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Poemas : 

Como se nada mais se concedesse

 




Sentar-se na extremidade do sofá,
olhando os olhares, como se
a nada pertencesse,
como se nada mais se concedesse
que o girar dos gestos,
sons caídos dos dias sós.

Ficar calada como a noite,
inventar barcos nas pontas dos dedos,
por detrás do imaginário das esperas.

Depois, sair do corpo,
transformar a noite em tempo,
ter trajetórias e cais,
rente às palavras eternas,
às árvores,
ao vento.

maria

 
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outonal_idade(s)
 
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Enviado por Tópico
TrabisDeMentia
Publicado: 05/04/2014 22:32  Atualizado: 05/04/2014 22:32
Webmaster
Usuário desde: 25/01/2006
Localidade: Bombarral
Mensagens: 2265
 Re: Como se nada mais se concedesse
Fico a pensar no cenário que envolveu este poema.
Encontro várias interpretações e estou certo que nenhuma é a sua.
É bom quando assim é...
E assim foi.

Um abraço :)


Enviado por Tópico
Vania Lopez
Publicado: 06/04/2014 01:27  Atualizado: 06/04/2014 01:27
Colaborador
Usuário desde: 25/01/2009
Localidade: Pouso Alegre - MG
Mensagens: 17658
 Re: Como se nada mais se concedesse
essa sua delicadeza com as palavras me envolve. (admiro)
eis uma solidão bela e delicada. perfeito. parabéns e obrigada


Enviado por Tópico
GELComposicoes
Publicado: 06/04/2014 06:44  Atualizado: 06/04/2014 06:44
Luso de Ouro
Usuário desde: 04/02/2013
Localidade: Uberlândia - MG - Brasil
Mensagens: 2374
 Re: Como se nada mais se concedesse
Show!
Gostei.
Abração.