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Poemas : 

De amor e dor

 
No entanto, subsisto. E movo
a superfície do tempo como
quem grava na pele
a raiz contraída
do verso.


maria

 
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outonal_idade(s)
 
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Enviado por Tópico
erro
Publicado: 20/07/2016 02:45  Atualizado: 02/01/2019 18:25
Colaborador
Usuário desde: 04/03/2016
Localidade:
Mensagens: 845
 Re: De amor e dor
li




Enviado por Tópico
Margô_T
Publicado: 20/07/2016 11:46  Atualizado: 20/07/2016 11:46
Da casa!
Usuário desde: 27/06/2016
Localidade: Lisboa
Mensagens: 277
 Re: De amor e dor
Um poema que permite explorar diferentes sentidos, apenas trocando algumas palavras, todos eles conduzindo à mesma raiz/verso.
É a “superfície do tempo” que se move como “quem grava na pele/a raiz contraída/do verso” ou será a superfície da pele que se move como quem grava no tempo o verso contraído da raiz?
A palavra “verso”, com este grafismo, é o que vai mais a fundo, é o que mais parece ser a raiz.
Além do mais, é o verso que, como veio, alimenta o poema, tal como a raiz alimenta a árvore.
Essa “raiz contraída/do verso”, esse verso contraído da raiz, lembra os percalços da vida. Os percalços que se “gravam na pele” e no tempo, fazendo mover “superfície do tempo” e, também, a superfície da pele que vai somando cicatrizes, dores e desamores enquanto se “subsiste”.


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 07/08/2016 22:18  Atualizado: 07/08/2016 22:18
 Re: De amor e dor
Deu poesia em poucas palavras!