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Não o hei porque não o tento
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(Não hei porque não tento)


3º balcão



Coragem-

Não te-hei, porque não te tento,
E eu tenho do que não há, tendo
Não me-hei, porque não entendo
A mim mesmo, embora eu tente

Ter tanto mais do que não tenho,
De entendimento, ou de humano
O receio pelo que nem tento criar
Novo, invulgar, arrojado-corajoso,

Não me-hei porque não me tento
Ou não tenho voracidade, talento
Habilidade, equilíbrio de acrobata
Circense, "lata" vulgar pr'afirmar

Que possuo um pouco por'engano,
Temendo jamais ter valor qualquer
Coisa d'que penso escrevo a índigo
(Não sei, porque nem pouco tento)

Daqui prá frente não falarei d'mim
Mas d'outros, dos bravos da força
"bravo" dos quais eu sou desertor,
Embora não m'considere covarde

Fraco, ou gordo frouxo, que acuse
De crueldade as dores d'cotovelo,
Ou o ruído do público que pateia,
Finalmente da plateia ao 3º balcão,

Confundem porventura adstrição,
Com falta d'conteúdo, manifesto
De pura ficção e o actor complexo,
Versus alucinação, lucidez integral

Mas desconecta, descrentes são em
Maior número, não sei porque tento
Trocar o tom na escrita pela dúvida
Indiscutível e essa sim, só minha

Valente e feia, a mística dos deuses
É dita e escrita a forte, encardida
E em índigo, imunda …







Jorge Santos (Janeiro 2022)















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Criado em: 9/11 9:41
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A demagogia do Alquimista confiável
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A maior ameaça à liberdade é a ausência de crítica









A Alquimia do Demagogo Fiável






A vida é uma noite mal dormida
Da-qual tento não acordar morto,
Mas iníquo, mais do-que quando
Adormeci outro dia, ind'à pouco,

Quas'i sol posto, quiç'á ness'outro
Discípulo natural de mim mesmo,
Apóstolo, alquimista, demagogo
Igual a outro que detesto d'todo ...






Jorge Santos











Criado em: 9/11 14:14
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Re: Viver é disso
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Prá'quem do antes
Fica o tempo d'ind'agora
De vez em quando
Reflicto na data
Que não volta,

Não porque faça falta,
Mas para minha boa
E má escolha, as horas …
Sinto-as como alguém
Que não eu próprio,

Quem decidiu já
Não mora em mim,
Sou um outro apesar
De possuir um corpo
De ar e um pouco

De terra argilosa, porosa













Criado em: 14/11 16:55
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(bem haja quem vier "por tal")
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Criado em: 15/11 19:05
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Re: A demagogia do Alquimista desonesto
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O extremista profano






Importante é o conflito,
Velhaco quanto o mundo,
Jamais artificialidades,
Pacifismos serão poesia,

È na irreverencia, na profanação
Dos mitos, no veneno social
Na desordem, que tudo é nobre,
No caos tudo é arte

Alquimia não é sorte
É forja, inquietação morte











Criado em: 16/11 8:41
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O Homem é um animal "púbico",
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Flatulências de "marmajus incubatus infidelius " vulgo Alberus

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O Homem é um animal "púbico",
Quem disser o contrário "é besta",

Não disfarçando desta vez o voraz instinto,
A crença superior da fera, entre o caçador

Lúdico, o Guerreiro e a pudica presa,
O publico é a consciência má, não a razão

Da peça, apenas um espelho mais que polido
E apolítico, por isso se diz por'í, ser o Homem

Um animal político, se adapta à bíblia dos mansos,
À opinião dos tolos, dos patetas, nem todos,

Tal como os pelos púbicos e a vulgar vulva,
Outros salivam duma outra divisão da alma,

Pecam sem castigo e por mandato divino,
São obstetras, marcham como assombrações,

Sonham signos, setas direcções, mandam
Pra puta que pariu fulano e beltrano









Criado em: 17/11 15:44
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Doa a quem doa, o doer
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Doa a quem doa, o doer



Diz-se que quem não se sente - “não é boa gente” - agente não sou, - de costumes - nem excessivamente afeiçoado a ditados populares, ditaduras impopulares, sentimentos ousados, rosados ou pintados, mas sei que convivo com uma pitoresca “popularesca” francamente insensível, má soldadesca de rede social, de chiqueiro esta. O que aparentemente não me valoriza nem me perdoa, apenas me desgasta, emporcalha, por outro lado inspira-me, pois tudo quanto não nos mata, enfatiza-nos, valoriza-nos. Sou um respeitoso desdenhador, mas também desenhador de notações fálicas, enfáticas e acima de tudo sou pouco simpático de cara, sorumbático, de rosto embora afável no que diz respeito a relações cutâneas externas e extremas, tendo em conta que a espontaneidade e o gosto, estão para a escrita, mesmo a fictícia quanto a sensibilidade na formatação do carácter e do rosto na cor do que vestimos para sair à rua logo de manhãzinha cedo, na cor das pantufas de quarto por exemplo.
Não creio que importe a forma exacta, realista como expomos a nossa intencionalidade e racionalidade, não somos tímidas iguanas paralíticas, seguimos o impulso, eu detesto a inercia e a reles insignificância frásica, mas acima de tudo a vileza e a sordidez instituídas, mexem-me com os tímpanos centrais meridionais, não que a opinião alheia me interesse ou gratifique, estou ciente da minha fraca vantagem ou desvantagem face a muitos que não simples actores situacionistas, não há escalas de valores fiduciários na escrita, há sim uma escola de valores gerais, um poeta pode amar o amanhecer e é nessa escala, nessa trincheira que valoriza o som das palavras cheirando a mundo, a inocência das copas nas árvores das florestas, dos céus trigueiros em festa, do grafitti urbano e do alcatrão derretido e não a indecência brejeira, corriqueira do diz que disse, do fez que fez, espalhafatosos e doentios, absurdos de papo cheio, de bate papo banal, merdoso, fraldisqueiro de triste realidade social, do pretensioso dedo mindinho em riste que não no chá das cinco, há que saber esgrimir até com tijolos e pedras, mas sempre acima da linha da cintura e à altura dos olhos na testa ... azuis claros.
A negação oca, gratuita, o "bullying" é inconjugável, é ácido, cancerígeno e gera metástases, sofrimento, é criminoso na intenção dolosa, doentia de quebrar o que de mais divino possuímos, a autoestima básica, tão importante para todo e qualquer individuo, actuando patologicamente, doentiamente onde se supõe que se albergam as nossas resolutas sensações de individualidade.
A usurpação do orgulho individual e da autoimagem, da autoestima, apenas poderá dar prazer a um ser ordionário, sem identidade, a um individuo malévolo, a alguém profundamente doente, à imitação de qualquer carcereiro, carrasco de Auschwitz tendo um orgasmo e uma ereção, à medida que despe e tosquia meninas virgens para as colocar no forno crematório, no churrasco, ainda em vida. Há metáforas menos reais e felizmente mais felizes que esta na nossa pouco integra imaginação, nos recantos sórdidos das nossas loucas, conscientes congeminações de bestas de carga, de animais de charrua, de feias carantonhas de proa, onde vamos buscar e rebuscar a nossa realidade oca, ultra sedimentária e a outra, nua magra e crua.
Doa a quem doa, o doer sem privilégio de negociação fofa, manca inválida ...




Jorge Santos (Novembro 2022)















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Criado em: 19/11 15:06
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Re: Contr'apagões
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"Daqui-a-nada" desfaço-me em sorriso,
Porque a vida, ou é relevada ou não é
Pra ser levada assim, "tanto-a-sério",
Há gente por exemplo que nunca dorme,

Encurralados entre o "divan" e a divisão
Menos mobilada, a cama. Há gente que
Nunca morde ou ainda não foi mordida
"Às-cegas" p'la fúria séria, sem expiação.

Loucura, glória nem daqui a'nad'ontem,
Agora ainda é cedo pra dormir, deixem-
-Me rir mais um pouco, ao fim e ao cabo
A delícia está no absurdo que é acordar

Sonhando ser agora, só "ind'à bocado,"
"Daqui-a-nada" desfaço-me en'semanas
E mordo quen'chegar ao encontro atrasado
Ou fora d'horas, o que chegar en'último,

Não "vale-pra-nada", é mais um "tonto",
"Daqui-a-pouco" é hoje, amanhã, depois
O Yin-yang será en'terreno relvado, a lua
A contar do fundo meio campo, na praia

Do "tanto-se-me-dá", canto livre directo.
Há gente que nunca come, por exemplo
Chamuças ao sábado ou não bebe vinho
Verde, Porto só "de quando em quando"







"O Transhumante"








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Desprezar-me ou desconsiderar a minha orografia, o meu alto relevo, é de facto intolerável impensável e inaceitável, sou incontornável, relevante e incontrolável por direito de vocação, impossível deixar de ver, vislumbrar uma gigantesca montanha para quem não faça uso de óculos muito, muitíssimo graduados ou simule cegueira selectiva estrábica, ofereço gráfica e gratuitamente a minha topografia zen, dou-a de-graça e todo um esforço intelectual criativo, todo o meu altruísta trabalho em prol de muitos, como um cego sem abrigo tocador de acordéon/concertina em planas Ramblas de Barça, harpa na ponte que une Budapeste nos dois lados, em Vienne , no Prado, em Bucareste, no Soweto.
A dita simpatia, estima ou a esgrima virtual é, são de facto capciosas, falsas, sou viril e crivelmente incontornável de espátulas, na cintura e no peito nem tanto, afeição virtual não é o meu prato ou órgão predilecto para ser consumido em jejum, insectos não são meu producto favorito no supermercado, não sou tolerante à lactose quer por fora nem do avesso, quem simula viral afecto por uma institualizada instituição web e fiduciária é demente, é o que eu sou mas no outro sentido, não simulo sanidade mas loucura premente e da forte, não discuto imbecilidades, boçalidades, o meu verniz não estala por “dá-cá-aquela-palha” nem nas espátulas porque não existem, não faço uso de matizes primários ou esboços, gralhas, sou o simulacro do fingimento congénito, a institucionalização instituída de um guisado à Bordalesa afinado, quem disser o contrário ou o oposto, mente. Qualquer ser/ lugar vigente ou vincendo onde se transformem objectos lugares e ambientes em amantes visuais, é digno de devoção, da vossa total e honrosa, honorífica dedicação eu estou deste outro lado, o do Pinho Bordalo, a minha vocação é ser idolatrado, escarificado, ser objecto de oração, escanção, conjura.
O que vos dou, ofereço é o meu dom de sonhar alto, é um original estigma contiguo a mim mesmo, um pecado cerebral, um pedaço do ego a contrição de mim mesmo, iniciático e messiânico, pois jamais estarei em saldo nem me vendo a retalho pelo meio da rua, não sou um versátil entretenimento de massa bruta, nem de entendimento linear à escala universal, basta-me ser eu para ser algo diverso, divergente, difrerente, distinto o que sinto acredito e percebo.
Reservo a Hiper funcionalidade dos sentidos, do processo cognitivo, à fetal especulação acerca dos relevos sensoriais, do que me vai na alma e dos mais que me inspiram, das fontes que me estimulam, não aos mancos de caráter manso, do heráldico manancial de águas puras e não da manada suja, poluída, porca imunda, da corja infecunda, da gentalha, da fatal gamela virtual.








Criado em: 20/11 20:37
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Bem hajam, bem haja a poesia ...
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Iluminado pelo eco de mim próprio, lembrei-me deste breve texto, (que não quero perder e" para que uma tão brilhante produção do meu espírito não se perca no correio") pois todas os prelados são dignos e embora alguns não o sejam, serão sempre dignas todas as palavras, elas são e serão solenes, nobres e signatárias da nossa lenticular e particular reflexão e da minha maior admiração, assim como a poesia, a mistura de castas é que melhor transforma e transporta dos quininos o sabor e mais paladoso se torna o vinho assim como nos cereais pois não somos todos "farinha do mesmo saco", iguais e monogástricos. Amo acima de tudo a multidisciplinaridade, adoro os multi-cereais do pão, no cuscuz marroquino, pois nem todos somos iguais ao farelo alguns somos mais como as lentilhas, como no meu caso e cabe-me defender o bom nome cerealífero respeitando e sendo-o tb e identicamente todos os outros cereais, papais ou não tão monásticos,
Focado no eco do golo e um pouco pelo ego não dissimulado mas muito grande, largo e que expresso de orelha a orelha num sorriso sem complexos e acerca do peso que no rosto ocupa uma conquista, do que uma sílaba sonora gritada a forte possa contar de imenso num texto sem morte. Não sendo nem daqui eu nem de lado nenhum e de toda a parte um pouco, sinto-me um optimista pouco reservado, mais do que posso explicar por palavras, com sorte e por poder dar ao mundo o meu mundo como uma espécie de eternidade compreensível,
bem haja a poesia tão doente









uma sobrecarregada alma,
sentindo em redor de mim
um mundo moralmente frio
e materialmente quente
— abaixo de zero quanto à minha alma
e não longe dos 40 quanto ao meu corpo —
Nada com nada em sua volta
E algumas árvores no meio,
Nenhuma das quais claramente verde,
Onde não há vista de rio ou de flor.
Se há um inferno, eu encontrei-o,
Pois se não está aqui, onde Diabo estará?



F.P.







Criado em: 24/11 14:52
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O contraste não se atravessa ...
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A variedade por promessa


Mas o contraste não me esmaga — liberta‑me, e a ironia que há nele é sangue meu. O que deverá humilhar-me é a minha bandeira, que desfraldo e o riso com que deveria rir de mim, é um clarim com que saúdo e gero uma alvorada em que me faço.


B.S.



O contraste não se atravessa, se esmaga ...






O objectivo da minha vida
é a imprecisão que por vezes
me espanta e me esmaga
transversalmente, é talvez
pouco natural de explicar
ao mundo, o mundo que
inda não habituei a habitar,

Isso me basta como contradição
e para ocupar a minha
alma exausta de tanto duvidar
atrás das preciosas alvoradas
ou dos detalhes do que tenho
ainda que andar, nesta viagem
à minha roda,

sem volta nem onde ir parar,
razão pra alternar de rota
não tenho, embora pergunte
a mim mesmo até onde
esta tão turva, tão manchada
de tida, de nada, de estar
sem estar.

O rosto com que rio por mim
é rasgado, o arroio me tornou
instinto, fluente não, nem resposta
real tenho para dar à realidade
que em mim não há, nem muda de forma
ajusta-se a outra forma,
não a original nem à concreta …







O Transhumante





O contraste não se atravessa, esbate-se ...




O sal picando-o, esmagado adere ao fundo do copo e também à mesa no tampo, assim a verdade dará sempre a sensação de doce salgado, no fundo a flagrante e criminosa sobremesa


O Transhumante




Tod'o poeta se ausenta cedo




Tod'o poeta que se ausente cedo é por temer regressar tarde a casa



Há um poeta breve que se senta à mesa sempre mais cedo que todos os outros, regularmente à minha direita, quando é citado na poesia por quem está sentado em frente ou á esquerda, por vontade própria ou por qualquer outra razão, ele parte quase de imediato, em silêncio e sempre antes de brindarmos, braço ao alto, copo na mão destra. Parece sonhar discreto, sombrio quando é tido por ter dito algo que não disse, no que não é dito certifica-o, pois sorri e aí respira curto mas fundo, suponho eu que sempre na pausa mais longa ele foge da mesa, estou certo que tod'o poeta que se retire da mesa antes do brinde é porque entardeceu lá fora cedo e precocemente, em contrastes de sombra, luz e temor em regressar tarde a casa, breve ou cedo.








Criado em: 27/11 16:20
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