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Poemas : 

O tempo nada sabe de mim

 

Há uma ponte que me atravessa
uma cidade debruçada sobre o rio
a chamar-me
de dentro das manhãs
onde guardo o tempo.
De nada me serve
correr por entre as nuvens
encerrar todas as dúvidas
e temores
numa lua cheia de olhares de outrora.
O tempo nada sabe de mim
desconhece que eu sou
um silêncio anónimo
a vencer-me neste lado do mar
enquanto a cidade canta
num bailado de luz
escreve a história em paredes subterrâneas
esquece as horas
apaga o tempo
e recolhe nos lábios
as chuvas que caem dos dias
em sussurros de águas memoriais.


maria

 
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outonal_idade(s)
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 16/02/2013 09:25  Atualizado: 16/02/2013 09:25
 Re: O tempo nada sabe de mim
Eu também queria, que o tempo não soubesse de mim, mas ele não só sabe de mim, como respira na minha nuca. Outro poema talhado a primor. Parabéns muitos.


Enviado por Tópico
Caopoeta
Publicado: 20/02/2013 17:21  Atualizado: 20/02/2013 17:21
Colaborador
Usuário desde: 12/07/2007
Localidade:
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 Re: O tempo nada sabe de mim
haverá sempre cidade que nao molha os braços
e tempo inóspido que saboreia as paisagens
e a veracidade de um olhar numa noite de outrora
torna-se em silêncio num grito que trazemos dentro.



abraço.


Enviado por Tópico
cleo moreno
Publicado: 19/04/2014 22:12  Atualizado: 19/04/2014 22:12
Muito Participativo
Usuário desde: 17/01/2008
Localidade:
Mensagens: 69
 Re: O tempo nada sabe de mim
Também de mim o tempo nada sabe...
Mas,teimoso que é insiste em afirmar estórias,
e exibir marcas, e mudar opiniões.

Tornar vil o que antes me era caro.
O tempo que "não apita nas curvas",
Também não cessa de gritar em alerta.