade não corresponderia com os objetivos do site.Entretanto, se o Luso-poemas, foi concebido com o intuito de que todos os lusófonos, pudessem compartilhar sua cultura, seus sentimentos, conhecimentos e afins, nada mais correto e inteligente do que compreender que aqui as diferenças se desfazem, pelo poder da comunicação proporcionado pela língua que compartilhamos, ainda que com algumas diferenças.
É uma questão de saber olhar para isso tudo como uma vitrine cultural e perceber que existem outras formas de se pensar, de se viver, de olhar para o mundo de perspectivas diferentes...

Quanto às regras,acho que todos podem contribuir com o respeito pelo ser humano, mas organizar e deixar claro as regras gerais de utilização é necessário, mas antes é preciso esclarecer: Qual a finalidade deste espaço, o Luso-poemas?

Abraços a todos!


Criado em: 11/5/2012 20:38
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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
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Membro desde:
22/8/2009 4:28
De Porto
Mensagens: 3332
oi jaberdisse querido ocê está falando muito bem à moda do brsiú viu cara, não me diga que anda tendo lição com Ibernise que é um amor di pessoa. A galera aqui não gostou né? Pois eu adorei viu, ocê tem um humor porreta cara, qual Cleber qual quê, é mesmo aí cara que o bicho pega, e quem não soubé siparar perú de pintinho está mesmo mau.

beijinho em seu coração viu cara
amei

Criado em: 14/5/2012 0:46
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A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.
Aristóteles

meu Blog - http://amanhecer-palavrasousadas.blogspot.com

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Re: Entrevista improvável (cuidado, pode ferir a sua inteligência)
Colaborador
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31/3/2008 18:45
De Braga
Mensagens: 8205
enganei-me de tópico
Roque

Criado em: 21/5/2012 12:51
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RoqueSilveira
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