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Quarto Nupcial

 
Tags:  amor    surrealismo  
 
Quarto Nupcial

O nosso quarto, meu amor, o mais belo
algures nesta cidade prenha de vida,
onde, tu e eu, revigoramos os desejos
e renovamos as juras eternas de amar.

Tem por chão, um tapete de grama verde,
sulcada de pedra solta em mil arabescos,
o tecto é forrado de um escuro negrume,
pontilhado por mil filamentos de prata,
como também de prata é o seu lustre aceso.

As paredes, são entre os naturais verdes
e dos mil assimétricos esboços urbanos,
permite-nos sentir fortes odores diversos
desse amalgamado relevo tridimensional.

As janelas de nosso quarto são amplas,
desenhadas por rio corrente navegado
de fulas e fragatas ondulando ao vento,
que libertam a suave brisa envolvente.

Por melodia de fundo, soa-nos distantes
os ecos entrecortados de algum silêncio,
que geram uma sinfonia caótica eterna,
que nos é imposta, mas dela nos alheamos.

A nossa cama nupcial, um banco de jardim,
ora em pedra polida, ora em madeira lisa,
é eleito altar de nossos corpos enlaçados,
que se olham, se tocam e se beijam, sem fim.



Poet@ sem Alm@
João Loureiro


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Lisboa, 27/07/2015.
 
Autor
Poeta.sem.Alma
 
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