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A branca das neves
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22/8/2009 4:28
De Porto
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Era uma vez… duas ou três as vezes que vos apetecer contar; que raio já estou a ficar confusa.
Será isto uma história ou uma estória?
Sirva-se… (a)proveta para que não haja desperdícios; (a)final estamos em crise.
Ou também será charlatanice? Como o boletim (mente)orológico, que nos apregoa ventos de leste quando as rajadas sopram do oriente.
Mas como estava eu a dizer, mais uma vez, lá para os lados de cafeteiras de baixo, ali mesmo ao lado de cafeteiras de cima, vivia uma bela moça que passava os seus dias a bater uma e outras massas. Não importava a marca nem o estatuto, o que ela gostava mesmo era de uma boa massa consistente que lhe apurasse bem as claras em castelo.
O raio da rapariga era tão pura que nenhuma peneira lhe apanhara alguma (im)pureza, e, de tanta farinha experimentar não houve nenhuma que lhe pegasse na forma.
Diziam que ela usava uma manteiga especial, segredos do ofício. Ou seria do orifício?
Ai que confusão Jesus!
A rapariga era levada da breca, levada pelo careca, por qualquer um, ninguém conseguia segurar a rapari(guita).
Rezavam as más-línguas que ela tinha o diabo no corpo.
Mandaram chamar o padre-cura, o desgraçado saiu mais curado do que um belo toucinho defumado, já nem quis dar a missa. O exorcismo fora tão potente que ainda trazia o dito cujo (im)pertinente de tanto se babar.
Em seguida levam o (bi)dente, de tal envergadura e cheio de visões prematuras. O que ninguém sabia é que lhe era distinto o nome pela dita dentadura que acompanhava os dois únicos dentes solitários que na frente comandavam o farsante, enganava o povo com os seus trocadilhos ou (troca)d’alhos.
O homem vinha branco como a neve, com conversas (para)anormais, dizia que tinha visto o buraco negro que quase fora sugado pelas sete maravilhas da (cu)linária, já sem dentes e todo despenteado levantava os braços e marrava “fui abençoado, fui abençoado”.
Depois de mais três tentativas falhadas ou fanadas, já todos se ofereciam para lá ir, bruxos, pais de santo, até o presidente da junta, mais conhecido por o Alfredo do vi calho queria provar a massa, e assim foi por obediência extrema.
O homem de metro e meio saiu todo feliz, o povo curioso pedia uma explicação.
- Meus amigos a senhora não sofre de nenhum mal, é branca como a neve e pura como a farinha, eu que já venho do tempo da outra senhora nunca senti a (dita) tão dura sem ter que sofrer repressões ou outras motivações.

Pois é, assim nascia a Branca das Neves, mas faltava um afinal eles eram sete e não seis e agora?
Pois, o sétimo tinha saído do bucho da rapariguita dedicou-se ao gamanço era conhecido por “ Ali vá, vá”, o coitado tinha problemas de inserção social com tantos pais (súper)dotados, algo teria que dar para o torto.
Quando roubava alguém dizia, “agarra que é ladrão”, “onde, onde?”, “Ali vá, vá”, assim como sua mãe, ninguém lhes conhecera o verdadeiro nome.
Mais tarde o moço encheu-se de gamar e passou a vender tapetes na feira da Ladra, e não é que o raio do rapaz tinha os dotes da mãe, também gostava de dar à mão e era agarrado às massas.

Em suma ou sumo da história…bem espremidinha ainda dá para contar mais uma.


Criado em: 3/1/2012 14:16
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