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GEORGE CLOONEY E EU
sem nome
Essa história de que algumas pessoas são como vinho, melhoram com o tempo, é a mais pura verdade. Conheci a versão masculina que comprova essa tese: George Clooney. Devem estar rindo-se. Muitas de nervoso, ou , confessem, pura histeria. O fato é que depois de ler pela trocentésima vez O segredo, tudo passou a acontecer assim, como por encanto. No festival de Cannes, posterior ao meu encontro com Banderas (dane-se, ele é El Zorro), foi tomando um café, sem pão-de-queijo, que me deparei com aquele sorriso. Numa palavra: encantador. Sabia da sua fama de solteiro inveterado, no Brasil, leia-se galinha. Mas, quando sorri, embora a galinhada já pise toda a área ao redor dos olhos, a pobre interlocutora perde o endereço, a identidade, e boa parte da memória recente. Algo como “quem sou, onde estou, quem apagou a luz”. Necessário se recuperar rápido, sem demonstrar essa tietagem explícita. Enquanto fala sobre seu encantamento pelo Brasil (helooo Brazil), vou me lembrando de algumas declarações suas em entrevistas. Numa delas, disse que queria ser adotado. Uma hora dessas, o planeta feminino inteiro está na fila de espera. Oh, my god! Será que ele gosta de arroz com pequi e carne-de-sol? Respondo-me, esquece sua besta, que esse homem só come la grande cuisine française ou la vecchia cucina italiana. Então, surpresa, ele me diz que se separou de Lisa Snowdon porque ela nunca fez um assado para ele no jantar.
E gente, para tudo. Sua namorada seguinte foi uma simples garçonete. Se a teoria de que o peixe morre é pela boca, ops, o caminho mais fácil para o coração de um homem é a comida... A grande corrida está aberta para El Clooney (inferno esse Zorro!). Meu problema é com a limpeza de peixes e preparo de alcachofras. Aquela quantidade de escamas, e o conteúdo das flores de alcachofras que parecem nunca acabar. Entro em pânico. Vou fazer um curso desses itens.
O lindo continuou ,falando agora que não segue modas, mas e precisa? lembrei –me de uma entrevista em que ele aparece com uma boina, no melhor estilo vovô viu a uva. Não foi o suficiente para manchar aquele charme todo. Também já foi visto cafonão em Porto Rico. E o pior foi mesmo o visual estilo salsicha geriátrico (do Scooby), para um filme .
O aspecto que ninguém imagina, tipo gente como a gente também foi falado. Insônia, e o pior que pode nos afetar: a solidão. É minha gente, o bonito sofre de solidão. Também sofro, por isso nos identificamos. Um convite para voltar à Hollywood, outro para vir às Minas Gerais. Mas o fato é que não suporto noivados longos.
“Um drink no inferno”, esse é um dos filmes dele que curti, além de “Treze homens e um segredo”. Mas, pasmem, ele fez também “A volta dos tomates assassinos” (1988). Enquanto ele descia a rua cheia de astros e estrelas do cinema, só me ocorreu pensar: “Escorrega no tomate, né seu bonitão? mas não perde a pose”.


Criado em: 28/9/2012 16:38
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