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Poemas : 

O rumo incerto das aves

 
Dói-te o rumo incerto das aves
e o espelho
frágil
em que te (re)partes
quando te procuras verdade

[como se não houvesse muros
na travessia do vento]

e não te sentes
por dentro.

Lerás nos meus olhos
as tardes de mar
e o pólen do silêncio
quando no ritmo das marés
buscares a sincronia das abelhas
e a coragem da semente
a nascer dor
de entre os desígnios
do tempo.


maria

 
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outonal_idade(s)
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 25/02/2013 16:21  Atualizado: 25/02/2013 16:21
 Re: O rumo incerto das aves
Um deleite esta leitura, gostei muito!

(...)

"Lerás nos meus olhos
as tardes de mar
e o pólen do silêncio
quando no ritmo das marés
buscares a sincronia das abelhas
e a coragem da semente
a nascer dor
de entre os desígnios
do tempo."

Essa estrofe está delicada e ao mesmo tempo forte/funda... toca a alma , maciamente.


Parabéns e obrigada pela partilha!



Bjs,

ALICE


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 25/02/2013 22:45  Atualizado: 25/02/2013 22:45
 Re: O rumo incerto das aves
Profundo na essência mas escrito com a tinta da leveza. Parabéns.